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Gilbert.
Gilles GERTEINY
Consultor
Sênior do MVC,
Professor
dos MBAs Executivos da FGV-Rio
VOCÊ SABE
QUEBRAR O GELO?
Muitas
pessoas se vêem em dificuldades quando devem falar em público ou
mesmo participar de um evento onde devem dar seu ponto de vista
ou até mesmo responder a indagações ou questionamentos.
Quebrar o
gelo seria, se podemos definir, fazer nascer entre duas ou mais
pessoas, a simpatia e a cordialidade que faltava. Seria também
dar os primeiros passos num negócio, ou antes, adiantar relações
numa conversação.
Este é um
assunto inesgotável. Quebrar o gelo é muitas vezes encontrar
pessoas surpreendentes, quebrar o gelo é provocar a fusão entre
dois silêncios.
Existem
silêncios que se transformam em gelo, em bloco espesso e duro,
difícil de romper, mas há outros que são forjados com ardor e
que, de repente, nos cercam de chamas. Romper um silencio de
gelo é se abrir para o mundo da Negociação, da Amizade, da
Confraternização, dos Negócios.
É por esta
razão que pretendemos expor dez situações onde, ao quebrar o
gelo, podemos conseguir nos projetar no mundo dos negócios,
abrir nossos olhos à luz e romper as barreiras do inalcançável.
Você está
num cocktail, numa conferencia, numa reunião internacional. Como
abordar um desconhecido que lhe parece tão interessante quanto
inacessível?
Quais as
boas perguntas a serem feitas, no momento certo, para quebrar o
gelo e assim descobrir interlocutores mais disponíveis do que
se possa imaginar.
Veja dez
perguntas, quebra-gelo.
-
A
pergunta relativa às origens: “Pode me contar sua
trajetória, como você começou seu negócio?”
Razão da
pergunta:
Esta pergunta é muito gratificante para seu interlocutor. Ele se
torna o assunto de uma historia, o personagem de um filme ou de
um romance. Ele será projetado vários meses ou anos atrás (é
sempre bom rejuvenescer). Desta maneira ele descobre, graças a
você, acontecimentos marcantes de sua vida. Não hesite em
questioná-lo mais ainda como você fosse seu biografo.
Quando
fazer esta pergunta?:
Depois que seu interlocutor tenha feito uma intervenção em
publico ou tenha acabado de entrar no grupo de que você faz
parte.
-
A
pergunta relativa às motivações: “No que você faz o que
mais lhe agrada?”
Razão da
pergunta:
Esta pergunta tem a vantagem de trazer seu interlocutor a um
terreno positivo. È um ótimo “Sésamo”, abre portas. Sem ser
indiscreta, esta pergunta permite descobrir diversas facetas
importantes da personalidade dele e que pode, às vezes, ir muito
longe no tempo. Você poderá até mesmo ouvir dele: “Eu gosto de
negociar porque, quando criança... na hora do recreio...”
Continuando
a buscar o porquê das coisas, você conseguirá uma afinidade com
seu interlocutor e partilhará talvez, gostos, impressões etc.
Quando
fazer a pergunta?: Quando de um primeiro contato ou de uma
apresentação rápida feita por seu interlocutor.
-
A
pergunta permissiva: Como se distinguiu dos seus
concorrentes?
Razão da
pergunta: Você dá a oportunidade a seu interlocutor de se
valorizar i.e de transgredir uma interdição muito enraizada na
nossa cultura. Um pouco de “auto-celebração” nunca faz mal a
ninguém. Por outro lado, pelo fenômeno de compensação, ele será
levado a achá-lo também muito interessante.
Quando
fazer a pergunta?:
Quando seu interlocutor está sendo homenageado.
-
A
pergunta do discípulo: Que conselho você daria a alguém
que começa um negócio?
