Edição Nº. 146 - 23 a 29 de Abril de 2008 | Edições anteriores, clique aqui!

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 Universidade Corporativa de Vendas
 

 }} Tempestade ou Bonança?

 Depois da bonança vem a tempestade?

Pensemos na empresa que teve uma excelente performance no último ano. Recordes históricos foram quebrados e tudo leva a crer que, no próximo exercício, os resultados serão ainda melhores. Começa o novo ano e o que acontece? Literalmente nada. As vendas estão estagnadas, situando-se em patamar equivalente aos piores anos do passado. O que fazer? Fico pensando que a maioria de nós não saberia responder, com convicção, a essa questão. Refletindo sobre isso, chego a conclusão que estamos preparados para o ditado popular de diz que depois da tempestade vem a bonança, mas não nos preparamos para o inverso. Veja mais

JB Vilhena
 

 

 

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 Vídeo Palestra  }} Competências Gerenciais
Pesquisa de Clima e as Melhores Empresas    Gastronomia, cinema e competências

 

Nos últimos anos, tenho escrito sobre filmes do circuito comercial que, além de entreter, podem ser utilizados como recurso didático, pela riqueza que algumas cenas apresentam. Ou também para introduzir um conteúdo em treinamentos, ilustrar determinado ponto de vista em palestras, aulas e reuniões ou mesmo fazer parte de uma atividade para selecionar candidatos em processos seletivos. Veja quais as competências que poderão ser exploradas.


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Douglas Peternela

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 Expediente

  Publisher: Costacurta Junqueira; JB Vilhena Webdesign: Leandro Santana; Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa Ramos, Aaron Anderson, Vivian Lopes e Consultores do Instituto MVC.

 

 

 

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TEMPESTADE OU BONANÇA?

 

 

 

 

 

 

 

 

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JB Vilhena

Presidente do Instituto MVC,

Autor do livro Negociação e Influência,

Coordenador de MBAs na FGV.

 

 

DEPOIS DA BONANÇA VEM A TEMPESTADE?

 

 

Acredito que todo o ser humano tem a obrigação de ser otimista. Sou daqueles que acham que viemos ao mundo para ser felizes. O otimismo facilita nossa luta permanente pela felicidade. Mas também acredito que temos a obrigação de saber que, na vida, freqüentemente acontecem momentos desafiadores, quando o mais otimista dos seres pode fraquejar.

 

Pensemos na empresa que teve uma excelente performance no último ano. Recordes históricos foram quebrados e tudo leva a crer que, no próximo exercício, os resultados serão ainda melhores. Começa o novo ano e o que acontece? Literalmente nada. As vendas estão estagnadas, situando-se em patamar equivalente aos piores anos do passado.

 

Tentando manter o otimismo, os executivos acreditam tratar-se apenas de um evento passageiro. Passa-se o primeiro, o segundo, o terceiro e já estamos no quarto mês sem que as coisas melhorem. As intenções de compra continuam mantidas (ou seja, clientes que demandaram propostas não declinaram da compra, apenas adiaram-na), mas o caixa começa a baixar. O que fazer? Começar a cortar violentamente os custos? Mas e se o mercado reagir? Buscar fontes externas de financiamento (empréstimos próprios ou de terceiros)? Mas por quanto tempo?

 

Fico pensando que a maioria de nós não saberia responder, com convicção, a essa questão. Refletindo sobre isso, chego a conclusão que estamos preparados para o ditado popular de diz que depois da tempestade vem a bonança, mas não nos preparamos para o inverso.

 

Nossa modelagem mental está preparada para que esperemos que as coisas melhorem. Não nos preparamos para que elas piorem.

 

Preparar-se para o pior é ser pessimista? Sinceramente não sei responder. Talvez o correto seja optar por uma certa neutralidade. Melhor não ser otimista nem pessimista, mas sim realista. Será?

 

Henry Ford dizia que “Se pensas que podes ou que não podes, estarás sempre com a razão”. Faz sentido.

 

Mas particularmente eu prefiro me fixar em uma proposta de Santo Inácio de Loyola que dizia: “Senhor, dai-me a coragem para mudar as coisas que podem ser mudadas, a serenidade para aceitar as coisas que não podem ser mudadas e, principalmente, a sabedoria para distinguir umas das outras”.

