Edição Nº. 144 - 9 a 15 de Abril de 2008 | Edições anteriores, clique aqui!

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 }} Lideranças e Obviedades

 O Ovo, o Café e a Cenoura

Cada indivíduo possui um conjunto de características que o torna singular, dentre as quais podemos ressaltar seu DNA, sua impressão digital, seu fundo de olho, sua arcada dentária, sua história de vida, entre outras tantas. Com muita perspicácia já dizia Ruy Barbosa: “Não há nada mais injusto do que tratar igualmente os desiguais”. É muito comum se cometer o erro de dispensar um tratamento genérico a um conjunto de pessoas, ignorando as implicações da individualidade. Ao se pretender lidar “no atacado” com uma situação que envolve várias pessoas, na maioria das vezes, atinge-se a extrema “façanha” de descontentar a todos.
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 Américo Marques Ferreira


 

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 Vídeo Palestra  }} Comunicação e PNL
Certificação    O Medo de Falar em Público e a PNL

Jennifer L. Hommer - VP da ASTD

ASTD 2008 - Conference - San Diego 1 a 04/06

 

A Inteligência Emocional domina todas as nossas ações. Quando sentimos medo, por exemplo, perdemos - no mínimo - trinta por cento das habilidades para desenvolver funções em que normalmente temos boa performance. Com esse pequeno exemplo fica mais fácil entender porque muitas pessoas entram em pânico quando vão fazer algo que não têm prática ou preparo. Falar em público é uma delas. Neste texto abordo o assunto Comunicação com grandes platéias, tomando como base os princípios da PNL - Programação Neurolinguística. Meu objetivo é demonstrar como usar a PNL para controlar o medo de falar em público.

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José Waldo Camurça
 

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  Publisher: Costacurta Junqueira; JB Vilhena Webdesign: Leandro Santana; Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa Ramos, Aaron Anderson, Vivian Lopes e Consultores do Instituto MVC.

 

 

 

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LIDERANÇAS E OBVIEDADES

 

 

 

 

 

 

 

 

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Américo Marques Ferreira

Consultor Sênior do Instituto MVC

Autor dos cursos e-learning Gestão da Mudança e Team Building

 

 

O OVO, O CAFÉ E A CENOURA.

 

 

Apesar de o título sugerir um tema culinário, este artigo trata de liderança e de  relações interpessoais.

 

Sabemos que os ingredientes acima reagem de formas distintas quando submetidos à ação de água fervente.

 

Assim, o ovo endurece, o pó de café se dilui tingindo a água e a cenoura cozida amolece.

 

Por analogia, um mesmo estímulo suscitará respostas diferentes de uma amostra de seres humanos, ensejando-nos a conclusão (óbvia?) de que não há duas pessoais iguais na face da Terra, no tempo e no espaço.

 

Cada indivíduo possui um conjunto de características que o torna singular, dentre as quais podemos ressaltar seu DNA, sua impressão digital, seu fundo de olho, sua arcada dentária, sua história de vida, entre outras tantas.

 

Até mesmo gêmeos univitelinos, popularmente conhecidos como idênticos, apesar das semelhanças físicas, apresentam estilos que os tornam peculiares, chegando a ter características comportamentais diametralmente opostas, como extroversão - introversão, por exemplo.

 

Com muita perspicácia já dizia Ruy Barbosa: “Não há nada mais injusto do que tratar igualmente os desiguais”.

 

É muito comum se cometer o erro de dispensar um tratamento genérico a um conjunto de pessoas, ignorando as implicações das premissas que acabamos de enunciar.

 

Ao se pretender lidar “no atacado” com uma situação que envolve várias pessoas, na maioria das vezes, atinge-se a extrema “façanha” de descontentar a todos. Com alguns, errando por excesso de rigor, com outros, pela adoção de medidas insuficientes para corrigi-la.

 

Isto se aplica tanto para relações familiares, entre pais e filhos, como para o mundo corporativo, entre um líder e sua equipe de trabalho.

 

A guisa de ilustração,vamos analisar as seguintes situações:

 

QUANDO SE DESEJA MANIFESTAR RECONHECIMENTO

A UMA EQUIPE POR UM BOM TRABALHO REALIZADO:

 

Se um líder o fizer de maneira impessoal, sem destacar os méritos de cada integrante para o sucesso coletivo, dificilmente alguém se sentirá estimulado a continuar oferecendo o melhor de seus esforços em decorrência de tal homenagem.

