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TREINAMENTO POR MASSA CRÍTICA
L. A. COSTACURTA JUNQUEIRA
CEO DO INSTITUTO MVC
Nos últimos congressos que temos
participado, no Brasil e no
Exterior, o que tem ficado patente é
que as grandes novidades na área de
treinamento gerencial residem mais
na metodologia e na tecnologia do
que em novos produtos.
O que denominaremos “Treinamento por
Massa Critica” se enquadra no que
colocamos no parágrafo anterior..
A direção das empresas cada vez mais
demanda processos de mudança mais
rápidos, com atividades cada vez
mais vivenciadas, e uma
simultaneidade cada vez maior. O
treinamento se aplica nos processos
de mudança de cultura organizacional
(por exemplo, nos casos de aquisição
de controle acionário, implantação
de sistemas da qualidade), ou
expansão de negócio ou novos
produtos ou processos etc. Na
realidade, o conceito de massa
crítica se operacionaliza quando
conseguimos fazer para 500 pessoas,
simultaneamente, o que até então era
feito com grupos de 20
participantes. Evidentemente que
continuam válidas também para os
eventos de caráter informativo a
maioria das colocações a seguir:
Quais então os requisitos para que
isto aconteça ?
-
Um consultor com grande domínio
de grupos, nome conhecido no
mercado e altamente carismático.
-
Uma metodologia que permita alto
grau de participação/vivência,
grupos homogêneos (mesma área ou
problemas comuns).
-
Uma infra-estrutura que permita
que todos trabalhem na mesma
sala (mesas redondas), no campo
visual do instrutor (microfones
em todas as mesas).
-
Participação simultânea de todos
os envolvidos no processo de
mudança, da Diretoria aos níveis
mais baixos.
-
A elaboração de um produto
final/ plano de ação para
implementação depois do evento;
cada indivíduo faz o seu com
ênfase no que ele desenvolverá e
no que ele precisa dos outros
para desenvolver.
Quais seriam então a vantagem do
treinamento por massa critica
-
Custo mais baixo por
participante (embora mais caro
por dia de trabalho); imaginamos
um custo diário por volta de R$
10.000,00, o que para 500
pessoas, por exemplo, implicaria
num valor de R$ 20,00 dia, por
participante. Tudo favorece, é
claro, a relação custo/benefício
(para turmas de 20 pessoas o
custo dia é de R$ 3.500,00.)
-
Rapidez maior na mudança; ao fim
de dois ou três dias, todos
terão passado pelo mesmo
processo e de forma simultânea
-
Uso de apenas um consultor que
pode acumular grande dose de
conhecimento do negócio,
facilitando a operalização de
qualquer aprendizagem em
benefício da empresa.
-
Comunicação uniforme; como todos
passam, simultaneamente pelo
mesmo processo, é menor o risco
de qualquer problema de
“entendimento” do que foi
abordado.
-
Otimização do tempo dos
participantes, pela natureza
sistêmica da metodologia.
-
Possibilidade de se colocar
junto a pessoas que têm
problemas comuns e de resolver
alguns destes problemas no
âmbito do próprio evento.
Na mesma linha dos seminários para
até 500 pessoas, outros processos
também estão sendo usados para a
abrangência simultânea de um grande
número de participantes:
Teleconferência, E-learning etc.
Esta tendência representa o uso cada
vez maior do tempo como diferencial
competitivo, também em treinamento
gerencial.
No Brasil, alem do MVC, já há outros
consultores que, pioneiramente,
desenvolvem o treinamento por massa
crítica. Entre eles podemos destacar
o Prof. Benvenutti e Oscar Motomura,
da Amana.
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