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FRANCISCO
BITTENCOURT
Consultor
Sênior do Instituto MVC e
Professor dos
MBAs Executivos da FGV
MAIS UMA
VEZ, QUAL É O MELHOR ESTILO DE LIDERANÇA?
O que um
gerente/líder faz a cada minuto, a cada hora, raras vezes se
enquadra em qualquer estereótipo de gerente, líder heróico ou
executivo – fato que pode causar uma confusão considerável nos
novatos em posições gerenciais. Esse comportamento, no entanto,
torna-se compreensível se levarmos em consideração as várias
tarefas (liderança e gerenciamento), a dificuldade do trabalho
(manutenção e mudança) e a complexa rede de relacionamentos (que
ultrapassa a hierarquia formal) presentes no território do
gerente.
John Kotter
INTRODUÇÃO
Definir
perfis de liderança, estilos dos líderes, abordagens da
liderança para resultados tem sido uma tarefa constante, para os
que se propõem entender o desempenho de papéis dos indivíduos
cuja missão é influenciar pessoas, para que elas se proponham a
atingir os resultados, quando não superá-los, face à sua relação
produtiva com as instituições.
Percebe-se,
de forma cada vez mais constante que ficam distantes os focos no
estilo e na personalidade, buscando-se, com freqüência os pontos
de eficiência e de eficácia na abordagem, na forma, na maneira
como esses líderes se propõem a conduzir suas equipes.
Liderança
pode ser inata. Mas também pode ser aprendida e desenvolvida. Há
os especialistas que afirmam ser a liderança desenvolvida mais
eficaz do que a liderança inata. Líderes natos, pela
desinformação de seus pais ou mesmos professores tendem a ser
reprimidos, por mostrarem perfis de independência, quando, pela
imaturidade deveriam mostrar-se subservientes e obedientes à
autoridade.
Constata-se,
portanto, que o caminho da liderança eficaz passa por uma cadeia
efetiva:




OS DIVERSOS MODELOS E ESTILOS DE LIDERANÇA
Uma análise
comparativa entre os diversos modelos apresentados para definir
liderança traz uma contribuição importante, na medida em que
permite conhecer aspectos diferentes, embora centrados na figura
do líder.
Percebe-se,
entretanto, que todos os estudos, na realidade mostram a forma
de ação dos líderes, a partir de seus pretensos estilos, o que,
de alguma forma consolida o pensamento contemporâneo,
desenvolvido por Bennis e Nanus
de que o líder, como um arquiteto social, trabalha com
abordagens, visando resultados.
Este capítulo
será dedicado ao estudo e à comparação entre um conjunto de
modelos propostos por especialistas:
a) RENSIS
LIKERT
b) WILLIAM
REDDIN
c) ROBERT
BLAKE E JANE MOUTON
Além destas
verificações o trabalho se propõe a acompanhar os estilos de
personalidade que ocorrem em relação a negociadores, aos
tomadores de decisão (bases decisórias), bem como fazer um
paralelo com o modelo de arquitetura social, idealizado por Mary
Parker Follet, e complementado pelas abordagens de liderança de
Warren Bennis e Burt Nanus (op.cit).
A premissa
essencial para este estudo é acreditar que, conforme afirmou
Peter Drucker, líder é quem influencia pessoas e leva essas
pessoas a atingir resultados.
O papel da
liderança pode ser observado no que James O´Toole
identificou como:
-
Visão e estratégia: com reflexos em metas e comportamentos em
todos os níveis;
-
Estabelecimento de metas e planejamento: metas desafiadoras x
desempenho;
-
Alocação de capital: objetivas e sistemáticas;
-
Avaliação do grupo: acompanhamento do desempenho x metas;
-
Administração do RISCO: avaliação e atenuação dos riscos das
decisões;
-
Recrutamento: qualidade da mão de obra e talentos absorvidos;
-
Desenvolvimento profissional: desafios e aprimoramento das equipes
internas;
-
Gerenciamento do desempenho: acompanhamento individual;
-
Recompensa: incentivos para gerar reconhecimento e motivação;
-
Estrutura organizacional: autonomia para tomada de decisão
delegada;
-
Comunicação: relações produtivas internas dirigidas e orientadas
para resultado;
-
Transmissão de conhecimento: informação organizada e disseminada.
