|
Voltar
Eunice
Mendes
Lena
Almeida
Marco
Polo Henriques
Autores do livro: FALAR BEM É FÁCIL
O
PASSO A PASSO DE UMA APRESENTAÇÃO
Antes da apresentação: preparando-se...
1.
Falar em público: dom divino?
Não se pode negar que alguns nasceram com o dom da
eloqüência. São pessoas carismáticas, persuasivas e
envolventes. Mas são casos raros. A maioria de nós, se
quiser se comunicar bem, deverá buscar subsídios, treinar
muito e empenhar grande esforço pessoal para administrar o
medo, traçar objetivos e estratégias, bem como buscar
conhecimentos para desenvolver e aprimorar essa arte.
2. Desfrute a sensação de ter sido convidado para se
apresentar em público
Encare sua apresentação como uma oportunidade ímpar de
aperfeiçoamento pessoal, e não uma ameaça; afinal, para
enfrentar uma platéia, é preciso afinar as convicções e os
argumentos.
Se o medo ameaçar, lembre-se: você foi convidado! Você
conquistou um espaço e o merece. Não deixe que seus medos
atrapalhem suas conquistas. Mostre o que sabe. As pessoas
estão ali para aprender com você, não para apontar as suas
inseguranças.
3. Pensar positivo faz toda a diferença
As imagens mentais positivas ajudam a fortalecer a
auto-estima. Por isso, os diálogos internos negativos que
reforçam a timidez devem ser evitados. Lembre-se de
situações em que você se superou e retome a sensação de
sucesso. É sobre essa base que se desenvolverão o
autocontrole e a segurança pessoal.
4. Visualize o sucesso de sua apresentação
Imagine-se indo em direção ao palco com passos tranqüilos,
semblante relaxado... você olha para a platéia e reconhece
nela uma torcida a seu favor... começa a falar e sente, já
na introdução, que despertou o interesse dos ouvintes.
Gradativamente, vai desenvolvendo o tema principal com
argumentos sólidos e consistentes, até fechar com muita
propriedade a apresentação, que foi clara, direta,
persuasiva.
Isso tem um efeito altamente poderoso sobre sua mente ao
preparar-se para a hora H. E, mesmo que a apresentação real
fuja desse
script
de imagens positivas, você já terá criado um clima mais
propício e tranqüilo para administrar todo tipo de tensão.
5. “Turbine-se”
No mundo da comunicação, assim como em qualquer outra área,
não há mágica. Então, invista em si mesmo para colher bons
resultados. Alguns bons investimentos:
-
Seja um observador das coisas à sua volta, procurando
estabelecer inter-relações, mesmo entre os temas
técnicos da sua área e os fatos do seu dia-a-dia.
-
Pratique a arte de ouvir para poder aprender.
-
Seja um crítico dos profissionais da comunicação
(apresentadores de TV, jornalistas, palestrantes),
percebendo os pontos fracos, mas destacando os pontos
fortes, nos quais você deve se inspirar.
-
Cuide de seu patrimônio intelectual e emocional, amplie
seu círculo de amizades. A arte da boa conversa ajuda
muito nas apresentações em público.
-
Treine sua capacidade de persuasão, argumentando sobre
questões polêmicas com amigos e colegas de trabalho.
-
Atualize-se em sua área profissional, investindo em
novos cursos.
6. Incremente o “currículo oculto” e fique antenado com o
mundo
Armazenar conceitos, fórmulas e associações verbais
criativas que possam ser “sintonizados” a qualquer instante
é um tipo de bagagem (o currículo oculto) que todo
comunicador deve ter para ganhar desenvoltura nas
apresentações, facilitar o encadeamento das idéias e
adquirir fluência verbal.
Para isso, deve-se ler muitos livros, pesquisar na internet,
assinar pelo menos um jornal diário, uma revista semanal e
uma publicação relacionada à sua área específica; assistir a
filmes diversos; participar de palestras e congressos;
conviver com pessoas da sua e de outras áreas.
7. Busque inspiração
De um modo geral, nas apresentações você pode recorrer a
pensamentos e frases célebres para desenvolver ou ilustrar
um determinado ponto. Tenha sempre à mão um caderno para
anotar o nome de autores, histórias e parábolas, tudo o que
puder servir para enriquecer o conteúdo da sua apresentação.
