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 Os Cúmplices nos Processos de Mudança

Em nossos seminários mencionamos sempre que o êxito do processo de mudança reside na capacidade do Gestor conseguir cúmplices para o que deve ser alterado. Esta cumplicidade deve ocorrer tanto nos aspectos mais genéricos, bem como naqueles em determinados grupos devem ser envolvidos.

 
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Como Construir Equipes Competentes

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Presidente da ASTD Brasil

 

A tarefa de liderar pessoas está sem dúvida entre os maiores desafios da gestão. Desde cedo, aqueles que assumem esta função deparam com desafios de toda ordem e, não raro, sentem-se descrentes de seu potencial para fazê-lo. Para os mais desesperados, aviso logo: o desafio é normal e o aprendizado possível.

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 Marcelo Egéa

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CUMPLICIDADE E MUDANÇA

 

 

 

 

 

 

 

 

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L A COSTACURTA JUNQUEIRA

CEO do Instituto MVC,

Autor de 08 livros sobre Performance Organizacional

 

OS CÚMPLICES NOS PROCESSOS DE MUDANÇA

 

 

Em nossos seminários mencionamos sempre que o êxito do processo de mudança reside na capacidade do Gestor conseguir cúmplices para o que deve ser alterado. Esta cumplicidade deve ocorrer tanto nos aspectos mais genéricos, bem como naqueles em determinados grupos devem ser envolvidos.

 

O propósito deste artigo é facilitar a operacionalização dessa cumplicidade com o envolvimento e cooperação de sua chefia, subordinados, secretárias, clientes externos, etc..

 

A seguir, abordamos esses aspectos  e indicamos opções capazes de facilitar a implantação de novas formas para gerenciar mudanças.

 

ASPECTOS GENÉRICOS

 

Ao implantar qualquer idéia/sugestão , procure:

  • Mostrar à outra parte envolvida que ela também terá benefícios com sua idéia

  • Negociar com seu superior o apoio para as mudanças

  • Explicar antes, às pessoas envolvidas, o porquê de sua aplicação; será mais fácil obter delas aceitação e colaboração, se entenderem as razões porque você está querendo mudar

  • Implantar as idéias gradualmente, evitando a tentação de implantar todas as sugestões simultaneamente

  • Iniciar pela idéia/sugestão cuja implantação dependa exclusivamente de você: se der certo, será mais fácil convencer os outros e se envolverem

  • Ser flexível, evitando radicalismos; lembrar-se de que os outros podem estar motivados para mudar, mas não na mesma velocidade que você

  • Ter persistência. Isto é fundamental, pois no começo a organização reagirá contra suas idéias, especialmente se você estiver sozinho na disposição para mudar

  • Evitar qualquer juízo de valor sobre  outras pessoas envolvidas; Se quiser dar feedback para alguém, faça-o através de fatos/informações (ex. Fulano, durante uma hora, notei que você foi interrompido 15 vezes, você não gostaria...) Quaisquer julgamentos tendem a provocar atitudes e comportamentos de rejeição, por parte do outro

  • Respeitar o tempo do outro. Isto é fundamental; você terá a recíproca, se não por convicção, pelo menos por educação.

 

 

ASPECTOS OPERACIONAIS

  • Quanto aos aspectos operacionais, enumeramos algumas idéias para maior envolvimento de seu superior, dos subordinados,  e até dos clientes externos. Embora apresentadas separadamente, essas idéias muitas vezes têm aplicação ampla, valendo para quaisquer pessoas diretamente envolvidas em nosso esforço de mudança

  • Se for interrompido pelo superior pondere: “Fulano, você pediu para eu ir até ai agora, mas estou com Sicrano, tratando do assunto X: devo ou não subir?” Três aspectos importantes na sugestão: Você respeitou a hierarquia e evitou dizer não; informou o superior sobre o que estava fazendo, e agora ele pode cotejar prioridades; por último, a decisão de realizar a interrupção permaneceu com ele.

  • Manter sempre o superior informado do progresso dos seus esforços ; o que está dando certo é ótimo argumento para favorecer o aparecimento de novas idéias.

  • Solicitar a seus subordinados que, junto com os problemas; tragam também alternativas de solução; não perca tempo resolvendo problemas cuja solução compete a seus subordinados

  • Nas conversas com subordinados, solicitar que os assuntos sejam tratados na seqüência do mais importante (que traz mais resultados) para o menos importantes; assim, se faltar tempo, o aspecto mais relevante terá sido debatido.

