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Título - COLOCANDO
RH NA "LINHA" - CRIANDO DIFERENCIAIS COMPETITIVOS
L. A.
Costacurta Junqueira
Quando olhando criticamente para as
pessoas que trabalham na área de RH, uma das primeiras observações
é a relativa dificuldade, ou possibilidade de gerar
lucros/benefícios para a empresa, tal qual o fazem (ou procuram
fazer) as pessoas que trabalham em outras áreas.
O propósito deste artigo é a
colocação do Gerente/Profissional de RH diante de uma possível
transferência para os órgãos de linha, analisando que mudanças
teriam que proceder para se adaptar ao novo mundo, ou ao "outro
lado da meia noite".
A seguir, sem qualquer ordem
hierárquica, colocamos algumas das mudanças que nos parecem mais
claras:
- Tudo o que fizer deverá estar
vinculado a produzir benefícios para o negócio; se estes
benefícios não forem tangíveis/mensuráveis talvez seja o caso
de refletir a conveniência de se perseguir esse objetivo.
- Tempo passará a ser um diferencial
competitivo muito mais crítico; quem faz antes tem muito mais
chances de ter suas idéias e projetos aprovados.
- O trabalho grupal passará a ser
tão ou mais importante que o desempenho individual, pois
potencializa resultados, aumenta a criatividade e reduz custos.
- O cliente (interno e externo) é o
grande gerador de ações para o planejamento e execução do
trabalho; não se deve presumir o que ele (cliente) precisa, mas
sim perguntar a ele. As ações para atender ao cliente devem ser
prioritárias em relação às demais.
- A pró-atividade deve ser uma
constante no dia-a-dia de trabalho; pensar no problema/situação,
antes que aconteçam certamente, ajudará na eficiência e na
eficácia da atuação do Gerente/Profissional.
- Marketing pessoal, profissional e o networking
devem acompanhar todo o trabalho; é preciso ser competente,
parecer competente e ter uma "rede" para divulgação
dessa competência.
- A competência carismática (agir
interpretando o pensamento do grupo, criar um clima alegre para se
trabalhar, preocupar-se com as necessidades pessoais e
organizacionais de subordinados/pares), deve ser um exercício
permanente.
- Mentoring/Coaching
,
atividades para desenvolvimento dos subordinados, devem ser
trabalhadas nas relações diárias com eles; é preciso alocar, a
cada dia, um período para passar a própria experiência a esses
subordinados.
- Incentivar os erros, transformá-los
em momentos/instrumentos de aprendizagem é outra competência a
ser praticada. Quando mais cedo os erros forem cometidos, menos
prejuízos eles causam.
- Desenvolver um clima de permanente
questionamento da necessidade de mudança, buscam manter um
esquema de auto-sustentação do processo de transformação.
Entender de "mudança" mundo de hoje é tão importante
quanto entender do "negócio".
Acho que o leitor concordará que essas
"transformações" ajudarão o homem/mulher de RH a se
tornar um excelente Gerente/Profissional de linha.
Uma pergunta final: "Será que
não poderemos praticar tudo isso sem sair de RH?
A palavra é sua leitor!
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