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 }} RH: Tirania ou Genialidade

 A tirania do "OU" versus a genialidade do "E"

SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO: Ao longo do século XX muitos profissionais de RH enfrentaram este verdadeiro desafio “shakespeariano”. Tal dilema se manifestava como se fosse um distúrbio bipolar, alternando posturas diametralmente opostas, do academicismo filosófico ao pragmatismo subserviente. Padecendo de tal crise de identidade, buscavam definir seu papel de forma reducionista, dicotômica e maniqueísta, trabalhando apenas com os extremos de um continuum, do tipo “preto ou branco”, “certo ou errado”, “bom ou mau”, “tudo ou nada”.

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 Américo Marques Ferreira

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}} Raposas, Cobras, Bagres e Macacos

   

Liderança Aeróbica: Cuidando de raposas felpudas, cobras criadas...

 

O profissional conclui seu curso superior, consolida a sua formação com um curso de pós-graduação e sai à procura de um emprego, ou de “um trabalho”. Eis que surge uma proposta, posição de supervisão ou gerência. E, de repente, se vê o cidadão frente à frente com um trabalho complexo, coordenando outros profissionais, alguns com experiência e uma longa jornada já realizada na empresa. Já nos primeiros momentos encontra-se com os personagens mencionados no título.

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Francisco R. Bittencourt

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RH: TIRANIA OU GENIALIDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

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Américo Marques Ferreira

Consultor Sênior do Instituto MVC

Autor dos Programas E-Learning sobre Mudança e Team Building.

 

 

 

A TIRANIA DO “OU” versus A GENIALIDADE DO “E”

 

 

SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO: ao longo do século XX, muitos profissionais de RH enfrentaram este verdadeiro desafio “shakespeareano.

 

Tal dilema se manifestava como se fosse um distúrbio bipolar, alternando posturas diametralmente opostas, do academicismo filosófico ao pragmatismo subserviente.

 

Padecendo de tal crise de identidade, buscavam definir seu papel de forma reducionista, dicotômica e maniqueísta, trabalhando apenas com os extremos de um continuum, do tipo “preto ou branco”, “certo ou errado”, “bom ou mau”, “tudo ou nada”.

 

Um dos efeitos colaterais indesejáveis desta patologia deu origem a intermináveis discussões metafísicas sobre se a Função RH conquistaria um lugar ao sol no nível estratégico ou deveria se conformar a uma atuação “tarefeira” nos níveis tático-operacionais das organizações.

 

Os papéis para os profissionais de RH eram freqüentemente encarados em termos de transição:

·         Do operacional para o estratégico

·         Do qualitativo para o quantitativo

·         Do policiamento para a parceria

·         Do curto prazo para o longo prazo

·         Do administrativo para o consultivo

·         Do voltado à função para o voltado ao negócio

·         Do foco interno para o foco externo e concentrado nos clientes

·         Do reativo para o preventivo

·         Do foco na atividade para o foco nas soluções

 

Recentemente, o tipo de transição DO... PARA... foi considerado simplista, pois os papéis assumidos pelos profissionais de RH, na realidade, são múltiplos, e não singulares. Eles devem desempenhar papéis operacionais e, simultaneamente, estratégicos. Precisam ser ao mesmo tempo polícia e parceiros. Assumir a responsabilidade tanto por metas qualitativas quanto quantitativas, no curto e no longo prazo. Para os profissionais de RH adicionarem valor a empresas cada vez mais complexas, precisam desempenhar papéis cada vez mais complexos e, às vezes, até mesmo paradoxais.

