Insight MVC nº 15
Janeiro 1999
- Planejamento Estratégico de T&D - Marco Aurélio Ferreira Vianna
- Resoluções para 99 - Luiz Augusto Costacurta Junqueira
- Afinal, o que é Negociação Ganha / Ganha - J.A.Wanderley
- Socorro!!! Será que Tudo Está Perdido? Se os Outros Conseguiram, Por Que Não Eu? - Leila Navarro
- Remuneração Variável e o Nível de Acomodação - Jorge Mac Dowell
- O Executivo e a Saúde na sua Empresa - Dr. Horácio Falcão
- Comunicação e Marketing Pessoal - Eunice Mendes
- Pesquisa Foco do Instituto MVC - Flávia Kahale
Os tempos mudam e nós consultores precisamos estar sempre à frente dessas mudanças.
No final do mês de novembro participamos de uma pesquisa sobre honorários de consultoria, cujos resultados indicaram que o item "Custo de serviços", além de ter sua importância aumentada em relação à pesquisa anterior, nos apontava a necessidade de algumas alterações na política de preços do Instituto MVC.
Decidimos reduzir nossos preços em 20% para os meses de janeiro e fevereiro; a resposta do mercado foi imediata, hoje dia 15/01, temos 60 dias de trabalho vendidos nos dois meses; mais do que isso, depoimentos de clientes na linha "decidimos fazer em janeiro por causa do desconto", "achamos que está na hora de usar os meses de baixa para fazer treinamento", "estamos dispostos a pagar até 20% mais por um serviço de qualidade", mostraram o acerto da medida.
Queremos agradecer aos clientes pelos melhores meses de janeiro e fevereiro na história do Instituto MVC.
Vale lembrar que essa é nossa segunda edição virtual do Insight MVC.
Ela está sendo remetida para 3500 assinantes possuidores de e-mail, 60% do cadastro de leitores que recebiam a publicação via correio.
A partir de agora nosso número de leitores cadastrados passa a não ter mais limite.
Estamos abrindo a você, leitor, a oportunidade de oferecer uma assinatura do Insight a alguém de suas relações; precisamos apenas do nome da empresa, assinante, função, endereço completo e e-mail.
Gostaríamos também de receber seu feedback sobre o conteúdo e forma desse número.
COSTACURTA
Planejamento Estratégico de T&D
MARCO AURÉLIO FERREIRA VIANNAPRESIDENTE DO INSTITUTO MVC
A volta triunfal - e definitiva - do planejamento estratégico com todas as restrições que este nome possa ter ao mundo empresarial, leva-nos a algumas reflexões sobre o tema dentro de uma visão contemporânea da administração. Talvez seja necessário entender, em primeiro lugar, que muito mais do que uma metodologia o planejamento estratégico é um processo contínuo que eu preferiria alocar no patamar de uma mentalidade. Todos os meus clientes em que esses conceitos foram aplicados com efetividade dos últimos 25 anos, entenderam a profundidade da matéria e continuam até hoje a usar o raciocínio estratégico em suas mais diversas dimensões, como parte intrínseca do seu modelo mental. Eu mesmo, há mais de 20 anos, venho aplicando sistematicamente seu conteúdo nos meus focos pessoal, profissional e empresarial; num processo mental permanente faço perguntas formais sobre avanço estratégico, ambiente externo e evolução da minha pessoa (Vide Fax do Triunfo 182 e 183 disponibilizados em nossa home page). Esta é, portanto, uma conclusão importante: o processo estratégico é para ser usado em cada um dos núcleos de atividade de nossas vidas - desde a aplicação do negócio como um todo, passando por um departamento ou célula, chegando até mesmo à vida pessoal. Vale à pena registrar que, como consultores em estratégia, já tivemos como clientes empresas grandes, médias e pequenas; públicas e privadas; nacionais e internacionais; grupos, estados, municípios, autarquias, famílias e pessoas físicas.
Estratégia em T&D
Estratégia é uma ferramenta fundamental para estruturar a incerteza do futuro e adiantar fatos que virão acontecer, permitindo a adoção de medidas que ajudem a construir o futuro que desejamos. Por isso mesmo, a presente matéria tem como objetivo conectar o pensamento estratégico a uma das mais importantes funções empresariais deste final de século: a educação corporativa, através da área de Treinamento e Desenvolvimento das organizações. No quadro anexo ao final do presente artigo, elaboramos uma contraposição entre as estratégias tradicionais e contemporâneas nesta área, dando uma visão se não abrangente, pelo menos geral das grandes diferenças que pontuam a avaliação estratégica de T&D.
Alguns comentários específicos devem entretanto ser ressaltados. Embora inúmeras empresas tenham desgastado a avaliação de sua missão - o próprio Scott Adams, através do Dilbert, adora derrubar o conceito - para mim este é o início básico da reflexão sobre a vida de qualquer instituição. Até seres humanos devem se perguntar sobre sua missão terrena. Não há dúvida que o indivíduo que conhecer sua "razão de ser maior" terá facilitado a ação cotidiana que empreende no caminho de sua própria evolução. Neste contexto podemos perguntar, então, qual seria a missão de uma área de T&D. Embora a maioria talvez a identifique sob um conceito exclusivo de educação, eu preferiria afirmar que a missão de uma área de T&D é "melhorar continuamente os indicadores estratégicos de resultados de uma organização através de uma efetiva ação de aprendizado dinâmico e contínuo". Assim sendo, em realidade, sua missão é fazer melhorar e perpetuar a organização a qual pertence.