  • Instruir sua secretária para interrompê-lo o mínimo necessário, de preferência através de bilhetes

  • Reservar horários predeterminados para envolver seus clientes externos; divulgue esses horários, mostre como os clientes serão beneficiados com isto, peça a opinião deles sobre como otimizar seus esforços. Lembre-se que as pesquisas mostram que clientes externos nos procuram mais na parte da tarde.

  • Definir previamente, de comum acordo com os clientes, o momento do início e término de seu contato; procure remeter, previamente, uma agenda

 

 

Estas são as nossas sugestões; convidamos você a adicionar outras idéias decorrentes de sua experiência. O problema agora é iniciar o processo de envolvimento de superiores, subordinados, secretárias e clientes. Faça isso hoje, não deixe para amanhã!

 

Prepare-se para o fato de que fracassos acontecerão; só acerta quem com os erros aprende.

 

Uma última palavra; mesmo depois de aplicadas todas estas sugestões nada garantem que você será mais eficaz como Gestor. A eficácia está diretamente relacionada com o que você, efetivamente, conseguir mudar.

 

Mas essa já é outra história!

 


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MELHORIA DE PERFORMANCE

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Marcelo Egéa

Consultor sênior do Instituto MVC

Sócio-Diretor da SerTotal RH Assessoria
 

 

COMO CONSTRUIR EQUIPES COMPETENTES
 

 

Liderar indivíduos vs liderar equipes: qual a diferença

 

A tarefa de liderar pessoas está sem dúvida entre os maiores desafios da gestão. Desde cedo, aqueles que assumem esta função deparam com desafios de toda ordem e, não raro, sentem-se descrentes de seu potencial para fazê-lo.

 

Para os mais desesperados, aviso logo: o desafio é normal e o aprendizado possível. Aquela história de que a liderança é uma habilidade inata não foi provada pelas pesquisas. Sabe-se hoje que liderar envolve uma série de habilidades e que cada um de nós tem mais tendência para umas do que para outras. Desenvolver aquelas que não são tão presentes requer tempo e perseverança, mas não é impossível.

 

Mas o meu intuito aqui é discutir o desenvolvimento de equipes competentes e, para isso, preciso começar diferenciando este desafio da liderança de indivíduos.

 

A diferença, apesar de sutil, começa com o entendimento de que equipes são entidades que estão acima dos indivíduos e são maiores que a soma destes. Gosto de utilizar uma metáfora, que ajuda a compreender o conceito. Imagine um ser vivo (o seu cãozinho, peixe ou tartaruga de estimação). Você se refere a ele como Totó ou Nemo, ou seja, uma unidade autônoma e com identidade própria. Porém, o que você está vendo é o resultado de anos de evolução da natureza, integrando sistemas e órgãos que funcionam com perfeição e harmonia. É inimaginável pensar que a pata do seu Totó possa não funcionar de maneira harmônica com o conjunto, quando você lhe atira um osso. Simplesmente, tudo funciona como um sistema único, uma EQUIPE. 

 

Infelizmente, quando estamos envolvidos com EQUIPES de trabalho, a percepção de que é um conjunto harmônico, com identidade e unidade próprias, não é tão imediata. No entanto, se tomarmos uma equipe como um conjunto de indivíduos que realizam tarefas de forma integrada, visando um objetivo comum, percebemos como ela pode se assemelhar a um organismo vivo.

 

É importante perceber que algumas funções e tarefas que realizamos normalmente são resultado da interação ENTRE os membros da equipe e que, individualmente, não conseguiriam cumpri-la, por mais perfeito e competente que cada elemento envolvido seja.

 

Elementos que permitem a construção de equipes

 

Precisamos agora entender que elementos são fundamentais para que uma equipe possa existir.  Podemos resumi-los num acróstico, utilizando a palavra COMUM:

 

 

Quanto mais presentes estes elementos estiverem na vida de um grupo, mais chance este grupo terá de se tornar uma equipe de verdade. Acompanhe comigo o significado de cada um deles:

 

Comunicação Interpessoal produtiva

 

Comunicação é o ato de dar e receber informações, compartilhar idéias, pensamentos, opiniões e sentimentos (verbal ou não - verbalmente), de maneira aberta e sem barreiras. É um elemento fundamental para a criatividade grupal e alicerce de qualquer processo interativo saudável.