 

A quebra deste paradigma surgiu quando a Função RH descobriu que havia espaço para uma atuação multifacetada e complementar, conforme o modelo a seguir que descreve as metas e os quatro principais papéis
desempenhados pela Função Recursos Humanos:

 

 

 

Os dois eixos representam o foco e as atividades do profissional de RH. O foco vai do “estratégico de longo prazo” ao “operacional de curto prazo”. Os profissionais de RH precisam aprender a ser ao mesmo tempo estratégicos e operacionais, concentrando-se no longo e no curto prazo. As atividades se estendem da administração de processos (ferramentas e sistemas de RH) à administração de pessoal. Estes eixos delineiam quatro papéis principais de RH:

 

ü       Administração de estratégias de recursos humanos;

ü       Administração da infra-estrutura da empresa;

ü       Administração da contribuição dos colaboradores;

ü       Administração da transformação e da mudança.

 

Uma das abordagens que têm colaborado grandemente para viabilizar o posicionamento estratégico da Função RH é o BALANCED SCORECARD (BSC, pela sua capacidade de tangibilizar o outrora intangível comportamento humano no mundo corporativo.

 

As empresas que implantaram o BSC conseguiram conciliar de forma sistêmica as tradicionais perspectivas FINANCEIRAS e de PROCESSOS INTERNOS com dois enfoques mais recentes, contemplando as perspectivas do CLIENTE e da APRENDIZAGEM-CRESCIMENTO, conforme a figura a seguir:

 

 

Numa autêntica arquitetura de vasos comunicantes, o BSC proporciona uma interconexão de causa e efeito integrando as intenções estratégicas de forma concatenada entre as suas quatro perspectivas.

 

Tomando como ponto de partida os eixos estratégicos da perspectiva FINANCEIRA procura assegurar respostas às demandas do mercado de modo a conquistar e fidelizar CLIENTES, através de PROCESSOS INTERNOS sinérgicos, contando com a indispensável mobilização de competências por meio de investimentos em APRENDIZAGEM e o conseqüente CRESCIMENTO do capital intelectual.

 

Desta forma, a Função RH passou a ser um interlocutor confiável capaz de se comunicar com os níveis diretivos e os acionistas, com sua linguagem lógica, dedutiva, linear e cartesiana, ao mesmo tempo em que, utilizando sua inteligência emocional, mostrou-se competente para compreender e interagir com seres humanos, de forma sensível e produtiva, aqui representados pelos clientes externos e os diversos públicos-alvo internos.

Afinal, como afirmou Einsten em uma de suas geniais percepções: “NEM TUDO QUE CONTA PODE SER CONTADO E NEM TUDO O QUE PODE SER CONTADO, CONTA”.

 

Bibliografia consultada:

  • “Balanced Scorecard – Mapas Estratégicos” – Kaplan, Robert e Norton, David,  Editora Campus, 2004.

  • “Os Campeões de Recursos Humanos”  - Ulrich, Dave – Editora Futura, 1998

 


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RAPOSAS, COBRAR, BAGRES E MACACOS

 

 

 

 

 

 

 

 

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Francisco Bittencourt

Consultor Sênior do Instituto MVC,

Professor da FGV, Especialista em Gestão de Pequenas e Médias Empresas

 

 

LIDERANÇA AERÓBICA: CUIDANDO DE RAPOSAS FELPUDAS,

COBRAS CRIADAS, BAGRES ENSABOADOS E MACACOS VELHOS

 

 

O entendimento do papel de um líder como componente de sua própria equipe nos remete à visão de Kanter[1], ao indicar as habilidades e sensibilidades essenciais, para que líderes se transformem no que ela denominou “atletas empresariais”:

  • Aprender a trabalhar sem apoiar-se na hierarquia;

  • Saber como “competir” visando aumentar e não podar a cooperação;

  • Operar com padrões éticos elevados;

  • Ter uma certa dose de humildade;

  • Desenvolver o foco nos processos;

  • Ser multifacetado e habilidoso;

  • Obter satisfação por meio de resultados.

 

[1] KANTER, Rosabeth Moss. Quando os gigantes aprendem a dançar, apud CRAINER, Stuart. Os grandes pensadores da administração. SP: Futura, 2000.

