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Título - QUESTÕES
CRUCIAIS EM RH / T&D
L. A.
Costacurta Junqueira
Neste número vamos escrever o texto
sob a forma de auto entrevista, abordando algumas questões críticas
para a área de T & D e RH e integrando algumas informações que
foram divulgadas de forma desordenada.
Questão nº
1 - O que poderia indicar, na sua
opinião, que algo não anda bem com você que trabalha na área de
RH/Treinamento?
Sugerimos que o leitor se posicione
diante das colocações, a seguir:
- "Não foi promovido nos
últimos 2 anos"
- "Não é chamado para
participar de reuniões"
- "Pessoas mais novas na empresa
conseguem o que você não conseguiu"
- "Os órgãos de linha sempre
fazem os pedidos a outras pessoas"
- "As unidades de linha (clientes
internos) estão se relacionando cada vez mais, de forma direta,
com o fornecedor de serviços"
- "Seu humor foi embora, você é
visto como alguém que não está de bem com a vida"
- "Nas suas relações com
terceiros, você enfatiza mais as impossibilidades do que as
possibilidades"
Caso você se enquadre em dois ou mais
itens é bom acender um sinal amarelo.
Questão nº 2 - Vivemos
na época da criação de diferenciais Competitivos.
Quais seriam esses diferenciais Aplicáveis
a RH/Treinamento
A partir de uma pesquisa realizada com
20 diretores de RH, bem sucedidos (e sob a condição de anonimato),
chegamos aos diferenciais, a seguir:
- Pró-atividade – antecipar crises
- Marketing
pessoal – ser e parecer bom
- Internet/informação antes dos
outros
- Ensine os outros sempre (não
esconda o jogo)
- Corra riscos (erre por ação e não
por omissão) _ Crie um clima para liberação de erros
- Ênfase no grupal e não no
individual; ter/mostrar orgulho de participar do time
- Cresça e deixe os outros crescerem;
divida sempre os créditos (subordinados etc)
- Saiba dar as boas e as más
notícias
- Tenha e mostre angústia e
inquietação: use o tempo como um diferencial competitivo
- Tenha um bom networking
- Não tenha receio de pedir ajuda
- Seja inquieto: as coisas nunca
estão boas o suficiente
- Vá até o fim no que faz (tenha
sistema de follow-up)
- Humor é um grande diferencial –
idem o otimismo
- Admita erros e assuma
responsabilidades
- Elabore um código de ética –
poucas empresas brasileiras se preocupam com este tema
- RH com postura de inovação
- Função de ajuda e não de controle
– postura de consultor
- Faça o que pode ser medido
(predominantemente)
- Tangibilidade dos produtos
- EVA – usando o conceito de valor
agregado para cálculo da remuneração variável
- Convivência com religiões
diferentes (políticas)
- Saiba sempre o que faz a
concorrência
- Sabia ensinar e saiba fazer –
tenha uma idéia e saiba aplicá-la
- Use RH como ferramenta de marketing
externo
- Use RH como revolucionador dos
vínculos burocráticos empreendedor
Será que o leitor se enquadra em 50%
dessas diferenciais, tem outro sinal amarelo diante de si.
Questão nº 3 - O
que a diretoria espera de RH/Treinamento?
Eis as respostas obtidas com
Presidentes/Diretores de 103 empresas pesquisadas:
- Gerar receita/benefícios
- Ampliar o espectro da clientela
atendida
- Mensurar o que faz/vincular ao
negócio
- Usar RH como ferramenta do
Planejamento Estratégico
- Pensar primeiro em resolver
problemas depois em atividades/cursos/seminários, etc
- Ser respeitado pelo clientes
(externo/interno)
- Conhecer o negócio e a
concorrência
- Saber dizer não/argumentar em
numerolês (linguagem dos números)
- Ser benchmarking no que faz.
As respostas são decrescentes, do
ponto de vista de sua importância.
Questão nº 4 - Qual
o papel da diretoria na busca de resultados em RH/Treinamento?
A primeira sugestão é passar a
entender um pouco mais de desenvolvimento gerencial, pois só assim
poderá cobrar do pessoal da área alguma providência diferente de
redução de custos; procure saber um pouco mais sobre como
identificar uma necessidade de treinamento, o que há de novo em
termos de produtos, metodologias, como fixar metas, como medir
resultados, etc.