 

E você, caro leitor, o que pensa a respeito? E sua empresa como está?

 


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COMPETÊNCIAS ORGANIZACIONAIS

 

 

 

 

 

 

 

 

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Douglas Peternela

Consultor Sênior do Instituto MVC

Autor de dois Livros sobre a Utilização de Filmes para Explorar Competências Gerenciais

 

 

GASTRONOMIA, CINEMA E COMPETÊNCIAS

 

 

Nos últimos anos, tenho escrito sobre filmes do circuito comercial que, além de entreter, podem ser utilizados como recurso didático, pela riqueza que algumas cenas apresentam. Ou também para introduzir um conteúdo em treinamentos, ilustrar determinado ponto de vista em palestras, aulas e reuniões ou mesmo fazer parte de uma atividade para selecionar candidatos em processos seletivos.

 

Hoje, no entanto, quero fazer a recomendação não exatamente de um filme, mas de parte do conteúdo dos “extras” de determinado DVD. O costume de sempre verificar esses bônus (que normalmente consistem de making off, entrevistas, cenas deletadas e outros itens) já me rendeu agradáveis surpresas...

 

Uma delas é o breve documentário (sua duração é de aproximadamente 10 minutos) chamado Gastronomia e Filmes: Uma conversa com Brad Bird e Thomas Keller, que você encontra no item “bônus” do DVD Ratatoiulle, o desenho que levou o Oscar 2007 de melhor animação.

 

Trata-se de entrevistas feitas com dois profissionais de destaque: Brad Bird, um dos principais diretores da Pixar Animation, estúdio de animação que foi comprado pela Disney e detém a façanha de lançar um sucesso após outro; e Thomas Keller, um dos maiores chefs dos Estados Unidos, dono de restaurantes como o French Laundry, na Califórnia, e o Per Se, em Nova Iorque.

 

Embora de ramos distintos, ambos estão à frente de equipes responsáveis por trabalhos de muita qualidade e sucesso.

 

Bird, que além de escrever e dirigir Ratatouille, foi o diretor de Os Incríveis – outro vencedor do Oscar – fala, entre outras coisas, sobre criatividade e sua relação com a equipe envolvida nos projetos que lidera, procurando extrair o melhor de cada indivíduo.

 

Keller, que teve o French Laundry escolhido como melhor restaurante do mundo em 2003 e 2004, fala sobre comprometimento, busca da perfeição e a importância de se ter uma ligação emocional com o que se produz para o cliente.

 

O ótimo trabalho de edição costura, com maestria, as duas entrevistas, interligando os dois mundos – Gastronomia e Filmes – de forma fascinante.

 

Sugiro que você exiba o documentário para sua equipe, e promova discussões sobre o que há em comum entre o que foi visto e o dia-a-dia de sua empresa. A forma como o trabalho acontece, a pressão do tempo, como anda a intenção de proporcionar uma experiência única para os clientes... Penso que pode ser um momento bastante enriquecedor.

 

Na verdade, esse recurso pode ser utilizado para trazer à tona discussões sobre diversos outros temas, além dos mencionados. Liderança, por exemplo.

Para que você possa ter uma idéia do que estou escrevendo, abaixo estão algumas das lições proferidas, de modo informal, por esses dois brilhantes profissionais.

 

Talvez você queira, como costumo fazer, entregar uma cópia delas para os participantes de seu treinamento.

 

Boa leitura, bom trabalho, bom filme.

 

 

COMPETÊNCIAS A EXPLORAR

 

Criatividade:

“O erro que muitos cometem é pensar que se pode forçar idéias. Não dá. Só o que se pode fazer é observar que tipo de ambiente aciona seu lado criativo e tentar criar esse ambiente.” (Brad Bird)

 

“A comida pode ser muito inspiradora. Ela vem crua. Você pensa: Tudo bem, o que vou fazer com isso? O que vemos quando tentamos definir um prato? Pensamos no produto final. O que queremos ver em um prato? O que queremos sentir? O que queremos cheirar? Que gosto sentir? Aí fazemos o caminho contrário, estabelecendo técnicas variadas ou produtos variados que iremos usar que vão resultar naquilo”. (Thomas Keller)

 

Espontaneidade:

