Edição Nº. 153 - 18 a 24 de Junho de 2008 | Edições anteriores, clique aqui!

Quer continuar a receber o Insight MVC? Faça seu recadastramento!!! Clique aqui

}

 Técnicas de Apresentação - NOVO

}

 Decisões Estratégicas - In company

}

 Pocket MBA - Gestão de Vendas

}

 Gestão do Tempo Avançado - In company

}

 Negociação Avançada - In company

}

 Transformando Objetivos em Resultados - NOVO

}

 Competência de Implementação - NOVO

}

 Conheça o Novo Site do MVC
 

 }} Técnicas de Apresentação

 O Corpo fala e... Escuta

O corpo fala! Basta prestar atenção e encontraremos nas pessoas pistas valiosas, sobre sua identidade nem tão secreta assim. A postura, as expressões faciais, os movimentos dos olhos, do rosto, das pernas, das mãos; enfim, qualquer gesto, por mínimo que seja, conta a verdade sobre quem somos e o que sentimos e ajuda a traduzir o que as palavras muitas vezes não conseguem expressar. O corpo também escuta, quando que permite que o apresentador possa identificar na platéia a linguagem corporal dos participantes.

Leia mais
 
Eunice Mendes
 

}}

 ASTD 2008

}} Inovação e Cultura Organizacional

Handouts de Todas as Palestras da ASTD 2008    Questão cultural é o maior desafio do Brasil no setor de inovação

 

O maior desafio da indústria brasileira em relação à inovação é reconhecer a importância das atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) como ferramenta competitiva. Além disso, por não ter uma cultura empresarial inovadora, o progresso brasileiro nessa área acaba se prejudicando.

Por que não? Não há uma cultura voltada para a inovação no país, principalmente, porque o brasileiro não gosta de enfrentar riscos.


Leia mais


Paulo Benneti
 

}}

 Expediente

  Publisher: Costacurta Junqueira; JB Vilhena Webdesign: Leandro Santana; Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa Ramos, Aaron Anderson, Vivian Lopes e Consultores do Instituto MVC.

 

 

 

  Você recebe mais de um Insight MVC? Cancele aqui seu E-mail duplicado
  Quer receber ou continuar a receber o INSIGHT MVC? É gratuito, Clique aqui e cadastre-se!
 

Edições anteriores, clique aqui!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TÉCNICAS DE APRESENTAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

Voltar

 

 

 

 

EUNICE MENDES

Consultora Sênior do Instituto MVC

Autora do livro Falar Bem é Fácil – Segunda Edição 2008

 

 

O CORPO FALA E... ESCUTA

 

 

O corpo fala! Basta prestar atenção e encontraremos nas pessoas pistas valiosas, sobre sua identidade nem tão secreta assim. A postura, as expressões faciais, os movimentos dos olhos, do rosto, das pernas, das mãos; enfim, qualquer gesto, por mínimo que seja, conta a verdade sobre quem somos e o que sentimos e ajuda a traduzir o que as palavras muitas vezes não conseguem expressar.

 

O corpo também escuta, na medida em que permite que o apresentador possa identificar na platéia a linguagem corporal dos participantes.

 

Definitivamente, a palavra não é tudo! Os movimentos corporais são igualmente importantes para comunicar a verdade do ser humano. Em maior ou menor grau podemos experimentar desconforto quando somos expostos publicamente.

 

É imprescindível aperfeiçoar a capacidade de se expressar fisicamente durante uma apresentação. Para que isso se faça com propriedade e equilíbrio, é necessário compreender a importância de cada gesto na interação humana e que se faça uma análise séria e criteriosa da relação não-verbal (os gestos e a postura) com a palavra dita.

 

Ter domínio sobre seu corpo ajuda a conquistar mais segurança nas situações em que você é o centro. Busque harmonia entre os gestos e as palavras, entre a linguagem corporal e a linguagem oral, pois desse conjunto depende uma comunicação clara e precisa. O não-verbal deve iluminar o conteúdo da mensagem e não ser uma sombra, que só fará diminuir o poder e a dimensão positiva das idéias. É como se os gestos, as expressões faciais e os movimentos formassem o desenhos, as imagens; e as palavras, os elementos estruturais da apresentação.

 

Algumas sugestões para a excelência na comunicação não-verbal:

 

Fale com autoconfiança, mantenha o olhar erguido, mas com simplicidade, nunca desafiador, as costas eretas, mas não com ares de superioridade. Isso facilita a proximidade com seu interlocutor e é sempre sinônimo de sucesso.

 

A naturalidade você adquire mantendo as pernas paralelas e levemente flexionadas. Seus pés devem sustentar toda a estrutura corporal, durante a exposição, fale em pé, isso permite a você estar mais presente e sua energia mais concentrada.

