Profissionais que praticam a
venda consultiva são
permanentemente expostos a
situações em que
são
obrigados a fazer
apresentações eficazes,
negociar conflitos e
gerenciar bem seu trabalho
visando utilizar o seu tempo
e o do cliente com
competência.
Tendemos a pensar que
apresentar idéias e projetos
é algo relativamente
simples. Mas quando vamos
verificar o número de vezes
que deixamos de vender
porque não soubemos nos
expressar bem, normalmente
nos
assustamos.
Outra razão significativa de
perda de negócios é a nossa
freqüente inabilidade para
administrar os conflitos que
naturalmente surgem durante
nossos contatos com
clientes. Normalmente
tendemos a buscar meios de
impor nossos pontos de
vista, não praticando a
máxima do marketing que nos
orienta quanto à importância
de estarmos permanentemente
comprometidos com o sucesso
de nossos clientes.
Na eterna queda de braço
entre vendedores e
compradores é muito comum
que se busquem argumentos
para fragilizar as propostas
da outra parte. Todos
aqueles que trabalham na
área de vendas já escutaram
muitos compradores dizerem
que seus produtos estavam
caros e, além do mais, eram
commodities
facilmente encontráveis no
mercado.
Nossos vendedores
precisam
lembrar-se que “caro é
aquilo que não vale”. Se o
vendedor tiver feito
corretamente a apresentação
dos benefícios da oferta
(benefícios são
características ou vantagens
diretamente relacionadas
com as necessidades do
cliente) não deverá ter
muita dificuldade em
justificar o preço que está
sendo cobrado.
Mas a objeção mais difícil
de responder é: porque o
nosso produto não é uma
commodity?
Em primeiro lugar, vamos
definir claramente o que é
uma
commodity.
Segundo o dicionário Houaiss
trata-se de “qualquer bem em
estado bruto, geralmente de
origem agropecuária ou de
extração mineral ou vegetal,
produzido em larga escala
mundial e com
características físicas
homogêneas, seja qual for a
sua origem, geralmente
destinado ao comércio
externo”. O próprio
dicionário cita café,
açúcar, soja, trigo,
petróleo, ouro e diversos
minérios como exemplos de
commodity.
Se sua empresa comercializa
algum desses produtos em
estado bruto, não tem jeito.
A decisão de compra se dará
em função da maior ou menor
oferta e procura e o preço
será determinado em função
dessas duas variáveis.
Contudo, se vocês
comercializam vitaminas, pó
de café ou café solúvel,
óleo ou margarina de soja,
farinha
ou farelo de trigo, gasolina
ou óleo diesel, pulseiras ou
brincos de ouro, aço
laminado ou plano,
tenha certeza que seu
produto não é uma
commodity. A
razão dessa afirmação é
simples: seu produto pode –
e deve -
apresentar diferenciais
em relação aos concorrentes.
De que
tipos de diferenciais
estamos falando?
Podem ser
marca,
assistência técnica,
vantagens logísticas,
alianças estratégicas com os
canais de distribuição e
mais uma longa lista de
fatores de diferenciação que
qualquer bom livro de
marketing é capaz de listar.
Mas por que os vendedores
aceitam tão facilmente o
argumento de que seu produto
é uma
commodity? É
muito simples: porque eles
acham mais
fácil
vender para o seu gerente a
idéia de oferecer um
“descontinho” para o
cliente. Afinal, o gerente
sabe que se eles não baterem
a tão famigerada cota, o
próprio gerente ficará em
maus lençóis junto a sua
chefia imediata. Dessa forma
cria-se um círculo vicioso:
o cliente diz que a oferta é
uma
commodity, o
vendedor repassa a pressão
para o seu chefe e este –
preocupado em agradar a sua
diretoria – acaba concedendo
algum desconto a mais.
Se pensarmos sobre quem sai
perdendo nesta estória,
vamos verificar que é a
empresa vendedora, que
muitas vezes investiu
milhares (ou milhões) de
reais na tentativa de
criar
diferenciais para
seus produtos e vê todo esse
esforço “ir para o ralo”
somente porque um comprador
mais habilidoso conseguiu
fragilizar o vendedor e
convencê-lo que seu produto
é exatamente igual ao dos
concorrentes.
Também não podemos deixar de
considerar como fundamental
a nossa capacidade gerenciar
com competência nosso
trabalho, visando
otimizar
nosso tempo e o do cliente.
Quantas vezes já vimos bons
vendedores perderem
vendas
praticamente fechadas
porque cansaram o cliente ou
não foram capazes de
entregar a proposta a tempo.
A outra face da mesma moeda
é aquele vendedor que embora
tenha uma excelente carteira
de clientes não consegue dar
conta de atender a todos
porque não se planeja para
fazê-lo.
