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PASSO A PASSO PARA MISSÕES
AO EXTERIOR
G.Gilles Gerteiny
Consultor Sênior do Instituto
MVC
1. Análise
da Situação:
a)
Verificação
da existência de feiras ou exposições internacionais
nos setores definidos como
prioridade pela
empresa ou pelo organizador do evento.
b) Verificação, dentro
do mercado, da necessidade ou de uma demanda
especifica num setor determinado.
c) Checagem, pelo
organizador do evento, da importância desta demanda
e cruzá-la com a existência do evento internacional,
dentro da prioridade do setor e da importância
geográfica do local do evento, assim como do alcance
e importância internacional do mesmo.
d) Verificação da
demanda especifica dos setores interessados, assim
como da maneira de resolver suas necessidades, a
partir de sua participação no evento i.e. saber, a
partir de folhetos explicativos de setores
apresentados na feira e de possíveis participantes
de eventos anteriores, se nosso cliente terá
resposta positiva a seus anseios.
e) Verificar a
possibilidade de obtenção de gratuidade de
participação com organizadores oficiais do evento.
Normalmente estes organizadores de eventos
internacionais têm representantes locais promotores
dos eventos que têm uma cota de gratuidade para
distribuir entre entidades oficiais e também para
premiar clientes assíduos a eventos.
f) Verificar a
existência de ajuda específica concedida por
organismos oficiais e ou embaixadas, governos de
estado e/ ou prefeituras municipais.
g) Verificar a
existência de pacotes de viagem já oferecidos no
mercado e escolher o mais adequado ou montar o que
melhor se adaptará ao grupo.
i) Verificar junto a
organismos ou entidades setoriais sobre a
possibilidade de colocar a disposição do grupo em
missão, consultores especializados a fim de orientar
e ajudar os participantes na escolha de suas opções,
acompanhando-os durante o evento e orientando sobre
a melhor maneira de maximizar seu investimento
financeiro em custo e espaço de tempo, garantindo
o “follow up” de seu empreendimento, a fim de evitar
um esforço em vão.
j) Verificar e obter o
maior número de informações possíveis sobre o setor
participante do evento, tais como: Market Share a
nível mundial, estatísticas de importação e
exportação , dados sobre produção do setor, formas
de comercialização usadas no país, margem de
rentabilidade do setor, Posição Alfandegária e
nomenclatura dos produtos, estimativa de preços FOB
e CIF praticados, sistemática específica de
transporte e embalagem, custos de frete e qual a
modalidade mais utilizada.
k) É importante ter
atualizados dados macro econômicos do Brasil a fim
de poder prestar informações adequadas durante o
evento. Poder-se-á juntar todos os dados num
“broadside” ou “folder”, que reuniria, além dos
dados macro econômicos, a relação dos participantes
com o seu perfil e o de suas empresas.
2) Seqüência para
arregimentação, montagem e concretização eficaz do
evento:
-
Busca da empresa interessada em participar de uma
missão em país e data específicos. A
arregimentação pode ser feita individualmente ou
em grupo.
-
A
partir do interesse de participação, o “prospect”
(cliente em potencial), preencherá uma ficha de
inscrição do qual constarão os dados da empresa,
tais como razão social, endereço e meio de
comunicação, atividade, produtos ou serviços,
objetivo a ser alcançado na missão, necessidades
de ofertas ou demandas, nomes do(s)
participante(s) entidades ou empresas que deseja
contatar e atividades que deseja ter
concomitantemente com a missão e, finalmente, uma
mensagem comercial referindo-se à empresa em si.
-
A
ficha será analisada por um consultor
internacional, com vistas a esclarecer dúvidas
decorrentes de um setor, atividade, demanda ou
ofertas especificas tais como: Matéria Primas,
material de construção, máquinas, equipamentos,
peças de reposição, contato especifico com uma
empresa ou um setor etc. Estes esclarecimentos são
de suma importância para dirimir dúvidas e evitar
a escolha errônea de um interlocutor, o que pode
frustrar não só a participação do empresário como
também repercutir de maneira negativa na imagem da
empresa, seu produto ou serviço e possivelmente o
país representado.
-
Após
o aceite da ficha do “prospect”, será provocado o
pagamento da taxa de inscrição e a tradução da
ficha do participante na língua do país do evento
ou em inglês no caso de países onde esta língua é
aceita como segunda língua. Esta ficha fará parte
de um “broadside” específico do evento do qual
constarão: o nome ou sua referencia, a lista total
dos participantes, e uma ficha para cada empresa.
