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"POR
QUE NÃO COACHING INDIVIDUALIZADO?"
SERGIO
W. HILLESHEIM
DIRETOR
DO MVC
INSTITUTO
MVC ESTRATÉGIA E HUMANISMO
www.institutomvc.com.br
Isolamento.
Constrangimento. Falta de um interlocutor com quem debater sem
reservas. Testar pontos de vista. Analisar e refletir livremente.
Pensar, livre pensar. Falar, livre falar. Insegurança. Dúvidas.
Comportamento. Projeções. Ouvir por inteiro. Liderança.
Mudanças. Família. Amigos. Lazer. Viagens.
Algum
dos termos, palavras ou frases acima se aplicam a você na
situação de trabalho? Você, Presidente, Executivo Principal,
Diretor, submetido tantas vezes ao isolamento de seu cargo, às
dúvidas de que se o que lhe dizem os profissionais de sua empresa
é o que pensam que você quer ouvir ou o que efetivamente pensam;
constrangido em pensar e falar livremente, deixando mente e palavras
fluírem sem ensaio ou formatação prévia; inseguro quanto ao
acerto de suas projeções, quanto à conveniência e efeitos de seu
comportamento; necessitado de testar seus pontos de vista, de
debatê-los e rebatê-los; "pisando em ovos" com relação
às mudanças que você precisa fazer acontecer e no que diz
respeito a sua própria readaptação. Angustiado pelas ausências
freqüentes de casa e da família; por não ter podido acompanhar o
filho em seu primeiro jogo de futebol no time da escola;
melancólico por ter tido que declinar de um convite dos amigos para
um encontro de que você tanto gosta. E precisa, diga-se de
passagem.
Pois
saiba que você não está sozinho nesta cena. Estes são os mundos
entre os quais circulam os altos executivos das empresas de hoje. O
mundo da carreira profissional, do sucesso, do poder, do status, das
perspectivas, que abrange passado, presente e futuro. O mundo dos
amigos, do social, dos fornecedores e clientes, dos relacionamentos
políticos, dos acionistas, que é mais imediato e, portanto, se
insere quase que exclusivamente no presente. O mundo pessoal, da
família, do lazer, quase sempre pouco abordado por gurus e
literatos da administração, mas nem por isso menos importante,
urgente, crucial. Este também permeia passado, presente e futuro.
O
coach experiente e competente sabe disso, conhece bem e
explora adequadamente estes mundos, ajudando o executivo a transitar
com competência e eficácia por estes domínios, todos ou qualquer
um isoladamente. Muda a configuração dos projetos, rodam as
equipes de trabalho, alteram-se os objetivos da empresa, revisa-se
sua missão e visão, reinventa-se a organização, mudam-se,
substituem-se e promovem-se pessoas. O foco do coaching, porém,
converge permanentemente para todas e cada uma destas situações,
transformando a relação coach – cliente em algo
dinâmico, flexível, adaptável, que pode acontecer ao redor de uma
bela e moderna mesa de madeira de lei, numa ampla sala de
reuniões,numa sala de treinamento, a bordo de um jato particular ou
de um avião de carreira, na mesa de um bar ou de um restaurante
sofisticado, no assento traseiro de um automóvel – seria um
táxi? – por telefone, viva-voz, teleconferência ou por e-mail.
Não importa o lugar ou o cenário. O que realmente importa é a
essência, o conteúdo, a qualidade e a oportunidade desta relação
entre coach e cliente.
Benvindo
ao mundo do coaching individualizado. Atividade que tem se
expandido rapidamente nos últimos anos, sobretudo nos Estados
Unidos, tem como foco, em palavras bem simples, ajudar executivos a
se tornarem melhores: agregar conhecimentos, habilidades e
técnicas, melhorar o desempenho, readaptar comportamento e até
mudar a forma de pensar de um executivo.
Como
nossos pais acreditaram em nós nos primeiros anos de vida e
através dos anos seguintes, vislumbrando um futuro que sequer
conseguíamos imaginar, também o coach procura fazer com que
os outros enxerguem os caminhos alternativos para uma jornada de
sucesso.
O
coaching individualizado não é para amadores. Tampouco para
espectadores. Exige experiência, vivência, maturidade,
dedicação, equilíbrio e competência do coach; e decisão,
tempo, energia, vontade, comprometimento, dedicação,
participação ativa, do executivo cliente. Os métodos clássicos
de aprendizado, do treinamento massificado ou dos grandes grupos
heterogêneos, dos ambientes formais – salas de aula – e dos
seminários e workshops, é substituído pelo diálogo
objetivo e franco, pela confiança mútua, por ajudar a descobrir ao
invés de ensinar, pela discrição e respeito à individualidade,
pela flexibilidade e adaptação às peculiaridades de cada
situação e às necessidades das pessoas envolvidas.
Trata-se,
ao fim e ao cabo, de uma mudança cultural, e como tal demandará
tempo para ser absorvida, entendida, valorizada e aceita pela
comunidade empresarial.
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