01. RENSIS
LIKERT
|
VARIÁVEIS |
AUTORITÁRIO COERCITIVO |
AUTORITÁRIO BENEVOLENTE |
CONSULTIVO |
PARTICIPATIVO |
|
PROCESSO DECISORIAL |
TOTALMENTE CENTRALIZADO NA CÚPULA DA ORGANIZAÇÃO QUE
MONOPOLIZA AS DECISÕES |
CENTRALIZAÇÃO NA CÚPULA, PERMITINDO PEQUENA DELEGAÇÃO DE
DECISÕES SIMPLES E ROTINEIRAS |
CONSULTA AOS NÍVEIS INFERIORES PERMITINDO DELEGAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO DAS PESSOAS |
TOTALMENTE DELEGADO E DESCENTRALIZADO. CÚPULA DEFINE
POLÍTICAS E CONTROLA RESULTADOS |
|
SISTEMA
DE COMUNICAÇÕES |
BASTANTE PRECÁRIO. SOMENTE COMUNICAÇÕES VERTICAIS,
DESCENDENTES, CARREGANDO ORDENS |
RELATIVAMENTE PRECÁRIO, PREVALECENDO AS COMUNICAÇÕES
VERTICAIS DESCENDENTES SOBRE AS ASCENDENTES |
O FLUXO
DE COMUNICAÇÕES VERTICAIS (ASCENDENTES E DESCENDENTES) E
HORIZONTAIS É FACILITADO |
AS
COMUNICAÇÕES SÃO VITAIS PARA O SUCESSO DA EMPRESA. A
INFORMAÇÃO É TOTALMENTE COMPARTILHADA. |
|
RELAÇÕES INTERPESSOAIS |
CONTATO
ENTRE PESSOAS PROVOCAM DESCONFIANÇA. A ORGANIZAÇÃO
INFORMAL É VEDADA E CONSIDERADA PREJUDICIAL. CARGOS E
TAREFAS CONFINAM AS PESSOAS. |
SÃO
TOLERADAS COM ALGUMA CONDESCENDÊNCIA. A ORGANIZAÇÃO
INFORMAL É INCIPIENTE E CONSIDERADA COMO UMA AMEAÇA À
EMPRESA. |
RELATIVA CONFIANÇA É DEPOSITADA NAS PESSOAS. A EMPRESA
INCENTIVA UMA ORGANIZAÇÃO INFORMAL E EFICAZ, COM
TRABALHO EM EQUIPE OU EM GRUPOS ESPORÁDICOS. |
O
TRABALHO É REALIZADO EM EQUPES. FORMAÇÃO DE GRUPOS
INFORMAIS TORNA-SE IMPORTANTE. CONFIANÇA MÚTUA,
PARTICIPAÇÃO E ENVOLVIMENTO GRUPAL INTENSO. |
|
SISTEMAS DE RECOMPENSA |
ÊNFASE
NAS PUNIÇÕES E NAS MEDIDAS DISCIPLINARES. OBEDIÊNCIA
RESTRITA AOS REGULAMENTOS INTEROS. RARAS RECOMPENSAS (DE
CUNHO MERAMENTE SALARIAL) |
ÊNFASE
NAS PUNIÇÕES E MEDIDAS DICSIPLINARES, MAS COM MENOR
ARBITRARIEDADE. RECOMPENSAS SALARIAIS MAIS FREQÜENTES.
RECOMPENSAS SOCIAIS RARAS. |
ÊNFASE
NAS RECOMPENSAS MATERIAIS (PRINCIPALMENTE SALÁRIOS).
RECOMPENSAS SOCIAIS OCASIONAIS. RARAS PUNIÇÕES OU
CASTIGOS. |
ÊNFASE
NAS RECOMPENSAS SOCIAIS. RECOMPENSAS MATERIAIS E
SALARIAIS FREQÜENTES. PUNIÇÕES SÃO RARAS E, QUANDO
OCORREM, SÃO DEFINIDAS PELOS GRUPOS. |
|
O modelo
apontado por Likert, baseado nos quatro estilos de liderança
pode ser resumido, em sua relação com os sistemas
administrativos correspondentes, e levando em consideração o
ambiente propício para o desenvolvimento de cada um dos perfis
propostos:
a) SISTEMA AUTORITÁRIO FORTE: sistema
administrativo autocrático, coercitivo e altamente arbitrário,
controlando rigidamente tudo o que ocorre dentro da organização.
