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Título - Cooperclonagem
Quem não tem em sua casa, ou condomínio, problemas de manutenção com mobiliário, equipamentos, máquinas ou instalações? Uma análise rápida dos problemas latentes em minha residência, demonstram as seguintes necessidades imediatas: instalação elétrica com problema, aparelho de ar condicionado com defeito, tubulação de água enferrujada e obstruída, persianas precisando de reparo, sofás e cadeiras necessitando substituir a forração. O que pode parecer para muitos, num primeiro momento, desleixo ou carência financeira, no meu caso particular é fruto da falta de confiança em entregar estas reformas para um profissional que as execute com competência e a preço adequado. Desafio o leitor atento a parar e fazer a mesma reflexão; será que não existe em sua casa nada que necessite de conserto ou reforma? Se a resposta é negativa disque 0900-SUCESSO, mas continue a ler porque você continua sendo um cliente em potencial. Entretanto se a sua resposta é positiva, leia com atenção redobrada, pois você é um sofredor como eu. O problema do desemprego, com índices de audiência elevados no IBOPE, virou a bola da vez. Seja porque estamos em ano de eleição, ou porque nos afeta particularmente, o desemprego assumiu proporções catastróficas nos dias de hoje. Ao analisar as causas do desemprego, surge uma que representa unanimidade entre os que se dedicam ao problema: EMPREGABILIDADE. Empregabilidade significa a não adequação de mão-de-obra disponível às exigências do mercado. Vagas até que existem em quantidade considerável; o que falta, na verdade, é qualificação ou adaptação do candidato para preencher as exigências do mercado. Na velocidade das transformações mundiais com acesso fácil à Internet, comunicação por satélite e teleconferências, os conceitos obre emprego e a legislação trabalhista ainda estão na idade da pedra lascada. Todos preferem jogar a culpa no governo e chorar no muro das lamentações as mágoas da sua incapacidade de reagir às novas exigências do mercado de trabalho. O emprego formal é um ser em extinção que os sindicalistas procuram preservar nem que seja para reprodução em cativeiro. Acabo de ler que as centrais sindicais formalizaram proposta de aumento do valor do seguro desemprego e o número de parcelas do benefício. Privilegiando o uso dos recursos do FAT – Fundo de Assistência do trabalhador, com gastos adicionais de 2 bilhões de reais por ano para seguro-desemprego, estamos cobrindo, com cobertor curto e roto alguns desempregados privilegiados, em vez de usar estes recursos para melhor capacitar a mão-de-obra desempregada. Acorda MEDEIROS! O que falta para melhorar o nível de emprego são soluções simples, economicamente viáveis e não convencionais. Será tão difícil constituir cooperativas de bairro para atender às necessidades de consumidores ávidos por serviços especializados, a preços baixos e qualidade assegurada? Será difícil criar núcleos de formação, treinamento e especialização de pintores, eletricistas, encanadores, bombeiros, mecânicos, usando os quadros de profissionais experientes, selecionados pelas próprias entidades sindicais? Será difícil encontrar empreendedores, selecionados no próprio núcleo, com alguma formação administrativa, para estruturar os serviços oferecidos de forma empresarial? Será difícil obter recursos do FAT, do PROGER, ou de tantos outros fundos para financiar, de forma ampla, com poucos recursos e pequeno risco, estas iniciativas? Será que não é possível clonar este modelo, multiplicando e difundindo de forma a criar um novo mercado de trabalho onde o cliente satisfeito repete a dose e contrata novos serviços? Claro que tudo isso é totalmente viável. Porém em vez de soluções simples, estamos sempre buscando o inatingível. Em vez de COOPERCLONAGEM estamos desperdiçando fábulas de dinheiro em clones de empresários, sindicalistas, políticos e ministros, que na grande maioria se assemelham à ovelha Dolly. Não pensam, não agem e o máximo que conseguem produzir é um sonoro mugido. BÉÉÉH!!! Obs. PAULO DÉCIO RIBEIRO é consultor especialista em Produtividade e Logística just-in-time. Há 15 anos cria exércitos de clones em organizações no Brasil e no México, para continuidade de suas idéias.
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