Edição Nº. 162 - 20 de Agosto a 2 de Setembro de 2008 | Edições anteriores, clique aqui!

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 }} Coaching: Missão ou Paixão?

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Não há dúvidas, as três respostas estão corretas e não são excludentes! Para nós, profissionais da gestão de pessoas é um “trabalho” que exige persistência de ambos os lados, de quem é o desenvolvido e de quem quer ajudar a desenvolver. È uma missão, ou seja, o propósito de nossa atividade. Para mim é paixão! Mas, porque é paixão? Porque as paixões nos colocam num estado de encantamento e de intensidade, mas geralmente são temporárias.

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Denize Dutra

 

}} Teste

}} Influência e Negociação

Delegação: Uma Auto-análise  

Negociando com o Chefe

Delegação é um conceito aparentemente claro, mas que, na prática, poucas pessoas aplicam.    O desejo manifesto de delegar normalmente não corresponde a uma efetiva ocorrência da delegação, especialmente nas pequenas e médias empresas, quando a centralização decisória tende a predominar. Faça o teste

LA Costacurta Junqueira

 

 

Pode-se afirmar que a convivência produtiva com o chefe se enquadra nas técnicas básicas do tema negociação. A negociação pressupõe, em sua estratégia, a oportunidade de usar o tempo. O que significa isso? Significa estar preparado para dizer o que precisa ser dito, no momento certo. Significa também que no momento da conversa com o chefe, qualquer profissional deve se dar conta de que deve dispor de informações suficientes para fazer afirmativas, ou confrontar idéias.


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Francisco Bittencourt

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INFLUÊNCIA E NEGOCIAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

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FRANCISCO BITTENCOURT

Consultor Sênior do MVC,

Professor dos MBAs Executivos da FGV

 

 

NEGOCIANDO COM O CHEFE...

 

 

Pode-se afirmar que a convivência produtiva com o chefe se enquadra nas técnicas básicas do tema negociação.

 

A negociação pressupõe, em sua estratégia, a oportunidade de usar o tempo. O que significa isso?

 

Significa estar preparado para dizer o que precisa ser dito, no momento certo.

 

Significa também que no momento da conversa com o chefe, qualquer profissional deve se dar conta de que deve dispor de informações suficientes para fazer afirmativas, ou confrontar idéias.

 

É fundamental que, no momento escolhido para falar com seu superior, o profissional leve em consideração alguns aspectos:

 

a)        Consegue expor sua emoção no momento de falar o que deve ser falado?

b)        Consegue sentir-se seguro em defender suas posições, frente às críticas ou observações que se propõe a fazer, na hora da conversa?

c)        Está certo de que seus fundamentos conseguirão se sobrepor à autoridade ou à extrapolação da autoridade do chefe, no momento da conversa?

d)        Se a conversa com o chefe envolve críticas à sua atuação, tem opções de proposta, para mudar o pensamento dele?

e)        Historicamente sua relação interpessoal com o chefe permite dar segurança e consistência à sua abordagem?

 

Em segunda instância, a negociação pressupõe a oportunidade de usar as fontes de poder.

 

Com relação a esse segundo instrumento da negociação, uma reflexão deve ser feita:

 

a)        Do que dispõe o profissional, para oferecer ao chefe, na medida em que deve solicitar a ele alguma mudança, quer seja em comportamento, quer seja em procedimentos a serem adotados?

b)        Existe algum tipo de pressão que possa exercer, sem provocar ameaça ao chefe, no sentido de atingir seus objetivos?

c)        Tem algum fundamento legal, ou fruto de um acordo interno entre seu chefe e a equipe, no sentido de fazer valer como argumento em sua conversa?

d)        Dispõe de alguma informação ou conhecimento que seja capaz de servir de base para sua conversa, ou reforço de seus argumentos?

e)        Sente-se capaz de persuadir seu chefe com sua linha de raciocínio? Seu poder pessoal é suficientemente consistente para enfrentar dificuldades decorrentes da confrontação com um poder superior?