Razão da
pergunta:
Aqui também esta pergunta coloca seu interlocutor numa posição
gratificante que é a do mentor cujos conselhos e recomendações
são valiosos. Isto, entretanto coloca você na posição de alguém
que consegue fazer com as pessoas fiquem a vontade. (Você não
sabe, mas você pode intimidar as pessoas sem perceber que isso
está acontecendo )
Quando
fazer a pergunta?:
Quando você inicia uma nova atividade ou quando ingressa numa
nova associação.
-
A
questão do Bobo da Corte: Qual escolha você faria no caso
de estar seguro que o negocio funcionará?
Razão da
pergunta:
Porque ela permite sonhar, fantasiar, sem quaisquer barreiras. É
uma pergunta que surpreende e demanda imaginação.Passada a
primeira hesitação, inúmeros são aqueles que se exprimem com
humor, o que vai propiciar uma aproximação.
Quando
fazer a pergunta: Quando seu interlocutor teve a ocasião de
se exprimir, em publico.
-
A
pergunta histórica: Nesses últimos anos que grandes
mudanças aconteceram no seu ramo?
Razão da
pergunta:
É uma pergunta que permite refazer todo o percurso profissional:
exemplo “Após a explosão dos computadores individuais, houve a
internet e a convergência das Telecoms e da informática, etc..”
Não hesite em fazer um pouco de “Darwinismo” na ocasião: “ Que
qualidades teve que demonstrar para permanecer competitivo?”
Quando
fazer a pergunta? Só fazer a pergunta quando verificar que
seu interlocutor, por sua idade ou situação, tem maturidade
profissional suficiente para tal.
-
A
pergunta especulativa: “Que tendências você vê no seu
negócio nos próximos anos?”
Razão da
pergunta:
Ela coloca seu interlocutor na posição invejável do expert,
daquele que é indagado nos palcos da televisão sobre o nosso
quotidiano ou nosso futuro. É um exercício que pode aprofundar
mais um pouco qualquer prospecção.
Quando
fazer esta pergunta?: É a pergunta perfeita no decorrer de
uma conferencia e caso seu interlocutor tenha provocado a
intervenção.
-
A
pergunta clássica: Qual foi a historia mais incrível que
lhe aconteceu?
Razão da
pergunta?:
Para relaxar a atmosfera. Todos nós temos lembrança de um
acontecimento talvez ridículo ou embaraçoso, mas que ao lembrar
rimos as gargalhadas. Provocar este tipo de confidencia é
estabelecer uma verdadeira cumplicidade.
Quando
fazer a pergunta?:
Quando você sente confiança em seu interlocutor. É um pouco a
“cereja sobre o doce” e um motivo para fechar a conversa com bom
humor.
-
A
pergunta publicitária: “O que fez de particular para se
promover?”
Razão da
pergunta?: É a pergunta pertinente que todo mundo faz (a si
próprio e aos outros) num encontro de grupo. É um benchmarking
onde cada um do grupo se valoriza.
Quando
fazer a pergunta?: Nunca fazê-la se você for um
profissional de publicidade ou de marketing, isto seria
entendido como uma prospecção infeliz.
-
A
pergunta do prospector: “O que diria se tivesse que
apresentar brevemente sua atividade a um de meus contatos, o
que deveria dizer”?
Razão da
pergunta?:
É uma pergunta muito útil para seu interlocutor. Ele responderá
com muita reflexão e cuidado, já que você com sua proposta de
intervenção poderá lhe prestar um bom serviço posteriormente.
Quando
fazer a pergunta?: Em geral no fim de sua intervenção. É uma
maneira diferente de formular apresentações mutuas, um tipo de
repescagem, de consertar algo que foi feito anteriormente de
maneira apressada.
Estas dicas
não são únicas, mas podem ajudar o leitor a ter mais segurança
nas intervenções, conseguindo tirar assim proveito de uma
situação, conhecer pessoas interessantes que poderão no futuro,
ter um papel preponderante nas suas relações de trabalho e
também de amizade.
MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA COMPETÊNCIA ORGANIZACIONAL EM
NEGOCIAÇÃO
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