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E-learning

Título - E-LEARNING: ALGUMAS OBVIEDADES DESTA RE-VOLUÇÃO

 

L A COSTACURTA JUNQUEIRA

CECÍLIA CARVALHO

"O Essencial é Invisível para os Olhos"(A S E)

Que o autodesenvolvimento é algo bastante conhecido no contexto brasileiro de T&D todos sabem e concordam.

Que o E-learning é um dos principais instrumentos para o autodesenvolvimento também é unanimidade.

Então por que o E-learning não deslancha no Brasil?

Nosso artigo procura colocar os principais aspectos como motivação, tecnologia e marketing/comunicação, em três dimensões (mitos, realidades e desafios) para responder à pergunta em questão:

 

MITOS

O nosso "cliente" precisa estar disposto para aprender. Sem motivação para o treinamento as vantagens oferecidas pelo E-Learning (qualidade, redução de tempo no aprendizado, redução de custo, atualizações em tempo real, etc) em nada entusiasmarão o "consumidor".

 

Uma regra fundamental de mercado é que não se deve vender um produto/serviço sem antes pesquisar "se, como, quando" o cliente está disposto a comprá-lo; é o que parece estar acontecendo com o E-learning. O fornecedor quer vender, o RH quer comprar, mas o cliente talvez ainda não esteja preparado/pronto/conscientizado para usar.

Aceita pelo cliente a idéia de que o E-learning é algo necessário e bom (para ele e para a empresa), vale lembrar a RH um pequeno segredo: prover o "que" fazer, mas deixar ao cliente a escolha do "como " fazer. Por exemplo, um curso de inglês (o que),mas o cliente escolhe o "como", cdrom, internet, intranet etc. É uma questão de respeito à individualidade e à metodologia andragógica .

Por último, é fundamental combater o mito "um bom produto não precisa ser vendido"; o E-learning precisa de marketing / comunicação, de uma divulgação que esclareça as "características, soluções e benefícios" do que se quer entregar ao cliente/consumidor.

 

REALIDADE

Não há como negar que o cliente/consumidor de treinamento gosta de "gente", do presencial, do tangível; a solidão do E-learning não combina muito com nosso jeito brasileiro de relacionamento.

Outra realidade, também óbvia, é que não se muda a forma de aprendizagem de uma hora para outra; do presencial ao E-learning, do grupo ao indivíduo, da pedagogia à andragogia, da leitura e estudo na posição horizontal para a vertical vai uma grande distância.

Aceitar uma metodologia de treinamento cujo custo de planejamento pode ser 20 vezes maior em relação ao presencial, também não é tão palatavel, especialmente para os que detêm o poder decisório.

 

É inegável também que, do ponto de vista de RH/treinamento, o E-learning dá menos ibope do que o presencial; algo para 500 pessoas, simultaneamente, aparece mais do que qualquer individualização solitária.

Talvez por isso o E-learning possa ser visto como uma espécie de ameaça ao poder de fogo de RH/T&D limitado a visibilidade da área; mas isso, evidentemente é uma visão míope e de curto prazo.

 

DESAFIOS

Realmente o maior desafio é a mudança dos paradigmas do aprendizado; nesse sentido o exemplo do board, do presidente, costuma ser um argumento imbatível. É a história do "faça o que eu faço". (e não apenas ‘o que eu digo")

A qualidade é outro desafio, não basta ter um excelente conteúdo e uma tecnologia de ponta; é preciso cuidar da mídia, da linguagem, da entrega, do desenho, do suporte e da avaliação do conjunto.

O acesso e a sua abrangência é um outro ponto a ser considerado como desafio, pois todos aqueles que necessitam de treinamento precisam ter acesso disponível a um computador, periféricos, etc.

O equilíbrio e adequação da mídia são decisivos; vemos, no Brasil uma grande preferência pelo cdrom, por exemplo. As explicações são várias, algo mais tangível, menos dependente da tecnologia de telecomunicação etc. Mas, sempre é bom lembrar que o alcance e a simultaneidade da intranet/internet não podem ser desprezados.

O "blend", equilíbrio entre o E-learning e o Presencial, deve ser um objetivo permanente; o participante não pode se sentir esquecido ou um "dependente" da tecnologia.

A organização deve entender horas gastas em treinamento como horas de trabalho. Os funcionários devem também realizar seus treinamentos durante o expediente -

O tempo de treinamento e aprendizado através do E-learning, pode ser reduzido em até 50%, eliminando-se os deslocamentos.

A continuidade e permanência do E-learning também dependem muito da ‘’cobrança" dos superiores, do coaching como suplementação etc.

Uma lembrança: o melhor programa de E-learning necessita de um plano contingencial para o caso de surgimento de problemas tecnológicos. As bruxas estão sempre soltas.

O leitor quer alguns números? Pesquisas da ASTD apontam os dois maiores obstáculos ao E-learning:

Interatividade (56% dos entrevistados)

Resistência cultural (41%)

OS SITES

Depois das nossas obviedades será que o leitor que ir mais fundo no assunto? Eis alguns dos melhores sites sobre E-learning:

 

CONCLUSÃO

Obviedades à parte, gostamos sempre de registrar que o mais importante de qualquer conceito não é o seu conhecimento, mas a operacionalização desse conhecimento não é a aceitação como algo interessante por parte de quem vende, mas a capacidade de convencer o cliente/consumidor de que, também para ele, "aquilo" vale à pena.

O E-learining antes de ser um problema de tecnologia/metodologia, marketing/comunicação é um desafio de mudança.

Consultor -  L A COSTACURTA JUNQUEIRA / VICE PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA COSTACURTA ESTRATÉGIA E HUMANISMO
CECÍLIA CARVALHO - CONSULTORA DE RH

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