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A RESSACA

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Você já deve ter participado de alguma festa na qual há muita bebida alcoólica e comida.  Nada demais.  Mas imagine uma festa bem longa, de muitos e muitos dias.  Um festão.  Era assim que o mundo estava. Numa festa das maiores.  Quanto mais se divertia, mais diversão aparecia.  Mais bebida, mais comida. Mesmo quem não havia sido chamado para a festa estava aproveitando, pois para suprir a festa muita gente tinha que trabalhar e produzir.

 

Ocorre que de repente a festa acabou. Inesperadamente, sem que ninguém houvesse dito que ela acabaria, acabou.

 

A turma que bebeu demais ficou numa ressaca sem tamanho.  Os que beberam menos, também ficaram de ressaca.  Os que não beberam, acabaram por comer muito e ficaram com indigestão.  E os que não foram ficaram sem ter o que fazer.  Mas o preço da ressaca começou a ficar muito alto.  A turma que bebeu tinha que gastar muito para manter-se de pé.  E por mais estranho que seja, todos tiveram que pagar pelos que divertiram.  Mesmo aqueles que eram contra a festa também tiveram que pagar. 

 

Esta situação que está ocorrendo agora, também chamada de crise, é justamente isto. Por um bom número de anos o mundo se divertiu loucamente.  Todo mundo comprando o que podia e o que não podia.  Dinheiro?  Pra que dinheiro? 

 

Aqui chegou um pouco mais tarde.  E quando mal havíamos entrado na festa, ela acabou.  Há poucos anos até a poucos dias poderia comprar um novo apartamento.  Bolas, dinheiro não era problema.  Dinheiro pinta. Crédito fácil.  Comprar um carro?  Ora, que coisa mais fácil!  Embrulha logo dois.  Crédito farto no mundo inteiro, por que não aqui? 

 

Tal qual uma festa a gente imagina que isto não vai acabar. Que sempre vai ter um dia a mais de farra. Mas tava na cara que alguma coisa um dia iria acontecer.  Até o dinheiro tem limite. 

 

Embora alguém garanta que a ressaca daqui não passará de umamarolinha é melhor você ir colocando suas barbas ou o batom de molho.  Ou começa a enxergar longe, ou não vai ter tempo de sair correndo.  Por mais estranho que pareça, marolinha em país emergente é tão complicada como maremoto em país avançado.  Por isto nos chamam de emergentes.  Estamos ali na superfície, emergindo.

Você por certo já está vendo as empresas tomar um monte de medidas.  Corta dali, corta daqui, reduz isto, reduz aquilo, vai mais devagar, deixa isto para daqui alguns anos, idéias aqui não são bem vindas.   Comportamentos da pré-história, quando os quase humanos tinham que se virar para sobreviver, permanecem até hoje.  Basta ter um grande problema que aparece uma nítida sensação de que estamos num parque jurássico.

 

Mas você não é pago para ser vaca de presépio e nem está construindo uma carreira para ver somente as outras pessoas se realizarem.  Afinal, não vai ficar fazendo as mesmas coisas que seus antepassados faziam.  Por isto vai ter que olhar longe.  Vai ter que se preparar bem.  Vai ter que desenvolver estratégias convincentes.  Não é difícil, o pensamento divergente permite fazer isto muito bem. É trabalhoso, mas muito compensador.  E você conseguirá bons resultados. 

 

Agora imagine que você conseguiu colocar todo o pessoal da sua empresa, ou pelo menos a maior parte, a usar o pensamento divergente (ah! também chamado de pensamento criativo) para obter bons resultados em momentos difíceis.  Sabe de uma coisa?  Sua empresa corre o risco de nem sentir a ressaca.

 

Segundo Richard Florida, os maiores avanços científicos e tecnológicos dos últimos cem anos ocorreram justamente na primeira metade do século passado.  A história lembra que foi o seu período mais difícil, cheio de crises e guerras.  Nada como uma situação como esta para as pessoas mostrarem sua capacidade criativa e inovadora.

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