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Gestão, Estratégia e Administração

Título - FAÇA O QUE EU DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO

L A COSTACURTA JUNQUEIRA

De boas intenções, o inferno está cheio.

O discurso é ótimo, mas as ações...

A teoria na prática é outra.

As três frases têm algo me comum: o fato de os executivos exigirem de seus subordinados comportamentos, habilidades que eles mesmos não praticam.

Isto é particularmente grave pois um dos mais eficazes processos educacionais e/ou mudança é o exemplo. Se não há exemplo, não há mudança e se estabelece o caos, a manutenção de um status quo, que certamente não costuma ser dos melhores.

Vamos então listar alguns desses comportamentos, habilidades, cobrados pelas chefias, mas não praticados por elas (às vezes punidos quando praticados pelos subordinados):

  • "Nós aqui vivemos numa democracia, todos podem dizer o que pensam, inclusive pontos de vista contrários à chefia"
  • "Aqui a gestão do tempo é sagrada; reuniões marcadas às 14 horas começam às 14 horas."
  • "Errar é parte do processo de aprendizado; aqui todos podem errar."
  • "Na dúvida, erre por ação, nunca por omissão."
  • "Em nossa empresa o cliente é o rei; o que ele disser ou quiser deve se sobrepor a tudo o que está escrito ou dito na empresa."
  • "Aqui impera o processo decisório participativo, todos serão ouvidos".
  • "Em nossa empresa não gostamos de trabalho rotineiro; o negócio aqui é ser criativo."
  • "Nosso sistema de remuneração permite que você, meu subordinado, ganhe mais do que eu, basta produzir mais resultados."
  • "Tudo o que eu disser é negociável; sinta-se à vontade para questionar."
  • "Nessa empresa você terá todas as chances de se desenvolver; aqui os recursos humanos são nosso principal ativo."

Certamente alguma das frases devem ter parecido familiares.

Lembramos que elas embutem pressupostos perigosos, são idéias que as chefias acreditam, pregam, mas que retratam o que não acontece no contexto empresarial.

Criam expectativas que não serão atendidas, reduzem a motivação e retardam o processo de mudança.

O negócio é fugir delas, se nós executivos não estamos dispostos, realmente, a começar pelo nosso exemplo.

Consultor -  L A COSTACURTA JUNQUEIRA / VICE PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA COSTACURTA ESTRATÉGIA E HUMANISMO

 

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