Mero jogo de palavras? Não! Estabelecer a missão de uma instituição é sempre o primeiro passo que vai desencadear toda a linha e conjunto de ações posteriores. Sempre vale à pena lembrar o caso que vivi há dois anos em uma determinada universidade. Ao me receber, frente a um público de 2.000 jovens o reitor afirmou orgulhosamente: "gostaria de ressaltar, professor Vianna, que a missão de nossa universidade é promover a excelência desses jovens para a busca do mercado de empregos". Com todo carinho, retruquei: "temos que mudar a missão desta universidade porque, literalmente, os caminhos do futuro desses jovens devem ser traçados por estratégias muito diferentes do que permite esta missão". Dois anos depois, voltando à mesma universidade, fiquei muito feliz quando o reitor, reformulando sua sentença, me afirmou: "queria ressaltar, professor Vianna, que a missão da nossa universidade é desenvolver esses jovens como seres humanos integrais, buscando a sua excelência para o encaminhamento de suas atividades profissionais".
Customização
Palavras muito diferentes vão gerar estratégias completamente diferentes. Estabelecer a missão de treinamento e desenvolvimento pode levar a uma outra curiosa passagem da minha vida. Perguntei certa vez a um gerente de T&D se o ano que terminava tinha sido produtivo e ele me respondeu: "Claro, professor Vianna. Tivemos 344 atividades em 828 dias, contratamos 194 professores, que foram avaliados com a média de 9,14, utilizamos 58 espaços físicos e gastamos 0,344 % de nosso faturamento. A temperatura média das salas era de 21,4 ºC". Eu me voltei estupefato e disse "parabéns, seus números são maravilhosos. Mas eu só queria saber uma coisa: "Quanto as pessoas aprenderam?" E ele retrucou: "isto eu não tenho a menor idéia". Por isso mesmo, temos que rever de maneira séria esta evolução proposta. Este mesmo gerente deveria ter me respondido: "eu fui muito efetivo e consegui melhorar 12 indicadores estratégicos de resultados de nosso negócio, em pelo menos 20% dos patamares atuais através das ações de aprendizado aplicadas e coordenadas por nossa área".
Em termos de estratégia, cabem também alguns comentários. Uma grande parte das organizações focaliza suas ações em torno do esquema tradicional da sala de aula. Apesar de ser uma tática aplicada a inúmeros casos, devemos considerar que cada vez mais o leque das ações de uma efetiva área de T&D deverá tomar por base o desenvolvimento do amor como aprendizado através da ação autônoma e voluntária que cada indivíduo formará em efetiva parceria com as organizações. Em realidade, a verdadeira fonte de aprendizado da vida está no universo e a incorporação desta mágica do mundo ao universo pessoal de cada ser humano, resultará da decisão e da ação de cada um e não do chicote ameaçador de um capataz / gerente. No máximo, precisaremos da batuta inteligente de um regente nos motivando e inspirando para a busca desta sabedoria que está à nossa disposição. Cada vez mais, com a nova tecnologia disponível, nos tornaremos grandes inspiradores, facilitadores e motivadores e deixaremos de ser agentes burocráticos de uma educação ultrapassada.
Área de Treinamento e Desenvolvimento
Estratégia Tradicional
Estratégia Competitiva
Missão
- Educar pessoas
- Melhorar a organização através do aprendizado contínuo, aplicado e mensurado
Objetivos
- Cumprir orçamentos
- Aplicar aprendizado na realidade da empresa, melhorando continuamente sua performance
- Centro de custos
- Centro de lucros
- Burocrático
- Competitivo
- Sem vinculação com a cultura
- Melhorando a cultura
Estratégias
- Concentrada na sala de aula
- Aberta para o mundo
- Visão endógena
- Visão exógena
- Visitas
- Entrevistas
- Benchmarking
- Não há exigência de aplicação
- Busca aplicação em projetos
- Não há vinculação com a avaliação de desempenho
- Serve como indicador de desenvolvimento de carreira
- Responsabilidade na empresa
- Responsabilidade conjunta entre colaborador e empresa
- Avalia os professores
- Avalia a aplicação
- Professores externos
- Professores internos e externos
- Tecnologia tradicional
- Uso de tecnologias avançadas
- Mudança por obrigação
- Mudança por exemplo
- Aprendizado Individual
- Benefícios organizacionais
- Cliente interno
- Clientes internos, externos, fornecedores e comunidade
- O indivíduo vai a sala de aula
- A sala de aula vai até o indivíduo
RESOLUÇÕES PARA 99
A VISÃO DE UM PASSARINHO
L A COSTACURTA JUNQUEIRAVICE-PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC
Um passarinho pousou no meu ombro, dia 1º de janeiro, e me contou algumas das resoluções que os executivos e profissionais de treinamento decidiram colocar em prática em 99.
A leitura dessas resoluções pode ter um certo ar de "deja vu", ou de um punhado de boas intenções que dificilmente se transformará em ações concretas; mas, quem sou eu para discutir a sabedoria do passarinho, com tantas horas de vôo pelos céus de treinamento desse Brasil? Vamos às Resoluções.
RESOLUÇÕES PRIMEIRA PARTE
Iniciar o ano com algo realmente impactante, que traga benefícios para a empresa.
Não contratar aqueles consultores que cobram muito, nos divertem bastante, mas que têm pouco recall.
Aumentar o número de participantes em cada seminário; uma meta de 25/30, fugindo dos apelos para fazer turmas com apenas 10/15 pessoas.
Não entrar nos modismos, nos produtos velhos com roupagem nova; usar os critérios "benefícios para o negócio", "possibilidade de mensuração de resultados", "efetiva mudança", na hora de escolher qualquer atividade educacional.
Usar o conceito de treinamento por massa crítica, isto é, realizar uma atividade para 300/400 pessoas, com os objetivos de mudança e características participativas de um seminário para 25 pessoas.
Contratar consultores que possuam flexibilidade para adaptar o seu conhecimento às necessidades de nossa empresa e que se disponham, efetivamente, a conhecer um pouco do "nosso negócio".
Balancear os investimentos em treinamento, evitando gastar todo dinheiro no evento em si; 20% para o planejamento, definição de metas etc (antes) e 20% para a mensuração de resultados (depois), talvez seja uma boa dosagem.