 

As questões levantadas se aplicam ao seu chefe. De que forma o profissional o vê?

 

Há um conjunto de comportamentos que, na vida profissional comprometem o relacionamento interpessoal em organizações, seja entre parceiros, seja entre líderes e liderados, seja entre liderados e líderes.

 

Conhecendo esses comportamentos faz-se necessário agir de forma proativa, não deixando para reagir, quando julgar necessário, diante de obstáculos criados por suas atuações.

 

  •  PESSOAS QUE TÊM HESITAÇÕES DIANTE DE UMA DECISÃO A SER TOMADA, MESMO DE ROTINA;Diante de pessoas com esse comportamento, um dos caminhos é levar sugestões, fazer propostas, indicar procedimentos ou atitudes que possam fazê-lo superar as dificuldades provocadas pela hesitação. Ao levar sugestões não deixar de indicar possibilidades de resultado.

  • PESSOAS COM PERFIL AUTOCRÁTICO E INFLEXÍVEL; Levantar argumentos que estejam fundamentados em bases sólidas; neste caso é recomendável ter na equipe parceiros que possam dar sustentação à argumentação; não sucumbir à postura inflexível, que, de um modo geral é fruto da insegurança, ou da incapacidade do outro, de contrargumentar; não desistir diante da primeira resistência; se for conveniente, recue temporariamente; volte à carga tão logo se sinta de novo municiado de novos argumentos.

  • PESSOAS COM NECESSIDADE DE DOMINAR A PALAVRA A TODO O TEMPO;Prestar atenção ao que o outro diz, seja ele seu chefe ou não; não interrompê-lo, pelo menos até que conclua seu raciocínio; aproveitar os momentos de pausa (até respiratória), para interferir, intervir ou mesmo contestar o pensamento; usar a técnica do espelho, quando o interlocutor aproveita o que o outro disse, repete e constrói seu raciocínio. Conhecer o valor do silencio, ou seja, verificar que sua intervenção vai trazer alguma contribuição, ou se será preferível tentar em uma outra oportunidade.

  • PESSOAS QUE RELUTAM EM FECHAR UM NEGÓCIO OU ACORDO;Com esse tipo de comportamento é recomendável solicitar sua opinião, ou mesmo delegar autoridade para que tenham a oportunidade de concluir seus objetivos. Estabelecer metas específicas juntamente com o chefe, no sentido de colocar-se à disposição dele para dar o devido suporte para que tome as decisões; procurar apoio em outros parceiros na equipe; tomar cuidados para que sua iniciativa não signifique ameaça para o chefe.

  • PESSOAS QUE ACEITAM OPINIÕES DE OUTROS SEM DISCUTIR;O tratamento dado a esse tipo de comportamento é semelhante ao indicado para o comportamento anterior; mostrar ao chefe que essa posição enfraquece sua posição como líder; deve haver cuidado, no sentido de não demonstrar que sua posição reforça a aparente “fraqueza” no comportamento do chefe.

  • PESSOAS QUE TEM PRESSA EM FINALIZAR O QUE FAZEM SEM PREOCUPAÇÃO COM CONSEQÜÊNCIAS;Diante de atitudes impensadas pelo chefe, mostrar os prováveis resultados; usar fundamentos lógicos, não procurar mostrar os erros da decisão, mas tão somente as conseqüências; nessa situação é conveniente ter parceiros na equipe, que reforcem essa situação.

  • PESSOAS QUE ATRIBUEM AOS OUTROS O QUE ELAS MESMAS PENSAM OU DEDUZEM;Esse comportamento, quando atribuído ao chefe, sem dúvida é desagradável. Vale identificar as fontes adequadas, que foram mencionadas pelo chefe, e verificar a possibilidade de levá-las a confrontar sua posição. Deve sempre haver o cuidado de não diminuir a autoridade do chefe nesse caso, embora se um chefe age dessa forma, está deficiente em sua autoridade.