 

 

INTRODUÇÃO

 

O profissional conclui seu curso superior, consolida a sua formação com um curso de pós-graduação e sai à procura de um emprego, ou como ocorre em boa parte dos casos, “um trabalho”.

 

Depois de muito batalhar, entregando seu currículo pessoalmente ou enviando pela Internet para o site das empresas, eis que surge uma proposta.

 

Uma posição de supervisão ou gerencia em empresa na qual, em face da escassez de mão de obra qualificada, oferece-se a posição de liderança a profissionais que, embora qualificados na formação, não têm experiência.

 

E, de repente, se vê o cidadão frente à frente com um trabalho complexo, coordenando o trabalho de outros profissionais, alguns com experiência e uma longa jornada já realizada na empresa.

 

Já nos primeiros momentos encontra-se com os personagens mencionados no título:

 

  • RAPOSAS FELPUDAS: movimentam-se de forma cuidadosa, sem fazer barulho, sedutoras, seu pelo lustroso impede que fiquem retidas diante de obstáculos, passam incólumes por qualquer situação e se caracterizam por uma aparência cuidadosa, que supera quaisquer dificuldades pessoais, provocadas pela ineficiência ou desconhecimento de sua área de atuação.

  • COBRAS CRIADAS: sabem de tudo, conhecem tudo, já passaram por todo o tipo de experiência, conhecem todos os meandros, labirintos e esconderijos da organização, nada acontece sem que sejam informados (algumas vezes previamente).

  • BAGRES ENSABOADOS: escorregadios, nada “cola” neles, estão sempre se safando de dificuldades, ou pequenas “armadilhas” colocadas em seu caminho; estão sempre nos lugares onde se espera que estejam, dificilmente são pegos no contrapé.

  • MACACOS VELHOS: dominam todos os truques capazes de surpreender a “platéia”, têm uma resposta para qualquer questão feita a eles, seu passado é rico em experiências, nada os assusta, pois já terão passado por inúmeras situações, são ladinos e muito perspicazes em “pular barreiras”.

 

A partir do conhecimento do perfil destas “peças”, o novo líder se vê na necessidade de encontrar instrumentos e recursos de trabalho que permitam “customizar” seu modelo de gestão e liderança, frente a esta diversidade de personagens.

 

Os detentores destes perfis, em princípio, não são profissionais incompetentes, pelo contrário, apresentam um histórico de eficiência.

 

O que é significativo, no entanto é a sua forma de agir no dia-a-dia, resistindo, de forma não frontal ao aparecimento de uma nova liderança.

 

A BUSCA DE CAMINHOS

 

O novo líder, ao se colocar no lugar adequado, de coordenar os trabalhos de sua equipe, cuidando de definir claramente suas responsabilidades (suas obrigações e as obrigações da equipe) estará em condições de definir um método de trabalho para superar as nuanças provocadas pelos perfis de seus comandados.

 

Algumas atitudes farão a diferença:

  1. Sempre que houver um assunto de interesse e de importância para o trabalho da equipe, compete ao líder dar início, deflagrar o processo de discussão, para o encontro de soluções;

  2. Compete ao líder, ao responder às questões formuladas por membros de sua equipe, emitir suas opiniões e transmitir as informações de forma fundamentada, com base em argumentos sólidos e de fontes confiáveis, compatíveis como nível de questionamento feito pela equipe;

  3. Agir no sentido de estabelecer o senso de direção (objetivos e metas a serem cumpridos), orientar (mostrar o caminho a ser percorrido, para consecução dos objetivos) e apoiar (dar suporte à equipe, no uso de recursos e ferramentas para atingir os objetivos e metas);

  4. Se houver dúvidas por parte da equipe em relação às tarefas ou aos objetivos e metas, se for percebido manifesto desinteresse em executar as obrigações ou ainda, nas situações de impasse, que provoquem a inércia dos membros da equipe, agir no sentido de superar a paralisação, quer seja esclarecendo, quer seja identificação de fatores motivacionais, quer seja administrando os conflitos provocadores do impasse;

