Edição Nº. 111 - De 06 a 12 de Junho de 2007

     

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 Comunicação Verbal - In Company

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 Pocket MBA - Desenv. de Gestores Comerciais

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 Competência de Implementação - In Company

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 Reuniões, Decisões e Projetos

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 Auditoria de Universidade Corporativa

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 Gestão de Clima Organizacional - In Company 
 

 }} Atualidade

  A melhor palestra de abertura das últimas ASTDs

A palestra de abertura é um momento muito importante em qualquer evento. Aqui  na ASTD não é diferente. Nos últimos anos tivemos a oportunidade de assistir a alguns renomados consultores que vêm falar sobre coisas que, na maioria das vezes, já sabemos ou mesmo já experimentamos ai no Brasil.
Não foi o que aconteceu hoje, dia 04 de junho com a palestra de Jim Collins. Veja mais


 JB Vilhena & LA Costacurta Junqueira

 

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 Vídeo Palestra  }} Treinamento In Company
 Atendimento ou Relacionamento?    Competência de Articulação - In Company

Gerentes e gestores, boa parte das vezes, agem como se uma boa idéia, um bom projeto, fossem auto-realizáveis. Pensando nisso, o MVC desenvolveu este treinamento, objetivando desenvolver competências essenciais para que esses profissionais atuando como solucionadores de problemas, criem um clima para aprendizagem e parcerias coletivas, consolidando todas as etapas dos processos de articulação, através do estudo de um "case" de sucesso.

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 Expediente

  Publisher: Costacurta Junqueira; JB Vilhena Webdesign: Leandro Santana; Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa Ramos, Aaron Anderson, Luciana Vieira e Consultores do Instituto MVC.

 

 

 

 

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JB Vilhena & LA Costacurta

Vice-Presidentes do Instituto MVC 

Diretamente da ASTD em Atlanta EUA.

 

A MELHOR PALESTRA DE ABERTURA DAS ULTIMAS ASTDs

 

A palestra de abertura é um momento muito importante em qualquer evento. Aqui na ASTD não é diferente.  Nos últimos anos tivemos a oportunidade de assistir a alguns renomados consultores que vêm falar sobre coisas que, na maioria das vezes, já sabemos ou mesmo já experimentamos ai no Brasil.

Não foi o que aconteceu hoje, dia 04 de junho, com a palestra de Jim Collins

 

Jim se apresenta não como professor ou consultor. Ele se posiciona como um gestor de aprendizagem, dedicado a estudar como as grandes empresas crescem, obtém melhor performance e se transformam em organizações excepcionais (from good to great companies). Uma de suas grandes diferenças em relação a outros consultores é que Jim questiona os processos que as pessoas utilizam na área de educação corporativa. A maioria dos trabalhos que são publicados nessa área se limitam a reportar resultados. Como Jim se preocupa com o “que” – e não apenas com os “resultados” - sua palestra permitiu que o público refletisse sobre questões como:

 

a)     você provavelmente tem a sua lista das coisas que precisam ser feitas, mas será que tem uma lista das coisas que nunca devem ser feitas? O exemplo que Jim utilizou para ilustrar essa idéia foi à compra da Pacific Southwest Airways (que vivia uma situação financeira muito ruim) por uma desconhecida empresa de aviação.  Essa empresa desconhecida decidiu continuar a fazer tudo que a PSA fazia de correto – utilizar apenas um tipo de avião, por exemplo. Mas ao mesmo tempo decidiu que não faria coisas que caracterizavam a PSA: deixaram de servir comida a bordo, passaram a não transportar bagagens além da de mão, começaram a utilizar aeroportos regionais nas grandes cidades. Alguns anos depois essa outrora desconhecida empresa tornou-se benchmark para o mercado americano e inspirou, inclusive as operações da nossa Gol.  Seu nome? Southwest Airlines.

 

b)     As organizações possuem seis estágios de vida claramente distintos. No quinto estágio normalmente conseguiram se tornar grandes e respeitadas, despertando a inveja e admiração de suas concorrentes. Na opinião de Jim esse é o estágio mais perigoso. Quando pensamos que atingimos o estado-da-arte muito provavelmente está na hora de implementar mudanças. A Chrysler chegou a ser a terceira mais importante empresa do setor automobilístico americano.  Em menos de seis anos decaiu inúmeros pontos no ranking e hoje luta para sobreviver. Alguém se lembra da saudosa Mesbla ou mesmo da Varig de antigamente ao ouvir esse tipo de história?

 

c)     Jim afirma que aprendeu com um de seus mentores que “só é interessante quem se interessa”.  Essa talvez seja uma importante lição para nossos profissionais de marketing e vendas.  Antes de tentar fazer com que o público se interesse por suas ofertas, é preciso demonstrar interesse em saber o que esse público considera como sendo interessante.

Vejamos o exemplo do I-pod. Por que será que esse equipamento foi desenvolvido pela Apple e não pela Sony (criadora do walkman)?  A Sony tinha um produto interessante, a Apple passou a se interessar por saber o que o mercado poderia querer utilizar como sistema portátil de som. O resultado? Hoje são vendidos milhões de I-pods por ano e o walkman esta virando peça de museu.

 

d)     Uma outra sugestão enfática de Collins é que as empresas transformem seus executivos em multiplicadores de conhecimento.  De que adianta termos pessoas com inegável conhecimento gerencial ou técnico-científico se as mesmas não estão dispostas a compartilhar aquilo que sabem com seus liderados?  Não basta pedir para as pessoas que elas devem compartilhar conhecimento.  É preciso que as organizações preparem seus executivos para exercer o papel de multiplicadores, apóiem suas iniciativas e, na hora de avaliar sua performance, cobrem resultados efetivos quanto ao uso dessa competência.

 

e)     Mais importante do que dizer – ou mesmo ensinar – o que fazer e criar um ambiente no qual as pessoas estejam sempre predispostas a aproveitar as oportunidades de aprendizado que se lhes apresenta. Jim utilizou como exemplo uma oportunidade que teve de visitar Peter Drucker. Ao agradecer ao anfitrião - já no final da conversa - o tempo que lhe fora dispensado, Jim não resistiu e perguntou a Drucker porque ele tinha se disposto a receber um então desconhecido professor de Stanford. Drucker disse que o fizera porque tinha certeza que, ao conversar com outra pessoa, teria a oportunidade de aprender alguma coisa.

Foram muitos os recados e dicas dados por Collins ao longo dos 75 minutos de palestra. Vale a pena dizer que durante todo esse tempo, o apresentador demonstrou um absoluto domínio não apenas do conteúdo, mas também da forma. Sua apresentação empolgou a todos. Deixou a vontade de conhecer melhor e mais profundamente as suas idéias, e de ler o seu livro “Empresas Feitas para Vencer” (Good to Great).

 

PS: Se desejar, visite o site www.jimcollins.com e obtenha mais informações. 

 


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