  • PESSOAS QUE NÃO SE INTERESSAM PELO QUE OS OUTROS DIZEM E COM DECLARAÇÕES QUE “CAEM NO VAZIO”;Neste caso é essencial insistir para que o chefe ouça o que o profissional tem a dizer. A única característica que não se perdoa em um participante de contexto produtivo é a omissão. Se em determinado momento não encontrar eco para o que tem a dizer, recue temporariamente, e quando sentir que o clima sofreu alguma modificação, voltar à carga; a busca de parceiros para essa iniciativa é positiva. Se o chefe faz declarações sem consistência, que “caem no vazio”, contrargumentar, mostrando, de forma sutil, a superficialidade do que foi dito. É importante observar que em hipótese nenhuma deve se atacar a pessoa, mas sim o problema que ela provoca.

  • PESSOAS QUE SONHAM ACORDADAS, COM COISAS IMPROVÁVEIS

No caso recomenda-se trazer o chefe para a realidade, levar fatos concretos, situações factíveis e que possam ser percebidas por ele; não permitir que suposições, "achismos" ou visões impressionistas (tenho a impressão de que...).

Confrontar a posição do chefe, marcada pelo irrealismo, com situações objetivas, que tenham ser vividas ou percebidas por ele ou pela equipe.

Buscar parceiros entre os membros da equipe é recomendável.

  • PESSOAS “DO CONTRA“;A abordagem neste caso é idêntica a que foi recomendada para pessoas que tem perfil autocrático ou inflexível. Na medida do possível procurar parceiros para suas idéias que tenham algum tipo de influência sobre o chefe. 

 

O que pode ser percebido, nesses casos é que há riscos, pois o chefe poderá, em algumas situações utilizar seu poder para uma decisão autocrática (advertir, e até mesmo demitir).

 

Mas a opção que se apresenta ao profissional é:

 

a)         Prefere aceitar uma posição submissa, aceitando tudo o que chefe oferece, por seu perfil autocrático?

b)         Ou prefere criar um ambiente onde sua posição, sua opinião e sua visão do contexto é aceita, e considerada pelo chefe e pela equipe?

 

Lawrence Apple, pensador afirmou que no mundo existem três tipos de pessoas:

 

a)       As que fazem com que as coisas aconteçam...

b)       As que vêem as coisas acontecendo...

c)       As que sequer sabem que as coisas acontecem...


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COACHING: MISSÃO OU PAIXÃO?

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DENIZE DUTRA

Consultora Sênior do MVC

Professora dos MBAs Executivos da FGV

 

 

DESENVOLVER PESSOAS: TRABALHO, MISSÃO OU PAIXÃO?

 

 

Não há dúvidas, as três respostas estão corretas e não são excludentes! Para nós, profissionais da gestão de pessoas é um “trabalho” que exige persistência de ambos os lados, de quem é o desenvolvido e de que quer ajudar a desenvolver. È uma missão, ou seja, o propósito de nossa atividade. Para mim é paixão! Mas, porque é paixão? Porque as paixões nos colocam num estado de encantamento e de intensidade, mas geralmente são temporárias. Como o coaching é um processo de desenvolvimento com tempo determinado e de curta e média duração, que exige por sua vez uma intensidade emocional em relação às metas que estão sendo perseguidas e um forte envolvimento com as atividades definidas, acaba por se tornar algo “apaixonante” também para o profissional que está conduzindo o trabalho!

 

COINCIDÊNCIA?

 

Não acredito em coincidências, por isso não cometeria o equivoco de dizer que dei sorte de ter sido procurada por clientes incríveis! Minha carreira começou como psicanalista e gostava do meu trabalho, tinha muitos atendimentos, mas percebi claramente que do ponto de vista prático de ajudar as pessoas a se sentirem e a se tornarem seres humanos mais realizados e felizes, este seria um caminho lento demais para a velocidade que os tempos modernos exigem.