O objetivo deste “broadside” é dar um cunho
oficial e uma apresentação homogênea, permitindo
deixar uma imagem positiva tanto do participante
como do grupo geral. Este “broadside” será
distribuído a todos os participantes e
correspondentes estrangeiros assim como a todas as
associações de classes relativas aos setores das
empresas participantes.
-
As fichas contendo os perfis serão
enviadas a um correspondente no local de
realização do evento para busca de contrapartes
capazes de satisfazer as necessidades de demandas
e ofertas da empresa participante. Diversos
métodos e técnicas são utilizados para esta busca:
fichário interno, associações de classe, páginas
amarelas ou de setores específicos, jornais e
revistas. Com base nestas buscas, as respostas
serão checadas para verificação da propriedade e
da oportunidade assim como da satisfação da
necessidade do demandante ou ofertante. Assim
sendo o correspondente poderá anunciar um certo
número de entrevistas pré-agendadas (cerca de
10 a 15), no caso de uma roda de negócios,
que contemplarão o empresário na ocasião de sua
viagem ao local e de possíveis contatos com
empresas expositoras no caso de feiras ou
exposições. Isto evitará viagens e despesas
inúteis.
-
Uma
semana antes da viagem serão reunidos os
participantes para um curso de capacitação, o que
permitirá uma preparação condizente para maximizar
os resultados da roda ou da missão. Enfocando
especificamente o país do evento (roda ou feira),
serão abordados temas como: mercado internacional
e suas particularidades, usos e costumes, dados
macro e micro do país e de suas relações
internacionais com o Brasil, estatísticas de
mercados, métodos de como se preparar melhor para
entrevistas. Uma análise do “SWOT” (“Strength,
Weakeness, Opportunities and Trends”) e como tirar
proveito de uma entrevista com um empresário de
outro país ou setor e, como graças às ferramentas
do Marketing Mix (da Sinergia PUSH/PULL), preparar
sua entrada no mercado internacional.
-
Durante todo este processo, um contato com uma
agência de viagem local permitirá apresentar as
melhores condições para um pacote que cobrirá as
despesas de viagem e hospedagem e translado.
“Refeições e “extras” ficarão por conta e
administração do viajante. Este pacote,
normalmente financiado por cartão de crédito e/ou
financiamento conseguido pelo organizador, ajudará
o empresário a se preparar melhor, canalizando sua
disponibilidade para preparar o material de apoio
e de apresentação da sua empresa.
-
O
grupo será acompanhado por um consultor ou contará
com a presença de um no local, a fim de ajudá-lo
não somente nas traduções para concretizar os
negócios como também orientar os empresários
principiantes nas entrevistas ou visitas a
estandes e nos fechamentos, principal objetivo na
missão ( roda ou feira).
-
Depois de cada entrevista o empresário preenche um
relatório de avaliação que permite vislumbrar qual
o potencial de negócios que a entrevista poderá
gerar, assim como da validade da entrevista,
(nível e importância dela para o participante).
Estas avaliações seguem um padrão internacional.
-
Na
volta, um “follow up” será feito para ajudar e
orientar as empresas a fecharem negócios e
permitir que o investimento feito possa garantir
uma consolidação eficaz e eficiente dentro da
globalização da economia. É de suma importância
que se mantenha contato com as empresas
participantes de qualquer missão a fim de
verificar a concretização dos negócios e ajustar o
rumo, caso necessite, com um enfoque especial no
crescimento da empresa e sua participação efetiva
no comércio internacional. Não esquecer que uma
empresa bem atendida se torna mais eficiente e sem
dúvida fiel, o que de um certo modo pode garantir
sua participação em novo evento internacional, não
só para complementar seu conhecimento como também
para assegurar continuidade e um desenvolvimento
dos seus negócios.
-
Pedir e até recomendar às empresas participantes
de eventos internacionais que mantenha contatos
com as pessoas e as empresas visitadas. Este bom
relacionamento garante uma continuidade e
demonstra não só interesse como boa educação, que,
sem dúvida nenhuma dará seus frutos, tanto em
amizade como possibilidade de negócios.
-
Qualquer grupo que viaje com objetivos de
negócios, deve ser acompanhado por um consultor
internacional que tratará unicamente dos assuntos
profissionais, quer dizer, apoiará e orientará
profissionalmente os componentes do grupo a fim de
analisarem seus objetivos e a consecução dos
mesmos.
-
Caso
o grupo seja numeroso, é importante que a empresa
de turismo encarregada do pacote coloque a
disposição, uma estrutura condizente capaz de
ajustar e/ou modificar as condições de transporte
ou acomodações a fim de evitar que estes pequenos
problemas logísticos atrapalhem o bom desempenho
do participante. Um empresário com problemas de
hospedagem, transporte ou mesmo de turismo se
torna ineficiente frente ao seu objetivo principal
que é fazer negócios ou buscar soluções para
problemas inerentes a sua atividade empresarial.
