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 }} Vencendo o Medo

 Medo? Que medo? Pense em suas Apresentações

O objetivo deste artigo é reafirmar o direito à comunicação e a liberdade de sermos donos da palavra, de tomarmos posse de novos territórios e, sobretudo, de ocupar o lugar que merecemos enquanto comunicadores. Mas para isso teremos de buscar a palavra como quem busca a própria identidade, vencendo algumas barreiras. E uma delas é o medo de falar em público. É claro que o medo pode ser real, mas isso não nos isenta da responsabilidade de buscar soluções para superá-lo. O grande desafio é nos desvencilharmos desse peso que nos paralisa e atordoa.

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  Eunice Mendes



 

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 ASTD 2008

}} Planejamento de Vida

A "Indústria" de Treinamento nos EUA    Ser bem humorado é também uma escolha


Jennifer Homer

VP Relações Externas da ASTD

 

 

Você conhece alguém que é pessimista, o tempo todo? O tipo de sujeito para quem nada está bom e vive dizendo que a coisa está feia e vai piorar?  E aquele outro que está sempre de mau humor, cara amarrada, que só falta lhe responder, quando você chega de manhã no trabalho e o cumprimenta, com um sorriso: - Bom dia, por quê? E vai dizer que não se lembra de uma colega que é ansiosa até dizer chega? Que fica sofrendo por antecipação pelas coisas, rói as unhas, fica com tique nervoso, fala pelos cotovelos e quase estraga o passeio ou o fim de semana da turma ou família porque simplesmente não pára de falar no que a aflige?  Leia mais

 Douglas Peternela
 

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VENCENDO O MEDO

 

 

 

 

 

 

 

 

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EUNICE MENDES

Consultora Sênior do Instituto MVC

Autora do livro Falar Bem é Fácil – Segunda Edição 2008

 

 

MEDO? QUE MEDO?

Pense em Suas Apresentações

 

 

Pare e pense: você ocupa o espaço que merece enquanto comunicador?

Se a resposta for sim, parabéns! Você desfruta de uma condição rara, experimentada por poucos e cobiçada por muitos.

 

Mas se for não, não se martirize. Bem-vindo ao clube das pessoas normais, que, apesar de todas as barreiras, não desistem de aprimorar a sua capacidade de comunicação.

 

Não há nada mais poderoso para o sucesso e o reconhecimento na carreira profissional que saber comunicar-se. É uma competência obrigatória em todas as áreas profissionais.

 

Falar em público, para muitas pessoas, é sempre um terreno movediço, porque estar em evidência pode causar ansiedade, medo e inibição. A pessoa que não consegue se comunicar de forma eficaz geralmente é rotulada ou se autodefine como tímida. De fato, a timidez é um dos maiores bloqueios do ser humano, porque aprisiona as suas potencialidades no momento em que ele mais necessita dela para interagir com o outro, para se comunicar. Os sintomas mais comuns são sentir vergonha, temer dizer algo indevido e soar ridículo, ter medo da crítica alheia, da rejeição, de não ser aceito. Esse sentimento de inadequação e medo impede a pessoa de se expressar e cala a sua voz.

 

Especialistas garantem que em quase tudo que fazemos buscamos satisfazer a duas grandes necessidades: ser aceitos e ser reconhecidos, porque tememos ser desaprovados e, conseqüentemente, rejeitados.

 

O medo é uma das três grandes barreiras da comunicação eficaz, ao lado da mágoa (as “águas paradas” que causam ressentimentos e nos mantêm presos ao passado) e da autopercepção negativa (boicotar a si mesmo achando que "não pode”, “não é capaz”, “não merece”). Iremos nos deter sobre o medo, porque ele é o maior responsável pelo aprisionamento de quem quer se comunicar.

 

O medo molda uma auto-estima e auto-imagem extremamente negativas.  Ele alimenta na pessoa a sensação de que ela não tem competência para criar a própria história, impedindo-a de ousar, de transpor barreiras e de aproveitar as oportunidades que se apresentam. Quando sentimos medo, os desafios se transformam em ameaças capazes de imobilizar o nosso talento e a nossa carreira.

 

*A psicoterapeuta Rosali Michelsohn provoca:  “Se ousarmos fazer uma pesquisa  sobre a classificação de medos, o da morte não estaria no mais alto grau? Temer a morte abrange os outros medos. Se um inseto causa medo é por ele ser um causador de morte em potencial. Se ocorre a taquicardia nas alturas é pela eminência de morte. E qual a ligação da dificuldade de se expressar com a morte? Não seria o “ ser morto” por não ser aquela pessoa que os outros esperam que deveríamos ser? “Morre” quem não é aceito, não é incluído, não é ouvido.”

 

Não é à toa que as pessoas sentem “frio na barriga", taquicardia, boca seca e as mãos suadas quando se vêem diante de uma platéia. Nos ambientes profissionais já foram diagnosticadas, além da glossofobia (medo de falar diante de outros), a atelofobia (medo da imperfeição), a claustrofobia (medo de locais fechados como elevador), a climacofobia (medo de escada) e até a ciberfobia (medo de computador). Não custa lembrar que todos esses medos podem ser tratados.

