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J B VILHENA
Presidente do
Instituto MVC,
Consultor
Sênior em Planejamento Estratégico, Negociação, Vendas.
Coordenador dos
MBAs da FGV
DIZER NÃO A SEU
MELHOR CLIENTE OU DESISTIR DO SENSO DE JUSTIÇA?
Há um momento
de verdade em qualquer start-up.
E o dilema
sempre gira em torno de dinheiro versus valores.
Qualquer pessoa
que já tenha trabalhado com um cliente sabe que existem
basicamente quatro tipos: (1) moderados, diretos e íntegros; (2)
um pouco imprevisíveis e ocasionalmente inoportunos; e (3) quase
sempre difíceis e exigentes. É claro que há uma quarta opção: os
intimidadores.
Doug Greene
enfrentou diversos clientes intimidadores em seus trinta anos de
trabalho. Segundo ele: “É sempre trabalhoso lidar com clientes
difíceis e exigentes, mas na primeira vez que precisei enfrentar
um cliente intimidador, percebi que meu negócio inteiro corria
risco”. Doug agora é um bem-sucedido empreendedor, ex-CEO da New
Hope Communications, que ele fundou e vendeu alguns anos atrás.
Ele cumpriu o mandato como presidente da empresa adquirida e
ainda possui negócios nos Estados Unidos e na Rússia.
Mas a história de
Doug começou na garagem de sua casa. Sua esposa e ele lançaram
uma revista de negócios chamada Natural Foods Mechandiser,
voltada para a indústria de produtos naturais. Eles apostaram
tudo nisso. “Oferecemos nossa casa para obter empréstimo do
banco, a fim de imprimir a primeira edição da revista. E mal
conseguimos sobreviver com isso. Contávamos cada centavo.
Tínhamos uma equipe reduzida de trabalhadores em tempo parcial e
alguns funcionários em tempo integral. Além disso, minha esposa
e eu trabalhávamos setenta horas por semana e não sobrava nada
para nós dois”.
E foi nesse
cenário que o maior cliente de Doug, o intimidador, revelou que
estava aborrecido e que gostaria de conversar imediatamente.
“Ele queria falar comigo, o ‘patrão’. Sabia que seria uma
conversa difícil. Esse cara estava sempre reclamando de algo e
fiquei imaginando o que poderia ser dessa vez. Perder esse
cliente significaria entrar em uma zona de alto risco”.
Então, Doug
procurou se acalmar e ligou para o cliente. Ele teve a certeza
da gravidade do problema quando a assistente do cliente disse:
“Sei que ele precisa falar com o senhor com urgência. Um
momento, por favor. Vou interromper uma reunião”.
O cliente foi
direto ao assunto: “Doug, não estou satisfeito com a matéria que
seu pessoal publicou na Natural Foods Mechandiser. Vocês
começaram a história destacando um de nossos concorrentes e,
francamente, divulgamos muito mais anúncios em sua revista do
que eles. Nossa empresa é muito maior e melhor. Vocês deveriam
ter destacado a nossa empresa. Vocês estão ajudando a
concorrência e nos ofendendo”.
Conseguir cobrir
todas as empresas de uma indústria é um dos maiores desafios de
revistas de diferentes portes. Se uma empresa recebe mais
destaque do que outra, especialmente se a empresa destacada é a
que mais anuncia na revista, parece que houve manobra e a
revista perde a credibilidade junto aos leitores. Se isso
ocorrer, a revista estará arruinada. Infelizmente, há editores
de revistas dispostos a sacrificar a ligação com o leitor e
correr o risco do inevitável fim da revista em nome de receitas
de curto prazo geradas por propagandas.
A tentação é
sempre grande quando há possibilidade imediata de aumentar a
declaração da receita. Assim, as preocupações com os efeitos
negativos de longo prazo são adiadas. Isso ocorre com CEOs e com
gerentes de centros de lucros em todos os níveis de uma empresa.