Crie pastas (no micro ou em local adequado) para arquivar
essas informações preciosas.
8. A ocasião faz a comunicação
Quer trabalhando em uma empresa, quer em situações sociais,
sempre há oportunidades para usar a palavra. Prepare-se para
essas ocasiões, exercitando no dia-a-dia sua fluência
verbal.
Outra forma de otimizar a fluência verbal é ler em voz alta
e criar o hábito de identificar e corrigir possíveis falhas
de dicção.
9. Estratégia comunicativa
Organize-se, planeje criteriosamente cada passo de sua
apresentação e confira sempre:
-
a sala
– tamanho e capacidade; obstáculos para a visualização;
localização de sua mesa; controle de iluminação;
decoração e/ou janelas que podem interferir na
manipulação dos recursos audiovisuais; temperatura;
localização de tomadas etc.;
-
os equipamentos
– microfone,
flip chart,
lousa, retroprojetor, projetor multimídia,
videocassete/DVD
player,
tela de projeção, além de outros materiais como lápis,
canetas, marcadores, folhetos etc.
10. Pense em TODOS os detalhes
Como coordenador de sua própria apresentação, você deve
cuidar também dos avisos gerais, informando os
procedimentos: o programa do evento (duração das atividades;
horário das refeições e do intervalo);
a logística do espaço (estacionamento, segurança,
dificuldades de acesso, localização dos bebedouros,
sanitários, escadas, elevadores, telefones e alarmes,
equipamento contra incêndio, sala da administração,
restaurante, lanchonete, enfermaria etc.) e as possíveis
restrições (fumar; usar telefone celular etc.).
Preparar-se para acolher os participantes da melhor forma
possível é o primeiro passo para a boa comunicação.
11. Escreva o que for falar
Para sentir-se mais seguro e ter certeza de que foi
entendido, as idéias devem ser apresentadas com lógica e
coerência. A melhor tática para isso é escrever sua
palestra.
Quando escrevemos, somos obrigados a imprimir coerência e
raciocínio lógico ao nosso pensamento e ao que queremos
dizer. O caminho das pedras é:
-
pesquisar tudo o que for possível sobre o assunto;
-
ter sempre à mão um bom dicionário para consultas
permanentes e reciclar seus conhecimentos gramaticais;
-
fazer um roteiro das idéias principais;
-
deixar muito clara a importância do tema e a relação
deste com o interesse da platéia;
-
selecionar as idéias mais adequadas ao momento, local,
meio e público-alvo;
-
administrar bem o tempo, evitando discorrer sobre muitos
conceitos diferentes.
12. Procure criar seu estilo
No caso da comunicação, o estilo é uma marca individual, um
jeito único e intransferível de transmitir uma mensagem.
Procure conhecer seu estilo. Ele é formal ou informal?
Direto ou metafórico? Expressivo ou reservado?
Mas atenção: o estilo não pode ser
forjado
ou a platéia notará e reagirá de forma negativa. Seu estilo
deve harmonizar-se com sua personalidade e combinar seus
princípios e valores pessoais à imagem pública que você
pretende construir.
13. Focar é a chave
Sua apresentação deve ter uma característica específica, uma
linha mestra que permeie todo o conteúdo, para que não se
torne um conjunto de informações soltas e desconexas.
14. Crie um bom título
Na hora de definir o título de sua apresentação, pense bem.
O título é a primeira referência que você entrega ao
divulgador, o primeiro indicador da qualidade do seu
trabalho.
O título deve ser seu aliado, não seu inimigo. Infelizmente,
esse é um risco que você vai correr se fizer uma escolha
equivocada. Por isso, estude bastante antes de tomar a
decisão.
O melhor título é aquele que desperta a curiosidade das
pessoas e o interesse pelo que será apresentado.
15. Decifre seu público
O conteúdo da apresentação deve superar as expectativas dos
ouvintes. Daí a importância de se estabelecer relações entre
o tema da palestra ou do curso e a realidade dos
participantes, empregando exemplos tirados do dia-a-dia,
para facilitar a assimilação dos conceitos.
Além de surpreender, isso despertará o interesse e cativará
a platéia. Quanto mais você conhecer o público-alvo, maiores
são suas chances de atender às suas demandas.
16. Utilize o poder da empatia
A boa comunicação depende de um clima de confiança e
amizade. