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Marcelo
Boog
É
Diretor de Pesquisas de Clima do Instituto MVC
e
do Sistema Boog de Consultoria
marcelo@institutomvc.com.br
PESQUISA
DE CLIMA
QUANDO
FAZER? QUANDO NÃO FAZER?
A
decisão de quando fazer uma Pesquisa de Clima pela primeira vez
usualmente não é tão fácil. Há empresas que fizeram a
Pesquisa no passado e querem retomar. Em várias ocasiões, fomos
perguntados se aquele era ou não o momento adequado e oportuno
para se realizar uma Pesquisa de Clima. Para cada caso foi dada
uma resposta, que sempre girou em volta do mesmo eixo. Mas a
pergunta que fica é: qual é o momento ideal para se realizar uma
Pesquisa de Clima?
Muitas vezes ouvimos argumentos para se adiar esse projeto, tais
como:
-
Estamos
em fase de troca de um determinado gerente...
-
Estamos
alterando a nossa estrutura organizacional...
-
Estamos
aguardando concluir um processo de treinamento...
-
A
empresa está numa correria, ninguém terá tempo para
responder ao formulário agora...
-
Vamos
inaugurar a nova unidade...
-
Estamos
em um processo de fusão...
-
Perdemos
um cliente, e o clima está muito ruim...
-
Vamos
mudar o layout do escritório...
-
Acabamos
de demitir um profissional-chave...
Na
verdade, não existe um momento ideal. Se a empresa for
esperar para que todos os fatores sejam favoráveis e estáveis,
corre o risco de nunca realizar a Pesquisa. Estamos inseridos em
um mundo dinâmico, pessoas entram e saem das empresas, clientes vêm
e vão, sempre existem diferentes processos dinâmicos na vida das
empresas. Se olharmos assim, sempre é um momento oportuno para a
realização da Pesquisa. Mas será que é mesmo?
Nem
sempre. Uma questão básica deve estar muito claramente definida
antes de se iniciar uma Pesquisa de Clima: o que genuinamente será
feito na pós-pesquisa? Queremos realmente mudar? Queremos nos
desenvolver? Teremos condições para assumir compromissos de
mudanças? Teremos verba para implantar planos de ações?
A
Pesquisa de Clima é um ótimo (e muito rápido) instrumento para
se mapear as possibilidades de ações de melhoria, não só pela
área de RH, mas pela administração como um todo. Mas quando
aplicada, demanda continuidade de ações. A Pesquisa gera grandes
expectativas nos colaboradores que, na medida do possível, não
devem ser frustradas.
Provavelmente
o maior erro que se possa cometer é de se aplicar uma Pesquisa e
não fazer nada com os resultados. Neste caso é melhor que não
se faça. Se a empresa previamente sabe que não fará nada com os
resultados, então deve esperar um momento mais oportuno. Caso
contrário, será um desperdício: todo o valor investido no
processo se perde. Pior do que isso, se perde a credibilidade.
Os
Clientes também nos perguntam se devem fazer a pesquisa no início
ou final de cada ano. Mais importante do que isso é saber se a
empresa tem condições para que esta seja corretamente aplicada e
continuada. Caso positivo, qualquer momento é válido!
A
Gestão do Clima, bem gerenciada, leva a um ciclo de melhorias
contínuas, tal como abaixo:

A
Pesquisa gera um relatório (o “raio-X” do momento e as ações
recomendadas). Este relatório, somado com o planejamento estratégico
da empresa, e alinhado com a visão de futuro geram o plano de ações
da Gestão do Clima. Estas ações são aplicadas em ações
corretivas e preventivas. O tempo deste ciclo varia de empresa
para empresa, pois cada uma tem seu ritmo próprio. Há casos onde
uma nova Pesquisa é realizada a cada dois ou três anos, mas o
mais comum é repetir a pesquisa a cada ano, sempre na mesma época.
Assim esta nova pesquisa irá gerar um novo relatório, que gerará
novas ações de melhoria (e de manutenção) e assim o ciclo de
melhorias se mantém, com resultados para o pessoal, lideranças,
acionistas e clientes.
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