Edição Nº. 122 - De 22 a 28 de Agosto de 2007

     

}

 Selo de Qualidade WEC

}

 Pesquisa de Clima Organizacional

}

 Melhoria de Performance Gerencial

}

 Compras Consultivas - In company

}

 Manual T&D - Volume I e II

}

 Coletânea de Apresentações - Slides
 

 }} Erros

  Confesso que errei & confesso que vivi (Pablo Neruda)

Ao ler a biografia de Juscelino Kubitscheck aprendi que "não ter compromisso com o erro" foi um traço marcante em sua vida. Juscelino foi sempre reconhecido pelo seu estilo empreendedor, inovador e arrojado, uma pessoa que admitia o erro, qualidade que mesmo seus mais ferrenhos adversários políticos reconheciam. Veja mais





 João Alfredo Biscaia

 

}}

 Vídeo Palestra  }} Treinamento In Company

 Uma Dica da ASTD
Jennifer Homer - Senior Director Public Relations ASTD

   Pocket MBA - Prevenção e Gestão de Crises


 

Crises fazem parte do dia-a-dia de qualquer organização. O que tem acontecido é que sua incidência tem sido cada vez maior e o intervalo entre elas é cada vez menor. Nossa abordagem sobre Prevenção e Gestão de Crises, começa a partir da etapa Pré-diagnóstica, onde será desenvolvida a metodologia do programa em torno de três eixos: Dimensão Pessoal, Dimensão Estrutural/ Contextual e a Dimensão Organizacional.

 

}}

 Expediente

  Publisher: Costacurta Junqueira; JB Vilhena Web Design: Leandro Santana; Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa Ramos, Aaron Anderson e Consultores do Instituto MVC.

 

 

 

 

Nós não queremos ser invasivos no seu E-mail! Caso não queira mais receber, clique em Remover!

Quer assinar o INSIGHT MVC ? É gratuito, Clique aqui e cadastre-se!

Edições anteriores, clique aqui!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ERROS

 

 

 

 

 

 

 

 

Voltar

 

 

 

JOÃO ALFREDO BISCAIA

Consultor Sênior do Instituto MVC

 

 

CONFESSO QUE ERREI & CONFESSO QUE VIVI (Pablo Neruda)

 

 

Sinto um forte desconforto ao ouvir as pessoas afirmarem que “não se arrependem de nada que fizeram na vida”.  Confesso que chego a ter um sentimento de piedade, já que se arrepender de um erro é uma atitude de grandeza, de renovação, de vida diferente.

 

Ao ler a biografia de Juscelino Kubitscheck aprendi que “não ter compromisso com o erro” foi um traço marcante em sua vida. Juscelino foi sempre reconhecido pelo seu estilo empreendedor, inovador e arrojado, uma pessoa que admitia o erro, qualidade que mesmo seus mais ferrenhos adversários políticos reconheciam.

 

Quero confessar, autêntica e espontaneamente, que errei muito na minha vida, mais do que talvez devesse, nos diversos papéis que desempenhei ou que ainda desempenho, tais como: pai, marido, filho, irmão, profissional, colega, amigo e em todos os demais relacionamentos humanos que tenho mantido nesse já longo tempo de caminhada.

 

Tenho que aprender – e não apenas ensinar – que é preciso reexaminar os erros. Como na vida o errar é inevitável, tento analisar com objetividade as falhas do passado de modo a minimizar o efeito dos erros que vier a cometer no futuro. Isto exige coragem e perseverança, mas acredito que valha a pena, principalmente quando se aceita o princípio de que ninguém neste mundo é perfeito. Todos nós temos qualidades e pontos a melhorar. Não somos produtos “acabados”, mas em processo.

 

É importante relembrar que a experiência só tem sentido quando se aprende com ela.  A experiência por si só é nada. Ela nada ensina, só aprendemos com aquilo que transformamos em uma nova experiência que iremos vivenciar.

 

Relaciono, abaixo, 14 das principais aprendizagens observadas a partir dos inúmeros erros que já cometi, e que são irreversíveis.

  • Amar e confiar requerem correr o risco de não ser amado e de sofrer decepções. Positivamente acredito não existirem alternativas para amar e confiar.

