Edição Nº. 145 - 16 a 22 de Abril de 2008 | Edições anteriores, clique aqui!

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 }} Orçamento

 Problemas com o orçamento ou falta de um terapeuta?

Andando pelo parque na minha caminhada, sentindo o joelho doer e tentando respirar de maneira certa, eu percebi que aqui estava acontecendo algo semelhante ao que vivenciamos em muitas situações nas organizações. As coisas são interligadas e interdependentes. Um desequilíbrio em uma área afeta outra. Um elemento necessário ao processo faz com que alguém o perceba como inútil ou, o que é pior, nocivo à gestão. A tal visão sistêmica da empresa é como uma lei da natureza: ela existe quer você queira ou não. Temos vários sistemas, modelos, ferramentas que se comportam da mesma maneira, mas nesta oportunidade, vou me ater ao orçamento empresarial. Veja mais

 Fábio Frezatti
 

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 Vídeo Palestra  }} Liderança
Apresentação do MVC na ASTD 2007    Um filme para ver com toda a equipe

Veja Programação - ASTD 2008

 

Estrada para a Glória (Glory Road, 2006) é uma ótima sugestão para ser visto inteirinho, em uma autêntica sessão pipoca com sua equipe. Isso mesmo, vale a pena conseguir um horário em um final de tarde para reunir o pessoal, e assistirem juntos a essa bela produção Disney, que além de tudo tem o atrativo de não ser muito conhecida. Neste filme, você encontrará cenas que permitem reflexões sobre Espírito de Equipe e Sinergia, Comprometimento, Liderança e Diversidade Humana, entre outros temas.

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Douglas Peternela
 

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ORÇAMENTO

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fábio Frezatti

Consultor Associado do Instituto MVC,

Autor do livro Gestão Econômica-Financeira de Projetos de Investimento (2008)

 

 

PROBLEMAS COM O ORÇAMENTO OU FALTA DE UM TERAPEUTA?

 

 

Por causa de uma vida sedentária eu adquiri uma dor na coluna que muito me incomodava. Enquanto a dor foi suportável fui resistente à idéia de procurar um especialista. Acredito que algumas dores devam ser sanadas pela “natureza” e sempre que posso fujo dos médicos e assemelhados. Nesse caso não resisti e acabei visitando uma fisioterapeuta amiga que, logo de saída, não dando atenção aos meus reclamos, apontou a forma inadequada do meu caminhar como sendo um problema. Eu não gostei dessa atitude e fiquei pensando na minha coluna. Afinal foi para isso que fui lá. Ela nem deu bola para os meus gemidos e me orientou sobre a minha maneira de caminhar. Na semana seguinte, numa nova sessão eu expliquei que o joelho, que antes não tinha nada, agora estava muito dolorido, mas o que me interessava mesmo era a minha coluna.  Ela disse que o meu pescoço estava torto e que eu deveria corrigi-lo. Tudo bem, eu percebi que era verdade, mas e a minha coluna?  Mais uma semana se passou e eu me preparei para reclamar muito dessa falta de respeito com o motivo principal da minha ida ao consultório: ela nem olhou na minha cara e disse que a minha forma de respirarar não era adequada. Entre ir embora e esperar um pouco mais eu achei que era melhor dar mais um voto de confiança e esperar mais uma semana: afinal, se eu confio nela e estou pagando é porque acredito que ela deve saber o que está fazendo. Mas, e a minha coluna; não dá para fazer alguma coisa?

 

Bom, andando pelo parque na minha caminhada, sentindo o joelho doer e tentando respirar de maneira certa, eu percebi que aqui estava acontecendo algo semelhante ao que vivenciamos em muitas situações nas organizações. As coisas são interligadas e interdependentes. Um desequilíbrio em uma área afeta outra. Um elemento necessário ao processo faz com que alguém o perceba como inútil ou, o que é pior, nocivo à gestão. A tal visão sistêmica da empresa é como uma lei da natureza: ela existe quer você queira ou não. Temos vários sistemas, modelos, ferramentas que se comportam da mesma maneira mas, nesta oportunidade, vou me ater ao orçamento empresarial.

 

ORÇAMENTO EMPRESARIAL

 

O orçamento pode desempenhar vários papéis nas entidades, ou seja, pode ser utilizado para atender diferentes necessidades (COVALESKI, EVANS III, LUFT, SHIELDS, 2003; HANSEN e VAN DER STEDE, 2004), tais como ser  (i) o plano operacional, (ii) o indutor da estratégia, (iii) o instrumento para avaliação de desempenho e (iv) a comunicação de objetivos. Cada um desses propósitos envolve uma série de perspectivas distintas na organização.

