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Artigos Negociação / Vendas / Parceria |
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Negociando em país estrangeiro, 3 regras básicas
Carlos Alberto alvim Consultor Sênior do Instituto MVC
É verdade que o “humano” é universal. Nossa biologia é a mesma e todos estamos “sob mortal cutelo”, não importa se habitamos uma cosmopolita cidade norte-americana, uma tradicional capital européia, as savanas da África ou uma vila nos confins da China. Sentimentos, expressões, determinadas reações de tristeza ou entusiasmo diante de diferentes acontecimentos, caracterizam o “Homem”, seja ele um hotentote, um indígena sul-americano ou um hiper informatizado e tecnológico executivo de uma empresa multinacional. No entanto, nosso comportamento não é totalmente nato, pelo contrário, a maior parte de nossas atitudes, principalmente as que têm caráter social é ditada por nossa formação, pelo ambiente em que vivemos e pela “cultura” na qual estamos imersos. E é aí que o “humano” mais se faz múltiplo e variado... Hoje vivemos em um mundo globalizado e as características culturais locais parecem estar sendo diluídas nessa espécie de solvente geral que é a civilização tecnológica e universal do século XXI. Com exceção das características culturais de certos grandes grupos, como, por exemplo, “árabes”, “chineses”, “europeus”, “americanos do norte”, “africanos”, “latino-americanos” os aspectos nacionais, tão em evidência ao longo do século dezenove e boa parte do XX parecem fazer parte de um passado histórico e terem suas características e símbolos relegados ao mundo dos museus. Poderíamos ainda concentrar mais esses grupos e falar de “anglo saxônicos”, incluindo Austrália e outros países de língua inglesa, “asiáticos” para os povos daquele continente destinados a gravitar mais ou menos proximamente na órbita da China, com exceção do Japão, tão “ocidentalizado” e da Índia, “mundo árabe”, “povos africanos” e “América Latina”. Tudo isso confluindo, apesar das sérias divergências e conflitos para uma espécie de grande república mundial que parece ser o ideal almejado pelo concerto das nações e seus órgãos de representação do gênero ONU. A verdade é que essa tendência aglutinante mundial não se manifesta em ritmo uniforme nem atinge com a mesma intensidade todas as nações e camadas populacionais que as constituem. Assim, as divergências e idiossincrasias locais ainda estão presentes nesse mundo globalizado de forma muito característica e pertinaz e mesmo esses grandes grupamentos citados acima constituem-se, na prática, em grandes “colchas de retalhos” nacionais, mais ou menos bem costuradas... A já antiga afirmação “pense globalmente, aja localmente” continua válida e representando a atitude mais sensata a ser tomada por empresas e negociadores atuantes no mercado global. Assim, recomenda-se que três regras básicas façam parte da formação de executivos e negociadores de atuação internacional:
O “global” pode se superpor ao “local”, mas raramente o sufoca. Quem pensaria, 30 anos atrás que a culinária japonesa, tão contrária aos hábitos alimentares brasileiros se difundiria em nosso país a ponto de ser sucesso de norte a sul e tornar-se popular na classe média? No entanto, a esmagadora maioria dos brasileiros não se sente ainda disposta a trocar um vatapá ou um lombo à mineira com tutu por um combinado de suchi e sachimi...
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