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COACHING:
PRODUTO E
PROCESSO
"DELEGAÇÃO
– UMA FERRAMENTA PARA VOCÊ TER MAIS TEMPO PARA PENSAR ESTRATEGICAMENTE"
SERGIO
W. HILLESHEIM
DIRETOR
DO MVC
INSTITUTO
MVC ESTRATÉGIA E HUMANISMO
www.institutomvc.com.br
Beda,
monge beneditino que viveu na Inglaterra no século VIII,
destacou-se, entre outras proezas, ao escrever uma trajetória de
seu país, desde a ocupação romana até aqueles dias.
Tamanha
foi a honestidade narrativa de sua obra que esta se tornou
referência para os estudos históricos medievais.
Não
tendo se deixado contaminar pela presunção da erudição,
deixou-nos como lição uma advertência de que há três caminhos
para o fracasso: 1) não ensinar o que se sabe; 2) não praticar o
que se ensina; 3) não perguntar o que se ignora.
Um
dos diferenciais do Instituto M. Vianna Costacurta – Estratégia e
Humanismo em seu produto Coaching, é aliar um amplo domínio
do processo – conceito, metodologia, aspectos positivos,
armadilhas, atores, o tripé de sucesso e resultados – a um
sólido conhecimento do produto, mercê da experiência de seus
consultores como executivos em empresas multinacionais e nacionais
de grande porte e da permanente preocupação com sua atualização.
Ao
assim proceder, divulgando seus produtos e conhecimentos através do
site www.institutomvc.com.br,
o MVC está consubstanciando sua missão de ensinar o que sabe,
praticar o que ensina – produzindo resultados para seus clientes
– e pesquisar o que ignora, sábias lições do monge inglês.
Fórum
dos presidentes
Nos
últimos dois ou três anos, a ABRH – Associação Brasileira de
Recursos Humanos – e algumas de suas seccionais, têm organizado
encontros com presidentes de empresa, que antecedem o Congresso
Nacional de Recursos Humanos, realizado habitualmente no Anhembi,
São Paulo, no mês de agosto. No fórum organizado recentemente
perguntou-se quais as competências que os presidentes mais
necessitam em seus executivos nos tempos atuais. A DELEGAÇÃO surgiu
entre as três de maior prioridade mencionadas por mais de 100
presidentes reunidos.
Surpresa?
Um tema de tão pouco glamour voltando à baila? Talvez a
surpresa possa ser menor se levarmos em consideração que o aumento
da carga de trabalho dos executivos em geral, a pressão por
resultados, a crescente demanda por participação em reuniões,
colegiados, grupos de trabalho, a sobrecarregada agenda de viagens,
etc., tem roubado praticamente todo o tempo que o executivo poderia
e deveria ter para pensar seu trabalho, seus planos, o futuro de sua
área e de seu negócio, enfim, seu tempo discricionário.
A
delegação como ferramenta
Parece-nos
caber aqui a pergunta: serão as razões acima justificativas
suficientes para não se dividir com imediatos e demais membros do
grupo de trabalho algumas atribuições, tarefas, projetos, a ponto
de os CEO's manifestarem preocupação com relação a este tema?
À
guisa de reflexão, examinemos algumas barreiras que dificultam o
processo de delegação por parte de quem delega, fruto de nossa
experiência ao longo de mais de trinta anos como executivo de
grandes empresas:
A
lei de Pareto, por outro lado, afirma que 80% dos resultados
desejados derivam de 20% de atividades de grande alavancagem. Para
alavancar nosso tempo devemos dar menos atenção às atividades que
são urgentes, mas não importantes, e devotar mais tempo àquelas
coisas que são importantes, mas não necessariamente urgentes.
Urgente
Não urgente
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I
Atividades
-
Crises
-
Problemas
-
Projetos
com prazos
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II
Atividades
-
Preparação
-
Prevenção
de crises
-
Clarificação
de valores
-
Planejamento
-
Relacionamentos
-
Recriação
|
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III
Atividades
-
Interrupções
-
Correspondência
-
Reuniões
-
Atividades
populares
|
IV
Atividades
-
Tarefas
triviais
-
Correspondência
-
Ligações
telefônicas
-
Perdas
de tempo
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As
coisas urgentes mexem conosco e geralmente reagimos a elas. Somente
se soubermos dizer não às coisas não importantes saberemos dizer
sim às importantes.
Negligenciar
a prevenção e oportunidades do quadrante II pode levar as crises
do quadrante I a complicar nossa vida.
-
A
tendência de se refugiar na execução de tarefas técnicas. Se
tomarmos as três habilidades clássicas de um executivo –
técnicas, humanas e estratégicas – iremos constatar que
quanto mais elevado o nível de uma função, menor será a
utilização das habilidades técnicas e maior a das
estratégicas. Será que é assim na sua prática?
-
Desconhecimento
de que a delegação não é para se trabalhar menos e sim para
se trabalhar melhor. Pareto, e Drucker também, são claros a
este respeito.
-
Medo
de perder poder. Lembremo-nos de que só delega poder quem o
detém; portanto, faça dele o uso que lhe couber.
-
Falta
de confiança na capacidade das pessoas. Ou, talvez mais
freqüentemente, falta de tempo para orientar e por à prova a
capacidade delas.
-
Falta
de habilidade no relacionamento interpessoal. Dificuldade e
impaciência para orientar, corrigir, ensinar, treinar.
Na
outra face da moeda estão as dificuldades geradas por quem recebe a
delegação:
-
Falta
de iniciativa para disponibilização. Por interação difícil,
medo, comodismo.
-
Não
dizer o que se sente apto a fazer. Por medo de errar, por receio
de sobrecarga, por falta de iniciativa.
-
Baixo
comprometimento em melhorar desempenho. Às vezes por problemas
de liderança, outras por desinteresse.
-
"Quem
desloca recebe, quem pede tem preferência". Tomar a
iniciativa e oferecer-se para assumir atribuições ou tarefas.
-
Compreender
a relação hierárquica como sendo de domínio absoluto.
Significa ficar sempre esperando orientação e direção
superiores, numa relação de dependência. A hierarquia é uma
forma de organização e não de relacionamento entre as
pessoas.
É
preciso, pois, entender a delegação como uma relação que se
estabelece entre delegante e delegado e pela qual ambos são
igualmente responsáveis.
As
perdas por não utilizá-la são inevitáveis para ambos os lados:
acúmulo de trabalhos e responsabilidades; estresse, frustração,
desinteresse; queda do estímulo e de oportunidades de desenvolver
competências.
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