RESOLUÇÕES SEGUNDA PARTE
Sair um pouco do individualismo, trabalhar mais em equipe, dividir o conhecimento, colaborando para que seu fluxo na organização seja mais rápido.
Escolher metodologias de treinamento que permitam não só a rápida absorção e pratificação do conhecimento, mas também seu compartilhamento com todos dentro da organização.
Utilizar as best practices como instrumento de treinamento, buscando exemplos internos e externos.
A cada ação executada questionar se o seu produto é algo que contribua para uma visão do treinamento como centro de custos ou centro de lucros.
Ajudar o cliente interno na solicitação de serviços de treinamento, colocando à sua disposição bancos de dados (BD WEC, por exemplo), passando a ele um pouco da tecnologia de planejamento, execução e avaliação de atividades de treinamento; tratar seu cliente interno como você e sua empresa tratam o cliente externo.
Alargar as fronteiras de atuação da unidade de treinamento, oferecendo serviços para clientes externos, fornecedores, comunidade.
Ter uma preocupação permanente com o marketing pessoal e funcional, divulgando não apenas o que está fazendo, mas os resultados do que está fazendo.
Emagrecer, fazer ginástica, aperfeiçoar o inglês, acessar mais a internet, ser mais sociável, estão também dentro das resoluções que o passarinho me contou, mas isso certamente extrapola o tema treinamento.
Será que suas próprias resoluções para 99 têm alguma similaridade com o que foi colocado até agora?
Mais ainda, será que essa era sua lista para o ano passado? Existe algo familiar no ar?
O importante talvez seja sair do plano da intenção e partir para a ação, porque afinal, se o inferno está cheio de passarinhos, talvez o céu também possa abrigá-los.
OBS. Material retirado do programa de consultoria/treinamento Plano Estratégico para T&D e do próximo livro do autor "Cada Empresa tem o Consultor que Merece".
J A WANDERLEYExiste muita confusão sobre o que seja negociação Ganha/Ganha (G/G). Por um lado, os céticos, os cínicos e os competitivos, que consideram o G/G impossível. Por outro, os ingênuos que acham que G/G é ser "bonzinho".
Os céticos, cínicos e competitivos partem do princípio que se um ganha o outro tem que, necessariamente, perder. No fundo consideram cada situação como uma torta a ser divida entre duas pessoas. Uma, fatalmente levará a maior fatia. Ou ainda, acreditam que houve Ganha/Ganha quando ganham duplamente. Já os "bonzinhos", são, invariavelmente, perdedores. Em geral, em nome da cooperação, não lutam pelo desejável e acabam obtendo o mínimo necessário, ou o que é pior, até menos que o mínimo. Mas sempre têm uma boa justificativa: "Estou cedendo em nome do G/G".
Assim, é necessário que se entenda que o desfecho G/G é fruto de muita competência e entre estas competências está a de identificar todos os procedimentos, truques e ardis de quem negocia Ganha/Perde (G/P). E mais:
Entender que só existe negociação G/G caso se possa encontrar alternativas de ganho comum, isto é, que atendam aos interesses das partes. Caso elas não sejam encontradas não existe negociação G/G
Para que haja negociação G/G, a efetividade do acordo deve ser produto da qualidade pela aceitação. Qualidade, quer dizer que os interesses legítimos das parte foram atendidos. Aceitação quer dizer que as partes ficaram satisfeitas e se comprometem com o cumprimento do que foi acordado.
Aspectos a Considerar
É necessário ainda, que se esteja atento a três outros aspectos que são: a postura negocial, os desfechos da negociação e a forma de negociar.
Postura negocial diz respeito ao sistema de crenças e valores de uma pessoa. Exemplo: "Querer que os interesses das partes sejam atendidos". Em última instância, indica se uma pessoa é bem ou mal intencionada. Se está negociando para encontrar acordos que atendam aos interesses das partes ou tão somente visando atender aos próprios interesses, mesmo que isto importe em danos expressivos para o outro lado. Portanto, a postura negocial está relacionada tão somente às intenções dos negociadores. De qualquer forma, para os "bonzinhos" vale a expressão: "de boas intenções o inferno está cheio".
Desfechos de uma negociação se referem aos resultados, isto é, se os interesses e necessidades das partes foram atendidos através do acordo a que se chegou. E aí temos os três desfechos possíveis: G/G, G/P e P/P
Não existe relação de causa-efeito entre postura negocial e desfecho de uma negociação, isto é, uma pessoa bem intencionada - postura negocial G/G, pode chegar a um desfecho Ganha/Perde, tanto a seu favor como contra. Isto pode depender de questões relacionadas ao conhecimento do negócio, às maneiras como as etapas são desenvolvidas, como não se ter feito uma boa preparação, ou da utilização de táticas Ganha/Perde pelo negociador oponente; depende também do fato de o negociador afirmar que tem recursos limitados, R$ 200.000,00, quando na realidade dispõe de R$ 800.000,00 e em nome do bom relacionamento e outras "causas nobres", solicitar e obter concessões indevidas. Isto mostra que um negociador bem intencionado, postura G/G, pode acabar perdendo. Mas também, o que pode ser paradoxal, é que um negociador mal intencionado, postura G/P, pode chegar a um desfecho G/G. Tudo depende da forma de negociar do seu oponente, ao fazer face às táticas G/P que tenha utilizado. Assim, gostaríamos de deixar claro, mais uma vez, que não existe correlação entre postura negocial e desfecho de uma negociação. Portanto, a intenção, por si só, é apenas um dos elementos que devem ser considerados.