É claro que essas não são as
únicas razões para que um
vendedor perca vendas. Mas
se conseguirmos melhorar
nossa
performance em
relação a elas, com certeza
seremos mais eficazes e
produtivos.
2a. ETAPA
(primeiro encontro
presencial) - 16 horas
Trabalho Duro, mas Ganho
Pouco
1. Gestão da Informação:
panorama atual. 2. A nova
realidade das empresas:
equipes enxutas grandes
volume de informações e de
trabalho, cobrança de
melhores resultados para
superar os concorrentes. 3.
Gestão da Informação:
vantagens e soluções ao
alcance de todos. 4.
Diferenças entre a venda
consultiva e outras
estratégias de
comercialização de produtos
e serviços.
Por Que ele não me Entendeu?
1. Sociedade contemporânea:
sinônimo de comunicação. 2.
O uso da inteligência
emocional nas vendas. 3.
Exercícios para aguçar a
percepção. 4. O modelo
básico de
comunicação:emissor,
receptor, código, canal,
mensagem e feedback. 5. O
importante não é o que você
fala e sim o que o receptor
entende. 6. Exercícios em
grupo.
Avaliação do Valor
Estratégico de Cada Cliente
1. Análise do potencial de
clientes. 2. Clientes de
maior valor, de maior
potencial e
bellow zero: como
tratar cada um visando
maximizar os resultados de
seus esforços. 3. Fixação
através de jogo
Montando um Sistema de
Informação que
Maximize
.o
Resultado dos Esforços
Comerciais
1.
A utilização dos princípios
do CRM em vendas. 2.
Principais fontes de
obtenção de dados:
interação, pesquisa,
observação e espionagem. 3.
Análise das informações. 4.
Planejando estrategicamente
o uso das informações. 5. A
montagem de um sistema de
inteligência de mercado. 6.
Fixação através de exercício
em grupo.
Técnicas de Análise das
Necessidades do Cliente
1.
A matriz GE/McKinsey. 2. A
matriz de Porter. 3. O
conceito de cadeia de valor
e sua aplicabilidade a
vendas. 4. Matriz produto X
mercado. 5. Definição da
oferta em função das
necessidades atuais ou
futuras e da rentabilidade
do negócio. 6. Fixação
através de exercício em
grupo.
Neutralizando a Ação da
Concorrência
1.
Os componentes da análise da
concorrência; 2. O perfil de
resposta do concorrente. 3.
Movimentos Competitivos: (a)
movimentos competitivos; (b)
pontos focais; (c)
informação e segredo. 4.
Compreendendo as estratégias
que estão sendo utilizadas
pela concorrência e
neutralizando seus efeitos:
a matriz de Vilhena. 5.
Fixação através de jogo.
Preparação para o 2o.
Módulo Presencial
Elaboração do PLANO DE AÇÃO.
3a. ETAPA
(segundo encontro
presencial) - 16 horas
A Negociação no Processo de
Venda Consultiva
1. O contexto/ambiente da
negociação nos tempos
atuais, o papel do
negociador, o foco em
resultados. 2. Etapas do
processo de negociação -
preparação, abertura,
exploração, apresentação,
clarificação, fechamento e
avaliação. 3. Confiança,
assertividade, persuasão e
parceria no processo de
negociação. 4. Estilos de
comportamento no processo de
negociação. 5. Análise
individual das forças e
fraquezas e sua utilização
durante a negociação. 6.
Estratégias e táticas,
ativas e defensivas, no
processo de negociação. 7.
Administração dos climas do
processo de negociação,
cooperação, competição. 8. A
flexibilidade na negociação.
9. Administração de
conflitos e negociação, usos
e abusos do poder. 10.
Diagnose dos obstáculos no
processo de negociação
(impasses); as concessões.
11. O perfil do negociador
e seus pecados capitais.
Do Planejamento à Ação ou a
Prática da Teoria
1. Auto
avaliação de práticas
de vendas. 2. Identificação
dos pontos fortes e do que é
preciso melhorar. 3. Os
princípios da negociação
avançada aplicados
a
venda de tangíveis e
intangíveis. 4. Fixação
através de exercício
individual.
Preparação do Plano de Ação
a ser Negociado com o
Superior Imediato
1. Planejando a negociação.
2. Preparação para negociar
com o chefe. 3. Orientações
sobre a etapa de follow-up.
4. Exercícios de fixação.
7. REGRAS DO JOGO
Como um dos principais
objetivos buscados é
permitir que o participante
elabore e negocie com seu
superior imediato um Plano
de Ação que contempla
objetivos de curto prazo – 6
meses – são consideradas
condições básicas:
a) Que
a etapa de pré-diagnóstico
seja contratada junto com o
Programa (ver conteúdo no
item pré-diagnóstico);
b) Que
os responsáveis pela área
comercial – diretores,
gerentes e supervisores – se
envolvam e apóiem o
Programa.