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VOCÊ
VIAJA NA TAM
OU
NA EMPRESA DO COMANDANTE ROLIN?
JOÃO
BAPTISTA VILHENA
VICE-PRESIDENTE
DO MVC - INSTITUTO M. VIANNA
COSTACURTA
ESTRATÉGIA E HUMANISMO
O
que é uma marca? Podemos definí-la como um nome, termo, sinal,
símbolo ou design - ou uma combinação deles - visando à
identificação de produtos ou serviços de uma empresa ou grupo de
empresas. Podemos, também, apontá-la como uma importante fonte de
diferenciação entre uma empresa e seus concorrentes.
Não
é incomum que uma marca se torne o ativo de maior valor de uma
empresa. Segundo a Interbrand – empresa americana especializada na
avaliação do valor líquido de uma marca – destacam-se:
O
cálculo feito pela Interbrand considera os seguintes aspectos:
Os
especialista em marketing costumam dizer que a marca é composta por
várias dimensões:
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Benefícios:
o que a marca faz pelos clientes?
-
Valores:
o que a marca significa para os clientes?
-
Personalidade:
se a marca fosse uma pessoa, que tipo de pessoa seria?
-
Essência:
o que a empresa quer que o consumidor sinta com relação à
marca?
Tentemos
entender melhor o que isso significa analisando o exemplo da Bardhal
– tradicional fabricante de aditivos para combustível:
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Atributos |
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Benefícios |
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Valores |
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Personalidade |
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Essência |
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O
consumidor prefere adquirir um produto de marca conhecida por pelo
menos um de dois importantes motivos: (a) é uma segurança quanto
à qualidade do produto; (b) pode dar status e prestígio.
Outra
característica interessante é que o consumidor tende a perceber a
marca a partir da dimensão "personalidade". Ele tende a
personificar a marca, a atribuir-lhe características humanas.
Muitas empresas têm a personalidade da marca confundida com seu
fundador ou principal dirigente. É o caso da Disney, com Walt
Disney; da Microsoft, com Bill Gates; da GE com Jack Welch; da Sony
com Akio Morita. No caso brasileiro, um bom exemplo é o SBT, cuja
imagem se confunde com Silvio Santos.
Como
característica positiva desta associação, os especialistas
apontam que, ao identificar a marca a partir de características de
uma pessoa, o consumidor vislumbra mais facilmente seus principais
atributos e benefícios e torna-se mais íntimo dela, uma vez que
não está envolvido com algo "inanimado".
Contudo,
não se pode deixar de verificar que também existem aspectos
negativos nesta associação.
Recentemente
uma fatalidade retirou a vida do comandante Rolim, presidente – e
por que não dizer, a própria imagem – da TAM.
A
marcante atuação de Rolim em programas como o "Fale com o
Presidente", Carta do Comandante e mesmo conversando com os
passageiros a cada decolagem de seus Airbus fez com que a imagem do
criador e da criatura fossem praticamente a mesma.
O
problema é que, numa eventualidade como a morte do criador, a
criatura pode acabar ficando sem personalidade própria.
Com
a morte do comandante fica a dúvida: a marca TAM manterá sua
personalidade. As políticas, os programas e as ações de marketing
da TAM poderão ser mantidos? Obviamente o sucessor não tem as
mesmas características pessoais do antigo dirigente. Como manter a
personalidade da marca mesmo que o principal dirigente (e sua
personalidade) tenha mudado?
O
grande desafio do gerenciamento da marca é desenvolver sua
personalidade. Este processo é facilitado ao associá-la à figura
de seu fundador ou dirigente, mas é preciso saber o momento de
emancipá-la, torná-la algo com vida própria. Você já pensou em
fazer isso na sua empresa?
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