 

Se o mesmo instrumento pode ser usado para funções diferentes, ele pode ser concebido e baseado em premissas diferentes e insatisfações surgirão nesse processo pois ele nem sempre as atenderá igualmente. Algumas das críticas mais freqüentes são: rigidez, top down, falta de informações adequadas, falta de um modelo de projeção, reservas orçamentárias, baixa participação dos funcionários, falta de planejamento do cronograma, excesso de tempo e muito retrabalho, comportamento disfuncional para obter recompensas, etc.

 

Que tal verificar o que pode ocorrer, na prática? Dada a complexidade, em uma entidade que não tenha um sistema de informações adequado, ao projetar seus números, o executivo não vai se sentir seguro. Se não está claro como o superior hierárquico vai avaliar suas atividades, ele vai criar uma folga (a tal reserva orçamentária), pois sua remuneração está ligada ao seu desempenho, que, por sua vez, decorre de indicadores que lhe pareçam inadequados. Na seqüência, os diretores decidem aspectos de maneira arbitrária (top down), não se interessando pelos motivos que o executivo teria para ter meta menos desafiadora. Em outra área, por falta de tempo, já que o orçamento já começou atrasado, alguém decide pelo funcionário, estabelecendo suas metas e depois comunicando, o que impede a participação. Onde está o problema? Na verdade onde não está?

 

SOLUÇÕES

 

Como resolver isso? Em primeiro lugar entendendo que, apesar de conter contém elementos de diferentes complexidades e origens, tem que ser tratado de maneira integrada. O orçamento pretende atender propósitos diferentes que não necessariamente são consistentes. Por exemplo, ao pensar no orçamento como plano operacional, estamos atendendo uma abordagem racional da teoria da agência que pretende dispor de ferramentas para a governança. A fonte de conhecimentos para tratar essa questão é de natureza econômica, privilegia o acionista e precisa de racionalidade. Por sua vez, quando usamos o orçamento para a análise de desempenho, a solução dos problemas criados com essa decisão requer referencial originário da psicologia a fim de entender as motivações dos indivíduos, por exemplo. Ao entender o orçamento como ferramenta para induzir estratégias, as questões ligadas aos grupos e do exercício do poder na entidade, por exemplo, são tratadas a partir das vertentes sociológicas. Qual a grande dificuldade? Integrar conhecimentos de tão diferentes origens. Durante muito tempo acreditávamos que o reducionismo que se considera no tratamento acadêmico era inevitável, sempre. Hoje podemos pensar que, embora útil para a maior parte dos casos, dispomos de uma abordagem mais integrada, mais abrangente e geral para entender alguns problemas complexos. Tudo começa por um diagnóstico isento e segue colocando foco na relação de causalidade entre os vários elementos. Ao concertar um elemento, benefícios ocorrerão em outros e o conjunto se comportará melhor. Em alguns casos, nem se percebia que o problema existia e que estava interferindo no resultado.

 

Não dá para corrigir a coluna sem mudar o andar. Não dá para corrigir os problemas do orçamento sem orientar as pessoas, analisar seus sistemas de informações, sem discutir o que significa participação, sem organizar o processo no tempo e na hierarquia da entidade, etc. Portanto, antes de jogar fora o seu modelo formal de planejamento, pense um pouco se a maneira como olha para o problema não é por demais limitado, isolado. Provavelmente pensando assim, no lugar de entender e atuar sobre o problema você vai ser tragado por ele dado o caos gerado. No final da história o orçamento acaba funcionando como a dor na coluna: será que a natureza não pode corrigir por ela mesma? Talvez. Eu aposto que não e a dor vai ficar cada vez maior. É uma questão de escolha.

 

Já sei: você quer saber se a minha dor no joelho melhorou, não é? Bom, não completamente, mas nem me lembro mais da minha coluna e estou respirando muuuuito diferente.  Acho que agora da forma correta. Mais um voto de confiança na terapeuta, pois ela realmente entende bem o que é o enfoque sistêmico.

 


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LIDERANÇA

 

 

 

 

 

 

 

 

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Douglas Peternela

Consultor Sênior do Instituto MVC

Autor do livro Lições que a Vida Ensina e a Arte Encena

 

 

UM FILME PARA VER COM TODA A EQUIPE

 

 

         Encontrar um filme de cinema que possa ser exibido na íntegra, em um treinamento ou reunião com sua equipe de trabalho, não é tarefa das mais fáceis. É muito mais comum achar títulos com um ou outro trecho que pode ser útil, do ponto de vista educativo, do que um que seja rico do começo ao fim.

 

         Estrada para a Glória (Glory Road, 2006) é um desses raros filmes que têm a virtude de ser uma ótima sugestão para ser visto inteirinho, 

em uma autêntica sessão pipoca com sua equipe. Isso mesmo, vale a pena conseguir um horário em um final de tarde para reunir o pessoal, e assistirem juntos a essa bela produção Disney, que além de tudo tem o atrativo de não ser muito conhecida.

         Neste filme, você encontrará cenas que permitem reflexões sobre Espírito de Equipe e Sinergia, Comprometimento, Liderança e Diversidade Humana, entre outros temas.

