insight MVC - nº 18 Maio 1999 |
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Feliz 1998 - Marco Aurélio Ferreira Vianna Ajudando o Consultor a Ser Competente - L A Costacurta Junqueira - L A Costacurta Junqueira Negociação: O Caminho do Sucesso - José Augusto Wanderley - José Augusto Wanderley Treinamento Online - Mito e Realidade - Marcelo Fernandes - Marcelo Fernandes Negociando no Mercosul - Leila Rockert Magalhães Diminua as Incertezas do Futuro |
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| Acabamos de fazer a revisão
técnica do livro Corporate Universities, de JEANNE MEISTER. Em português o
título deverá ser "Educação Corporativa; Desenvolvendo o Capital Intelectual
através das Universidades Corporativas". Em nossa opinião trata-se da melhor publicação na área de T&D nos últimos 5 anos. Enquanto a grande maioria dos livros apresenta "O Que Fazer", esse vai além, mostrando também "O Como Fazer. É uma coleção de estratégias, melhores práticas, benchmarking, na área de treinamento e desenvolvimento. O livro certamente contribuirá para o crescimento das Universidades Corporativas, no Brasil. Se nos Estados Unidos já há perto de 2000, o panorama aqui é de 8 Universidades existentes, 50 em processo de instalação e 200 na fase de viabilidade (números aproximados). A mais recente pesquisa sobre Universidades Corporativas nos Estados Unidos (www.corpu.com) nos mostra alguns dados interessantes:
Vale à pena consultar o site. Por último, queremos, novamente, lembrar ao leitor a possibilidade de indicar novos assinantes (gratuitos) para o INSIGHT MVC; basta nos enviar nome, função, empresa, e-mail. Um abraço COSTACURTA E MARCO AURÉLIO |
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Marco Aurélio Ferreira Vianna
Presidente do Instituto MVC
De vez em quando o calendário nos prega algumas peças. Aliás, não tenho dúvida, o tempo é uma ilusão. Entretanto, neste aspecto, 1998 foi impar. Ele está simplesmente começando agora. Seu carnaval foi em março, os feriados de abril permitiram uma série de "pontes" e a Copa do Mundo, uma coincidência fatal agora com 35 dias de duração, tomou todo junho e metade de julho. Por isto, vivemos uma situação trágica, no mínimo sui generis. Tentava-se trabalhar em janeiro e fevereiro e ouvíamos o célebre "vamos deixar para depois do carnaval". Em março, não de outra forma, também escutávamos "temos que retomar nossas atividades, mas abril tem poucos dias úteis. Vamos falar em maio". Quando o mês das noivas chegou, além dos casamentos, é claro, diziam: "A Copa do Mundo está aí. Volte em julho". Com a experiência única desta brasileirice, comecei nas minhas horas vagas a escrever um livro que se chamaria: 1998 - O ano que começou em 13 de julho. Meu otimismo patriótico futebolístico, fazia prever o penta-campeonato. Errei por pouco, fomos vice-campeões, mas o país foi totalmente ocupado até a noite do dia 12 de julho. Bebemos vinho para esquecer e não para comemorar. Minha crença era tão grande que em casa fiz um novo reveillon para comemorar a chegada do ano novo. Ainda de ressaca da festa, mas pronto para começar o trabalho, fomos surpreendidos pela Crise da Rússia, que fez a bolsa despencar, os juros subirem, o pessimismo voltar e, principalmente, as vendas de muita gente caírem. Cheirando o tamanho do pepino, o nosso livro passou para: 1998 - o ano que ia começar em 13 de julho. Guardei o resto do champanhe para o último reveillon do milênio (há controvérsias, posto que uns dizem que foi o penúltimo) e feliz da vida fiquei esperando 98 começar em 1 de janeiro de 99. Já neste ano, o sonho durou pouco mais que 5 dias úteis. O Real oscila, o Banco Marka desaparece, o Banco Central se perde e pronto: estamos de novo esperando. Uma espera complicada pois, afinal de contas, 1998 ainda não havia começado e eu, otimista nato, já contabilizava três reveillons comemorando sua chegada. Uma primeira lição, de ordem moralista, é óbvia: apesar de desesperançada, chega de criancice gente! Não há sentido, dentro de qualquer ótica adiar sempre a construção de um país por causa desta mentalidade de feriado permanente. Jogamos, no meu ponto de vista, no mínimo 5% do PIB nesta sanha preguiçosa. Alguma coisa como 50 bilhões de dólares. Entretanto, o objetivo desta matéria é apenas alertar um ponto positivo, quase uma proposta de otimismo. É verdade que a partir de agora - inflação em baixa, juros mais em baixa ainda, expectativas positivas e a reversão da crise -, passa a ocorrer, com grande probabilidade, o cenário de retomada, em que os atores da cena empresarial vão querer recuperar o tempo perdido. Sem dúvida, pode acontecer o fenômeno de se viver 2 anos em 1, a qualquer momento a partir do segundo semestre de 99. E então, finalmente, 1998 vai chegar. Apesar desta brilhante luz no fim do túnel são necessários alguns cuidados e estratégias específicas:
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L A COSTACURTA JUNQUEIRA
VICE-PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC
Na coluna Falando com o Presidente, Revista T&D, abordamos as relações do cliente/consultor no texto "Cada Empresa tem o Consultor que Merece"; como o tema despertou grande receptividade resolvemos voltar ao assunto. De modo geral, no mercado, o foco sempre é a busca da competência do consultor; nesse pequeno ensaio a idéia é analisar no que o cliente pode ajudar o consultor a ser competente. Estamos tratando, portanto, da competência do cliente. Perguntamos a 10 renomados consultores; "O que o cliente poderia fazer para ajudá-lo a fazer o melhor trabalho possível"? As respostas de todos eles apresentaram uma semelhança bastante grande. Eis o que obtivemos:
E só....por enquanto!