  5. Definir ações de incentivo para a equipe, identificando erros e propondo o estudo do processo, para determinar as causas destes erros, e transformando-os em base para futuros acertos; nos casos de acerto por parte da equipe, reforçar, com reconhecimento o esforço e a qualidade do desempenho que levaram ao sucesso (acerto);

  6. Entender as manifestações de sentimentos dos membros da equipe, procurando conhecer as razões destas manifestações, superando-as com reforço, neutralizando com ações corretivas o que for negativo para a equipe, e otimizando os comportamentos positivos, para que sirvam de exemplo para os demais componentes.

  7. Demonstrar capacidade de manter os canais de comunicação, entre a liderança e a equipe permanentemente abertos, no sentido de impedir, senão evitar “barreiras” na comunicação, que comprometam o diálogo interno.

 

Com relação às raposas felpudas, cobras criadas, bagres ensaboados e macacos velhos, manter um comportamento fortemente atento, usando a máxima dos velhos negociadores:

  • Ter jogo de cintura, com flexibilidade bastante para não permitir que a pressão efetuada por quaisquer destes “modelos” o façam “sair do sério”;

  • Adotar “sangue de barata”, que não esquenta sob pressão, de forma a não se deixar levar por propositais atitudes que têm como finalidade, tirar o equilíbrio da liderança;

 

Em outras palavras, o novo líder deve se conscientizar de que:

  1. O líder é ele;

  2. As responsabilidades pelos resultados serão cobradas dele;

  3. Sua função é definir as responsabilidades da equipe, estabelecer as metas individuais e coletivas e cobrar os resultados;

  4. Sua obrigação é avaliar seus subordinados, não importa a consistência do pelo (felpudo), a melifluosidade do comportamento (cobras), o escapismo (bagres ensaboados) ou mesmo a matreirice (dos macacos velhos);

  5. Deixar claro para a equipe que comportamentos positivos, geradores de resultados serão reforçados;

  6. Deixar claro também para a equipe que comportamentos discutíveis, geradores de maus resultados ou de problemas serão identificados e seus autores ou responsáveis enquadrados nas regras de cobrança efetiva, institucional e pessoalmente.

 

No caso destes comportamentos “especiais”, que são o foco deste texto há que se considerar:

  1. Haverá reconhecimento onde houver esforço, desempenho, dedicação e consecução dos resultados;

  2. Haverá cobrança, onde houver quebra de continuidade;

 

Para consolidar sua posição, o novo líder estabelecerá alguns procedimentos, no sentido de atribuir autoridade, sem abrir mão de sua responsabilidade:

  • Estabelecer para a equipe um conjunto de desafios, acima das metas originalmente estipuladas (institucionalmente, ou setorialmente);

  • Solicitar a cada um de seus subordinados que descreva com detalhes o conjunto de tarefas pelas quais é responsável (para atribuir autoridade, é essencial que o “dono da função” entenda, de forma completa a amplitude de sua área de atuação.

  • Desenvolver periodicamente, reuniões de trabalho com a equipe, com agenda, lista de presença e ata com registro dos fatos ocorridos; estas reuniões, a serem incorporadas à rotina da equipe podem ser semanais, quinzenais, mensais, desde que com um calendário permanente;

  • Definir, para estas reuniões, como atividade adicional, a leitura e discussão de um texto, cujo conteúdo não tenha nada a ver com o trabalho, mas que possa despertar interesse; este tipo de atividade contribui para o desenvolvimento do diálogo interno na equipe, bem como “treina” as pessoas para processos de decisão coletiva (espírito negocial);

  • E, por fim:

    • Controle processos...

    • Avalie desempenhos...

    • Cobre resultados...

    • Garanta a qualidade da equipe.

 


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