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 }} Reflexão

 Para onde caminha a humanidade?

Este é um tema, que tem sido manchete de jornais, revistas e fonte de grande preocupação para aqueles que ainda querem saber: Para onde caminha a humanidade?

Digo para “aqueles”, pois está claro que esta não é uma preocupação de todo o Ser Humano, como seria de se esperar.

É importante que nos preocupemos com esse fato, se não, por uma atitude responsável com o coletivo e com as gerações futuras (filhos e netos) pelo menos, por uma atitude egoísta, questionando sobre o que pode ocorrer comigo, como Ser, que ainda habito este planeta? Veja mais

 Denize Dutra
 

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REFLEXÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

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DENIZE DUTRA

Consultora Sênior do Instituto MVC

Professora dos MBAs Executivos da FGV

 

 

PARA ONDE CAMINHA A HUMANIDADE?

 

 

A cada dia somos mais surpreendidos por alterações no clima, por fenômenos naturais decorrentes do aquecimento global e da destruição do ambiente.  Este é um tema, que tem sido manchete de jornais, revistas e fonte de grande preocupação para aqueles que ainda querem saber: para onde caminha a humanidade?

 

Digo para “aqueles”, pois está claro que esta não é uma preocupação de todo o Ser Humano, como seria de se esperar. É importante que nos preocupemos com esse fato, se não, por uma atitude responsável com o coletivo e com as gerações futuras (filhos e netos) pelo menos, por uma atitude egoísta, questionando sobre o que pode ocorrer comigo, como Ser, que ainda habito este planeta?

 

Sinceramente, a mim parece que esta atitude alienada de muitos, de não se importar com o que está ocorrendo com o meio ambiente, não possa ser atribuída à falta de informações, mas sim a interesses míopes e ao poder econômico: para estes, vale tudo por dinheiro!

 

Vemos pessoas com pouca instrução que têm uma atitude de profundo respeito pela natureza e pela sociedade, por meio de gestos simples em seu cotidiano. Por outro lado, vemos governantes, políticos, executivos, pessoas bastante esclarecidas, tomando decisões absurdas em nome de seus interesses, na contramão, da preservação do ambiente. Estes são exemplos diários nos jornais, na TV, em todas as mídias. Das mais sérias e complexas (guerras, construções e desconstruções ecologicamente incorretas) até pequenos atos profissionais irresponsáveis.

 

Na verdade, esta atitude alienada acaba por refletir uma profunda ignorância, ou como diria Edgar Morin, ‘cegueiras do conhecimento’. Felizmente, algumas nações, organizações e pessoas já estão trabalhando e apoiando pesquisas e estudos, com objetivo de minimizar os efeitos negativos do que está ocorrendo com o nosso ambiente e buscando soluções para enfrentar este grave problema, que já atinge a humanidade e que tende a se tornar ainda mais dramático, se todos nós não fizermos alguma coisa.

Depois de tomar conhecimento do relatório publicado (IPCC) pela ONU, em Bruxelas, no dia 6 de abril último, comecei a refletir: qual será o nosso papel como profissionais da gestão de pessoas na preservação do meio ambiente?

 

A resposta fica mais simples quando estamos inseridos em empresas, que além de alto padrão ético e de responsabilidade social, já investem em pesquisas e ações voltadas para este fim, chegando até a utilizar tais informações na definição de suas estratégias de negócios. No Brasil, podemos citar, como um dos exemplos, a Petrobrás. Seu centro de pesquisas é referência no mundo, na busca de alternativas de energia e de como desenvolver seus negócios preservando o ambiente. No entanto, sabemos que a maioria das empresas, ainda não está totalmente sensibilizada para estas questões.

 

Também sabemos que não serão apenas as normas, como hoje existem muitas, que irão resolver o problema. Podem certamente regular, criar algumas dificuldades para quem não tem esta consciência, mas serão insuficientes para criarem esta mentalidade.

 

Segundo o relatório, (Jornal O Globo em 07/04/07, Liana Melo), “a elevação da temperatura entre 1,8 a 4 graus Celsius, ainda neste século; o aumento do nível do mar entre 18 a 59 cm e a intensificação dos fenômenos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas e secas”, são apenas alguns dos efeitos que testemunharemos em muito pouco tempo se forem mantidas as condições atuais. Imaginem se tais condições ainda forem piores? Que impactos estes efeitos poderão causar em nossa cidade, em nosso país, em nosso planeta, ou melhor, em nossa vida?

 

Considerando que os indivíduos passam a maior parte do seu tempo trabalhando, e que o poder decisório das organizações ainda está nas mãos de uma geração, que quando esteve nas escolas, ainda não se discutiam esses temas (pelo menos como da forma como agora nos apresentam), torna-se relevante a importância das organizações como “instrumentos” e/ou ambientes de promoção de uma “compreensão planetária”, usando a expressão de Edgar Morin...

 

Muito mais do que tomar decisões que preservem o meio ambiente (combate á poluição, ao desmatamento, ao consumo de matéria prima ecologicamente inadequada, e outras) é preciso ter uma atitude educadora para consolidar uma mentalidade de “responsabilidade social” nas pessoas: qual será o efeito das minhas ações sobre o ambiente físico e social?

 

Este tipo de mentalidade só se constrói com exemplos, com gestos e atos simples que manifestem o respeito pelo outro e o auto-respeito: uso racional da água, da energia e de outros recursos, a coleta de lixo seletiva, a preservação das áreas verdes e do patrimônio público, a atitude nas estradas e no trânsito, enfim, as ações do cotidiano.

 

Se deixarmos por conta da TV e das gerações, que estão hoje na escola, muito pouco será feito, pois, poucas escolas educam baseadas neste e em outros valores, porque estão mais preocupadas com o conteúdo e cumprimento de normas, do que em formar cidadãos na essência de seu significado.

 

É preciso que nós “gestores de pessoas” consideremos em nossas políticas e ações, que tipo de contribuição queremos dar para tornar a vida viável neste planeta ainda por alguns milhares de anos?

 

Tendemos a ser imediatistas, queremos enxergar o alcance de nossas ações, e muitas vezes esquecemos, de que alguns resultados somente serão percebidos por nossos descendentes.

 

Precisamos reaprender a integrar, e se possível equilibrar: natureza X cultura; humano X tecnologia; parte X todo; razão X emoção; dever X prazer; texto X contexto; local X global; individual X coletivo; demanda X oferta e crescimento econômico X desenvolvimento humano, enfim, todos estes paradoxos criados pela civilização. Precisamos substituir a “tirania do ou” pela “possibilidade do e” para garantir que as futuras gerações vivam num mundo de sustentabilidade  e beleza!

 

MATERIAL RETIRADO DO POCKET MBA GESTÃO DE PESSOAS E NEGÓCIOS

 

 


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