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Escola de Samba - Uma Aula de Management

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Todos nós Consultores somos (ou deveríamos ser) especialistas em mudança. Nossa  principal missão é mudar o “status quo”, desenvolvendo novas tecnologias, metodologias, propondo alterações de comportamento que agreguem valor para nossos clientes (ou por que não, para nós mesmos).

 

Nesse texto gostaríamos de abordar dois temas EXEMPLO e OUSADIA, sempre sob o ponto de vista de sua importância para o processo de mudança organizacional ou pessoal.

 

OUSADIA

 

Para efeito desse texto vamos definir ousadia como aquelas atividades que não executamos normalmente. A ideia é que a título de desafio ou provocação possamos ir além dos limites estabelecidos por nós mesmos (a maioria) ou pelo contexto em que vivemos.

 

Diríamos que a ousadia depende basicamente de duas dimensões: motivação para expandir os limites e coragem para cometer eventuais erros.

 

Vamos a alguns exemplos:

 

  • O leitor deve ter percebido que a foto que acompanha esta coluna não é a usual; o colunista está se apresentando com uma fantasia carnavalesca (Mangueira).
  • É verdade, neste ano resolvi quebrar alguns paradigmas e desfilar em uma escola de samba. Certamente houve uma resistência inicial, logo vencida pelo desafio de fazer, aos 73 anos, algo inusitado.
  • Outro paradigma quebrado foi a inexistência de planejamento e estruturação da “atividade”; não sabia cantar o samba, tomei contato com a fantasia 3 horas antes do desfile. Queria testar minha capacidade de improvisação, de reação diante do desconhecido, de convivência com a ambiguidade.
  • A convivência com pessoas das mais diferentes classes sociais, unidas em torno de um único objetivo, foi uma aula de team building e orientação para resultados em grupo.
  • . “Você não está dançando sozinho, mas sim na Mangueira, dizia sempre o Diretor da Ala”.
  • Aspecto importante foi a reversão do processo hierárquico; receber e aceitar ordens de pessoas desconhecidas, sem questionar sua capacidade para tal; simplesmente reconhecendo que todos eram competentes no que para mim era desconhecido.
  • Quando apareceu um problema com a fantasia, logo surgiu “D. Helena”, com alguns alfinetes, demonstrando que a grande motivação era para cooperação e não para competição. Também ficou claro que a tecnologia precisa sempre de um “jeitinho”.

 

EXEMPLO

 

É interessante notar como ousadia gera ousadia. Quando pensei em desfilar na Mangueira logo apareceu um casal amigo que também se entusiasmou pela ideia, confessando que estavam precisando mesmo de um “empurrãozinho”.

 

  • Isso é verdadeiro em toda organização e/ou em nossa vida pessoal. As pessoas estão em busca de alguém que incentive a realização “do sonho”, não no sentido de procurar uma liderança, mas sim na busca de companheiros para a mudança.
  • Acredito que mudança depende de exemplo, de companhia, de alguém que “saia” em primeiro lugar ou interprete nossas expectativas (independente de sua posição “hierárquica”).
  • A Escola de Samba é basicamente uma atividade voluntária (algo de que muito precisamos em nosso País); com raras exceções não se ganha nada. Aqueles que podem, pagam para desfilar. O ganho não é o dinheiro, mas a vontade de fazer algo novo, mostrar que pode superar desafios, realizar sonhos.
  • Outro exemplo interessante é que as pessoas têm liberdade para sambar como sabem; há pouca estruturação nessa tarefa, porém existe a oportunidade para todos de mostrarem sua habilidade, enfatizando a importância da criatividade.
  • A igualdade das fantasias em cada ala parece demonstrar que o que importa não é a “roupa” (processo), mas a habilidade de cada um em dançar, ou expressar sua alegria e comprometimento (produto); apontando para uma clara orientação para resultados.

 

 

CONCLUSÃO:

 

A experiência em desfilar na Mangueira certamente foi inesquecível, pois demonstrou que quebrar paradigmas pode ser ameaçador no início, mas certamente muito gratificante ao final.

 

Que tal pensar em outros paradigmas a quebrar em sua organização ou vida pessoal?

 

  • Não esperar que os outros mudem, para, então, você começar a mudar.
  • Discutir com seu superior a possibilidade de você treiná-lo.
  • Solicitar a sua mulher que lhe dê aulas de culinária.
  • Pedir ao marido ou mulher para jogar futebol com ele aos sábados /domingos.
  • Mudar o trajeto casa/trabalho.
  • Oferecer-se para fazer trabalhos adicionais em sua organização.
  • Trocar de atividades com seu (sua) parceiro (a).
  • Dividir com os outros, sistematicamente, seu conhecimento.
  • Prestar serviços comunitários/voluntários.
  • Combinar com seu filho que você quer que ele ensine algo para você de vez em quando.
  • Trocar o lado da cama com o cônjuge.

 

A lista é infindável, você, leitor, pode completá-la melhor do que o colunista.

 

Ao final o leitor descobrirá que esse exercício ampliará seus horizontes.

 

Comece a mudar amanhã e compartilhe com seus interlocutores erros e acertos.

 

Vale a pena ERRAR!

 

 

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