|
Voltar
JB Vilhena & LA Costacurta
Vice-Presidentes
do Instituto MVC
Diretamente
da ASTD em Atlanta EUA.
A MELHOR PALESTRA DE
ABERTURA DAS ULTIMAS ASTDs
A palestra de
abertura é um momento muito importante em qualquer evento. Aqui
na ASTD não é diferente. Nos
últimos anos tivemos a oportunidade de assistir a alguns
renomados consultores que vêm falar sobre coisas que, na
maioria das vezes, já sabemos ou mesmo já experimentamos ai no
Brasil.
Não foi o
que aconteceu hoje, dia 04 de junho, com a palestra de Jim
Collins.
Jim se
apresenta não como professor ou consultor. Ele se posiciona
como um gestor de aprendizagem, dedicado a estudar como as
grandes empresas crescem, obtém melhor performance e se
transformam em organizações excepcionais (from good to great
companies). Uma de suas grandes diferenças em relação a
outros consultores é que Jim questiona os processos que as
pessoas utilizam na área de educação corporativa. A maioria
dos trabalhos que são publicados nessa área se limitam a
reportar resultados. Como Jim se preocupa com o “que” – e
não apenas com os “resultados” - sua palestra permitiu que
o público refletisse sobre questões como:
a)
você
provavelmente tem a sua lista das coisas que precisam ser
feitas, mas será que tem uma lista das coisas que nunca devem
ser feitas? O exemplo que Jim utilizou para ilustrar essa idéia
foi à compra da Pacific Southwest Airways (que vivia uma situação
financeira muito ruim) por uma desconhecida empresa de aviação.
Essa empresa
desconhecida decidiu continuar a fazer tudo que a PSA fazia de
correto – utilizar apenas um tipo de avião, por exemplo. Mas
ao mesmo tempo decidiu que não faria coisas que caracterizavam
a PSA: deixaram de servir comida a bordo, passaram a não
transportar bagagens além da de mão, começaram a utilizar
aeroportos regionais nas grandes cidades. Alguns anos depois
essa outrora desconhecida empresa tornou-se benchmark para o mercado americano e inspirou, inclusive as operações
da nossa Gol. Seu
nome? Southwest Airlines.
b)
As
organizações possuem seis estágios de vida claramente
distintos. No quinto estágio normalmente conseguiram se tornar
grandes e respeitadas, despertando a inveja e admiração de
suas concorrentes. Na opinião de Jim esse é o estágio mais
perigoso. Quando pensamos que atingimos o estado-da-arte muito
provavelmente está na hora de implementar mudanças.
A Chrysler chegou a ser a terceira mais importante
empresa do setor automobilístico americano. Em
menos de seis anos decaiu inúmeros pontos no ranking e hoje
luta para sobreviver. Alguém se lembra da saudosa Mesbla ou
mesmo da Varig de antigamente ao ouvir esse tipo de história?
c)
Jim
afirma que aprendeu com um de seus mentores que “só é
interessante quem se interessa”. Essa
talvez seja uma importante lição para nossos profissionais de marketing
e vendas. Antes de
tentar fazer com que o público se interesse por suas ofertas,
é preciso demonstrar interesse em saber o que esse público
considera como sendo interessante.
Vejamos
o exemplo do I-pod. Por que será que esse equipamento foi
desenvolvido pela Apple e não pela Sony (criadora do walkman)? A
Sony tinha um produto interessante, a Apple passou a se
interessar por saber o que o mercado poderia querer utilizar
como sistema portátil de som. O resultado? Hoje são vendidos
milhões de I-pods por ano e o walkman esta virando peça de
museu.
d)
Uma
outra sugestão enfática de Collins
é que as empresas transformem seus executivos em
multiplicadores de conhecimento. De
que adianta termos pessoas com inegável conhecimento gerencial
ou técnico-científico se as mesmas não estão dispostas a
compartilhar aquilo que sabem com seus liderados? Não
basta pedir para as pessoas que elas devem compartilhar
conhecimento. É
preciso que as organizações preparem seus executivos para
exercer o papel de multiplicadores, apóiem suas iniciativas e,
na hora de avaliar sua performance, cobrem resultados efetivos
quanto ao uso dessa competência.
e)
Mais
importante do que dizer – ou mesmo ensinar – o que fazer e
criar um ambiente no qual as pessoas estejam sempre predispostas
a aproveitar as oportunidades de aprendizado que se lhes
apresenta. Jim utilizou como exemplo uma oportunidade que teve
de visitar Peter Drucker. Ao agradecer ao anfitrião - já no
final da conversa - o tempo que lhe fora dispensado, Jim não
resistiu e perguntou a Drucker porque ele tinha se disposto a
receber um então desconhecido professor de Stanford. Drucker
disse que o fizera porque tinha certeza que, ao conversar com
outra pessoa, teria a oportunidade de aprender alguma coisa.
Foram muitos os recados
e dicas dados por Collins ao longo dos 75 minutos de
palestra. Vale a pena dizer que durante todo esse tempo, o
apresentador demonstrou um absoluto domínio não apenas do
conteúdo, mas também da forma. Sua apresentação empolgou a
todos. Deixou a vontade de conhecer melhor e mais
profundamente as suas idéias, e de ler o seu livro “Empresas
Feitas para Vencer” (Good to Great).
PS: Se
desejar, visite o site www.jimcollins.com
e obtenha mais informações.
Voltar
|