Aos dois conceitos anteriores, devemos acrescentar o de "formas de negociar", que são a barganha de propostas e a solução de problemas. A barganha de propostas é, basicamente, a queda de braço, sem um aprofundamento dos entendimentos compartilhados do que se está negociando. A solução de problemas, ao contrário, busca o entendimento da situação e a busca de soluções que atendam aos interesses das partes. Na barganha o negociador já tem a sua solução e procura impô-la ao outro lado.
Não há uma forma correta de negociar. Tudo depende da situação. Se você for comprar uma camisa, por que não barganhar? Entretanto, se a situação demanda um desfecho que necessite de sinergia, como uma negociação visando uma mudança organizacional ou uma pesquisa tecnológica cooperativa, a barganha e a postura negocial G/P levam, quase que inevitavelmente, ao desfecho Perde/Perde. Isto é, o mocinho e o bandido acabam morrendo no final do filme.
De qualquer forma, quando alguém fala em negociação G/G, tenha muito cuidado. Por princípio desconfie. Tanto você pode estar diante de um "bonzinho", como de um lobo com pelo de cordeiro, que tenta convencê-lo que o seu péssimo resultado é tão somente um excelente acordo G/G. E o pior de tudo é você realmente acreditar.
OBS. Material retirado dos seminários de Negociação do Instituto MVC e do recente livro do autor: Negociação Total.
LEILA NAVARROCONSULTORA DO INSTITUTO MVC
Calma, sente-se, leia com atenção. É compreensível que você pense e às vezes até acredite que tudo está perdido, que você não conseguirá vencer. É compreensível, mas não faz sentido, se você considerar as possibilidades de transformação que estão aí, dentro de você, aguardando oportunidades para se manifestar. O mundo está mudando, desfigurando-se, e praticamente 80% de tudo o que sabíamos, ou julgávamos saber, já não serve, não se encaixa, não se ajusta nesta nova ordem, neste novo tempo. E, no entanto, as respostas estão com você, no que você faz, naquilo que fundamentalmente você é.
Você certamente conhece a frase: "Quem ama o feio, bonito lhe parece". Pois bem, é mais ou menos o que está acontecendo com pessoas que estão, vamos dizer, à beira de um ataque de nervos, estressadas, atormentadas em tudo o que são e fazem. Veja como elas vêem o mundo:
Visão do Mundo
Globalização
"Significa que meus concorrentes aumentaram, estão em toda a parte do mundo, disponíveis para arrasarem comigo a qualquer momento."
As pessoas têm vez e voz nas empresas
"Significa que estou definitivamente fora do páreo, porque não tenho nada a oferecer, nada melhor do que eu mesmo."
A revolução da informação
"Eu estou frito, pois não tenho a menor condição de acompanhar essas mudanças."
Internet
"Nem ouso tocar nisso. Definitivamente, tenho medo de máquinas, mais medo ainda que as pessoas descubram quão pífio é meu conhecimento sobre sistemas."
Reciclagem e atualização
"Agora, sim. Nem sei por onde começar!!"
Este é o mundo que você vê? Olha, você não está totalmente equivocado. De fato, as mudanças estão aí, acontecendo à frente de nossos narizes. O mundo está ficando pequeno, a concorrência aumentou, há uma revolução em curso no campo da informação a qual passa, inclusive, por sua casa. É um mundo diferente daquele concebido por nossos pais, em que tínhamos sossego e tranqüilidade garantidos se seguíssemos algumas regras básicas. Hoje o mundo parece terra de ninguém, e a única regra válida é a que diz que todas as outras não servem mais. Melhor então voltar para casa, apagar a luz e dormir.
Mas
A Saída
Mas se você quiser seguir outro caminho, há uma saída, como dissemos, aí dentro de você. Primeiro, podemos ver o mundo de uma forma. Claro que isto não significa eliminar todos os problemas, fazer deste planeta um mar de rosas. Ver o mundo diferente não significa mudar o mundo, mas, antes, transformar sua visão, sua forma de concebê-lo. (Se você conseguir trabalhar isto bem, poderá até mudar o seu passado, dando a ele um significado mais apropriado, ou mais favorável, à sua vida.)
Pois bem, não eliminamos o mundo e decidimos viver (bem) nele. O primeiro passo é assumir as transformações que estão acontecendo como parte do processo de mudança mudança sua, de sua vida, de seu interior. O mundo muda independentemente de você querer ou não. Mas para continuar vivendo neste planeta você precisa acompanhar as mudanças vendo-as como oportunidades de crescimento.
Segundo: acompanhar as mudanças não significa absorver tudo, a todo o instante, 24 horas por dia. Eis o mais importante: é preciso encontrar o eixo, o seu eixo, o seu caminho. A idéia é criar condições para a navegação. Veja: o segredo não está em eliminar o mau tempo, mas equipar-se para navegar.
Vejamos: equipar-se significa, antes de mais nada, reconhecer-se. Ponha seus instrumentos numa mesa, numa folha de papel. Considere seus potenciais inclusive os inativos e passivos. Exponha-se diante de si mesmo. Repense seu ser, sua postura diante do mundo, dos negócios, da família. Pense em que sentido você está em relação a tudo isto, e quanto sentido anda fazendo a vida para você. Agora, concentre-se no seu eixo. Centre-se naquilo que você, e mais ninguém, é. Relaxe. Procure suas forças, reenergize-se e foque sua mudança. Lembre-se de que, a despeito da enorme carga de informações disponíveis, você só precisa daquelas que realmente vão fazer diferença no que você faz. Sua missão é esta: identificar onde e como você faz diferença. Depois, valorizar e praticar a diferença. Eis o segredo, fazer bem é fazer com qualidade e para isto é preciso ter qualidade nas escolhas, qualidade no comportamento, no sentido e estilo de vida que se tem, considerando, inclusive, as Sete Dimensões da vida Saudável, a saber: física, mental, emocional, espiritual, social, ocupacional e ambiental. Depois disso, centrado e dirigido com o que de melhor você é e faz, você verá que nada existe por acaso. Melhor dizendo, vai saber porque tudo faz sentido.
