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Título - CADA
EMPRESA TEM O CONSULTOR QUE MERECE!!!
L A
Costacurta Junqueira
O titulo poderá parecer agressivo, mas
nossa idéia é chamar a atenção dos executivos para uma dimensão
pouco abordada pelos livros e pela imprensa da área de negócios: a competência
do cliente para contratar consultores ou consultorias (inclusive para
serviços de treinamento).
Por trás dos mágicos, charlatões,
gurus etc, sempre há um cliente que os contrata e que, por
conseqüência, garante sua sobrevivência no mercado.
Quais seriam então alguns dos
"cuidados" que o cliente poderia ter para contratar e
utilizar consultores com um "passado" que possa
garantir um serviço futuro, com um mínimo de qualidade?
Vamos separar esses
"cuidados" em três momentos diferentes:
- A contratação
- A utilização
- A avaliação
É importante salientar que, embora
colocados separadamente, os três momentos devem ser vistos como um
todo, pois cada "etapa" tem profundas implicações para as
demais.
A CONTRATAÇÃO
- É preciso ter bem claro o que
queremos; quando dizemos bem claro queremos dizer bem consensado,
entre os interessados. Contratar um consultor sem ter um consenso a
respeito dos resultados desejados é "dar sopa para o
destino". Na hipótese da inexistência do consenso, o cliente
precisa comunicar ao consultor que conta com ele para se atingir
esse objetivo.
- A segunda grande pergunta deve ser:
"precisamos realmente de um consultor?" "Será que
não podemos resolver isso com recursos internos?" A
execução de um trabalho por pessoal da própria empresa
certamente ganhará em termos de conhecimento do negócio, mas
pode perder em competência técnica ou metodológica. É preciso
então de colocar as opções nos dois pratos da balança,
inclusive considerando a possibilidade do meio termo, definindo
claramente papéis e responsabilidades dos consultores externos e
internos.
- As chances de uma boa escolha
aumentam sempre que temos diante de nossos olhos todas as melhores
opções existentes. Aonde então buscá-las?
Os bancos de dados (BD WEC, no
Brasil, ASTD, nos EUA) ajudam em uma primeira busca.
As associações de classe (ABTD,
ABRH, IBCO, AAPSA) também poderão contribuir.
Um terceira opção são as
referências dos Grupos de RH, Clientes, etc.
Os sites www.rhol.com.br,
www.guiarh.com.br constituem
uma quarta opção
É bom lembrar que uma análise de
currículos deve contemplar as dimensões qualitativa e quantitativa
- Aqui aparece outra questão, quais
são alguns dos indicadores de eficácia de uma consultoria, a
serem considerados por quem vai contratá-la? Seguem alguns deles:
- Renovação de contratos com um
mesmo cliente
- Referências positivas por parte
do cliente
- Serviço prestado além do que foi
contratado
- Grau de "abertura" das
informações para o cliente
- Disposição para conhecer o
negócio do cliente
- Busca constante de novas
tecnologias
- Na parte de referências é sempre
importante questionarmos experiências positivas e negativas, até
porque, trabalhos que não deram certo podem não ter tido como
causa a incompetência da consultoria, mas sim do próprio cliente
(algumas citadas nesse artigo).
- Consultores vendem algo quase sempre
intangível: serviços. Dentro dessa intangibilidade sempre
haverá algo tangível que permita a avaliação da competência
(técnica, metodológica etc). Um livro, um vídeo, um artigo, um
relatório, podem ajudar o cliente no aprofundamento do
conhecimento sobre a consultoria ou consultor.
- Ainda dentro do aspecto
tangibilidade é necessário que, no momento da contratação,
esteja bem definido quem são os consultores que efetivamente
farão o trabalho, inclusive com a alocação horária aproximada
de cada um. Isso evita que a empresa contrate os
"titulares" e na hora da execução a consultoria mande
os "reservas".
A UTILIZAÇÃO
- O cliente deve sempre assumir que a
contratação de um consultor vai representar um ônus a mais em seu
tempo. Além de tudo o que corresponder a seu dia normal de
trabalho, terá que ser alocado um período para ajudar o consultor
na familiarização com o problema e com o negócio.
- Uma análise, pelo cliente, dos
erros cometidos na Empresa, pelos consultores anteriores,
certamente será benéfica para a consultoria que está iniciando
o trabalho.
- Um programa ou atividade piloto é
sempre conveniente para a sintonia fina do trabalho a ser
desenvolvido.
- Em todos serviços de consultoria
haverá sempre partes do trabalho que caberão ao consultor e
partes que deverão ser executadas pelo cliente; é confusão na
certa quando um dos lados ultrapassa essas fronteiras.
- Na dúvida entre a novidade e a
profundidade, a experiência mostra que a primeira pode ter um
impacto inicial maior, mas a segunda, certamente trará mais
mudança e terá um recall mais intenso.
A AVALIAÇÃO
- A avaliação nada mais é do que a
comparação do previsto (no inicio da etapa de utilização), com o
conseguido (no final dessa mesma etapa).
Dois tipos de metas devem ser
considerados:
- De aprendizado – grau de
aprendizado e de utilização de uma nova tecnologia
- De resultado –benefícios para a
organização decorrentes do evento
Em ambos os casos a quantificação e
a qualificação dessas metas tornará a avaliação mais tangível
e aceita por todos envolvidos.
- Listamos, a seguir, alguns
indicadores a serem considerados para avaliação final de um
trabalho de consultoria.
- Contribuição efetiva para o
negócio em termos de:
- Aumento de receita
- Diminuição de despesas
- Agregação de valor
- Criação de novos produtos
serviços etc.
- Maior satisfação do
cliente
- Empatia do consultor
- Grau de conhecimento do negócio
- Disponibilidade para
"ajudar" o cliente
- Competência para construir a
ponte entre a teoria, o negócio do cliente e os resultados
obtidos
CONCLUSÃO
A relação consultor/cliente deve ser
vista como um casamento ou como uma sociedade; é preciso "ser
cuidada" para dar certo. Ambas as partes precisam dar, ceder e
conceder. Sair de seu mundo e conhecer o mundo do outro; ter
comportamentos que gerem confiança na outra parte.
Os resultados sempre serão
"pobres" quando apenas um dos lados for competente. É
fundamental um equilíbrio entre as competências da empresa (poder
legal) e da consultoria (poder do conhecimento).
Quem tem o comando legal de toda a
situação é a empresa contratante, mas um consultor competente pode
conseguir excelentes resultados, mesmo quando o cliente não ajuda.
Ë por isso que dizemos sempre que
"Cada Empresa tem o Consultor que Merece".
PS. Material do livro "Cada
Empresa tem o Consultor que Merece"
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