“Como fazer esse prato parecer espontâneo, várias vezes, sem que se torne repetitivo? Acho que é nossa responsabilidade, como cozinheiros, nos certificarmos de que cada prato que fazemos seja algo tão novo e dinâmico como na primeira vez que o preparamos”. (Thomas Keller)

 

“Animação é do mesmo jeito. Não é um ato espontâneo; mas se o fizer com arte, fica com o sentimento de que improvisou a espontaneidade.” (Brad Bird)

 

Comprometimento:

“Eu baseio muito da nossa organização no restaurante Taillevent, no meu mentor, Jean-Claude Vrinat. Ele é extraordinário. Toda manhã eu ia até o pátio e olhava para a janela do seu escritório e ele sempre estava lá. Também toda a noite, quanto eu saía, ele estava sempre lá. Você olha para isso, e para o exemplo de pessoas assim e compreende o que os faz serem grandes. É o comprometimento.” (Thomas Keller)

 

“A questão é olhar para si mesmo e dizer: Estamos satisfeitos com o que fizemos? Fiquei satisfeito? É assim que medimos nosso sucesso.” (Thomas Keller)

 

Busca da Perfeição:

“Não é uma questão de perfeição, mas da busca dela. Essa é a motivação.” (Thomas Keller)

 

“É como tudo o que se faz na vida. O que o faz ser melhor? O que faz de você melhor que o outro? É a sua compreensão do que está fazendo e a capacidade de modificá-lo, melhorá-lo um pouco. A forma como se arruma... Não é só pôr a comida no prato. É preciso refinar a aparência, olhar, pensar, certificar-se de que está perfeito.” (Thomas Keller)

 

Liderança e Motivação:

“Acho que o que se tenta é fazer as pessoas se empolgarem com o que te empolga. Adoro capturar momentos e adoro tentar alcançar novos padrões. E se eu conseguir fazer alguém ver esse alvo (...) se se arriscarem um pouco mais, podem fazer a cena que ninguém mais fez. Se puder fazê-los sentir isso, eles alcançam essa empolgação extra, e sentem-se maravilhosos depois. Tantas pessoas têm grandeza em si, entende? É só ensiná-las a deixar que ela venha à tona”. (Brad Bird)

 

“Se tentar controlar demais o processo, vai limitá-lo. Quero dizer, tenho uma boa idéia do que quero, mas não acho que crio uma atmosfera onde todos não podem opinar, dar idéias, porque freqüentemente as pessoas vêm com idéias maravilhosas que vão melhorar o filme, e seria uma idiotice não aceitá-las.” (Brad Bird)

 

“Acho que uma das coisas mais motivadoras é dar exemplo. Seu legado é, na realidade, ser capaz de transmitir a alguém as tarefas, a filosofia, a cultura que estabeleceu para si mesmo.” (Thomas Keller)

 

“Quero que as pessoas se empolguem com o meio. Quero que se orgulhem do trabalho final. E seu eu puder incentivar esse sentimento em relação ao filme, ao meio e ao trabalho, sentirei que estou fazendo algo bom, pois eu adoro este meio. (Brad Bird)

 

Pressão do Tempo:

“Temos placas que dizem: Senso de Urgência. E é tão importante que, a partir da hora em que vai trabalhar, fique com essa frase na cabeça. Isso garante a concentração na tarefa, que vai concluir e partir para a próxima.” (Thomas Keller)

 

“É a pressão da situação que o faz alcançar uma performance melhor. Há um senso de energia e é essa energia, essa empolgação, que o faz trabalhar muito melhor sob pressão.” (Thomas Keller)

 

Sentido do Trabalho, Visão do Todo, Sinergia:

“Tenho um mentor, Roland Henin, que conheci no início dos anos 70. Ele me fez compreender que havia uma ligação emocional, que eu estava cozinhando para alguém, de forma a proporcionar-lhe prazer. E foi esse momento que mudou meus pontos de vista sobre o que estava fazendo e por quê.” (Thomas Keller)

 

“É uma ligação emocional; quando se tem essa ligação emocional com o que faz com a comida, tem-se uma ligação com os fregueses, com seus funcionários e com o fornecedor. Estão todos juntos. Estão todos em sincronia.” (Thomas Keller)

 

As frases acima foram transcritas do documentário Gastronomia e Filmes – Uma conversa com Brad Bird e Thomas Keller

        

 


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