-
O
grupo poderá também ter um ponto de apoio e se
possível um jornal de bordo capaz de reproduzir o
desempenho da equipe, motivando e orientando suas
ações , sem contar que este relato servirá de
registro e lembrança para todos.
-
Um
certificado de participação no evento permitirá
manter viva a imagem da missão além de permitir
uma reunião de confraternização, motivo de
relações publicas e de possível “release” em mídia
local.
3) Manual do
Participante:
-
Preparar um trabalho de orientação destinado aos
participantes das missões ao exterior, com a
finalidade de fazê-los melhor aproveitar a
experiência internacional e evitar problemas
operacionais decorrentes de uma falta de Know
How internacional.
-
Tomada de consciência da importância da
participação numa missão oficial ou pessoal que
acaba, de certo modo, transferindo uma
responsabilidade não só “oficial” no caso de
representar o país, como “profissional” no caso de
representar uma empresa.
-
Preparação logística e física para a missão:
Passaporte e vistos VÁLIDOS para o (s) país (es)
de destino, bagagem adequada e racional (leve e de
preferência com rodas), roupa adequada à estação
do ano, bolsa com pequena variedade de medicamento
de uso comum (em caso de necessidade de
medicamentos específicos, levar receita do medico
para evitar recusa do farmacêutico, especialmente
no exterior) roteiro da viagem com suas
respectivas saídas e chegadas, traslados de
aeroportos a hotéis e vice versa, reserva e
confirmação de hospedagem o mais perto possível
dos eventos ou dos acessos facilitados (às vezes
as feiras ficam fora dos centros urbanos o que
facilita o acesso mas dificulta a vida pessoal,
fora dos horários de trabalho).
-
Recomendação de aquisição de cartões de crédito
internacionais e de telefone, seguro de vida
pessoal, de viagem, de bagagem e assistência
médica. Prever um montante pequeno em moeda
estrangeira para o desembarque e “Travelers
Checks” em dólares americanos.
-
Endereços de representação oficial no país da
missão, de bancos nacionais ou internacionais
capazes de garantir um bom fechamento de contatos
pessoais ou profissionais preparados
antecipadamente.
-
Preparação profissional para a missão, com
estabelecimento de objetivos, material para levar,
amostras, cartões de visita, material áudio
visual, folhetos e apresentação da empresa,
material de apoio e Merchandising, resumo
mnemônico das perguntas e do roteiro a seguir numa
entrevista, com perguntas especificas a serem
feitas e respostas antecipadas a possíveis
perguntas que poderão ser feitas pelos expositores
ou empresários estrangeiros. Analise e avaliação
dos possíveis contatos dentro dos eventos e
preparação antecipada destes encontros inclusive
com verificação de local, data e conteúdo das
reuniões.
-
Na
volta, relatório detalhado de todos os contatos e
entrevistas realizadas, dia a dia, com cartões de
visita e, às vezes, dados da empresa contatada
(fotos, folhetos, broadsides etc.), a fim de
assegurar um “follow up” de qualidade. O relatório
deverá servir de orientação para as ações a serem
seguidas e de comprovação, junto à diretoria da
empresa, de que a missão empreendida não foi em
vão e que poderá ser a fundação básica do edifício
que fará alcançar estabilidade e eficácia no
comércio internacional.
a)
No
caso de simples visita a eventos:
-
Munir-se de sapatos e roupa confortáveis ( no
inverno os interiores são aquecidos, portanto,
roupa demasiada prejudica sua performance)
-
Uma
pasta de lona larga e leve, para colocação dos
folhetos e materiais recolhidos durante o evento.
-
Não
esquecer cartões de visita, folhetos e caso
necessário amostras do seu produto (nunca mais do
que o suficiente para um dia de trabalho, de cada
vez), resumo das atividades de sua empresa e, se
possível, dados atualizados de sua participação e
da listagem dos clientes que atende ou de
fornecedores que lhe servem.
-
Remarcar no caso positivo, almoços ou jantares com
“prospects” ou fornecedores.
-
Seu
local de acomodação se for de boa qualidade, é um
bom ponto de referência, razão pela qual um
investimento neste item nunca é demasiado e tem
bom retorno.