Considerado o sistema mais duro e fechado
existente, tornando o nível institucional sobrecarregado com a
tarefa decisória.
b) SISTEMA AUTORITÁRIO BENEVOLENTE:
sistema administrativo autoritário com atenuada variação
comparado ao sistema anterior, ou seja, é um sistema autoritário
forte, mas condescendente e menos rígido.
c) SISTEMA PARTICIPATIVO CONSULTIVO:
trata-se de um sistema mais participativo do que autocrático e
impositivo, representando um gradativo abrandamento da
arbitrariedade organizacional.
d) SISTEMA PARTICIPATIVO: é o sistema
administrativo democrático por excelência. É também o mais
aberto de todos os sistemas descritos por Likert.
2. ROBERT
BLAKE E JANE MOUTON (GRID GERENCIAL)
O modelo
proposto por Blake e Mouton é conhecido por estabelecer dois
caminhos para o exercício da liderança:
a) Orientação para produção: deve ser entendido como tudo aquilo que a organização
consegue mediante o esforço de pessoas, em termos de resultados.
Sem dúvidas pode ser estabelecido um paralelo com o
conceito de responsabilidades, ou seja, a capacidade das pessoas
de dar respostas aos desafios e obrigações que têm com a
instituição à qual estão vinculadas profissional e
produtivamente.
b)
Orientação para pessoas:
preocupação com o grau de comprometimento assumido por
alguém no sentido de responder por seu trabalho; este respeito
deve ser analisado à luz do comprometimento, e não da
obediência.
O quadro que
se segue mostra o verdadeiro conceito do grid (grade) gerencial,
com os cinco modelos ou estilos desenvolvidos por Blake e
Mouton.
-
GERENCIA
1.9
-
GERENCIA
9.9
-
GERENCIA
5.5
-
GERENCIA
1.1
-
GERENCIA
9.1
|
GERENCIA 1.9
ATENÇÃO DEDICADA À NECESSIDADE QUE AS PESSOAS TÊM DE
MANTER BOAS RELAÇÕES GERA UM CLIMA AGRADÁVEL E
AMISTOSO NA ORGANIZAÇÃO E NO ANDAMENTO DO TRABALHO. |
|
GERENCIA 9.9
OS
RESULTADOS PROVÊM DO EMPENHO PESSOAL; A
INTERDEPENDÊNCIA ATRAVÉS DE UM "INTERESSE COMUM" PELOS
OBJETIVOS DA ORGANIZAÇÃO PRODUZ A RELAÇÃO DE CONFIANÇA
E RESPEITO. |
|
|
GERÊNCIA 5.5
O
DESEMPENHO ORGANIZACIONAL ADEQUADO É POSSÍVEL MEDIANTE
O EQUILÍBRIO ENTRE A NECESSIDADE DE ALCANÇAR
RESULTADOS E A MANUTENÇÃO DA SATISFAÇÃO DO PESSOAL EM
NÍVEL ACEITÁVEL. |
|
|
GERÊNCIA 1.1
O
ESFORÇO MÍNIMO NECESSÁRIO PARA REALIZAR O TRABALHO
REQUERIDO É SUFICIENTE PARA GARANTIR UM LUGAR NA
ORGANICAÇÃO. |
|
GERENCIA 9.1
A
EFICIÊNCIA OPERACIONAL RESULTA DA ORGANIZAÇÃO DAS
CONDIÇÕES DE TRABALHO DE TAL FORMA QUE O ELEMENTO
HUMANO INTERFIRA EM GRAU MÍNIMO. |
|
3. WILLIAM
REDDIN
Reddin
desenvolveu seus estudos com o desenvolvimento da Teoria 3-D.
Seu conceito
para gerente envolve a ocupação de um cargo em estrutura
organizacional formal, responsável pelo trabalho de outras
pessoas e exercendo autoridade sobre elas.