 

Como já tinha tido experiências interessantes no campo organizacional, tomei a decisão de abandonar a psicanálise como atividade profissional e enveredei por esta área da gestão e do desenvolvimento das pessoas, fui buscar nas ciências da administração, da educação, aprofundei conceitos sobre o comportamento organizacional, na época, ainda pouco difundidos no Brasil, muitos cursos, congresso, leituras e o mais importante, muitos coachs e mentores ao longo da minha carreira, com os quais aprendi tanto que seria incapaz de conseguir relatar.

 

Outro dia num programa dê desenvolvimento de uma grande organização pública, num grupo de pessoas muito jovens, pedi que identificassem um líder , como sempre costumo fazer nestes programas e uma jovem depois de ouvir todos os colegas, deu um depoimento muito rico, sobre o como temos necessidade de buscarmos referências que estão distantes de nós, que sejam famosas e reconhecidas por todas, ninguém havia citado os pais, avós, professores, chefes imediatos, ou seja, pessoas que fazem parte do nosso cotidiano e que influenciam de forma muitas vezes imperceptível a nossa vida...

 

Lembrei-me de quando fiz o meu processo de coaching (na posição de coachee) que fui questionada sobre os meus modelos e nas pessoas que realmente eu tinha pensado, naquele momento. E de fato, é incrível como algumas pessoas têm peso significativo na formação de nossos valores de nossos modelos mentais, na aquisição de determinadas formas de fazer as coisas. Talvez por ser reconhecer nestas pessoas e ser tão grata a elas pelo que sou e pelo que faço hoje, me apaixone tanto a idéia de fazer alguma diferença na vida de meus clientes (individuais ou organizacionais). Muito mais do que a relação comercial que se estabelece onde trocamos moeda por algum bem que o outro tem dificuldade até de tornar tangível, estabelecemos uma troca de energias, onde um alimenta o outro na realização de suas diferentes necessidades.

 

MENTES BRILHANTES

 

Tenho trabalhado com mentes brilhantes, profissionais bem sucedidos profissionalmente, com excelentes formações acadêmicas, reconhecidos em seus mercados, mas que se dão conta de que aspectos do seu comportamento criam algum tipo de barreira à consecução de seus objetivos profissionais e pessoais, que na verdade buscam se sentir mais felizes com o que fazem e com o que são!

 

Tenho vivido momentos intensos no trabalho de coaching com estas pessoas, geralmente muito determinadas, mentes muito instigantes, que no papel de ajudá-las em seu processo de autoconhecimento e autodesenvolvimento, acabam por contribuírem  significativamente para o meu próprio amadurecimento pessoal e profissional. Pessoas que, a cada descoberta e conquista, vibro como se fossem minhas...

 

Como trabalho muito com cenas de filmes em meus programas de desenvolvimento, isto me faz lembrar muito deles, que abordam a importância destas relações em nossas vidas, que quando assistimos pensamos que foram roteiros criados para o cinema, ainda que muitas destas histórias sejam baseadas em fatos reais. Esquecemos que a nossa vida, em torno de nós, embora sejamos tratados de atores sociais, somos essencialmente os autores de nossa própria história e que nela temos personagens tão interessantes e heróis quanto os de Hollywood. A única diferença é que a maioria age no anonimato da sociedade moderna...

 

CONCLUSÃO

 

Mesmo gostando imensamente do trabalho da educação corporativa e estando envolvida em projetos muito interessantes, não posso negar que a atividade como coach concilia esta paixão pelo desejo de ajudar o outro a ser mais feliz, o olhar “psicológico” para o ser humano e suas interações sociais, com ferramentas que permitem que estas intervenções sejam focadas em resultados que fortalecem a crença das pessoas em sua própria capacidade de realizarem aquilo que sonharem, pois a felicidade está dentro de si e na forma como caminhamos, não necessariamente aonde chegamos!