Doug, que foi um vendedor de publicidade bem-sucedido em outra
empresa, prometeu que nunca faria isso. Ele disse: “Os motivos
que nos levaram a iniciar esta empresa eram baseados em um
idealismo bom e antigo. Queríamos ajudar a nação a melhorar o
sistema de fornecimento de alimentos. E esperávamos que esse
sistema tivesse a mesma integridade encontrada em nossas
negociações”.
Ele tentou
explicar isso ao cliente, mas o intimidador não aceitou a
justificativa. “Doug, quero saber que providência você irá
tomar. Estamos dispostos a cancelar todos os anúncios agora
mesmo. E só pagaremos o que ainda devemos a vocês após conversar
com nosso advogado sobre os danos que nos causaram”.
É pouco provável
que, no mundo da mídia, um anunciante consiga mover um processo
alegando danos causados por uma revista que destacou um
concorrente em um artigo editorial, especialmente se a empresa
reclamante não tiver sido mencionada no artigo, nem comparada de
maneira infame à empresa em destaque. Nesse caso, não houve uma
questão de difamação. O anunciante só ficou aborrecido porque
seu concorrente recebeu algum destaque.
Doug sabia que
estava amparado pela lei, mas também sabia que os processos
costumam não ter base legal. Em geral, apresenta-se um caso e
força-se uma conclusão. Doug também sabia que não teria como
pagar um processo, mas percebeu que a única saída era não se
intimidar.
Ele disse: “Eu
estava lidando com um forte jogador na indústria, um cara que
estava acostumado a conseguir tudo que queria, pois as outras
revistas já tinham desistido de enfrentar sua intimidação. Além
disso, sabia que, ao me procurar, ele já tinha agredido e
ameaçado verbalmente alguns de nossos funcionários”.
Doug decidiu
tentar novamente o caminho da razão e da explicação. Ele começou
dizendo: “Bob, compreendo que esteja aborrecido. Você tem razão
ao observar que o artigo que mencionou é importante. Mas nosso
editor se concentrou mais no que está acontecendo e não em quem
está anunciando. É isso que nos dá credibilidade junto a nossos
leitores e clientes...”.
O intimidador
interrompeu, gritando ao telefone: “Doug, não estou preocupado
com o que você chama de credibilidade. Só quero saber como você
resolverá a minha situação, caso deseje continuar a fazer
negócios conosco. Quero que publique uma história de destaque
sobre nossa empresa. Você está nos devendo isso. E não quero
encontrar outro concorrente sendo citado antes de nós”.
Doug notou logo
que esse cara não estava acostumado a perder. “Eu já podia ver a
cena: anúncios sendo cancelados e ele nos difamando para seus
amigos do setor como ‘antiprofissionais’ e assim por diante”.
Enquanto escutava
pacientemente, Doug deu uma olhada na sala cheia de gente acima
de sua garagem, onde se encontrava sua equipe. Como de costume,
eles estavam trabalhando a todo vapor, além dos limites. Eles
faziam isso porque acreditavam na missão e acreditavam em Doug.
Render-se ao cliente intimidador talvez ajudasse a empresa em
termos financeiros, mas isso significaria perder a confiança de
seus funcionários e passar a ficar descrente em relação à sua
própria visão de uma empresa que dispensa um tratamento especial
a todos os clientes, e nunca privilegia um em detrimento dos
outros.
Nesse momento,
Doug ficou calmo. “Percebi que precisávamos definir limites, e
deixar que a integridade e a gentileza fossem nossos guias,
apesar de estar arriscando o nosso bem-estar financeiro. Sabia
que estaria fazendo exatamente o inverso do que Bob tentava me
convencer a fazer, mas também sabia que, se eu o abordasse no
mesmo tom de raiva e pressão que ele me abordou, minha ação
destoaria de meu discurso”.
Doug respirou
fundo e começou a falar: “Bob, você é uma pessoa importante em
nossa indústria e nossa empresa já é líder no mercado.
Gostaríamos de manter nosso bom relacionamento, pois seu negócio
é importante para nós”.
“Estamos fazendo o
máximo para manter nossa indústria bem informada sobre assuntos
tão necessários. Admito que nem sempre conseguimos um ótimo
resultado, mas temos um claro senso de propósito e paixão, e um
dos nossos principais valores é nosso senso de justiça para com
todos os nossos clientes, independentemente de seu porte”.