Seria semelhante a colocarmos uma bala na boca sem retirar a embalagem, impedindo-nos de degustar o seu sabor.

 

QUANDO SE CHAMA A ATENÇÃO DE UMA EQUIPE EM FUNÇÃO DE UM ERRO COMETIDO POR UMA ÚNICA PESSOA

 

Certamente, os que nada tiveram a ver com o problema em questão poderão se sentir injustiçados por aquela generalização indevida.

 

Por outro lado, a pessoa a quem deveria ser dirigida aquela mensagem poderá não aprender com seu erro, pela generalização da culpa.

 

Além da personalização do tratamento anteriormente recomendado é importante ainda se considerar que:

  1. ELOGIO SE FAZ EM PÚBLICO, quer para reconhecimento das contribuições individuais, quer para servir de exemplo e estímulo aos demais.

  2. REPRIMENDA SE DÁ EM PARTICULAR, a fim de permitir a tomada de consciência sobre as causas que provocaram o erro, assim como, evitar-se expor uma pessoa à execração pública, de modo a preservar sua auto-estima.

  3. EM AMBAS AS MENCIONADAS SITUAÇÕES há que se respeitar as características pessoais e o nível de maturidade dos envolvidos.

  4. A NECESSIDADE DE AGUÇAR NOSSA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, semelhante à capacidade dos morcegos os quais, durante seu vôo, utilizam-se dos potentes “radares” de seus ouvidos para detectar eventuais obstáculos através da reflexão dos sons emitidos por eles mesmos (imperceptíveis aos ouvidos humanos).

CONCLUSÃO

Ao adotar estas recomendações estaremos aumentando a probabilidade de sucesso no exercício da liderança, evitando posturas reducionistas, semelhantes a um elefante numa loja de porcelana, sob a argumentação de que um líder autêntico e justo é aquele que dispensa a todos o mesmo tratamento.

 


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COMUNICAÇÃO E PNL

 

 

 

 

 

 

 

 

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JOSÉ WALDO CAMURÇA

Consultor Sênior do Instituto MVC

Professor dos MBAs Executivos da FGV

 

 

O MEDO DE FALAR EM PÚBLICO E A PNL

 

 

     

    A Inteligência Emocional domina todas as nossas ações. Quando sentimos medo, por exemplo, perdemos - no mínimo - trinta por cento das habilidades para desenvolver funções em que normalmente temos boa performance. Com esse pequeno exemplo fica mais fácil entender porque muitas pessoas entram em pânico quando vão fazer algo que não têm prática ou preparo. Falar em público é uma delas.

 

    Alguns autores adotam a seguinte ordem quando classificam os principais medos do ser humano:

 

1º Medo de falar em público;

2º Medo de altura;

3º Medo de insetos; medo de problemas financeiros; medo de águas profundas;

4º Medo da morte.

 

      Neste texto abordo o assunto Comunicação com Grandes Platéias, tomando como base os princípios da PNL - Programação Neurolingüística. Meu objetivo é demonstrar como usar a PNL para controlar o medo de falar em público.

 

 

1.     RESSIGNIFICAÇÃO

 

    Acredito que o verbo que melhor combina com PNL seja ESCOLHER. Na PNL parte-se da pressuposição que “DISPOMOS DE TODOS OS RECURSOS QUE NECESSITAMOS. AQUELES QUE NÃO TEMOS, PODEMOS CRIAR”.

 

    Um dos mais importantes discípulos de Freud analisou profundamente nossa capacidade de escolher transformar diversos sentimentos em energia positiva que trabalhe a nosso favor. A essa possibilidade Lacan chamou de ressignificação. Para entender melhor o uso que a PNL faz da ressignificação vejamos alguns significados que costumamos dar às pessoas que sentem medo: fracas, inseguras e despreparadas. Ao “ressignificar” esse pensamento passamos a pensar que “SÓ TEM MEDO QUEM TEM RESPONSABILIDADE”. Dessa forma, criamos uma opção positiva de “escolha” em relação a esse sentimento limitante. Feita a ressignificação é preciso saber transformar a adrenalina do medo em combustível para fazer apresentações com mais calor humano, maior energia e vitalidade.