Assim como
Blake e Mouton, Reddin estabelece duas dimensões para sua
classificação de estilos:
|
ORIENTAÇÃO PARA A TAREFA |
|
ORIENTAÇÃO PARA AS RELAÇÕES |
ESTILO
RELACIONADO |
ESTILO
INTEGRADO |
|
ESTILO
SEPARADO |
ESTILO
DEDICADO |
Segundo
Reddin, os quatro estilos são identificados pelas seguintes
características:
a)
DEDICADO:
alta orientação para a tarefa e baixa orientação para as
relações interpessoais produtivas;
b) INTEGRADO:
alta orientação para a tarefa e para as relações interpessoais
produtivas;
c)
SEPARADO:
baixa orientação para a tarefa e baixa orientação para as
relações pessoais produtivas;
d) RELACIONADO:
alta orientação para as relações pessoais produtivas e baixa
orientação para as tarefas.
Na visão de
REDDIN, podem ser feitas as seguintes associações:
a)
O líder
INTEGRADO, em perfil de eficácia, assume a postura executiva
voltado para resultados e pessoas, é desafiador; em perfil de
ineficácia, a postura deriva para a transigência, sendo
tolerante com algumas atitudes ou comportamentos na equipe,
correndo riscos de assumir atitudes ambíguas, sem transmitir
confiança;
b) O
líder
RELACIONADO, em perfil de eficácia, enfatiza comunicações
livres, desenvolvimento de talentos, trabalho eficaz em equipe e
transmissão irrestrita de confiança; em perfil de ineficácia
tende a evitar conflitos, postura agradável e sociável,
dependente dos outros, não tem o foco na produção e nos
resultados;
c) O líder
DEDICADO, em perfil de eficácia, assume a postura de
autocrata benevolente, agindo com energia, autoridade,
comprometido com qualidade, demonstra iniciativa e atitudes
paternalistas; em perfil de ineficácia, agressividade, postura
proativa, seguro, independente, ambicioso, iniciador, fixa
tarefas e cobra resultados;
d) O líder
SEPARADO, em perfil de eficácia assume a postura de
burocrata, seguindo ordens e procedimentos, confiável, lógico,
com autocontrole, imparcial e justo em suas análises e decisões,
eficiente na manutenção de sistemas e rotinas; em perfil de
ineficácia, tornar-se um desertor, seguindo regulamentos, sem
envolvimentos, não emite opiniões ou expressa posições, não
coopera, não se comunica com a equipe.
LÍDERES:
PESSOAS E RESULTADOS
Constata-se
que os modelos escolhidos para este trabalho apontam para os
dois focos básicos para a ação das lideranças:
ALCANCE DE RESULTADOS X GESTÃO DE PESSOAS
O
gerenciamento tem a ver com a busca e a obtenção de resultados,
a liderança tem a ver com a gestão eficaz de pessoas.
Líderes,
portanto estão permanentemente atentos a este duplo alvo, no
sentido de atingir a eficácia pretendida.
Os modelos
apresentados têm entre si uma semelhança significativa, o que
leva a crer que o aprofundamento deste estudo, com outros
estilos levará a uma consolidação deste pensamento.
Ao voltar-se
o pensamento para a visão de Bennis, esta calcada na busca de
resultados, mas sem abandonar a gestão das pessoas observa-se
uma abordagem com bastante semelhança as três aqui indicadas.
Vale observar
que no caso do modelo de Bennis são três as abordagens,
fundamentadas no fato de que o líder escolhe a abordagem a
partir das condições ambientais e estruturais às quais está
submetido.
-
Abordagem
formal,
ou
formalística, que se fundamenta na preservação da estrutura, da
hierarquia e da disciplina, para alcance dos resultados e
objetivos;
-
Abordagem
colegiada,
ou
universitária, calcada no espírito de equipe, do trabalho
coletivo e nas formas compartilhadas de ação, para que
resultados e objetivos sejam atingidos;
-
Abordagem
personalística,
que dirige o seu foco para as ações individuais, no desempenho
individual impactando o resultado, no foco da auto-realização e
na coerência dos indivíduos em relação ao seu pensamento, seus
valores e sua consciência. O modelo investe no talento
individual dos liderados, para que os resultados sejam
alcançados.