 

Mas por que tanta gente tem tanto medo e vergonha das coisas que pensa e fala?

 

A resposta é mais complexa do que se imagina,  uma vez que o ato de falar pode nos remeter a uma série de acontecimentos dolorosos do passado, os quais continuam mais presentes do que nunca dentro de nós. Ao reviver alguns fatos da infância, certamente extrairemos frases que soaram de forma negativa em nossa mente por caracterizarem a repressão no ambiente familiar, escolar e social, tais como:

 

“Não diga bobagem!”

“Pare de gaguejar!”

“Em boca fechada não entra mosquito!”

“Você parece uma matraca!”

“Você não tem assunto!”

“Cale a boca!”

“Isso é mentira!”

“Fale baixo!”

“Você é chato!”

“Que voz irritante você tem!”

“Como você fala mal!”

“Vá lá prá fora e não me atrapalhe!”

"Essa sua idéia não tem sentido!”

“Não vou mais ouvir você!”

 

Dependendo das características individuais, a programação mental negativa internalizada criará uma base sobre a qual se instalará o medo, que é fonte de autopiedade e um inibidor do crescimento pessoal. Ele seguirá invalidando a nossa competência, intensificando a timidez e a inibição e, conseqüentemente, nos levando a estabelecer relações interpessoais precárias.

 

Porém, é importante lembrar que o bloqueio dos que não conseguem se expressar se deu em um campo fértil que a pessoa já tinha dentro de si. Diferenças individuais mostram que certas crianças conseguem resistir a todas aquelas expressões negativas e sair-se muito bem. Ninguém pode afirmar com certeza que a repetição constante das frases acima irá condenar alguém a se calar em público. A criança pode aprender a ouvir frases desmotivadoras e não se sentir mal, mas entender que está sendo realmente inconveniente. É importante lembrar que também entram nessa dinâmica o tom com que as frases são ditas e o ambiente cultural em que a pessoa vive.

 

Considerando-se, então, que alguém já tenha dentro de si um terreno propício para o medo e a inibição, se o medo de mudar for maior que o desejo de superar limites, os constantes monólogos internos negativos se consolidarão e a pessoa acabará se resignando com a sua aparente falta de escolha: Por exemplo:

 

“Não nasci com o dom da palavra.”

“Sou uma negação quando preciso dizer o que penso.”

“Ser tímido é a minha sina.”

“Com esta idade não mudarei mesmo.”

“Não nasci para ser estrela.”

“Gente dá muito trabalho.”

“Não gosto dos refletores, prefiro ficar nos bastidores.”

“Você pode me representar melhor.”

 

As expressões acima vêm carregadas de alto poder destrutivo, que será ainda maior se elas se tornarem crenças autolimitadoras, tais como: "Você não é inteligente, por isso não deve se expor; se o fizer, será punido pela crítica negativa.”

 

Quanto mais medo a pessoa sente, mais necessidade ela tem de  se esconder e viver na sombra, pois tem certeza de que não é respeitada e jamais alcançará sucesso em tudo o que fizer, e acabara se acostumando com a frustração. Ou seja, ela não tem medo de falar em público, mas de não ser amada. Já o prazer de falar em público é real. Uma vez encontrado, rompe-se essa fórmula de desconforto e mesmo de horror.

 

Você sabia?

 

As dificuldades do passado podem ser tratadas de duas maneiras distintas:

 

1. Pela releitura. Por mais dolorosa que tenha sido a experiência, as barreiras que resultaram em medo, mágoa e pensamentos destrutivos podem ser reinterpretadas, ou seja, ser transformadas em ensinamento. A terapia ajuda a encarar os fatos de maneira mais assertiva.

 

2. Pela superação induzida. Coragem é o medo bem administrado. Então, por que não transformar os pensamentos negativos em positivos? Ninguém está livre da adversidade, mas ela pode ser utilizada a nosso favor através da auto-superação, que por sua vez está relacionada à auto-imagem e à auto-estima. Se ambas forem saudáveis, fornecerão um número maior de ferramentas para  superar o medo com mais eficácia.

 

 


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PLANEJAMENTO DE VIDA

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DOUGLAS PETERNELA

Consultor Sênior do Instituto MVC

Autor de dois livros sobre a utilização de filmes em processos de mudança

 

 

SER BEM HUMORADO É TAMBÉM UMA ESCOLHA

 

 

Você conhece alguém que é pessimista, o tempo todo? O tipo de sujeito para quem nada está bom e vive dizendo que a coisa está feia e vai piorar?  E aquele outro que está sempre de mau humor, cara amarrada, que só falta lhe responder, quando você chega de manhã no trabalho e o cumprimenta, com um sorriso:

 

- Bom dia, por quê?

 

E vai dizer que não se lembra de uma colega que é ansiosa até dizer chega? Que fica sofrendo por antecipação pelas coisas, rói as unhas, fica com tique nervoso, fala pelos cotovelos e quase estraga o passeio ou o fim de semana da turma ou família porque simplesmente não pára de falar no que a aflige?