 

      Importante lembrar que mesmo os mais experientes palestrantes sentem medo antes das apresentações. Dizem eles que “cada caso é um caso”. O local muda frequentemente, assim como as características do público. Isso para não pensar nos problemas que podem ocorrer com os recursos de multimídia, a estrutura do espaço, questões relativas a segurança, intempéries climáticas, etc.

 

      Porém, quando se está preparado e dominando o assunto sobre o qual vamos falar, podemos nos “programar” para que, à medida que forem transcorrendo os primeiros minutos, o medo vá se dissipando. Em seu lugar começamos a sentir a sensação de prazer em passar mensagens que possam sensibilizar as pessoas para se comportar de maneira mais prazerosa e produtiva.

 

2.FEEDBACK

 

“COMUNICAÇÃO É REDUNDÂNCIA,

POIS ESTAMOS SEMPRE COMUNICANDO ALGO”.

 

“COMUNICAÇÃO NÃO É APENAS O QUE EMITIMOS, MAS A RESPOSTA QUE OBTEMOS DO RECEPTOR”.

 

      Estas duas afirmações também são PRESSUPOSIÇÕES DA PNL que nos remetem ao princípio do feedback (o que os outros pensam de mim quando estou me comunicando?).

 

      Existem dois tipos de apresentadores: o Imaginado e o Real. O Apresentador Imaginado é aquele que muitas vezes nos julgamos ser, cheio de defeitos e de más qualidades. O Apresentador Real é o que a platéia ou o interlocutor observam, buscando valorizar na mensagem o que realmente é gerador de mudança e pode ser aproveitado como ensinamento para a vida.

    

     Normalmente a interseção entre esses dois apresentadores não é maior que quarenta por cento. Isso ocorre porque costumamos não dar o devido valor às nossas qualidades      (normalmente somos muito rigorosos e exigentes com nós mesmos e raramente ficamos totalmente satisfeitos com nossa performance).  Isso também é algo que podemos “ressignificar”. Que tal da próxima vez que se apresentar em público você pense que sendo exigente com você haverá espaço para crescer e se aprimorar como comunicador?

 

3.POSIÇÕES PERCEPTIVAS

 

        Uma boa ferramenta para se melhorar no item feedback é a prática das Posições Perceptivas. Podemos classificar as Posições Perceptivas em associadas e dissociadas. Associadas são aquelas em que nos posicionamos como atores, vivenciando os momentos. Dissociadas são aquelas em que nos posicionamos como platéia, colocando-nos como observadores dos momentos vivenciados.

 

      Para que possamos mudar, é importante que usemos essa Ferramenta sem protegermos o nosso personagem. Temos que ser imparciais nos julgamentos e agir como sendo uma terceira pessoa analisando as posturas adotadas, a fisiologia corporal, o gestual, a articulação e o uso das palavras, para que assim tenhamos mais autocrítica.

 

       De uma forma metafórica é como colocar uma câmera filmando todas as ações e reações nos relacionamentos interpessoais e depois analisar racionalmente cada momento tomando as providências necessárias para melhorar tanto o comportamento quanto a forma de se comunicar. Lembremos que a mudança para melhor só começa a acontecer através do autoconhecimento.

 

4. METAMODELOS E ESTADO DE EXCELÊNCIA

 

        A meu ver, a PRESSUPOSIÇÃO que melhor define a PNL é:

 

“MODELAR DESEMPENHO BEM-SUCEDIDO LEVA À EXCELÊNCIA”.

 

       Foi a partir dessa idéia que o Médico Milton Erickson, um hipinoterapeuta reconhecido mundialmente, identificou que existem padrões (modelos) de comportamento que estimulam ou limitam o desenvolvimento e desempenho das pessoas. Podem ser ações que neutralizam ou ativam atitudes consideradas indesejáveis, como por exemplo, o pânico de falar em público.

 

        Metamodelos podem ser pessoas que servem de referência positiva, ou mesmo as ações tomadas por nós em momentos desafiadores nos quais “agimos com perfeição” para solucionar aquela dificuldade específica.

 

       Antes de falar em público use a Ferramenta de Modelar um Estado de Excelência, seguindo os passos:

 

  1. Entre na Linha do Tempo, volte mentalmente a um momento no passado, no qual tenha a experiência de uma ótima performance como orador, transforme esse fato em um Metamodelo e o use como referência;

 

  1. Faça uma Ponte ao Futuro e se veja Associado, executando a apresentação que fará em breve, praticando de forma ideal todas as técnicas vivenciadas no passado.  Escolha as técnicas que mais geraram sucesso ao passar a mensagem, criando assim um Estado de Excelência antes do processo acontecer, e, quando ele se tornar realidade, a impressão que se tem é que o fato está apenas se repetindo e “a voz da experiência” falará mais alto.