 

 

 

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TESTE - DELEGAÇÃO: UMA AUTO-ANÁLISE

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L.A. Costacurta Junqueira

CEO do Instituto MVC

 

 

DELEGAÇÃO: UMA AUTO-ANÁLISE

Uma Abordagem para Pequenas e Médias Empresas


 


Delegação é um conceito aparentemente claro, mas que, na prática, poucas pessoas aplicam. O desejo manifesto de delegar normalmente não corresponde a uma efetiva ocorrência da delegação, especialmente nas pequenas e médias empresas, quando a centralização decisória tende a predominar. Dentro dessa linha, cremos que vale a pena examinar algumas das motivações positivas e/ou negativas da delegação. Elas funcionam como elementos facilitadores ou obstáculos ao processo.

MOTIVAÇÕES:

POSITIVAS: Treinar subordinados; motivar subordinados; obter tempo para tarefas mais nobres; aumentar a iniciativa dos subordinados; desenvolver a criatividade.

NEGATIVAS: Não gostar de tarefa; transferir tarefas com resultados que demoram a acontecer; delegar função de apreço pessoal pelo subordinado, não levando também em conta a competência; delegar por não conseguir executar a tarefa em tempo hábil.

É sempre bom lembrar que a tese por trás da delegação é a de transferir tarefas mais programáveis, picotadas, repetitivas, rotineiras, liberando o Empresário para atividades criativas, não-programáveis, que demandem maior concentração de tempo e profundidade de análise.

Outra questão envolvida com o ato de delegar e que vem causando grandes problemas é delegação de responsabilidade desacompanhada de autoridade.
Tudo pode ser feito pelo delegado, mas nada é decidido por ele. Quando isto ocorre, é comum aparecerem problemas tais como expectativas não realistas de parte a parte, interrupções freqüentes, conflitos interpessoais, e, conseqüentemente, maior perda de tempo.

NÍVEIS DE DELEGAÇÃO

Há seis níveis para delegação de autoridade. Cada um deles possui diferentes implicações para o tempo do Empresário.

Convidamos o leitor a analisar suas delegações, procurando enquadrá-las em cada um dos estágios ou graus de autoridade a seguir exemplificados:

  1. "Vá em frente: nenhum contato comigo é necessário".

  2. "Vá em frente: 'me informe' o que você fez"

  3. "Vamos ver isso juntos: mantenha-me informado do que você pretende fazer; vá fazendo tudo, a menos que eu diga não"

  4. "Vamos ver isso juntos: mantenha-me informado do que você pretende fazer; não faça nada até que eu aprove"

  5. "Vamos ver isso juntos: traga-me alternativas de ação, argumentos favoráveis, recomende a melhor alternativa para minha aprovação";

  6. "Vamos ver isso juntos: forneça-me todos os fatos; eu decidirei o que fazer".

A delegação eficiente sempre tenderá para o primeiro estágio. O sexto estágio praticamente representa a negação da idéia de delegação. O processo pode também sofrer uma involução, determinando uma diminuição do grau de autoridade já concedida, embora isto sempre deva acontecer em caráter temporário.

TESTE: VOCÊ SABE DELEGAR?

Deixando de lado as considerações referentes a graus de autoridade no processo de delegação, segue um rápido teste para que o Empresário possa situar-se em termos de sua posição atual como delegante. Procure responder as questões de acordo com sua realidade e não pensando no que é ideal. Se tiver dúvidas sobre a resposta adequada, solicite a opinião de um subordinado.

Use as seguintes alternativas de resposta:

 

"SIM" (S),

"NÃO" (N),

"MAIS OU MENOS" (M).

 

1. Você tem um substituto eventual formalmente designado?

(S)
(N)
(M)


 

2. Quando você tira férias ou se ausenta do trabalho, a produtividade cai significativamente?

(S)
(N)
(M)


3. Você possui tendência para "assumir" tarefas mais técnicas que agora não lhe competem (especialmente aquelas que você executava antes de ser empresário?