OBS. Material do livro Cada Empresa tem o Consultor que Merece (co-autoria CÉLIA MARCHIONI), a ser lançado durante o CONARH, pela Editora Gente. |
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Nestes 30 anos de atuação como consultores trabalhamos ativamente com mais de 800 empresas, associações e órgãos do governo ajudando-os, com freqüência, a estruturar/reduzir as incertezas associadas ao futuro de seus ambientes de negócios. Uma política de busca permanente de excelência neste campo nos tornou membros da World Futures Studies Federation e da World Future Society, uma das mais importantes entidades mundiais de estudos do futuro, em cujo seminário anual nos EUA temos mantido presença obrigatória nos últimos quinze anos. A partir desta experiência e obedecendo a um processo de evolução natural, decidimos criar no Instituto MVC uma estrutura profissional altamente capacitada a elaborar estudos do futuro - o Centro de Excelência para Estudos do Futuro (CEEF), com acesso aos melhores bancos de dados existentes sobre o tema e a uma extensa rede de especialistas brasileiros e estrangeiros.
Veja O Que Podemos Fazer Para Você e Sua Empresa....
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LEILA ROCKERT MAGALHÃES
CONSULTORA DO INSTITUTO MVC
Como estamos negociando durante todo o tempo, nos mais diversos papéis sociais, por vezes reagimos automaticamente, sem pensar, particularmente, nos outros. E, de repente, estamos nós nos questionando sobre por que o outro teve esta atitude comigo ? Ou o que eu disse que possa ter provocado tamanha reação ? Em função disso, torna-se imperioso, especialmente quando estamos no papel profissional, dar atenção especial às negociações internacionais, nas quais aspectos culturais entram em jogo. Nesse sentido é importante lembrar que diferentes culturas requerem diferentes abordagens, se quisermos reduzir os ruídos possíveis no processo de negociação. Segue algumas dicas que podem ser levadas em conta, na hora de montar uma estratégia de negociação: Ao negociar com os argentinos, por exemplo: cumprimente cada pessoa presente e não o grupo como todo. O aperto de mãos é caloroso, mas há formalidade no tratamento; dirija-se às pessoas como: "Senhor, Doutor" .... Mantenha contato com os olhos durante a conversação. Os argentinos são muito orgulhosos, e um esforço para aprender espanhol será muito apreciado. Desenvolva sua habilidade de paciência, pois, eles são conhecidos como negociadores duros, fazendo concessões lentamente. Seja pontual, mesmo que seu interlocutor possa se atrasar até 30 minutos. Evite comparações entre a cultura americana e a brasileira. Os argentinos, especialmente os cosmopolitas, se consideram bastante cultos, são fãs de óperas e Buenos Aires é um lugar importante de óperas. Os argentinos apreciam o tango e também o jazz americano, são assuntos que facilitam o aquecimento no processo de negociação. O Uruguai segue modelo para os demais países latinos, em relação ao cumprimento. Uruguaios são calorosos com as pessoas e, entre amigos do sexo masculino, é comum o abraço. As mulheres, além do abraço, usam o beijo no rosto. A proximidade física é comum tanto em situações sociais quanto de negócios. A apresentação do vestuário é um item importante tanto para os homens como as mulheres; devem-se evitar roupas extravagantes em modelos e cores, preferindo-se as cores sóbrias. Nos negócios, observam a pontualidade, porém são geralmente impacientes, buscando atingir os resultados de imediato. Isso não significa que desistem logo. Ainda na lista dos países latinos, temos o Brasil, com suas peculiaridades, por exemplo: os brasileiros não gostam de ser chamadas de latinos ou sul-americanos. Não se sentem confortáveis falando espanhol. Geralmente a prática da pontualidade e a rapidez no processo de negociação é mais claramente observável em S. Paulo e nos Estados do Sul. Estas e outras diferenças internas devem ser entendidas a partir da formação de cada região. Outra característica importante é que, apesar de ser um país latino, o machismo é bem menos acirrado do que por exemplo, no México . Um dos pontos aos quais é dado, ênfase pelos brasileiros é o relacionamento, que por vezes torna-se o ponto central na negociação. Essa postura está fortemente cunhada pelos aspectos culturais; originada no processo de ocupação territorial e nas relações de vassalagem. Sempre submetidos a um "senhor" e tendo que se adaptar às adversidades, foi se construindo ao longo do tempo uma imagem inferiorizada em relação à outras culturas. Na busca de preencher esse vazio, de contrabalançar esse sentimento e criar um ambiente de aceitação, o brasileiro desenvolveu essa habilidade reconhecida mundialmente de relacionamento, que por vezes em função da intensidade como é utilizada, acaba criando transtornos. Como podemos ver, essas diferenças, que aparentemente parecem pequenas, podem se transformar, durante o processo de negociação, no estopim de um problema de comunicação.
OBS. Material retirado do Seminário Negociações Internacionais. |