Só depende de você.
OBS. Material retirado da nova palestra do Instituto MVC. Socorro!!! Será que Tudo Está Perdido? Se Outros Conseguiram, Por que Não EU???
JORGE MAC DOWELLCONSULTOR DO INSTITUTO MVC
É enorme a quantidade de livros, cursos, seminários, workshops e palestras tratando do assunto remuneração. Fala-se em remuneração estratégica, remuneração por competência / habilidades e remuneração variável. São algumas das soluções lógicas e claras para se enfrentar os problemas que as empresas têm, frente a um ambiente de extrema competição e de resultados positivos mandatórios. É o caminho lógico através do qual o principal diferencial competitivo da atualidade, as pessoas, se comprometerá automaticamente, pensamos nós, com os objetivos corporativos e de cada unidade de negócio, transformando-os em uma maravilhosa realidade.
NEM TUDO SÃO FLORES
Infelizmente, a realidade que vemos nas empresas é outra, muitas vezes os comportamentos esperados não se tornam efetivos após a implantação de práticas de remuneração modernas. Vemos Planos de Participação nos Resultados em que comportamentos óbvios, simplesmente não acontecem na prática. Mas como isto pode acontecer ? Se as pessoas adotando o comportamento esperado, como por exemplo a redução do nível de retrabalho, terão uma remuneração maior ? Qual a razão ou as razões para não acontecer o esperado ?
O mundo dos negócios de hoje e, principalmente, o mundo da gestão de pessoas, já nos demonstrou claramente que não há verdade absoluta. Desta forma ouvimos com frequência a área de Recursos Humanos já era, deve atuar como consultor interno - Algumas empresas estão aplicando esta fórmula, outras mantém e até reforçam a estrutura tradicional, e ambas com bons resultados. Ouvimos ainda - estrutura organizacional tradicional já morreu Muitas empresas vêm trabalhando com estrutura matricial, alocando as pessoas nos diversos projetos, outras ainda funcionam com o organograma tradicional, e vão muito bem obrigado.
A questão é que tudo é relativo, não podemos simplesmente adotar verdades teóricas como o único caminho a ser seguido. Ë preciso analisar cuidadosamente a realidade de nossa empresa, e verificar que parte da verdade teórica pode ser adotada por nós, com sucesso.
QUAL O CAMINHO ?
Acontece que esquecemos de por em prática tudo aquilo que pregamos e em que, inclusive, acreditamos. Pregamos e acreditamos que a parceria é o caminho para o sucesso, que o cliente tem que ser ouvido e atendido em suas necessidades e expectativas, que o atendimento tem que ser personalizado. E o que fazemos quando desenhamos algum plano de remuneração variável ? Aplicamos um tratamento de massa, construindo o plano de acordo com as novas formas ( as verdades teóricas ) e de acordo com o que nós achamos que todos gostariam.
A experiência tem demonstrado que uma das variáveis que interfere diretamente, e de forma bastante contundente, nas respostas dos colaboradores, em termos de mudança de atitude, nos planos de remuneração variável, é a questão do nível de ambição e acomodação de cada indivíduo. Que é esquecida quando simplesmente aplicamos verdades teóricas e usamos tratamento de massa.
Não vamos aqui ver o termo acomodação como desinteresse pelo trabalho. Vamos entendê-lo como o nível a partir do qual uma pessoa não se sente motivada a realizar esforço adicional. Isto significa que se esta pessoa atinge um determinado nível de ganho, que já atende perfeitamente a suas necessidades e aspirações, não verá razão para empreender esforços adicionais. Nem todos querem ganhar sempre, cada vez mais. Ë bastante significativo o número de pessoas que, atingindo um patamar confortável de ganhos, não vê necessidade de se desgastar para conseguir mais.
Ë preciso, portanto, que a empresa ao desenhar seu plano de remuneração envolvendo ganhos variáveis decorrentes de resultados alcançados, analise o nível de acomodação de seus colaboradores, para adequar o desenho do plano aos diversos patamares de ambição e acomodação.
É importante, ainda, considerar o perfil das pessoas envolvidas e checar se ele é adequado às necessidades da empresa. Isto porque, se uma empresa muda de um sistema de remuneração tradicional para um sistema de remuneração variável, ela está, com certeza, em busca de uma ferramenta de suporte para a mudança que está precisando empreender em sua forma de gestão, nas atitudes dos colaboradores e até no seu foco de negócios.
Portanto, através da análise do perfil, é preciso identificar aqueles que não irão mudar de forma nenhuma, por melhor que seja o desenho do plano, pois estão extremamente acomodados no seu atual nível de ganhos. Estes, normalmente, resistem fortemente as mudanças, lançam dúvidas quanto ao sucesso do novo sistema de remuneração, e, inevitavelmente, são atropelados pelos acontecimentos.
Não adianta perder tempo tentando fazer com que o novo esquema de remuneração os sensibilize.
Não existe uma ferramenta específica para a análise do nível de acomodação/ambição, mas ela pode ser efetivada utilizando-se um conjunto de informações geralmente disponíveis nas empresas, tais como testes de seleção, histórico profissional, natureza da atividade, observação das chefias imediatas, entrevistas e pesquisas, entre outras.
O importante é não arriscar a saúde de seu plano de remuneração variável por não considerar, em seu desenho, o nível de acomodação/ambição de cada pessoa.
OBS. Material retirado dos seminários e consultorias em Remuneração Estratégica.
DR. HORÁCIO ARRUDA FALCÃOCONSULTOR DO INSTITUTO MVC
Dentro do que se anuncia, e se prediz, em termos de manutenção do emprego de cada brasileiro no século XXI, cumpre salientar uma tendência que pode resultar num diferencial competitivo para o executivo. Estamos falando daquele executivo ou gerente que possui noções elementares de Saúde medicina preventiva, medicina ocupacional e manutenção da saúde dos trabalhadores e subordinados em geral. Quanto mais um indivíduo aprende sobre saúde preventiva, tanto mais útil se torna para a Empresa, para a Sociedade, e para si mesmo.