O modelo formal ou formalístico, cuja base de fundamentação está
na hierarquia na estrutura e na disciplina apresenta os
seguintes aspectos, no que se refere a valores (códigos) e
formas de comportamento:
-
A decisão é
tomada pelos profissionais que detém a autoridade formal, por
princípio não compartilhada, o exercício do poder está
diretamente ligado à hierarquia formal e conta com um conjunto
de regras, políticas, procedimentos que consolidam a
administração de equipes produtivas.
-
Este modelo tem como finalidade a conscientização, por parte das
equipes internas, dos padrões de cultura organizacional, de
obediência a regras e do fato de se evitar discordar dos
níveis de autoridade e com isso, não submeter à organização
a riscos desnecessários.
-
A autonomia é limitada, na medida em que a hierarquia se faz
presente nas relações produtivas de trabalho; o
relacionamento entre as pessoas mostra-se pouco flexível,
marcado pela estrutura organizacional que direciona o acesso
das bases operacionais às lideranças formais.
-
O modelo formalístico admite a possibilidade do crescimento
individual.
-
Ele estará atrelado à capacidade do entendimento das razões e da
ordem institucionalmente vigente – respeito às regras, à
hierarquia, de maneira a não comprometer a consecução dos
objetivos organizacionais, nem afetar, de forma não
produtiva, o negócio.
-
Observa-se,
portanto, a necessidade de desenvolver um amplo programa de
conscientização e de transmissão de informações sobre a cultura
organizacional, e sobre os princípios, missão e objetivos da
empresa.
-
Agindo desta
forma fica evitada a associação entre o modelo formal ao estilo
autocrático de liderança. Não haverá imposição, mas sim,
internalização, pelas equipes internas, das práticas
institucionais.
MODELO OU
ABORDAGEM COLEGIADA
Este modelo
tem como base a discussão, como forma da equipe, ou grupo
produtivo tomar decisões.
Tais
discussões têm como finalidade chegar a um acordo, e neste
acordo a busca do consenso é a finalidade a ser alcançada.
O consenso,
no modelo colegiado gera o comprometimento.
-
Deve ser evitado, neste modelo que o consenso não seja atingido,
ou que seja camuflado pela unanimidade doce e complacente,
onde todos concordam, para não brigar, ou a imposição
homogeneizadora, onde o temor de discordar gera uma falsa
concordância.
-
No modelo colegiado, onde impera o senso de equipe as relações
interpessoais e a obrigação dos diversos componentes com seu
grupo criam o controle de atuação do modelo.
-
Sabe-se que se um componente de um grupo produtivo age de forma
contrária ao pensamento do grupo, ele será seguramente
marginalizado, quando não punido pelos códigos de ética
internos da equipe.
-
A força de uma equipe, neste modelo é o pensamento do grupo que a
compõe, sua fonte de poder.
-
A unicidade do pensamento de uma equipe nasce de uma provável
heterogeneidade de percepções chegando a um posicionamento
uniforme – via consenso e negociação interna.
-
Neste modelo vigora o sentimento de parceria, base da relação
produtiva entre os componentes da equipe, e, portanto, o
relacionamento interpessoal estará sempre voltado para o
grupo.
-
As pessoas crescem em um modelo colegiado quando conseguem
interagir com o grupo, integrar-se a ele e serem aceitas
como um membro efetivo da equipe.
-
Responsabilidades são compartilhadas e os papéis, na equipe são
conhecidos por todos, sendo que cada membro conhece sua
posição e a capacidade de agir e influir nos processos
decisórios.
-
Neste modelo, portanto, o líder trabalha com o potencial da
equipe, e a sua capacidade de, coletivamente, atingir os
resultados esperados.
MODELO OU
ABORDAGEM PERSONALÍSTICA
Neste modelo
a liderança trabalha com o foco voltado para o desempenho
individual dos membros de um grupo produtivo de trabalho,
observando o impacto de suas ações no resultado coletivo.