-
Visite sempre a feira ou exposição de um modo
racional e ordenado, registrando todos os
encontros interessantes. O primeiro contato deve
ser uma volta rápida e ordenada do evento,
anotando os estandes (número, ala, hall.) Certas
pessoas usam gravadores de bolso para resumir suas
reações e considerações. Outras preferem anotar e
outras filmarem ou registrar em fotos. (não
esquecer que tudo isto pode atrasar a visita e
dificultar a eficiência das primeiras visitas, mas
podem ser decisivos em algumas profissões). Nos
contatos subseqüentes, devem prevalecer as paradas
mais aprofundadas e a tentativa de contatos
individuais. Nas feiras deve se tentar um contato
desde que o nosso possível interlocutor esteja
livre. Às vezes várias tentativas devem ser
provocadas para obtenção de uma entrevista com a
pessoa certa. NUNCA DESISTA.
-
Evite almoçar nos restaurantes do local dos
eventos. São sempre muito caros. Muitos
empresários levam seus sanduíches e água na pasta
e, na hora certa, num banco, aproveitam o tempo
para descansar e recuperar.
-
Avalie o material que você recolheu, no seu hotel
a noite. Elimine o inútil e os envie via “Petit
Colis”, para sua empresa, evitando excessos de
bagagem na sua volta para o Brasil. Às vezes , na
volta, o empresário aproveita para fazer outros
contatos ou mesmo turismo.
b)
No
caso do Expositor:
-
A
maioria das recomendações acima é válida aqui
também, já que o expositor num determinado momento
vai também visitar a feira ou o evento.
-
Sempre prever dois participantes para permitir a
maximização da visita, a participação no evento e
o revezamento. Existe uma permanência a ser
observada, apesar do fato de haver sempre
recepcionistas que podem assegurá-la, mas a
presença de um executivo da empresa é sempre mais
eficaz.
-
Levar o material a ser exposto verificando com
antecedência qual o prazo e os regulamentos
exigidos pelos organizadores do evento. Sempre
prever a chegada antecipada do (s) participante
(s) para acertos e ajustes necessários. Materiais
como TV , Vídeo, Telefone ( controlado e fechado)
poderão ser alugados com a organização do evento
assim como outros equipamentos necessários e
específicos como geladeiras, “freezer”, armários,
computadores , impressoras, maquinas
registradoras, maquinas de registro de cartões de
visita, etiquetadoras e etc.
-
Cada
contato ou entrevista deve ser registrado em um
relatório, com cartões de visita da pessoa
entrevistada, grampeado, junto aos folhetos ou
outros materiais. O grampeador, grampos,
elásticos, clips, lápis, canetas etc. não podem
ser esquecidos e devemos prever que somem com
muita facilidade.
-
Trazer vídeos da Empresa ou de seus produtos, no
sistema usado no país do evento, (NTSC é sempre o
mais usado internacionalmente). Hoje, mesmo na
França onde só se usa o sistema SECAM, existem
vídeos que aceitam os vários sistemas. A língua
inglesa é a mais utilizada nestes vídeos.
-
Prever amostras adequadas ao evento e em
quantidades suficientes para a duração do evento.
Brindes são muito bem vindos e adesivos para os
jovens sempre ávidos e que visitam os eventos para
recolher e colecionar.
-
Folheteria em profusão deve usar o idioma
internacional aceito, sempre lembrando que existem
países que pedem dois idiomas (Canada), e devem
ser abandonados no local evitando excessos de
bagagem na volta para o Brasil.
Nota: Para o
caso do estande, verificar junto com o organizador:
tamanho, área, circulação e vizinhos que vão estar
expondo na feira. Recomendamos a colaboração de um
arquiteto para avaliar a área útil e maximizar seu
aproveitamento.
4)
“CHECK
LIST”
-
Passaporte válido e vistos exigidos (verificar com
todos os países onde você pretende passar).
-
Passagem Aérea com vôos confirmados.
-
Hospedagem confirmada ou com voucher oficiais.
-
“Pocket Money” na moeda local do ou dos países
visitados.
-
Travelers Checks em dólares
Americanos.
Seguros: de saúde, de viagem e de bagagem.
Cartões de visita.
“Broadside” da empresa, Catálogos e Balanços
Anuais,
Folhetos dos produtos discriminados.
Vídeos institucionais e dos produtos.
Bolsas.
Materiais de escritório (grampeador, grampos,
lápis, canetas, elásticos, clips, papel, blocos,
carimbos, fita adesiva, durex, barbante, tesoura,
cortador etc.)
Amostras de produtos.
Materiais de “Merchandising” ( cartazes, adesivos,
quadros e brindes.)
Roupa adequada à estação, sapatos confortáveis,
capa de chuva e/ou guarda chuva.
Mala
resistente e com rodas.
Máquina fotográfica com filmes.
Despertador pessoal, Agenda de bolso.
“Lap
Top” se quiser, e disquetes ou CDs.
Estande, junto com arquiteto, ou engenheiro do
organizador.
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