Este predicado visa agregar valores imprescindíveis para uma boa interação num grupo dentre de uma Empresa como um todo ou parte dela. Os conhecimentos isolados são pouco eficazes quando não se leva em consideração compartilhar com seus semelhantes. Um bom estado de saúde física e mental dentro de uma equipe pode levar a um forte desenvolvimento criativo e de cooperação desde que se faça levar em consideração um dos itens principais pela presença do funcionário no ambiente de trabalho que é "saber manter a saúde, prevenir doenças ocupacionais e evitar os acidentes de trabalho". Com este novo enfoque para os supervisores, gerentes e diretores haveria um leque de novos conhecimentos de que ele, além da empresa e dos funcionários se beneficiariam e muito. O alvo seria um ataque preventivo ao "absenteísmo", praga que toda a Empresa tem que lidar diariamente.
Já pensando nisto o Governo vem baixando medidas, leis e portarias (Portaria do Ministério do trabalho nº 3.124 de 8 de junho de 1978) e subseqüentemente dispositivos e normativas visando a implantar e incrementar Sistemas de Segurança e Medicina de trabalho nas empresas baseando-se nos Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e nos Programas de Prevenção de Risco Ambientais (PPRA). Sendo já de caráter obrigatório seria interessante estabelecer uma interface dos executivos e gerente com o grupo de Médicos que coordenam este serviço dentro de uma Empresa promovendo e solicitando palestras, orientações, sugestões e acima de tudo métodos modernos de prevenção de doenças ocupacionais ou não. A tendência da Medicina preventiva será importantíssima no próximo século. E dentro da Empresa caberá ao executivo ou gerente supervisionar os dados estatísticos de performances físicas, faltas ao trabalho ou mesmo de acidentes de trabalho. Por este lado seria interessante que o gerente do futuro pudesse também passar por alguma avaliação. Em 1996 foram registrados 34.689 casos de doenças ocupacionais no Brasil segundo estatísticas do INSS, 68,8% a mais que 1995 e 127% a mais que 1994. E a tendência é de aumento destas doenças com conseqüente prejuízo para as Empresas. Entre as enfermidades mais freqüentes estão a lesão por esforço repetitivo (LER) importantíssima e atualíssima; as doenças pulmonares e a surdez.
Enumeramos, a seguir, algumas medidas que têm e terão forte presença num futuro próximo na manutenção da saúde. A começar com uma nutrição balanceada com carnes magras e/ou brancas adicionado de produtos da terra (legumes, verduras, grãos, fibras e frutas), são o eixo de uma alimentação saudável. Adicione-se a isto um suplemento alimentar com antioxidantes (vit. C e vit. E) e teremos realizado um grande passo para evitar um sem números das enfermidades. O exercício regular e condicionado, de difícil realização por falta de tempo, deverá ser feito somente de 3 a 4 vezes por semana. Caminhar até o próximo ponto de ônibus ou metrô, descer um ou dois pontos antes de chegar em casa. Subir e descer escadas sempre que possível e fazer um cooper aos sábados e domingos já é um começo. Aos mais esportistas bicicletas ergométricas, ou esteiras rolantes podem ser de grande valia nos tempos frios. Ah! Se puder coloque uma televisão em frente para distrair. Tênis parece ser o esporte da moda, além de uma boa partidinha de futebol, para aqueles que agüentarem.
Em alguns países já começam a surgir os spas mentais, onde o estressado vai para descansar os neurônios, com várias tecnologias modernas visam a descarregar a tensão diária e a "zipar" os problemas insolúveis e colocar em arquivos ocultos. A meta é dar um reboot no sistema nervoso central e dar uma rearrumada nos problemas/diretórios. Usufrua do lazer: vá ao cinema ao teatro, visite um museu, vá a um concerto sinfônico, uma comédia musical, uma exposição de quadros, veja obras de arte, visite amigos, reuna-os na sua casa, troque experiências e informações fora do ambiente de trabalho e guarde em outro arquivo do seu cérebro junto com outras boas lembranças para usá-los em momentos difíceis e de tensão. Se for o caso o computador em casa para surfar pela Internet, conheça outros países ou lugares. Descubra algum hobby e invista parte do seu tempo livre nele.
Ao mesmo tempo, o repouso é fundamental, dormir o suficiente, evitar estimulantes como álcool socialmente os vinhos são comprovadamente benéficos -, e excesso de café, de chá, e refrigerantes; tentar abolir o cigarro por meio dos adesivos na pele, orientando o funcionário a fazer parte de campanhas contra o tabagismo, facilitam e clareiam a mente para uma melhor e mais criativa performance no emprego.
Algumas tecnologias advindas da Medicina Preventiva e de trabalho, chegaram, ao ambiente de trabalho. Toda empresa tem por Lei que implantar seu plano de saúde ocupacional o PCMSO e o plano de prevenção de riscos ambientais o PPRA. Seria interessante que os gerentes tomassem ciência destes Planos (exames admissionais, periódicos etc) para usarem sempre que necessário, principalmente no caso de ocorrer algum acidente de trabalho. Com o surgimento da "ergonomia", que se traduz pela ciência que estuda a adaptação do ambiente e de material de trabalho ao ser humano, surgiram várias inovações que precisam ser divulgadas. O ambiente tem que ser bem areado, com boa luminosidade e o nível de ruído suportável. O não cumprimento destes itens pode acarretar várias doenças.