  • Não raciocinar apenas com base nos meus desejos e necessidades. Os interesses, preferências e motivações diferem de pessoa para pessoa.

  • “Faça aos outros o que gostaria que fizessem com você”: Mensagem que a maioria das pessoas recebe nos primeiros anos de vida. Na fase adulta, e trabalhando em organizações como líder de pessoas e observando líderes de pessoas, tive que rever este ensinamento para: “Faça aos outros o que gostariam que fizessem com eles”. E para que isso aconteça é necessária muita paciência, atenção e conversa com as pessoas com quem trabalhamos e vivemos, com o propósito de identificar cuidadosamente suas reais necessidades e interesses.

  • Nada muda, se você não mudar. Obteremos sempre os mesmos resultados, se adotarmos a mesma conduta.

  • A segurança emocional e psicológicapode”, em certas situações, ser mais importante e valiosa do que a segurança financeira.

  • Evitar racionalizar os nossos erros. Saber ouvir dos outros, com atenção, aquilo que pensam, sentem e percebem a nosso respeito. Com isto, evitamos a doença conhecida como “auto-engano” ou “auto-ilusão”.

  • Dar e receber feedback é uma manifestação de respeito e afeto, desde que o propósito do emissor seja realmente o de contribuir para a correção dos nossos erros. É uma expressão de humildade e reconhecimento do receptor, ao absorver as informações.

  • Os sentimentos de desprezar e ignorar as outras pessoas são os mais doloridos. Deixam cicatrizes profundas, que um simples mercurocromo não fecha. 

  • Admitir que podemos vir a cometer os mesmos erros, mas jamais perder a esperança de deixar de cometê-los.

  • Que a vida não tem replay, é uma só, até que se comprove com certidão de nascimento registrada em cartório confiável, assinado em baixo, DEUS. (Vinicius de Morais)

  • Que ganhar dinheiro fazendo o que gostamos nos oferece um enorme prazer. Não tem preço

  • Que ganhar dinheiro fazendo aquilo que NÃO gostamos passa a ser uma indenização pela nossa infelicidade. (Peter Drucker)

  • Que o tempo é inelástico, de reposição impossível. Aproveite!

  • Não conseguimos mudar o passado, mas é possível mudar a maneira como enxergamos o passado. Precisamos ter uma atitude em relação a ele e, ainda, visualizarmos o presente como o grande laboratório para vivências futuras mais adequadas. Não é à toa que chamamos o tempo real de um “presente”, já que cada dia é, de fato, uma oportunidade para elaborarmos um amanhã melhor.

 

Relaciono a seguir, algumas outras idéias para reflexão:

  • Se um casamento não der certo, e a melhor decisão para ambos for pela separação, não devemos descartar a idéia de não vir a ter outro casamento. Considero um desperdício de vida, deixar de compartilhar com alguém, que corremos o risco de amar, os objetivos e interesses comuns.

  • A realidade tem me comprovado que não abandonamos casamentos, mas a pessoa com quem casamos.

  • Podemos e devemos vivenciar e aplicar no novo casamento comportamentos e atitudes que não tivemos anteriormente. As razões são várias, menciono a mais importante: renovar a nossa atitude, agindo de forma diferente, por ambas as partes.

  • Se o trabalho em determinada organização não está correspondendo às nossas expectativas e motivações, devemos abandoná-lo, buscando novos caminhos e alternativas. A vida é uma só. Não há vídeo tape.  Devemos correr o risco, nos expormos.

  • Afirmar depois de 10, 20, 25 e até 30 anos de trabalho que você faz algo de que não gosta, corresponde a ser um “morto” vivo.

  • Li recentemente uma frase, de Henry Ford, que me sensibilizou muito. “Se pensas que podes o que não podes, estarás sempre com a razão”.

  • Tento buscar outros caminhos, mesmos que sejam atalhos, que podem ser mais difíceis, mas podem me trazer uma nova vida !

 

Espero, sinceramente, ter inquietado o leitor.

 

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA GESTÃO DE PESSOAS E NEGÓCIOS

 

 


Voltar