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DESAFIOS NA COMEMORAÇÃO DAINTEGRAÇÃO ECONÔMICA EUROPÉIA
G.Gilles Gerteiny Consultor Sênior do Instituto MVC
Angela Merkel, chanceler da Alemanha, que detém a presidência da UE-União Européia (o cargo é revezado pelos países do bloco a cada seis meses) acaba de apresentar à comunidade a Declaração de Berlim, resultado de negociação que tem como objetivo salvar a Constituição européia e criar, com o tema meio ambiente e energia, outra identidade para a EUA.
A expectativa é que a declaração, fortemente criticada por alguns países (República Tcheca, Polônia e Reino Unido) amenize ou ponha fim à crise que surgiu depois que a França e a Holanda recusaram, em referendos, a Constituição do bloco. O desafio é enorme, mas se prevê que as negociações em torno da proposta de Merkel sejam continuadas por Portugal, que assume em julho a presidência da UE, e concluídas pela França, que presidirá o bloco, a partir de janeiro de 2008.
Tudo vai depender do novo presidente da França a ser eleito em 22 de abril, no primeiro turno ou, em segundo turno, em 5 de maio.
A França, do tempo de Chirac, foi contrária à Constituição européia nos termos propostos.
A Constituição deverá ser revista e aparada para atender à nova realidade. É isso que a Merkel quer, colocando pontos de vistas franceses e germânicos.
Portugal ainda não se pronunciou a este respeito e queremos acreditar que a França conseguirá convencer o país a caminhar para este desfecho. É oportuno, neste momento, lembrar datas históricas de formação, ampliação e desenvolvimento do integracionismo econômico europeu:
Seis ondas de alargamento na UE:
após aproximação, entre antigos inimigos pós segunda
guerra mundial, devido à escassez de matérias primas
primordiais para o desenvolvimento, tais como carvão
e aço, houve desdobramento que evoluiu até nossos
dias. Dos seis países que fundaram em 1951 a CECA, há atualmente 27 países, com o seguinte desdobramento:
Em primeiro de maio de 2004, ou seja, apenas 15 anos após a queda do muro de Berlim, a UE passou a ter 25 estados membros. Este processo de alargamento está longe de terminar já que dois novos países acabam de aderir a EU desde primeiro de janeiro de 2007 (Romênia e Bulgária) enquanto as negociações continuam com a Turquia e a Croácia.
Em primeiro de janeiro de 2007, a superfície total dos 27 países, incluindo a adesão da Romênia e da Bulgária, aumentou de algo como 10% e a sua população de 6%, porem seu PIB teve apenas 0,9% de acréscimo.
A entrada dos novos membros não está valorizando economicamente a EU no entanto é uma medida imprescindível para o futuro econômico-social do velho continente.
Os riscos de uma nova Europa são muitos. Não bastam os desafios institucionais provocados pelo funcionamento dos 25 países, mas incluem-se, sobretudo os problemas econômicos e orçamentários que conjugam insuficiências em nível de desenvolvimento dos novos membros e uma conjuntura freqüentemente hesitante, do conjunto do Continente Europeu. O desafio a médio e longo prazo inclui também a política, a cultura e as questões sociais da Europa Unida que deve responder a inúmeras interpretações sobre seus próprios objetivos.
Além dos desafios institucionais de um funcionamento a 27 países e do custo econômico desta integração, as fronteiras alargadas da Europa colocam em questão também as relações com os novos vizinhos, ou seja, a leste a Rússia e a Urânia assim como também o contorno mediterrâneo.
Talvez o futuro permita ter uma Europa que irá de Portugal até a Rússia. Seria o grande desafio, com oportunidades imensas, mas não sem problemas sociais como a imigração de um contingente não desprezível de elementos em busca de novas pátrias. Além desta nova pátria eles também buscarão melhorias nas condições de trabalho e sociais, não visando mais um bem-estar, mas sim, um melhor estar social de toda a população européia.
Eis algumas considerações sobre os componentes da EU no aniversário dos 50 anos do tratado de Roma:
1. Alemanha: Foi o parlamento Alemão que votou na aprovação da constituição naquela época enquanto que na França e na Holanda, foram os cidadãos dos países que votaram contra.
2. A Rússia, apesar de estar fora, é favorável a EU por que Putin vislumbra uma boa oportunidade para o Petróleo e Gás russo.
3. Os Estados Unidos, estão de certo ponto alinhados com a EU por que consideram uma grande oportunidade de mercado hoje.Desde o inicio, eles foram favoráveis visto que cultivavam uma política de guerra fria contra a União Soviética. Henri “Kissinger teria dito em 1975: “.A Europa...me dê um numero de telefone para falar com ela...” Mas , ele sempre foi um critico.
4. A Polônia, membro há três anos, sempre foi favorável visto seu intuito de fugir da opressão da União Soviética e hoje continua sempre entusiasta. Não esqueçamos que são 40 milhões de pessoas e um bom tamanho de território, o que representa uma vantagem para a EU. Comparativamente ela é mais entusiasta que a França.
5. A França é contraria a uma constituição nos termos antigos, assim como a Holanda. Hoje ela deseja colocar questões ambientais no circuito e fala muito mais dos problemas da Europa do que da Europa propriamente dita.
6. A Suíça sempre fora da EU o que não quer dizer que no futuro, diante de uma Europa confederada, ela não adere.
7. A Noruega e a Suécia continuam contrarias visto os seus recursos naturais.
8. A Espanha e Portugal são os mais beneficiados por esta nova força político-econômica que é a Europa.
9. A Turquia continua tentando fazer parte, mas a Europa essencialmente Católico-Cristã hesita em aceitar um estado muçulmano.
A força do Euro permitiu criar um mercado intra-europeu, porém com um handicap devido a sua valorização em relação ao dólar.
Gilbert Gilles Gerteiny Professor e Consultor Internacional posted by MercadoGlobal @ 6:49 AM
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