 

Um pequeno movimento dos olhos, do rosto, das pernas e principalmente das mãos revelam quem você é. As mãos, às vezes denunciam a nossa ansiedade, principalmente quando resolvem tremer como gelatina ou ficar frias como gelo. Inicie sua apresentação com as mãos soltas ao longo do corpo, aos poucos elas encontrarão espaço para se expressar, elas precisam falar natural e espontaneamente.

 

Um conselho importante evite pôr as mãos nos bolsos durante a apresentação ou cruzá-las na frente ou nas costas. Algumas dicas são importantes no trato com as mãos:

  • Antes da apresentação, faça um aquecimento abrindo e fechando-as ritmadamente. Isso dará maior flexibilidade à musculatura e ajudará a relaxar;

  • Evite esfregar o nariz ou passar a mão no rosto ou nos cabelos, para não parecer tensa e ansiosa.

 

Antes de qualquer reunião ou apresentação procure conhecer o seu público, pesquise sobre o que eles precisam ouvir, tenha conhecimento do seu discurso e faça-o sempre com um sorriso espontâneo nos lábios, demonstre segurança para não causar uma impressão negativa.

 

Seja coerente, procure ser você ao se expor para um grupo de pessoas. Nessa exposição dê atenção a todos, deixe o seu olhar dançar entre eles, mas nunca olhe fixamente para nenhum deles, para não causar constrangimento, mas não exagere nem faça gestos forçados, eles podem parecer falsos.

 

Essa conversa com seu corpo também deve levar em consideração sua postura, que deve ser sempre elegante e natural em suas apresentações em público, vestida com elegância, discrição e simplicidade, esse conjunto causará boa impressão logo na primeira imagem.

 

Mas tenha sempre em mente que ser elegante não significa sucumbir à ditadura da moda, mas manter o guarda-roupa atualizado de acordo com os próprios padrões estéticos e a região de atuação. As roupas e os acessórios devem ser extensões de quem você é, e do lugar onde você atua. Verifique se vc se sente bem dentro da roupa que escolheu usar, pois vestir-se de forma adequada é antes de tudo um prazer.

 

Demonstre estar relaxada, buscando, pelo olhar, o diálogo com seu interlocutor e é esse diálogo silencioso, positivo, acolhedor e estimulante que vai abrir espaço entre você e ele.

 

As expressões faciais, os olhos, as mãos, o corpo e a aparência são elementos inseparáveis. A sabedoria está em sempre perguntar o que é mais adequado para essa ou aquela ocasião, de acordo com a imagem que se pretende passar. O corpo fala e revela tudo, mesmo que você não queira!

 

Investir no poder da linguagem corporal é um ato de sensibilidade e de respeito aos nossos interlocutores, pois valoriza a mensagem e lhe dá uma nova dimensão!

 

Fonte: Eunice Mendes, Lena Almeida e Marco Pólo Henriques. Falar bem é fácil – Um superguia para uma comunicação de sucesso. 2ª ed. São Paulo, AGWM, 2008.


Voltar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CUSTOS

 

Voltar

 

ENTREVISTA

Questão cultural é o maior desafio do Brasil no setor de inovação

 

 

Paulo Benetti, especialista Internacional em Criatividade, Inovação e Estratégias e vice-presidente da Associação Brasileira de Criatividade e Inovação.

O maior desafio da indústria brasileira em relação à inovação é reconhecer a importância das atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) como ferramenta competitiva. Além disso, por não ter uma cultura empresarial inovadora, o progresso brasileiro nessa área acaba se prejudicando. Prova disso é que o país ficou em 43º lugar na classificação mundial de competitividade, de acordo com um estudo publicado em maio deste ano pela escola suíça de negócios Institute for Management Development (IMD). Embora tenha conquistado seis posições em relação a 2007, o Brasil tem muito que caminhar para alcançar outros emergentes da lista, como a China, a Malásia e a Índia, que ocupam respectivamente a 17ª, 19ª e 29ª posições. O ranking é liderado, mais uma vez, pelos Estados Unidos. Para especialistas da área, se o país deseja se tornar competitivo é preciso consolidar as atividades de P&D e promover a inovação. E para inovar o governo precisa compartilhar com as empresas o risco tecnológico envolvido. De acordo com o mais recente estudo da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), apenas 5% das empresas que realizaram atividades inovativas receberam financiamento público. No Japão, por exemplo, o governo financia 18% das atividades de P&D, nos Estados Unidos e na Alemanha o número é de 31%, na Coréia do Sul, 24%, e na Espanha esse percentual chega a 40%. Em entrevista exclusiva ao TIC Mercado, Paulo Benetti, especialista Internacional em Criatividade, Inovação e Estratégias e vice-presidente da Associação Brasileira de Criatividade e Inovação (CRIABRASILIS), disse que o desafio do Brasil com a inovação é cultural. Para o autor de "MITOdoLOGIA - Pessoas e empresas criativas e inovadoras. Por que não?", não há uma cultura voltada para a inovação no país, principalmente, porque o brasileiro não gosta de enfrentar riscos.

