Edição Nº. 123 - De 29 de Agosto a 4 de Setembro de 2007

     

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 }} Nova Geração

  O Desafio da Capacitação da "Nova Geração"

Todas as avançadas tecnologias disponíveis hoje exigiram que as gerações anteriores e aquela que cresceu simultaneamente a estes avanços tivessem que rapidamente aprender a utilizá-la em seu favor para sobreviverem, no mundo corporativo. No entanto, a geração que nasceu e está crescendo em convívio direto com estes novos padrões, tem uma relação totalmente diferenciada com a tecnologia e suas necessidades são outras. Veja mais





 Denize Dutra

 

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NOVA GERAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

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Denize Dutra

Consultora Sênior do MVC

Professora dos MBAs Executivos da FGV

 

 

O DESAFIO DA CAPACITAÇÃO DA “NOVA GERAÇÃO”

 

 

Todas as avançadas tecnologias disponíveis hoje exigiram que as gerações anteriores e aquela que cresceu simultaneamente a estes avanços tivessem que se rapidamente aprender a utilizá-la em seu favor para sobreviverem, em especial, no mundo corporativo. No entanto, a geração que nasceu e está crescendo em convívio direto com estes novos padrões, tem uma relação totalmente diferenciada com a tecnologia e suas necessidades são outras.

 

Mergulhando no tema tive vários “insights” sobre o cotidiano com as crianças e jovens desta nova geração e comecei a perceber, porque eles são tão imediatistas no que buscam não conseguem adiar as satisfações. Percebi que afinal eles já nasceram plugados: basta clicar o mouse e eles têm qualquer informação em tempo real. Em segundos conseguem contactar-se com qualquer parte do mundo e satisfazer sua curiosidade, informar-se, divertir-se até relacionar-se.

 

Percebi o quanto, para nós, esta geração de transição, que teve de se adaptar rapidamente a este “admirável mundo novo”, ainda é difícil direcionar o nosso trabalho para estes novos paradigmas de aprendizagem, que exigirão uma total revisão na forma como estamos “capacitando” as pessoas hoje.

 

Precisamos ter o compromisso de descobrir as “novas fórmulas” para continuarmos nos intitulando “Gestores de Pessoas”, senão, vamos aumentar o “gap” entre as gerações. Nosso desafio é buscar o equilíbrio entre a valorização da experiência dos mais velhos e a necessidade de conectividade, com a capacidade de responder rapidamente e de inovação, atributos dos mais jovens.

 

Este artigo tem por objetivo levar o leitor a refletir sobre as diferenças entre essas gerações e a entender quais são os desafios da capacitação desta nova geração e, por conseguinte, qual é o nosso papel como gestores de pessoas e profissionais que atuam nesta área, em relação a estes desafios?

 

Primeiro, vale identificar de que gerações estamos falando, conforme veremos no quadro a seguir:

 

“BOOMERS”

“GERAÇÃO X”

GERAÇÃO NET

Nascidos entre 1945/1965

Nascidos entre 1965/1977

Nascidos a partir de 1977/...

Otimista

Lado positivo

Cético

Questionador

Consciência e

 Conexões globais

Trabalho duro

Envolvimento

Crescimento pessoal

Independência

Autoconfiança

Questiona autoridade

Realização

Diversidade

Colaboração

Têm conhecimento e experiência, mas são cercados de temor

Sente-se a vontade

Proficientes na tecnologia

Tecnologia é algo   natural na vida

Gostam de aparecer

e ser “responsáveis

pelo show”

Não gostam de aparecer, mas gostam de controlar coisas

Gostam de ser parte do show.

 

 

Enquanto a geração “boomers” e “X” tiveram que se adaptar a tecnologia, a geração net, não sabe o que é viver num mundo sem ela.Tais diferenças, nos permitem compreender que estas gerações têm formas de aprender distintas. As duas primeiras tinham um ritmo uniforme e pausado, as instruções e diretrizes eram centradas no instrutor/facilitador, seu foco era o conteúdo, a abordagem absolutamente linear e cartesiana e a utilização de métodos e técnicas de caráter mais lúdico exigia excessiva cautela. Em contrapartida, os “younger learners” possuem um ritmo muito mais acelerado, necessitam de incentivo à interação e de engajamento no processo para que a aprendizagem seja significativa para eles. Gostam do lúdico e do divertido e precisam ter variedade de canais/mídias (visuais, auditivos, sinestésicos,etc.).

 

Se muitas vezes não conseguimos sequer compreender o que eles falam, temos muito que aprender, sobre como ensiná-los a aprender!

 

Na verdade, a capacitação é uma parte do processo de educação do indivíduo. Ela visa tornar o outro capaz de “alguma coisa”, e isto, significa desenvolver competências técnicas e emocionais, na medida em que competência é um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que são críticos para desempenhar determinada função em determinado negócio.

 

Por isto, a capacitação deve basear-se em alguns princípios da aprendizagem:

  • O sujeito é AUTOR de sua vida e é o responsável por sua própria aprendizagem

  • É preciso ter desejo de aprender e em geral, só aprendemos aquilo que sentimos necessidade.

  • Aprendemos fazendo. A Aprendizagem se centraliza em problemas e os problemas devem ser reais. É preciso fazer sentido para o indivíduo.

  • Os novos conhecimentos devem ser relacionados com suas experiências anteriores e integrados às mesmas, exige uma “construção”.

  • Aprendemos melhor em ambiente informal e descontraído. A aprendizagem não é unilateral.

 

Isto nos remete a idéia de que a capacitação desta nova geração exige uma linguagem clara, objetiva e simples, que haja relação com os objetivos e interesses da pessoa, que utilize diferentes formas, que seja mais informal e baseada no diálogo e não numa relação de poder entre quem ensina e quem aprende, que haja mais demonstração e menos “bla-bla-bla”, que as atividades trabalhem os dois hemisférios cerebrais (razão&emoção),

 

As pesquisas comprovam que dentre os cinco sentidos a visão é o que exerce maior influência sobre o processo de aprendizagem (83%), o que também favorece o uso da tecnologia como ferramenta de aprendizagem.

 

É preciso manter a atenção do aprendiz, incitar a sua curiosidade, contextualizar os conteúdos em relação àquilo que tem significado para ele.

 

Sabemos que o uso da tecnologia tem em si mesmo alguns paradoxos como:

Acessibilidade X Inacessibilidade (afinal uma minoria tem da população mundial tem acesso); Une X Divide ( o quanto as famílias deixam de interagir enquanto as pessoas estão mergulhadas nos computadores) Físico X Virtual ( em muitos casos as pessoas se escondem do contato pessoal);  Conexão X Desconexão; e  Inclusão Social X Alienação Social (devido a restrita acessibilidade).

 

Ficam então alguns desafios:

Que ações práticas podem ser aplicadas à realidade da sua empresa, consideradas as diferenças culturais e de investimentos? - Como temos nos preparado para enfrentar estes novos desafios de trabalhar com uma geração que vai aprender de forma diferente?

 

 

MATERIAL RETIRADO DE NOSSOS PROGRAMAS ESTRATÉGIAS DE EDUCAÇÃO CORPORATIVA

 

 


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