Evite embarcar nos modismos tão comuns
à atividade de treinamento; um programa deve ser realizado porque a
empresa precisa dele e não porque acabou de ser lançado no mercado
ou porque seu principal concorrente ou seu melhor amigo o
recomendaram.
Um programa de treinamento tem, pelo
menos, três fases: planejamento, execução e avaliação; boa parte
dos profissionais de T&D são tentados a gastar 100% dos recursos
na etapa execução (o seminário, a palestra etc). Procure cobrar do
profissional de treinamento a necessidade de usar 20% dos recursos no
planejamento, 60% na execução e 20% na avaliação dos resultados.
Pense em "job rotation"
como uma forma de fazer com que todos imaginem a companhia como um
todo ao definir qualquer ação ou tomar uma decisão.
Instigue o pessoal de treinamento a
conhecer a concorrência, a visão do "inimigo" ajuda no "benchmarking"
e nos livra de inventar o que já foi criado.
Instrua seu pessoal a solicitar a
consultores externos referencias de clientes aonde conseguiram êxitos
e fracassos; aprende-se a partir dos dois tipos de experiência.
Estimule a criação de comitês para
tratar dos aspectos estratégicos e operacionais do processo de
treinamento; possuindo representantes de todas as áreas da empresa,
inclusive RH, qualquer decisão deste comitê tenderá a tratar os
assuntos de forma mais global, consensual e voltada para resultados
que cada unidade espera obter.
Estabeleça um canal direto do pessoal
de treinamento, com a direção da empresa; não há como desenvolver
programas ligados ao negócio se não se consegue acessar quem dirige
o negócio.
Questão nº 5 - Quais
os "conselhos" a serem dados pela Diretoria àqueles que
trabalham em RH/Treinamento? (1)
- Imediatamente após a pergunte
"faço ou não faço" deve vir "posso ou não medir
os resultados do que vou fazer" e "quanto o meu negócio
lucrará se eu fizer" e "quanto perderá se eu não
fizer". É fundamental mudar a imagem do "negócio
RH" para centro de lucros, deixando para trás a qualquer
idéia de centro/gerador de custos.
- Cada vez mais o "saber"
vale menos se não for acompanhado pelo "saber fazer";
um alerta especial aos consultores que sabem ensinar, mas não
sabem fazer (ou ensinar a fazer).
- O negócio não é apenas trabalhar
em equipe, mas fazer com que os membros do time
"apareçam" e se sintam recompensados por trabalhar em
equipe e pelos resultados conseguidos.
- Cada cliente tem o consultor que
merece e vice-versa. Não há um bom trabalho sem cumplicidade,
exigência mútua, alocação de tempo. Parece óbvio, mas cada
vez mais vemos isto não tendo a importância devida.
- O consultor externo deve ser
contratado para fazer aquilo que o cliente não sabe, ou sabe
pouco; para complementar o trabalho e não para concorrer ou
substituir o consultor interno.
- Idéias alienígenas são ótimas,
mas como indicadores e não como verdades. As pesquisas feitas no
Brasil são o que respalda essas idéias; vamos gastar mais
dinheiro em pesquisa e confiar um pouco menos em nossa
"intuição".
- Não há mudança organizacional sem
exemplo; convença o Presidente/Diretor a assumir a frente do
processo de mudança e tudo ficará mais fácil.
- Não existe executivo/profissional
competente se a vida pessoal é um somatório de infelicidades. O
equilíbrio entre as duas dimensões é fundamental.
- Os executivos e profissionais
precisam se preocupar mais com o item saúde, em sua dimensão
gerencial; a atuação proativa nesta área é fundamental para
reduzir custos e assegurar maior qualidade de vida no trabalho.
- Na organizações saudáveis os
superiores desenvolvem os subordinados e também são
desenvolvidos por eles; é uma via de mão dupla.
- Negociar cada vez mais é a
habilidade/competência de se colocar no lugar do outro,
conhecendo suas necessidades/expectativas, agindo customizadamente.
- Importante na vida não é ganhar
tempo, mas usar bem o tempo que se ganha, especialmente como
diferencial competitivo.
- A / T & D - Estratégia e
Humanismo
(1) pesquisa feita com 40 Diretores, excluindo aqueles da área de
RH.
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