Os filtros de ar condicionado têm que ser lavados periodicamente, pois são um foco de fungos e bactérias. No material de escritório deve-se evitar os alergogênicos, aqueles com excesso de tapetes e cortinas de tecido. Tabagismo nem pensar. A luminosidade deve ser adequada para evitar doenças oculares, os móveis e cadeiras devem ser ergonômicos, visando evitar as lesões de esforço repetitivas (LER) ou as Doenças Ocupacionais Relacionadas ao Trabalho (DORT) e as sempre incomodativas dores e lesões nas costas. O uso correto dos equipamentos de proteção industrial EPI é de responsabilidade do empregador. Os intervalos de descanso devem ser respeitados, bem como evitar o excesso de horas extras. Conta-se que falhas humanas, por excesso de jornada de trabalho e privação do sono, causaram a queda da nave espacial Challenger e o acidente nuclear de Chernorbyll. Mais vale um funcionário descansado e com jornada normal, do que um exaurido especialista em hora extra.
Por fim, uma medida nos dias de hoje ainda controversia é aquela do controle do consumo de drogas no ambiente de trabalho. Várias empresas internacionais vêm testando funcionários, quer obrigatoriamente ou aleatoriamente, por meio de um simples teste de urina, para detectar se o empregado é usuário, ou dependente químico de drogas. Caso seja comprovado encaminhá-lo, de imediato, para um programa de reabilitação. Isto sem falar da AIDS que será a praga do século XXI. Mais e mais portadores do vírus do HIV surgirão e embora o risco no ambiente de trabalho seja pequeno o absenteísmo pode ser grande. Não há orientação de comunidade científica mundial sobre qual medida será mais apropriada nestes casos.
Com a falência do Sistema Único de Saúde (SUS) se faz necessário, dentro das possibilidades de cada empresa, disponibilizar algum tipo de seguro complementar de saúde no plano empresarial. Todo funcionário, no futuro, que tiver carteira assinada deverá ter acesso a um dos planos de saúde que o governo está regulamentando. Uma boa nutrição, com algum tipo de exercício regular, o pronto atendimento a uma enfermidade, os check-ups periódicos e preventivos de funcionários, realizados pelos médicos do trabalho e supervisionados pelos gerentes, aliados a uma permanente campanha de vacinação leva a crer que, nesta passagem do século, difundir a manutenção da saúde é melhor que tratar da doença. É bem mais barato.
As Empresas só terão a ganhar se seus gerentes tiverem noção elementar de medicina preventiva no ambiente de trabalho e por que não dizer também na dimensão pessoal.
OBS. Material retirado da palestra Novos Papéis Gerenciais na Gestão de Saúde nas Empresas.
EUNICE MENDESCONSULTORA DO INSTITUTO MVC
Há um fato que é incontestável: a comunicação eficaz é símbolo de poder e autoridade. Cada vez mais em nosso mundo globalizado, a busca da excelência nas comunicações é um desafio para quem pretende atingir um alto nível de profissionalismo.
Em um mundo competitivo, onde um bom marketing pessoal pode ser a senha para o sucesso, há necessidade da competência técnica, aliada à competência comportamental e emocional, que incluem relações interpessoais mais enriquecedoras. E afinal de contas:
Quem de nós não quer ser ouvido com interesse e respeito?
Quem de nós não quer ser aceito?
Quem de nós não quer persuadir o interlocutor com idéias claras, coerentes e objetivas?
Quem de nós não quer participar do meio em que vive e influenciar nas decisões do grupo?
Quem de nós não quer transmitir segurança e fluência durante a explanação de um assunto?
Quem de nós não quer receber feedback positivo quanto às atuações como comunicadores e facilitadores da aprendizagem?
Comunicação e Libertação
Quanto ao aspecto individual, comunicar-se bem é uma forma de libertação. Quando falamos, temos a oportunidade de arrancar as máscaras e deixarmos transparecer quem realmente somos, liberando outras formas de expressão que permaneciam em estado latente. Esse processo ajuda a dar vazão ao lado criativo, deixando emergir um eu mais autêntico e profundo.
Nós nos comunicamos para sermos reconhecidos e aceitos, para sabermos quem somos, por meio do espelho que o outro nos mostra. Somos eternos investigadores de nós mesmos, mas quem nos possibilita a revelação instigadora de quem aparentamos ser, no meio em que atuamos, é o outro. É ele que nos apresenta pistas, que desvendam a parte de nós que, muitas vezes é cega e surda. Ter a sabedoria para mergulhar com coragem nessa autodescoberta é tarefa complexa. A comunicação é a ponte que propicia o desnudamento desse território tão íntimo.
Nós somos do tamanho da comunicação que conseguimos estabelecer no meio em que atuamos. Ter a coragem para se comunicar é estar disponível ao contato social. Se quisermos, cada ato comunicativo pode nos fazer despertar do sono, do limbo, da inércia, incitando-nos às ações mais produtivas.
O processo comunicativo é uma necessidade essencial à natureza humana. Gestos, atos e palavras povoam permanentemente a existência. Por meio da comunicação imprimimos nossa marca, nossa raiz, nosso chão e deixamos patente o nosso lugar no mundo. Ela projeta a personalidade e o caráter de cada um de nós e está presente, todo o tempo, mesmo através do silêncio ! Respiramos comunicação ! Essa lei é imutável. Ignorá-la é selar um pacto com a inanição afetiva, mental e intelectual.
Ela é o nosso instrumento de exploração do mundo e também é, ao mesmo tempo, o instrumento com o qual o mundo nos explora. É através desse jogo que formamos, gradualmente, as opiniões, conceitos e juízos que nortearão nossas vidas, sem os quais seria impossível a convivência.
Fincamos nossa estrutura pessoal por meio das comunicações que praticamos. Se os meus pensamentos tem qualidade e consigo transmiti-los com inteligência, empatia e sensibilidade, isso pode me assegurar maior excelência nas relações interpessoais, gerando maior sucesso nas ações cotidianas.