 

  1. Quando não existe essa vivência pessoal no passado, outra forma é imaginar uma pessoa que em sua opinião é um exemplo a ser seguido como Comunicador, ou seja, neste caso ele funcionará como um “Metamodelo”.  Antes de sua apresentação Modele um Estado de Excelência, mentalizando uma Ponte ao Futuro realizando todo o processo de comunicação que precisará ser executado, usando as técnicas do seu Metamodelo; assim, você se sentirá apoiado, e a Comunicação vai fluir com mais segurança.

 

5.FLEXIBILIDADE

 

       Em se tratando de apresentações em público, na maioria das vezes somos os únicos que sabem quando erramos ou esquecemos algo que deveria ter sido apresentado. Se algum imprevisto acontecer use a Ferramenta da Flexibilidade. Seja criativo, improvise, disfarce com naturalidade, pois nestes casos o ideal é que tudo aconteça seguindo a PRESSUPOSIÇÃO DA PNL :

 

“TODO COMPORTAMENTO POSSUI INTENÇÃO POSITIVA”.

    

      A melhor metáfora para Flexibilidade é “jogo de cintura”. Quando somos inflexíveis e presos a paradigmas, temos a tendência a ser agressivos. Isso é imperdoável em um palestrante.

 

      Um dos maiores medos de um apresentador é a administração do tempo disponível para passar a mensagem que havia sido planejada, pois são comuns os atrasos e as interferências que geram situações estressantes. É nessa hora que a Flexibilidade tem que ser bem usada, ou seja, decidir em segundos os temas que serão modificados ou retirados da apresentação, de forma que a platéia não se sinta prejudicada ou ludibriada.

 

      As pessoas que praticam a Ferramenta da Flexibilidade são aquelas que sempre têm um Plano B para tudo que fazem na vida.

 

6. FISIOLOGIA DA RESPIRAÇÃO

 

      A forma que respiramos, ou melhor, como enchemos os pulmões de ar, está diretamente relacionada com o nosso estado emocional e com a fisiologia corporal.      Quando estamos em momentos de alto stress ou praticando atividade física, nossa respiração é apical, ou seja, preenchemos a parte superior, mas quando nosso estado é de tranqüilidade ou em repouso, a nossa respiração é abdominal e enchemos a região do diafragma.    

     

       Nos momentos que antecedem à palestra (no qual se modela o Estado de Excelência) é importante ter total consciência da fisiologia corporal, para ter o maior controle da situação emocional. Aqui vão algumas dicas práticas para fazer isso:

 

1.      Procure um lugar reservado;

2.      Fique de pé, parado e feche os olhos;

3.      Adote uma postura ereta, com o queixo paralelo ao chão, peito aberto e braços soltos nas laterais;

4.      Faça cinco respirações abdominais.

 

O resultado será obrigatoriamente positivo, pois outra PRESSUPOSIÇÃO DA PNL é:

 

“MENTE E CORPO FORMAM UM SÓ SISTEMA”.

 

7. ESCOLHENDO O LADO DO CÉREBRO

 

 

 

 

      O que é mostrado nesta figura é a TIPOLOGIA DA DOMINÂNCIA CEREBRAL identificada por Ned Hermann, onde a racionalidade está no Lado Esquerdo (LE), e as emoções do Lado Direito (LD).

     

      Sabendo disso, fica muito mais fácil controlar o medo, pois esse sentimento reside no LD, e ele pode ser predominante e destruidor. Precisamos desenvolver a habilidade de transferir a dominância para o LE. A melhor forma de se conseguir isso é praticar o antigo conselho de “contar até dez”.

 

       Para finalizar, cito mais duas PRESSUPOSIÇÕES DA PNL que sintetizam qual o comportamento que devemos adotar para melhor controle emocional e maior consciência nas escolhas:

 

“JÁ TEMOS TODOS OS RECURSOS DE QUE NECESSITAMOS OU ENTÃO PODEMOS CRIÁ-LOS”.

 

“SE QUISER COMPREENDER, AJA”.


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