“Fazemos matérias
apenas sobre empresas fornecedoras, pois estamos pensando mais
no lado de varejo do negócio. E percebemos que os leitores não
estão interessados nos perfis das empresas; eles querem
encontrar informações atualizadas sobre o que está acontecendo e
por quê. Nossos leitores são os seus clientes; então, espero que
compreenda que nosso trabalho é bom o suficiente para merecer
parte do seu orçamento com propaganda”.
Doug se sentia bem
com seu discurso, mas era como se Bob estivesse prendendo a
respiração, pronto para se pronunciar. Sua hostilidade quase
quebrou o aparelho telefônico quando ele gritou: “Não estou
interessado em escutar essa baboseira sobre relacionamentos.
Quero uma matéria de destaque para compensar o que você fez
comigo. E quero que faça isso imediatamente. E cancele todos os
nossos anúncios agora mesmo. Quando você conseguir pensar em uma
solução para o nosso caso, aí poderemos reconsiderar nossas
negociações. Mas não espere receber pagamentos. Agora são vocês
que estão em dívida conosco”!
Doug já tinha
ouvido falar em outras brigas desse tipo na indústria editorial.
Ele percebeu que negociatas, assim como as ameaças, eram
práticas comuns no setor. Certamente, teria sido fácil para Doug
dizer sim, desligar o telefone e escrever um artigo. Mas isso
levaria a intermináveis exigências irracionais por parte
daqueles que desejavam criar as políticas de mídia onde quer que
publicassem anúncios.
Então, Doug tentou
novamente: “Bob, realmente queremos continuar fazendo negócios
com vocês. Vocês são uma empresa importante...”.
De repente, o
telefone ficou mudo. Quando Doug substituiu o receiver,
descobriu que todos os funcionários já estavam sabendo do drama
que envolvia o anunciante. Houve outros problemas antes disso,
mas nunca nas mesmas proporções.
Essa era uma
situação clássica, em que Doug precisava optar entre o que
envolvia seus interesses de curto prazo e a melhor decisão de
longo prazo. É difícil imaginar alguém em posição de liderança
por um longo período que não tenha passado por um tipo de
conflito semelhante. No caso de Doug, seu próprio negócio
dependia de sua decisão. Podemos até imaginar o que se passou em
sua cabeça como possível justificativa: “Se eu não fizer
isso, corro o risco de perder o negócio inteiro. Sim, o cara é
um idiota e tratou mal minha equipe, mas se ele me trapacear,
todos poderão perder seus empregos e qual é a vantagem disso”?
Doug explicou:
“Não falamos mal da empresa dele. Simplesmente mencionamos um
pequeno concorrente em uma história comum. Mas estávamos na mira
de um louco controlador. Quando decidimos enfrentá-lo, isso o
deixou furioso, e não queria nem imaginar a explosão que estava
por vir”.
Chegou a hora de
tomar a decisão prática sobre o anúncio. “Só tínhamos mais um
dia para enviar a edição atual para impressão e havia um anúncio
da empresa de Bob que ocupava uma página inteira na nova edição.
Deveríamos incluir esse anúncio ou não? Estávamos prestes a
zerar o saldo nesta edição. Se não incluíssemos esse anúncio,
entraríamos no vermelho”.
Na manhã seguinte,
Doug percebeu que não tinha outra escolha senão tentar falar
novamente com Bob. “Me lembrei de que poderíamos fazer outras
coisas por ele, fazer algumas promessas em segredo e tudo
voltaria ao normal até seu próximo ataque faminto. Mas isso não
seria justo. Como eu poderia encarar novamente membros
importantes da indústria, sabendo que tinha vendido meu senso de
justiça e permitido que todo esse negócio baseado na
integridade, que havíamos construído até então, ficasse
comprometido por um cliente importante e radical”.