-
Os indivíduos, levados a tomar decisões devem levar em
consideração, a orientação consciente (seus valores,
crenças, ideologias) e desenvolver um autocontrole no
sentido de que suas ações individuais estejam alinhadas com
seus conceitos e percepções sobre os fatos nos quais estejam
envolvidos.
-
O modelo personalístico se fundamenta na força do pensamento
individual, dos sentimentos individuais de cada membro da
equipe e a liderança deve estar atenta aos fenômenos e fatos
que influem na ação individual.
CONCLUSÃO
A expectativa
em relação à atuação de líderes em cenários de competitividade
não é a de que assumam a postura de super-homens, mas de
indivíduos conscientizados de sua importância estratégica, no
tocante à consecução de resultados e a manutenção de padrões de
qualidade compatíveis com a realidade contemporânea.
Segundo
Kouzes & Posner,
os melhores líderes são identificados por uma série de
resultados obtidos, com sua atuação marcada pela eficácia e pelo
foco em resultados:
a)
Cumprem as
exigências do trabalho com mais eficiência;
b)
Representam
com mais êxito suas unidades perante a hierarquia;
c)
Criam equipes
de alto desempenho;
d)
Incentivam a
lealdade e o comprometimento;
e)
Elevam os
níveis de motivação e a vontade de trabalhar arduamente;
f)
Ampliam a
área de influência de sua organização;
g)
Contribuem
para reduzir as taxas de absenteísmo, rotatividade e abandono do
trabalho;
h)
Possuem um
alto grau de credibilidade pessoal.
Os modelos
apresentados neste texto permitir uma constatação:
01.
Líderes têm
como foco o resultado;
02.
O
gerenciamento tem a ver com a responsabilidade por resultados;
03.
A
administração tem a ver com a responsabilidade pela operação e a
infra-estrutura;
04.
A liderança
tem a ver com o desenvolvimento e a eficiência das pessoas.
Desta forma
consolida-se a visão de que o líder consolida sua atuação,
frente ao cenário contemporâneo, se agir de forma homogênea em
relação a estas três linhas de objetivos:
O líder
responde por seu crescimento e de sua equipe: sua ação envolve o
contexto pessoal, o contexto da equipe e o contexto
organizacional.
O seu
desenvolvimento deverá estar atrelado ao desenvolvimento da
equipe e de sua organização.
O princípio
do desenvolvimento organizacional, segundo Bennis afirma que o
desenvolvimento individual não garante o desenvolvimento
organizacional.
Não há como
considerar o desenvolvimento organizacional sem o
desenvolvimento dos indivíduos que compõem sua base de
colaboradores.
Edward Lawler
III
afirma:
As pessoas
precisam responder a esse mundo novo tornando-se, como já foi
dito, gerentes sofisticados de suas próprias carreiras e de seu
capital humano. Isso significa que precisam conhecer o valor de
mercado de suas habilidades e a demanda por capacidades
diferentes e, evidentemente, precisam investir sempre em
desenvolver habilidades que as mantenham no estado-da-arte. Para
muitos, a melhor abordagem será desenvolver uma marca pessoal
fundamentada em suas habilidades, conhecimento e histórico
profissional. Para tanto, será preciso focalizar o
desenvolvimento de credenciais, produtos profissionais visíveis
e realizações. À falta de um bom gerenciamento de carreira e do
desenvolvimento de uma marca pessoal, as pessoas ficarão cada
vez mais à mercê de organizações que não estão comprometidas com
elas e de tecnologias em constante mudança.
A atuação
do líder contemporâneo, portanto deve levar as pessoas, por meio
de uma direção (clarificação de objetivos) eficaz, e com adoção
de um programa de orientação (definição de caminhos)
consistente, a uma realidade onde seja possível constatar:
-
Consecução dos resultados e metas organizacionais;
-
A
associação entre esforço, desempenho, reconhecimento e
motivação;
-
Crescimento individual e desenvolvimento organizacional
integrados.
Sem
milagres, sem heroísmos fantasiosos, mas com consistência e
atitudes íntegras. Esta sim, a maior e mais importante qualidade
para um líder contemporâneo: integridade
MATERIAL
RETIRADO DO PROGRAMA LIDERANÇA EMPREENDEDORA E DO POCKET MBA -
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