Estratégias de Parcerias para Um Mundo Repleto de Negociações A Vantagem das Alianças a Arte de Criar Valor Através de Parcerias Yves L Doz Gary Hamel Qualitymark Editora, 320 p, 2000
A globalização da economia, a rapidez das mudanças, o desenvolvimento tecnológico, a intensificação da concorrência são alguns dos motivos que tornaram cada vez mais necessária a formação de alianças estratégicas. A necessidade das alianças foi ainda mais acelerada pelos processos de downsizing, redução dos níveis hierárquicos, segmentação da produção regionalização dessa mesma produção. Enfim, todo o contexto atual favorece o lema "um por todos e todos por um". O livro de Doz e Hamel aborda as alianças no aspectos do presente e futuro, especialmente, no segundo enfatizando que "a maioria das colaborações envolve o estabelecimento e o gerenciamento de joint ventures em áreas bem definidas, buscando conter e compartilhar riscos conhecidos, e não para criar um futuro promissor". Os autores colocam que as verdadeiras alianças estratégicas implicam em:
Os capítulos mais interessantes são o 2º que trata dos alicerces para formação de alianças, 5º que aborda a gestão de conflitos durante as alianças, 8º que analisa os processos cooperativos durante as mudanças estratégicas. Um dos grandes méritos do livro é sua abordagem prática/operacional, culminando com um check list sobre o desenvolvimento de alianças (apêndice) Quais as eventuais lacunas do livro? Talvez ir um pouco mais fundo nos aspectos comportamentais. Ser tão operacional nesses aspectos como o é na parte tecnológica. Há um certo tom de "receita de bolo" uma ênfase demasiada em tecnologia, em detrimento dos principais atores do processo, as pessoas. Outra ausência é o tema negociação; não existe parceria/aliança sem negociação. Acreditamos que o livro deveria colocar mais ênfase nesse assunto, finalizando, acreditamos que a grande contribuição da obra de Doz e Hamel é a abordagem do processo de alianças dentro de uma perspectiva de longo prazo (10 anos). Sua abordagem é que a criação de valor nas alianças depende da capacidade dos parceiros administrarem os seus próprios atritos e as surpresas apresentadas pela concorrência.
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