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AS (VELHAS)
PROMESSAS DE INÍCIO DE ANO
JOÃO
BAPTISTA VILHENA
VICE-PRESIDENTE
DO MVC - INSTITUTO M. VIANNA
COSTACURTA
ESTRATÉGIA E HUMANISMO
Todo
fim de ano é a mesma coisa, recordamos das promessas que fizemos no
último janeiro e observamos que muitas delas não foram cumpridas.
Aí voltamos a fazê-las para o ano seguinte, mas se conseguiremos
ou não cumpri-las "são outros quinhentos".
As
organizações também devem atentar para as promessas que fazem aos
clientes. Ao estabelecer e manter relacionamentos, a empresa
vendedora faz uma série de promessas em relação a seus produtos,
serviços, sistemas de bens e serviços, solução financeira,
administração de materiais, de bens, transferência de
informações, contatos sociais e uma gama de comprometimentos
futuros. O comprador também faz promessas sobre seu comprometimento
nesta relação. Promessas sobre trocas que irão ocorrer são
feitas por ambos os lados no relacionamento.
O
cumprimento dessas promessas é essencial para a manutenção do
relacionamento. Se prometeu, cumpra; se não pode cumprir, não
prometa. Esta parece ser uma das principais lições que o
profissionais de marketing deve aprender.
Inspirado
por essa idéia, neste início de ano, você que tem
responsabilidade pelo sucesso mercadológico da sua empresa,
(com)prometa-se com duas importantes questões: dar aos clientes
antigos a mesma importância que dá aos novos e dar a devida
importância ao cliente interno.
Um
dos maiores erros cometidos pelos profissionais de marketing é
voltar toda sua atenção, tempo e recursos para a conquista de
novos clientes enquanto "esquece" dos clientes antigos.
Há
uma estória que retrata isso. Dizem que um homem morreu e foi para
o céu. Contudo, ele era um caso raro – em sua vida tinha cometido
50% de bondade e 50% de maldade. Ao encontrar com São Pedro, este
lhe fez a seguinte proposta: "Como você é um caso atípico,
eu lhe sugiro que passe um dia no céu e outro no inferno e, no
terceiro dia, escolha para onde quer ir". E assim foi feito.
No
primeiro dia, o sujeito foi para o céu. Era um lugar lindo, com
pessoas simpáticas, anjos e onde tocava uma música tranqüila e
melodiosa. Mas ele também percebeu que o céu era um lugar meio
monótono, sem agitação ou qualquer tipo de emoção mais forte.
No
segundo dia, foi para o inferno. Lê chegou em dia de festa. Música
alta e dançante, comida e bebida farta, ambiente enfumaçado, jogos
dos mais diversos. Até encontrou vários dos seus antigos
companheiros de farra. "Isso é que é vida", pensou.
Quando
retornou a São Pedro, sua decisão parecia clara: "Quero ir
para o inferno". São Pedro ouviu suas justificativas e fez uma
última tentativa: "Meu filho, o diabo é muito
traiçoeiro". Mas o homem não deu ouvidos aos conselhos e foi
para o inferno.
Ao
passar pela porta que dava no inferno, ele se viu caindo num
caldeirão cheio de água fervente, o diabo mexendo o cozido com uma
enorme colher de pau, algumas pessoas de afogando, outras suplicando
uma segunda chance. Virou-se para o demônio e perguntou: "Por
que ontem era toda aquela agitação, algo tão agradável, e hoje
é isso que eu encontro?". E o diabo respondeu: "Meu
filho, ontem você era um cliente em potencial; hoje, é consumidor
cativo".
Isso
retrata bem o que muitos profissionais de marketing costumam fazer.
Antes de conquistar o cliente, diversas promessas são feitas –
"Caro cliente, o paraíso está a sua frente, basta assinar o
contrato". Mas depois se esquecem de cumprir o que prometeram e
o que o cliente recebe é um martírio. É lógico que na primeira
oportunidade este cliente muda de fornecedor.
Internamente,
muitos profissionais de marketing esperam que suas organizações
possam prestar um excelente atendimento a seus clientes externos,
mas, muitas vezes, esquecem-se de satisfazer os clientes internos.
Os funcionários de uma empresa também devem ser vistos como seus
clientes, pois a relação que a empresa desenvolve com eles á
também uma relação de troca. A empresa espera que seus
funcionários sejam comprometidos com os resultados da empresa,
desempenhem bem suas funções, auxiliem no alcance da missão da
organização. Os funcionários, por sua vez, esperam ser bem
remunerados, ser reconhecidos pelos seus esforços, atuar em um
ambiente de trabalho agradável.
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