Objetivo comum e tomada de decisão efetiva

 

É a noção clara sobre quais são os objetivos a serem cumpridos, assim como os indicadores para medir seu avanço e alcance. Tomada de Decisão é o processo de escolher uma direção para agir. A tomada de decisão efetiva considera a natureza da tarefa, a qualidade da decisão, o tempo disponível e o comprometimento necessário para a implementação. Não importa se ela é autocrática, pela maioria, minoria, por consenso ou unanimidade, mas sim a sua efetividade no momento e na tarefa em questão.

 

Mobilidade na Liderança

 

Liderança é um processo de influência e pode ser assumido por qualquer membro da equipe. As funções da liderança incluem tanto a ênfase nas tarefas quanto no bem-estar e confiança entre os membros da equipe (como os membros trabalham em conjunto).

 

Unidade com divisão de papéis

 

Uma Equipe deve sentir-se unida através do processo de complementaridade que existe entre seus membros. A Divisão de Papéis refere-se a como os membros da equipe dividem as funções, tanto para execução das tarefas quanto para a manutenção da unidade e clima positivo. Inclui a valorização mútua das competências diferentes como fundamentais para o resultado global. É fortemente influenciada pelo respeito e reconhecimento do espaço e papel desenvolvido por cada um dentro da equipe.

 

Moral e Clima elevados

 

Clima e Moral referem-se à atmosfera que existe dentro de uma equipe, principalmente nos momentos difíceis e que exigem esforço do conjunto. Também, a identidade, padrões culturais, ritos e símbolos que reforçam a unidade.  O clima nos dá referências sobre a saúde e o estágio de desenvolvimento da equipe. A avaliação sobre o clima nem sempre vem de uma observação objetiva dos comportamentos entre eles, mas sim da observação e escuta atenta das interações e hábitos entre os membros, tanto no nível verbal como no não-verbal.

 

Estes elementos correspondem ao COMO uma equipe trabalha e indicam sua competência para trabalhar de maneira integrada. Não podem ser confundidas com as dificuldades da tarefa em si, que exigem conhecimentos e habilidades técnicas e específicas. Ambas precisam estar presentes para que o desempenho seja superior. O fato é que, na maioria das vezes, existe uma preocupação excessiva com as questões técnicas e mínimas com a competência de trabalho em equipe. Talvez por isso as experiências sejam tão frustrantes.

 

As fases de evolução das equipes

 

Como as equipes não nascem prontas, o seu processo de desenvolvimento precisa ser compreendido e estimulado. Cada um dos elementos descritos acima precisa evoluir de maneira sincrônica, apesar de não estarem necessariamente vinculados. É papel não só dos líderes, mas também de cada membro da equipe, estimular o avanço do conjunto em busca de resultados superiores.

 

Segundo Tuckman e Steel, as fases de desenvolvimento das equipes são:

 

 

 

Cada estágio possui características próprias e demanda ações e iniciativas diferentes, tanto dos membros quanto do líder:

 

Formação:

Muita disposição e entusiasmo, porém ingênuos. A ênfase deve ser na estruturação, definição clara de objetivos e papéis, além da aquisição de competências técnicas e para funcionar em grupo.

 

Questionamento:

Conflitos e desentendimentos, resultantes da frustração inicial com o desempenho do conjunto, requerem suporte emocional, equilíbrio e esforço para manter o foco e continuar o caminho para a aquisição das competências.

 

Normatização:

O grupo se dá conta de que precisa estabelecer regras e definir procedimentos de trabalho e convívio. Apesar de ainda existirem conflitos, eles são enfrentados de forma madura, com o intuito de melhorar os resultados do conjunto.

 

Maturidade:

O grupo torna-se enfim uma equipe competente, capaz de se organizar e resolver seus problemas, superando obstáculos e tendo orgulho de si mesma.

 

Finalização:

Caso o grupo venha a se separar por qualquer motivo, esta tanto pode ser uma fase para celebrar sucessos ou de medo e insegurança pelo futuro. Dependendo de qual dos dois sentimentos prevaleça, o resultado pode ser mantido em alto nível ou deteriorar.

 

O simples fato de conhecer estes estágios pode ser muito saudável para a equipe, ajudando-a a compreender que suas dificuldades são normais e acontecem sempre que se busca o alto desempenho. Aos líderes, cabe auxiliá-la neste caminho, oferecendo apoio e orientação naquilo que lhe falta em cada fase.

 

Por isso, da próxima vez que você for repreender seu cãozinho por uma traquinagem, tenha mais respeito: não é um indivíduo e sim uma equipe. Demorou muitos anos para a natureza alcançar este estágio de integração. Mas, ainda assim, não é perfeita.

 

 

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