Doug fez a chamada
e quando Bob atendeu o telefone, Doug sabia que ainda estava em
apuros: “Bom dia, Doug. Espero que você tenha recobrado o
juízo”. Mesmo assim, Doug fez seu discurso, explicando que “o
que posso fazer por você, Bob, é prometer que sempre serei justo
com vocês e que podem ter a certeza de que não temos nenhum
favorito. Sua empresa sempre terá o mesmo nível de acesso que
todas as outras”.
Ele começou bem,
de forma inteligente, mas foi logo interrompido. “Doug, acho que
você não ouviu o que eu disse ontem. Queremos um artigo. Na
verdade, já avisei meu pessoal que você fará isso. Caso
contrário, cancelaremos nossos negócios com vocês”.
Doug havia sido
treinado para ser um bom vendedor e, como tal, decidiu terminar
seu discurso mesmo assim. “Bob, sua empresa é muito importante e
também esperamos nos tornar uma empresa importante. Prometo a
você que faremos tudo para ajudá-los da melhor forma possível,
mas não posso contrariar nossa norma de justiça. Espero que você
reconsidere essa questão. Acho que você descobrirá que somos de
longe o melhor valor para seu orçamento de propaganda. Teremos
imenso prazer em estabelecer um relacionamento de longo prazo
com vocês”.
“Doug, acho que já
ouvimos o suficiente”. Em seguida, ele desligou o telefone.
Nesse momento,
quase todos estariam inclinados a pensar algo como: “Não preciso
disso. Não disponho de tempo para isso. Prefiro simplesmente
esquecer esse conflito”.
Esse parece ser um
pensamento convincente, mas escolher esse caminho é como descer
uma rampa escorregadia que pode ter todo tipo de conseqüência
não-programada. Provavelmente havia uma outra voz dentro de Doug
que fazia estas perguntas difíceis: “E quando à integridade e
aos valores que servem de base para construir este negócio? Que
mensagem estarei transmitindo à minha equipe ao me sujeitar a
esse cara? E se eu aceitar suas condições dessa vez, o que ele
exigirá da próxima vez”?
Esse conflito com
um cliente importante e um excelente jogador da indústria
representava, para Doug e sua empresa novata, uma experiência
“decisiva” fundamental, que determinaria o próprio futuro da
organização.
Doug voltou a ter
a mesma sensação do dia anterior, de que algo ruim iria
acontecer, pois ele estava tentando decidir se deveria incluir
ou não o anúncio na edição atual. E o material estava prestes a
ser impresso. Ele decidiu deixar o anúncio na revista, pois
chegou à conclusão de que “mesmo que a empresa de Bob desistisse
do negócio, pelo menos eles saberiam que, mesmo em situações
conflitantes, estávamos dispostos a fazer as pazes e voltar a
ter um bom relacionamento”.
Enquanto Doug
estava envolvido em suas preocupações, sua equipe teve uma
reação imediata e inesperada. Eles acompanharam a situação de
perto e continuavam a trabalhar como loucos. De repente, todos
foram contagiados por uma nova e profunda injeção de ânimo.
Segundo Doug, eles perceberam “que essa conversa sobre
integridade era real e que haviam encontrado um local de
trabalho do qual podiam se orgulhar”. Foi então que Doug decidiu
que compaixão, profissionalismo e integridade seriam sempre
comemorados na sua empresa.
E logo tiveram uma
grande surpresa. Na manhã seguinte, alguém do escritório de Bob
ligou para dizer que eles queriam continuar anunciando na
revista.
Doug disse:
“Ficamos chocados. Bob não parecia o mesmo. E isso ocorreu
alguns meses antes de tê-lo encontrado em uma conferência do
setor. Fiquei impressionado com sua gentileza, me tratando de
igual para igual, e não como mais um fornecedor de mídia. Ele
disse que esperava que descobríssemos novas formas de
trabalharmos juntos”.
Doug conta que a
empresa de Bob hoje é um de seus dez melhores clientes e “um
daqueles com os quais temos enorme prazer de trabalhar”. Doug
não sabe explicar exatamente como ocorreu a mudança, mas ele
sabe que isso está relacionado à decisão de se manter fiel à
política centrada nos valores de integridade, paciência, justiça
e compaixão.
A revista de Doug
passou a ser a maior e mais respeitada publicação no setor de
negócios.