 

Rivalidade na equipe

         Baseado em fatos reais, o filme conta a trajetória do time de basquete Texas Western, e de seu determinado técnico Don Haskins, que, em 1966, foi o primeiro treinador a convocar jogadores negros, para competir no campeonato universitário norte-americano.

         Apesar de todo o racismo existente na época, Haskins, convida vários rapazes negros, de outras cidades, para compor seu time. Esse ato ousado causa a resistência de muitos, inclusive dos jogadores que já faziam parte da equipe.

         Essa rivalidade vem à tona logo quando os atletas se conhecem: sua primeira refeição em conjunto termina em uma acirrada disputa, em pleno refeitório da universidade, num jogo improvisado que tem um repolho como bola. Apenas o início de uma convivência repleta de competição e animosidade, não apenas entre os jogadores de raça diferente, como entre os próprios novatos.

         Desobedecendo as instruções do técnico, parte do time participa de uma noitada no outro lado da fronteira, no México, regada à música e tequila. Por conta dessa ação indisciplinada, todos os jogadores são punidos com exercícios extras, mesmo os que tinham ficado no alojamento. Ou seja: a falta de comprometimento de alguns prejudicou a todos, da equipe. Coisa que só acontece em filme, não é mesmo...?

 

         No entanto, aos poucos, os atletas passam a adotar uma postura mais humilde, e a primeira vitória dos Miners, como eram chamados, ajuda a melhorar o clima.

        

Liderança

No decorrer do filme, vemos Don Haskins demonstrar diversas vezes a liderança que exercia sobre sua equipe. Durante um jogo, o time passava por maus momentos, com riscos de perder a partida. Bobby Joe, um dos novos jogadores, sugere ao técnico que os deixassem jogar dentro do seu estilo próprio, e não do modo defensivo exaustivamente praticado nos treinos. Num exercício de flexibilidade, Haskins acata a sugestão do rapaz. E vencem.

 

         É o líder que tem a humildade de reconhecer quando sua estratégia não está mais adequada, e abrir mão dela. Que ouve as sugestões de sua equipe, e confina no potencial de seus membros, permitindo-lhes usar seus talentos.

         Além de cuidar do time como um todo, o treinador utilizava-se de abordagens diferentes para com cada jogador, individualmente, quando a situação assim exigia. Dessa forma, para ajudar Shed, um atleta com pouca autoconfiança, Haskins é firme e enérgico, mexendo  com o orgulho do rapaz.

 

Já no caso de Harry, que não estava levando os estudos muito a sério, faz uma aliança estratégica com a mãe do jogador, que passa a acompanhar o filho muito, muito de perto, como você poderá ver em uma divertida cena.

 

Comprometimento

Outro trecho bastante interessante é a verdadeira lição sobre comprometimento que o técnico dá a Bobby Joe, que tinha potencial para ser o líder do time, mas emprega suas energias com outras coisas. Nas arquibancadas do ginásio, fala-lhe de sua paixão pelo basquete e de sua própria história: “Nunca fui o melhor, mas eu dei tudo de mim e superei jogadores melhores. Não sou o técnico mais esperto, mas me esforço e supero técnicos mais espertos.” Diz que ficava irritado por ver Bobby Joe desperdiçar o talento natural que tinha; e conclui pedindo-lhe que tivesse mais respeito pelos outros e por ele mesmo, e jogasse basquete.

         São cenas que podem ilustrar a necessidade de buscarmos o  comprometimento em nossas equipes; afinal, talento, por si só, não leva a resultados duradouros. É preciso treinamento, aplicação, estudo e dedicação, para aprimorá-lo.

        

Espírito de Equipe e Diversidade Humana

Bobby Joe segue o conselho do líder, e o time passa a ficar bastante unido, não só pelas consecutivas vitórias, mas pela amizade que se fortalece, quando os jogadores freqüentam as mesmas festas, e convivem harmoniosamente com as diferenças. O bom clima fora das quadras ajuda o desempenho dentro delas.

        

         No entanto, à medida que as vitórias se sucedem, a opressão racista a que o time é submetido torna-se maior. Cansado disso, o treinador informa ao time, às vésperas da grande final, que pretendia escalar apenas os jogadores negros. Em uma forte demonstração de espírito de equipe, os demais jogadores deixam claro que gostariam de jogar, mas que entendiam a decisão do treinador. E apóiam, de forma incondicional, seus companheiros que fariam a final que, por sinal, entraria para a história.

 

Estrada para a Glória não é apenas um filme sobre basquete. É a história de um time que, considerado a grande zebra do campeonato, consegue chegar à final. Um relato do que o trabalho em equipe, respeito pelas diferenças, confiança em si próprio, nos colegas, e uma liderança apaixonada podem fazer.

 

Então, confira a sugestão. Prepare a pipoca, junte o pessoal. Estou certo que sua equipe se sentirá..........inspirada.

        

 


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