 

Pois é, quase todo mundo conhece gente assim. Que é negativa (alguns até parecem que andam com aquela nuvenzinha negra sobre a cabeça, que nem personagem de desenho animado!) vive emburrada ou numa ansiedade extrema, tóxica. Talvez, você próprio esteja um pouco assim, ainda que sem querer ou perceber.

 

Acontece que nossas atitudes, nosso humor e estado de espírito têm um peso muito grande não só no clima que criamos ao nosso redor no trabalho, em casa ou entre amigos, como também na nossa própria saúde. Permita-me contar um pouco sobre dois estudos que podem fazer você pensar um pouco sobre o assunto.

 

O impacto de nossas emoções na mente e no corpo

 

Howard Friedman, pesquisador da Universidade da Califórnia, constatou através de seus estudos que a presença de emoções negativas constantes, associadas com a ansiedade, duplicam a propensão a uma extensa variedade de doenças. Isto é, se a pessoa está sempre mal-humorada, nervosa, triste ou ansiosa tem duas vezes mais chances de ficar doente. E não estamos falando de gastrite ou dor de cabeça, apenas. Há doenças graves causadas por isso.

 

A Associação Americana de Psiquiatria realizou outra pesquisa, utilizando exames de ressonância magnética, com dois grupos de pessoas:

 

1 - mulheres que haviam sofrido, repetidas vezes, abuso sexual;

2 – veteranos de guerra.

 

Ou seja, indivíduos que tinham passado por experiências negativas, que mexeram com suas emoções de forma muito forte e por períodos prolongados.

 

A ressonância magnética permite, como você sabe, criar imagens 3D do órgão examinado. Pois bem, as ressonâncias revelaram que a área responsável pela memória, chamada hipocampo, dessas pessoas, havia... encolhido! Era significativamente menor que a de outros. É mais ou menos como se o cérebro dissesse “não quero me lembrar mais daquelas coisas horríveis”. Então, simplesmente, reajustou-se, reduzindo o tamanho da parte que cuida das lembranças...

        

A conclusão a que os estudiosos chegaram, a partir desse trabalho: as experiências vividas, marcantes ou constantes, podem alterar não só a bioquímica, mas a estrutura do cérebro. Trocando em miúdos: emoções negativas constantes, afetam não só o funcionamento de seu cérebro, mas podem mexer até com a própria constituição dele.

                                                  

Pensamento: um acontecimento bioquímico

 

Cada pensamento que você tem é um acontecimento bioquímico. Se for negativo, tem efeito instantâneo em cada célula, gerando ansiedade, depressão, fadiga.

 

A boa notícia é que o contrário também é verdadeiro: se seus pensamentos são bons, se você decide adotar uma postura bem-humorada, positiva, otimista, seu corpo também responde, e o faz sentir-se bem mais saudável.

 

Não é à toa que a forma com que doentes encaram sua moléstia tem tanta importância no processo de recuperação. O psicológico tem muito peso, na cura.

        

Da mesma maneira como você deve conhecer pessoas que se comportam de forma negativa como mencionei no início deste artigo, também deve se lembrar de algumas que estão sempre sorrindo, parecendo estar sempre bem. Mesmo com os problemas que, muitas vezes, você sabe que têm.

 

O que faz com que ajam assim? São geneticamente mais aptas para enfrentar as adversidades, ou algo parecido? Não, normalmente são pessoas que simplesmente escolhem não se entregar, diante das fases ruins. Decidem lutar, acreditam que podem reverter a situação. Que tudo se ajeita, com trabalho e boa fé e que as coisas ficam mais fáceis se um sorriso lhes adorna a face...

 

Stephen Covey, escritor e consultor norte-americano, autor de “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes”, diz: não é o que nos fazem, que nos deixa mal. É a resposta que damos ao fato. 

 

Para refletir

        

Como você tem se comportado nas últimas semanas? Tem conseguido buscar serenidade dentro de si para encarar o que não está tão bem? Energia para trabalhar o que está bom, mas pode ficar ainda melhor? Ou tem ficado nervoso, irritado, ansioso?

        

Cuidado com a ansiedade: concentre-se nos problemas sobre os quais você tem alguma influência, pode agir e, a partir de sua ação, resolver ou melhorar a situação. Ficar ansioso quando você não pode fazer nada, só trará mais problemas.

 

Então, pense um pouco nessas coisas. Ficar o tempo todo triste, mal-humorado ou ansioso pode deixá-lo, como você viu, doente. Procure adotar um comportamento mais sereno, bem-humorado, confiante. Simplesmente escolha ser assim. E trabalhe isso.

        

Não que uma postura positiva, por si só, vá resolver seus problemas. Mas, além de lhe fazer bem, com certeza o deixará num estado muito mais interessante,  atento para oportunidades e idéias que você talvez nem percebesse, se não tivesse optado por... sorrir.

        

 

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