A história de Doug
teve um final feliz, mas poderia não ter dado certo. É essencial
que líderes compreendam as implicações de curto e longo prazos
de suas possíveis escolhas, e que compreendam que as implicações
não se restringem a dinheiro, mas também envolvem visão e
valores. Se houver uma opção que seja boa para curto e longo
prazos, certamente essa será a escolha correta. Normalmente,
essa escolha não é tão fácil nem óbvia.
Doug nunca teria
chegado facilmente à “escolha certa” por meio de grandes
análises financeiras. Sua revista estava correndo o risco de
perder os anúncios de um dos maiores jogadores da indústria. Por
outro lado, durante anos ele ouviu reclamações sobre publicações
do setor que atendiam tão prontamente às exigências dos grandes
anunciadores que as publicações acabaram se tornando simples
folhetos promocionais. Ele estava determinado a criar uma
revista que pudesse atender ao setor inteiro, a qual certamente
atenderia seus anunciantes.
Sua intuição dizia
que, mesmo que o intimidador cancelasse seus anúncios, outros
anunciantes ficariam admirados com a independência demonstrada
pela revista e o apoiariam. Resta saber se ele conseguiria obter
um nível confortável de rentabilidade sem esse anunciante
dominante. Mas ele tinha certeza de uma coisa: se desistisse,
sua revista se tornaria uma derrotada, apenas mais uma
publicação que só visa às vendas no mundo das publicações que
visam às vendas. Ele poderia evitar a crise atual, salvar seu
negócio e os empregos de seu pessoal, mas nunca criaria uma
posição dominante. E, assim, provavelmente lutaria para
permanecer no negócio com uma revista da qual ele não se
orgulhava.
É preciso
compreender que o dilema de Doug não se restringia às questões
financeiras e de negócios. Ele questionava sua própria visão e
seu senso de integridade. Sua luta era muito semelhante a de
tantas outras pessoas na vida organizacional. Ela era interna. E
apesar de todos os conselhos de outras pessoas, e dos cenários e
conseqüências possíveis, ele precisava fazer uma escolha sobre o
tipo de homem de negócios que desejava ser, e não sobre a
quantidade de negócios que pretendia fazer. Ele precisava criar
um único meio, e não cuidar de apenas mais um jornal comercial.
E, finalmente, o que estava em jogo eram valores humanos, e não
dólares.
A pessoa precisa
ter coragem para escolher sua visão e acreditar que essa é a
melhor escolha de longo prazo; é necessário vencer o medo de
eventuais sacrifícios de curto prazo, mas a coragem é um traço
de líderes eficazes. Especialmente em momentos de conflito, o
líder deve ter em mente a visão do negócio e os principais
valores.
Em retrospectiva,
qualquer um pode facilmente perceber que Doug fez a escolha
certa. Na época, contudo, ele precisou reunir coragem para agir
de acordo com seus valores e reconhecer que isso sempre está
ligado ao interesse de longo prazo, independentemente das
possíveis conseqüências de curto prazo. Contudo, ele também teve
alguns benefícios imediatos. Suas ações transmitiram uma
mensagem à equipe: “Minha ação corresponde ao meu discurso.
Serei consistente e fiel a meus valores, mesmo sob pressão”. As
pessoas são dotadas de empowerment e ficam inspiradas
quando percebem que seus líderes agem com integridade.
Também houve
outros benefícios imediatos. Doug recebeu o pagamento, não
perdeu um cliente importante, como temia, e também conquistou o
respeito de um de seus principais clientes. Mas, acima de tudo,
ele ficou em paz. Ele fez a escolha difícil, mas fez o que seu
coração dizia que estava certo.
LIÇÕES A SEREM
LEMBRADAS
-
Valorize o
efeito de longo prazo ao cumprir o que você se propõe a
fazer.
-
Mantenha a
calma e seja gentil, mesmo quando se sentir verbalmente
agredido e vítima de ofensas.
-
Nunca deixe se
levar pelo medo do fracasso.
-
Não sacrifique
sua paz de espírito em nome de uma solução de curto prazo.
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