TIC - Como você enxerga o cenário de inovação no Brasil?

Paulo Benetti - Tenho trabalhado fora do Brasil e, por isso, vou comparar com países como o México, Estados Unidos, Irlanda e China. Vejo nestes países um interesse maior na questão da inovação para o mercado. Isso quer dizer em lançar novos produtos, novos serviços, desenvolver novos processos, procurar por estratégias inovadoras. Vejo também que ainda estamos muito distante destes países. Além disso, nos países mais avançados - leia-se empresas mais avançadas e inovadoras -, a preocupação agora é com a criatividade. As empresas avançadas já resolveram as questões de liderança e gestão da inovação. Portanto, o que querem agora são idéias. Há um grande mercado lá fora para trabalhar o desenvolvimento de idéias. Já nos países em desenvolvimento, onde a cultura empresarial não é inovadora, a preocupação é como fazer a gestão da inovação. E nesta questão temos tido poucos progressos. Não há uma cultura voltada para a inovação, até porque não gostamos muito de enfrentar riscos.

TIC – Que desafios o Brasil encontra para promover a inovação?

Paulo Benetti - Se considerarmos que uma boa parcela da economia brasileira está nas mãos de empresas estrangeiras e estas, na quase totalidade, desenvolvem suas inovações em outros países ou nos seus países-sede, e se tirarmos da parte que sobra as empresas estatais, vamos ver que sobra uma pequena parcela na nossa economia para inovar. Entretanto, mesmo no âmbito estatal já vimos alguns bons exemplos: Embrapa e Petrobrás. No âmbito industrial privado temos a Embraer e a Vale do Rio Doce. No âmbito de negócios, temos o empresário, na realidade mais empreendedor, Eike Baptista, criando novas formas de conduzir suas atividades. Isso mostra que precisamos desenvolver capacidade de aceitar riscos e enfrentá-los. Logo, o desafio maior é desenvolver uma cultura voltada para inovar e empreender a inovação. Todos os países que estão avançando nesta área o fazem porque existe uma cultura local que estimula o enfrentamento do risco. Outra questão fundamental, e aí é de base, é a educação formal no brasil. Estamos hoje muito fracos para enfrentar a concorrência mundial. Nossas escolas na base são fraquíssimas, mesmo as escolas privadas. Nossas universidades também são fraquíssimas. Inovação é desenvolver novo conhecimento ou usar o conhecimento existente de uma nova forma. Se não tivermos uma base de desenvolvimento de conhecimento, portanto excelentes universidades, não conseguiremos desenvolver inovações. Estamos muito despreparados nesta parte.

TIC – Que papel o Governo Federal deve desempenhar junto às empresas para o estímulo à inovação?


Paulo Benetti -
O governo poderia estimular a inovação criando ambientes de foco, criando novos clusters industriais. Por exemplo: por que não estimular a indústria farmacêutica e cosmética a implantar centros de pesquisas na região amazônica. Isto é dar foco em alguma coisa que temos de melhor. Seria interessante também atacar mais a atividade de alimentação processada, que hoje está praticamente nas mãos de empresas do exterior. O Brasil está destinado a ser um celeiro do mundo, logo é muito importante vender com agregação de valor. Outro papel que o governo pode fazer, este mais difícil porque exige mais competência e vontade, é o de revolucionar a educação no Brasil. Não é evolucionar, é mudar completamente. Como está, já disse, não vamos muito longe. Não há muitos neurônios na praça com capacidade de inovar e competir em alto nível.

TIC – A maioria das empresas não investe em inovação por causa dos tributos e da burocracia da exportação. Qual a solução para estes problemas?

Paulo Benetti - A maioria das empresas não investe em inovação, principalmente, porque não temos uma cultura de arriscar. Este é um fenômeno cultural. Agrava isto o fato de que não se estimula a atividade empresarial em nosso país. Há realmente um excesso de tributos. E é interessante porque todos os dirigentes no Brasil, seja o presidente, ministros, deputados e governadores, sabem que se reduzirem a carga tributária em 20% a arrecadação aumentará em um porcentual muito maior. Não se entende porque não se reduz os tributos. Quanto à burocracia, ela é necessária para se criar facilidades, ou seja, criar condições para o aumento da corrupção. Logo, onde há muita burocracia, também há muita corrupção. Infelizmente, não se vê nenhum governo interessado em resolver isto.

TIC – As políticas lançadas pelo governo nos últimos tempos, como a Lei do Bem, Lei de Inovação e, agora, a PDP, têm ajudado no fomento à inovação?


Paulo Benetti - Ajudam um pouco, mas o problema maior é cultural. Quando o problema é cultural os incentivos encontram um grande bloqueio.

Publicado originalmente na TIC Brasil Mercado e Políticas Públicas.


Voltar