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Luiz Augusto Costacurta Junqueira
Chief Executive Officer
do Instituto MVC
Autor do livro Cada Empresa tem o Consultor que Merece
E OS PACOTES?
A palavra
pacote tornou-se estigmatizada e temida pelos profissionais
de treinamento e recursos humanos.
Tornou-se
lugar comum ouvirmos referências pouco elogiosas e
programas/pacotes ou empresas de consultoria que trabalham com
pacotes.
O propósito
deste artigo é o de analisar os pacotes, mostrando seus aspectos
positivos e negativos, as situações em que são mais ou menos
adequados e o que pode e deve ser feito para administrar uma
realidade de mercado em que os pacotes estão cada vez mais
presentes.
O que
determina se um programa de desenvolvimento gerencial é adequado
ou tem condições de dar certo, não é o fato de ser ou não
pacote, mas sim:
-
A
entidade executora ter uma experiência comprovada no assunto
(consultas a clientes anteriores é fundamental, inclusive
indagando sobre eventuais fracassos)
-
Uma
postura de flexibilidade para se fazer o que o cliente
necessita e não o que a consultoria dispõe.
-
A
entidade executora esteja atualizada relativamente ao
assunto em questão (viagens referentes ao exterior,
participação em eventos como expositor, são alguns
indicadores).
-
A
possibilidade de se estabelecer um vínculo tangível do
programa com o planejamento global da empresa.
-
Que as
partes envolvidas: consultoria, unidade de RH, participantes
e respectivas chefias, tenham uma expectativa comum em
termos de conteúdo e produto final.
-
Que a
metodologia adotada possa orientar a abordagem teórica e
experiências práticas para a solução de problemas
específicos do grupo e da empresa contratante e isto, sempre
que possível, durante a duração do próprio programa.
-
Que haja
um equilíbrio metodológico entre aspectos comportamentais e
técnicos (cognitivos).
-
Que
esteja sempre presente a idéia de que o programa não termina
com o fim do Seminário e que haja uma série de atividades de
follow-up com o grupo, inclusive para se medir a
relação custo/benefício.
-
Que a
consultoria deixe sempre claro quais são as bases teóricas
do programa e quais as expectativas possíveis de serem
atingidas, realisticamente.
-
Que haja
um envolvimento efetivo da Diretoria da empresa no
planejamento, execução e avaliação do programa.
Pelo que foi
exposto pode-se concluir que pacote ou não, o programa que
respeitar os itens anteriores tem enormes possibilidades de dar
certo.
É sempre bom
lembrar que o pacote representa:
-
Experiência acumulada
-
Resultados mais previsíveis
-
Possibilidade de se conhecer previamente o que vai ser
abordado
-
Comparatividade com o que já foi realizado para outras
empresas
-
Um custo
às vezes mais baixo, pois parte da etapa de planejamento já
foi amortizada
O lado escuro
do pacote é representado por:
Constatamos
que boa parte dos profissionais de recursos Humanos reage ao
pacote essencialmente por ser algo conhecido, previsível.
A inovação
“representada pelos chamados sob medida” não é necessariamente
positiva, há que se medir sempre os resultados de sua execução;
o mesmo, evidentemente, se aplica aos pacotes.
E quando os
pacotes não são adequados?
-
Quando o
problema é fundamentalmente comportamental
-
Quando
pacotes anteriores não deram certo para a solução do
problema em questão
-
Quando
não se identifica flexibilidade por parte do consultor que
vai dar o programa
-
Quando a
empresa não sabe exata e efetivamente o que quer, mesmo com
a ajuda do consultor
Finalizando,
lembramos que sempre haverá lugar para os pacotes e os programas
sob medida. O ideal talvez seja, optar pelos pacotes sob medida,
ou seja, contratar programas que já foram executados tantas
vezes que a experiência acumulada poderia render dez dias de
Seminário, quando o que se demanda é algo por volta de três
dias. A sabedoria consistirá em pinçar dentre os dez dias,
aquilo que mais se adequar às necessidades da empresa e se
montar um programa de três dias. (a quatro mãos)
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