Quando nos comunicamos bem, realizamos uma viagem em direção à essência secreta do coração e da mente do outro, e nos tornamos companheiros/ cúmplices nessa travessia ! Para isso, não basta falar bem, utilizando corretamente as regras gramaticais. Há necessidade de muito mais ! É preciso mobilizar nossos recursos internos e externos para facilitar a arte do diálogo, que não é um simples despejar de palavras, é ir ao encontro, é abster-se de julgamentos precipitados, dando chances para a troca democrática de idéias, propiciando um clima de confiança e bem estar, utilizando a empatia na busca do processo de sinergia.
Além disso, é necessário buscar feedback quanto a nossa atuação. Só conseguimos construir relações verdadeiras a partir do momento em que enxergamos com maior propriedade quem somos nós e qual o impacto que causamos nos vários grupos sociais. Ter consciência dessa imagem social faz parte da ação corajosa de quem busca uma comunicação plena.
O Ser Humano é produto da comunicação que viveu
Reflexões
Se temos consciência que contamos a nossa história por meio de cada ato comunicativo, se temos consciência da importância dessas inter-relações, tornando comuns os pensamentos, as sensações e os desejos, cabe-nos as seguintes reflexões:
Até que ponto estou comprometido com a busca de uma comunicação livre, sem distorções e obstáculos ?
Até que ponto estou ampliando minhas potencialidades verbais e não-verbais?
Até que ponto tenho me permitido ser quem eu realmente quero ser?
Até que ponto há coerência entre o que digo, penso e faço?
Até que ponto minha imagem externa condiz com o que percebo a meu respeito?
Até que ponto valorizo o meu "estar" no mundo?
Até que ponto deixo que os medos e inseguranças sejam mais fortes que a minha coragem para administrá-los?
Até que ponto saboto com pequenas armadilhas as minhas chances de sucesso?
Até que ponto meu magnetismo pessoal está sendo lapidado, com inteligência e determinação, com o objetivo de me tornar melhor ?
Dar-nos o direito à expressão é conquistar a liberdade de ser, é tomar posse de novos territórios, é afirmar-se perante a vida, é transformar-se no encontro com o "outro". É preciso aprender a buscar a própria palavra, como quem busca a própria identidade.
Compreender a dimensão do processo comunicativo é um caminho para compreender a própria vida.
O mundo ecoa de acordo com as comunicações que estabelecemos com os nossos semelhantes. Somos o meio e o produto dessas relações.
Investigar a forma como revestimos e expressamos os pensamentos nos possibilita a análise das várias facetas de nossa personalidade, o que nos mostrará como atuamos nos vários grupos sociais. Esse é um mapa necessário, que fornece oxigênio para um mergulho interior e para uma aprendizagem desafiadora, tão necessária para nos tornarmos melhores como seres humanos!
OBS. Material retirado do Seminário Falar em Público: Prazer ou Ameaça.
Flávia KahaleGerente de Pesquisa do Instituto MVC
Em Novembro / Dezembro, realizamos um pesquisa junto a nossos clientes e parceiros com objetivo de identificarmos sua percepção sobre o nosso Instituto MVC e os produtos/serviços de maior destaque. A seguir um resumo dos principais resultados:
De um modo geral, as respostas demonstraram avaliações bastante positivas e muitas vezes carinhosas a respeito do Instituto MVC. A excelência dos trabalhos realizados assim como o padrão superior de seus consultores associados, compõem a visão que a maioria tem do MVC e que, sem sombra de dúvida, o caracteriza como uma referência em desenvolvimento humano no mercado nacional.
O foco na montagem e compreensão de Cenários futuros aparece como o produto mais citado pelos clientes (33%), em posição quase equivalente ao Planejamento Estratégico (30%); negociação aparece com 26%
Este foco no futuro também aparece nas idéias associadas à marca MVC, em que inovação e vanguarda se destacam (30%). É importante assinalarmos que o peso atribuído à inovação se refere principalmente à qualidade das informações geradas, o que justifica a menção do item educação empresarial em segundo lugar (22%). Isto pode ser visto nas frases a seguir (grifo nosso) destacadas:
"Particularmente, tenho recebido muito bons subsídios quando acesso as publicações do Instituto"
"O MVC é um apoio à gestão executiva e empreendedora."
"Vejo como um instituto de pesquisa comprometido com o desenvolvimento empresarial e pessoal do empresariado brasileiro"
"O MVC é muito importante no desenvolvimento intelectual tanto das empresas quanto da sociedade"
"Percebo o MVC como fonte de pesquisa sobre o cenário atual, futuro das organizações e práticas em RH"
"O Instituto me faz lembrar Pesquisa Empresarial"
"Percebo como centro de referência sobre o que está acontecendo no país e no mundo..."
"...o MVC tem forte vocação na área de educação empresarial"
"Pensaria no MVC para buscar informações e tecnologias para aplicação em planejamento estratégico, desenvolvimento organizacional, negociação, etc."
"A imagem é de vanguarda de informações, desenho de cenários e tendências"
Além de ser visto como uma consultoria capaz de atuar no campo concreto das ações (como em trabalhos de Negociação e Planejamento Estratégico, também citados por 17 e 30% dos respondentes, respectivamente), o MVC também está se tornando um centro disseminador de conhecimento que viabiliza a realização destas mesmas ações até mesmo por outros agentes (consultorias internas, etc.). Nesta linha, tanto são bastante citadas as palestras de sensibilização e os trabalhos sobre mudança (16%, 11%), como também elogiadas as suas publicações (14%):
"Na minha opinião, os livros publicados pelo MVC, através de seu consultores associados, são de imensa contribuição ao empresariado brasileiro, alavancando muitas ações positivas. Além disso, o Fax do Triunfo, o Boletim Ameaças e Oportunidades e o Insight são publicações interessantíssimas"
OBS: Para maiores informações sobre essa ou demais pesquisas do Instituto MVC, telefonar para (021) 2518-2321