}} Artigo

 

 

INTEGRACIONISMO ECONÔMICO EUROPEU

 

G.Gilles Gerteiny

Consultor Sênior do Instituto MVC

 

 

Histórico das diversas ondas de alargamento da UNIÃO EUROPÉIA (EU)

 

a) As grandes reuniões da UE:

 

1944: O BENELUX: (Bélgica - Holanda e Luxemburgo) sua criação ampliou as

Relações comerciais e reduziu as tarifas alfandegárias.

 

1949: CAEM e COMECOM (Conselho para Assistência Econômica Mutua) envolve a URSS a RDA, Hungria, Bulgária, Polônia e Tchecoslováquia (extinta em 90) gerou crises na produção de bens, fechando empresas o que forçou uma associação com capital transnacional.

 

1951: Seis países decidem constituir a Comunidade Européia para o Carvão e o Aço (CECA). São eles: Alemanha França, Bélgica, Itália Luxemburgo e países Baixos.

 

1957: MCE ou CEE (Mercado Comum Europeu  ou  Comunidade Econômica Européia),  os países da CECA  se associam através do Tratado de Roma, com a CEE  e a EURATOM (Comunidade Européia para a Energia Atômica)

1959: AELC (Associação Européia de Livre Comércio), criado pelo Reino Unido e Escandinávia, pelo Tratado de Estocolmo, perde espaço por causa da integração dos países ao MCE.

 

1992: As três comunidades CECA, CEE e EURATOM se tornam, pelo Tratado de Maastricht (7 de fevereiro), a União Européia.

A fim de  evitar o isolamento, os países da AELC, assinam o Tratado do Porto (2 de maio ) que cria o EEE (Espaço Econômico Europeu) aglomerando assim o interesse de 18 países e criando o maior mercado mundial. Hoje a EEE compreende: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha,

Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Portugal, Países Baixos, Reino Unido, Suécia e mais os três países dos quatro da AELC, Islândia, Liechtenstein e Noruega.

A Suíça fica de fora por plebiscito.

   

b) As seis ondas de alargamento na UE:

 

Após uma aproximação, desejada, entre antigos inimigos pós segunda guerra mundial, devido à escassez de matérias primas primordiais para o desenvolvimento, tais como carvão e aço, houve um desdobramento que evoluiu até nossos dias.

A União Européia (EU) conheceu seis ondas de alargamento. Dos seis países que fundaram em 1951 a CECA, há atualmente 27 países, com o seguinte desdobramento:

 

Primeira onda em 1973:     REINO UNIDO, IRLANDA  e DINAMARCA

Segunda onda em 1981:    GRÉCIA

Terceira onda em 1986:    ESPANHA e PORTUGAL

Quarta  onda em   1995:   AUSTRIA, FINLANDIA e SUECIA.

Quinta  onda em   2004:   CHIPRE, MALTA, ESTONIA, HUNGRIA, LETONIA, LITUANIA, POLONIA, Rep.TCHECA, ESLOVAQUIA  e ESLOVENIA.

Sexta  onda   em 2007:     ROMENIA e BULGARIA

 

Há três países candidatos à entrada na União Européia:

  • Turquia que solicitou em 1999, mas cuja negociação começou em 2002.

  • Croácia solicitou em junho 2004, mas a negociação só foi iniciada em 2005.

  • A antiga Iugoslávia  hoje Macedônia candidata desde 2005.

Há quatro outros candidatos potenciais: a Bósnia Herzegovina, o Kosovo, Montenegro e a Albânia.

 

Em primeiro de maio de 2004, ou seja, apenas 15 anos após a queda do muro de Berlim, a EU passou a ter 25 estados membros devido a acolhida dos dez novos membros já citados.

 

Este processo de alargamento está longe de terminar já que dois novos países acabam de aderir a EU desde primeiro de janeiro de 2007 (Romênia e Bulgária) enquanto novas negociações continuam com a Turquia e a Croácia.

 

O aumento de cerca de 25% do espaço geográfico e cerca de 20% do total da população, ou seja, 454,9 milhões no total, mais o peso econômico do novo conjunto dos dez  países que aderiram (Chipre, Malta, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Rep.Tcheca, Eslováquia e Eslovénia) se situa entre a Bélgica e os Países Baixos, ou seja menos de 5% do PIB dos 15 antigos membros. A riqueza por habitante é inferior a média dos primeiros 15 membros.

 

Em primeiro de janeiro de 2007, a superfície total dos 27 países, incluindo a adesão da Romênia e da Bulgária, aumentou de algo como 10% e a sua população de 6%, porem seu PIB teve apenas 0,9% de acréscimo. A entrada dos novos membros não está valorizando economicamente a EU no entanto é uma medida imprescindível para o futuro econômico-social do velho continente.

 

Os riscos de uma nova Europa são muitos. Não bastam os desafios institucionais provocados pelo funcionamento dos 25 países, mas incluem-se sobretudo os problemas econômicos e orçamentários que conjugam insuficiências em nível de desenvolvimento dos novos membros e uma conjuntura freqüentemente hesitante, do conjunto do Continente Europeu.

 

O desafio a médio e longo prazo inclui também a política, a cultura e as questões sociais da Europa Unida que deve responder a inúmeras interpretações sobre seus próprios objetivos.

 

Além dos desafios institucionais de um funcionamento a 27 países e do custo econômico desta integração, as fronteiras alargadas da Europa colocam em questão também as relações com os novos vizinhos, ou seja, a leste a Rússia e a Urânia assim como também o contorno mediterrâneo.

 

Talvez o futuro permita ter uma Europa que irá de Portugal até a Rússia.

Seria o grande desafio, com oportunidades imensas, mas não sem problemas sociais como a imigração de um contingente não desprezível de elementos em busca de novas pátrias. Além desta nova pátria eles também buscarão melhorias nas condições de trabalho e sociais, não visando mais um bem-estar, mas sim, um melhor estar social de toda a população européia.

 

 

Imprimir

Fale com o Instituto MVC