| SETE
SUGESTÕES PARA ERGOMANÍACOS DESESPERADOS Fernando Henrique da Silveira Neto Consultor do INSTITUTO MVC Ergo vem do grego érgon. Significa trabalho, e o dicionário do Aurélio define o maníaco como o indivíduo obstinado, teimoso, obcecado por alguma coisa. Assim, o ergomaníaco é o indivíduo obcecado, viciado em trabalho. Workaholic em inglês. Vamos conhecê-los? Cena 1:
Cena 2:
Sugestões que só vão doer no início (ou nem isso):
Agora, se nada disso funcionar ou sua recaída após diversas tentativas for daquelas sem volta, arrisco-me a aconselhá-lo a procurar um psiquiatra, que saberá cuidar melhor dessa sua fraqueza. Ou, então, direta e simplesmente falando: meu querido, você merece! OBS.: Material retirado dos Programas Eficácia Pessoal e Planejamento, Organização do Trabalho como Diferenciais Competitivos. |
UM
JOGO COM MAIS NEGÓCIO E MENOS JOGO - POR QUE O JOGO DE NEGÓCIOS DO
INSTITUTO MVC?
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| CONVIVENDO COM OUTRO MUNDO Leila Rockert Magalhães e Silvia Kochen
Tom, Max e Bill eram amigos inseparáveis desde a infância. Os três sempre estudaram nas mesmas escolas, desde o jardim da infância até a faculdade. Quando concluíram seu curso de administração de empresas, foram trabalhar na mesma companhia, uma grande multinacional de produtos de consumo com filiais em todos os continentes. Os três amigos se destacaram e, no momento oportuno, foram convocados para conduzir projetos em unidades de diferentes países. Os três receberam as propostas de mudança para outro lugar no mesmo dia. Ao final do expediente, eles se encontraram, como sempre, em um Piano Bar para curtir o happy hour. Foi nesta ocasião que os amigos ficaram sabendo que, pela primeira vez em suas vidas, teriam de se separar.
Os três avançaram na noite conversando sobre os novos desafios que cada um iria enfrentar, sobre o grande passo que isto representava em suas carreiras, sobre as oportunidades que teriam para "conquistar o mundo". Mas, a julgar pelo papo que rolava, não haveria esforço algum. O mundo já estava conquistado por eles, bastava tornar isto público. Os três diziam sentir-se como os grandes heróis da história ou da literatura que, muitos anos antes, havia inspirado sua admiração ingênua de adolescentes. O que nenhum deles admitia é que, na verdade, estavam apavorados com esse salto rumo ao desconhecido, fato que nem o whisky os fazia esquecer. Antes de irem embora, ficou combinado que os três amigos se encontrariam naquele local exatamente um ano depois, quando estariam de férias, para falar de suas conquistas. Passou-se um ano e os três compareceram ao encontro. Tom parecia abatido. Max exibia uma expressão risonha e bronzeada. Bill tinha uma expressão séria, mais grave que o seu normal. Cada um começou a contar suas aventuras desde o último encontro. Foi nessa ocasião que os três amigos perceberam que havia surgido uma distância, um espaço que os afastava. O RESISTENTE Tom chegou ao Japão certo de que não teria problemas. Afinal, o inglês é uma língua universal. Ao sair do aeroporto, viu que nem sequer podia ler as placas que indicavam a direção a seguir para chegar onde queria; estavam todas em japonês. Uma sensação de fragilidade tomou conta de Tom, mas ele dominou o medo. Cobrou do representante da empresa que tinha ido buscá-lo o motorista e o tradutor, conforme prometido, e pediu também um professor particular de japonês para ele e sua família.
O TOLERANTE Bill chegou a Berlim sem grandes expectativas. Na empresa, todos eram bem profissionais. Ao chegar, Bill sentia-se confortável. Todos seguiam suas orientações sem grandes questionamentos. De qualquer modo, ele estava tão ocupado com os arranjos no novo país que não estava trabalhando a todo vapor. O aluguel da casa, a escolha de uma escola para os filhos, a decoração, a validação da carteira de motorista dele e da mulher, a compra de um carro, pela empresa, e questões como estas consumiam todo o seu tempo nos primeiros meses.
O ADAPTADO Max desembarcou no Rio de Janeiro num sábado de carnaval, o que o deixou muito animado. Ele andava triste porque havia acabado de se separar. Sua mulher também tinha um alto cargo executivo e ambos estavam dando mais atenção às suas carreiras-solo do que ao casamento. Quando Max lhe contou que ia implantar um novo projeto no Rio, ela se recusou a discutir a questão. Simplesmente pediu o divórcio.
EXPERIÊNCIAS
OBS.: Material retirado do livro Convivendo com Outro Mundo (Prelo), de LEILA ROCKERT e SILVIA KOCHEN Voltar |