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Administração
do Tempo / Reuniões / Delegação |
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Título - DELEGAÇÃO
MUITO FALADA POUCO PRATICADA
L
A COSTACURTA JUNQUEIRA
Um dos mais poderosos instrumentos de
ajuda na organização do trabalho e gestão do tempo é a
Delegação. Conceitualmente delegação é a transferência de
autoridade e responsabilidade para execução de uma tarefa que, no
entender do delegante, será mais propriamente executada pelo
delegado.
O próprio conceito de delegação
merece alguns comentários:
Delegação é essencialmente resultado
de uma análise comparativa. Só se pode e deve delegar a partir de
uma visão de conjunto.
Delega-se o urgente para ficar com o
importante; o programável, para reter o não programável, o
rotineiro, para ficar-se com o que requer inovação e criatividade,
delega-se para energizar e motivar pessoas.
Delegar o que não é do nosso agrado
pode ser perigosísssimo, especialmente se essas tarefas são
importantes, inovadoras.
A delegação da responsabilidade será
sempre parcial, perante a organização o delegante será sempre o
responsável final. Delega-se a "responsabilidade DE", nunca
a "responsabilidade PERANTE".
POR QUE DELEGAR?
As razões para delegação não se
relacionam apenas com o tema produtividade ou organização do
trabalho e gestão do tempo, mas também com motivação, treinamento,
enriquecimento de funções etc.
Delega-se para:
- Desenvolver aptidões específicas dos
subordinados
- Aumentar o grau de iniciativa dos
subordinados
- Aumentar a criatividade, inovação
a partir das contribuições dos subordinados
- Ter tempo para execução de
atividades mais importantes
CAUSAS MAIS COMUNS DA NÃO-DELEGAÇÃO
Causadas pelas Chefias:
- Falta de visão sistêmica do
trabalho. Delegar é comparar o mais importante com o menos
importante, para tanto é necessário que se tenha diante de sí um
registro das atividades desenvolvidas durante o dia e/ou semana.
- Medo de perder poder. O superior é
avaliado pela quantidade/qualidade de trabalho de seus
subordinado, pela sua capacidade de coordenação e não pela sua
habilidade na execução direta de determinadas tarefas. É sempre
bom lembrar que gerentes imprescindíveis não são promovidos.
- Medo de errar. Seja na escolha de
pessoas ou na seleção de tarefas a serem atribuídas a uma
determinada pessoa. Admita a possibilidade de que você também
errou no passado e que outras pessoas podem executar aquela tarefa
até mais eficientemente que você mesmo. Admita, por último, que
o erro é inerente ao processo de aprendizagem.
Causadas pelo Subordinados
- Não pedir delegação, não tomar
iniciativa de alocar a execução de tarefas novas.
- Delegar para cima, devolvendo à
chefia a decisão, evitando assumir o risco da decisão.
- Incapacidade (técnica, psicológica
etc), não ter habilitação, competência para execução da
tarefa solicitada, preferir a segurança da rotina à
ambigüidade/incerteza gerada pela execução de novas tarefas.
ERROS NA DELEGAÇÃO
- Delegar o "que" fazer, mas
dizer também "como" deve ser feita a tarefa, impedindo o
subordinado de escolher seus próprios caminhos, em muitos casos
mais adequados que os anteriormente usados.
- Delegar responsabilidade (o que),
mas não a autoridade correspondente. Admite-se a delegação
gradual de autoridade, mas sempre existindo um mínimo de
autoridade.
- Indefinição dos limites quanto a
prazos, o início e término da tarefa, grau de autoridade.
- Abdicação: "Não quero ver
mais isso". A chefia impede a colocação de dúvidas por
parte do subordinado, aumentando a possibilidade de eventuais
problemas na fase inicial da delegação.
- Não definir previamente formas de
controle. É preciso definir o controle como uma forma de ajuda e
não como sintoma de desconfiança, em relação ao subordinado.
- Expectativas ideais/perfeccionismo.
Esperar algo do subordinado, mas não clarificar isso com ele;
depois cobrar, como se tudo já fosse do seu conhecimento. Esperar
que o subordinado execute a tarefa igual ou melhor que a chefia (a
curto prazo)
DELEGAÇÃO EFICIENTE
- Faça os subordinados saberem que
você verificará periodicamente o andamento das tarefas; defina os
tipos de relatório que deseja, sua periodicidade etc.
- Mostre interesse em ajudar os
subordinados a solucionar problemas importantes para eles (embora,
às vezes, corriqueiros para você como chefe). Esteja acessível
para responder perguntas.
- Conceda margem de erros. Não
repreenda ninguém por reportar um erro. Use o erro como
oportunidade para treinamento.
- Determine prazos realistas, que
poderiam ser cumpridos por você mesmo se fosse executar a tarefa.
- Partilhe os seus pensamentos e as
suas expectativas com os subordinados a fim de que tenham uma base
inicial para a tomada de decisões.
- Defina até onde vai a autonomia de
ação/decisão de cada subordinado para cada tarefa.
- Não estruture demasiadamente a
tarefa a ser desenvolvida pelos subordinados; deixe margem para
que eles escolham os próprios caminhos.
- Por último, se você acha que já
delega suficientemente proponha a sí mesmo as seguintes
questões:
Quando você viaja ou entra de
férias seu departamento/unidade funciona mais devagar, chegando
até a "parar"?
Seu substituto eventual, na sua
ausência, resolve, apenas 10% dos problemas que aparecem?
Se a resposta é afirmativa para as
duas perguntas, você deve questionar se não está delegando pouco.
Provavelmente estará!
Consultor - L
A COSTACURTA JUNQUEIRA / VICE PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC – M.
VIANNA COSTACURTA ESTRATÉGIA
E HUMANISMO
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