(S)
(N)
(M)


4. Seu critério usual para delegação é o de transferir para os subordinados também as tarefas que gosta de executar?

(S)
(N)
(M)


5. Ao delegar é comum você usar a frase: "isto agora é com você, não quero mais ver este problema"?

(S)
(N)
(M)


6. Você tem sempre a convicção de que executa as tarefas melhor e mais depressa que seus subordinados?

(S)
(N)
(M)


7. Você sempre ou quase sempre aceita dividir com seus subordinados o "ônus" das decisões?

(S)
(N)
(M)


8. Você se considera um perfeccionista?

(S)
(N)
(M)


9. Você considera mais agradável executar diretamente as tarefas, em oposição a conseguir resultados através de terceiros?

(S)
(N)
(M)

10. Quando delega, você tende a conceder mais responsabilidades (atribuições) do que autoridade (mais coisas para fazer do que o poder de decisão sobre elas)?
(S)
(N)
(M)


11. Logo depois que você delega uma tarefa, é comum se impacientar quando procurado para esclarecer eventuais dúvidas?

(S)
(N)
(M)


12. Você costuma definir a forma de controle da delegação no momento em que ela é efetuada?

(S)
(N)
(M)


 

13. Além de delegar "o que fazer" você costuma definir com seus subordinados exatamente qual deva ser o caminho a ser seguido por eles (o "como fazer")?

(S)
(N)
(M)


14. Quando delega, você usualmente define prazos e limites da delegação, procurando fazê-lo de comum acordo com o grau de comprometimento do subordinado?

(S)
(N)
(M)


 


15. No início do processo de delegação você sempre ou quase sempre procura deixar claro para seu subordinado sua disponibilidade para dirimir dúvidas eventuais (você tem consciência de que quem delega, a curto prazo, deve reservar tempo adicional para treinamento do subordinado)?

(S)
(N)
(M)


 

 

 

 

INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS:

  • Atribua 1 ponto se respondeu SIM nas questões 1, 4, 6, 12, 14, 15;

  • Atribua também 1 ponto se respondeu NÃO nas questões 2, 3, 5, 7, 8, 9, 10, 11, 13;

  • Atribua meio ponto às respostas M (mais ou menos).

 

Eis a chave de interpretação para suas respostas, bem como algumas sugestões para melhorar sua competência para a delegação:

  • Entre 3 e 0 pontos: Você tem problemas sérios com seu esquema de delegação. Reveja suas prioridades, discuta com seus subordinados sugestões para delegar mais. Registre um dia todo de trabalho e analise as oportunidades de delegação.

  • Entre 7 e 5 pontos: O problema existe. Não é tão sério, mas a situação pode piorar.

  • Entre 11 e 8 pontos: Você utiliza o instrumento delegação, mas sempre é possível melhorar.

  • Entre 15 e 12 pontos: Você é um Executivo perfeito no que tange à delegação. Nossos parabéns. É meio caminho andado para o prêmio Executivo do Ano.

 

 

LEMBRETES:


Qualquer que seja sua posição no teste, lembre-se de que a delegação sempre pressupõe:

  • Conhecimento exato de como você gasta seu dia de trabalho para poder relacionar o que é ou não delegável (a delegação exige uma comparação; tenha à sua mão o conjunto de atividades diárias, a comparação ficará mais fácil).

  • Que você não perde poder delegando; pelo contrário, quanto maior o "poder de fogo" de seus subordinados, maior poder como Empresário você terá (você é "avaliado" pelos resultados de sua equipe e não apenas pelo que você faz).

  • Que o erro é inerente ao processo de aprendizagem (e de delegação); admita erros dos subordinados, procure usar esses erros como instrumentos e oportunidades para treinamento.

  • Que outras pessoas podem fazer seu trabalho tão bem, ou melhor, do que você. Experimente conceder a elas uma oportunidade.

 

 

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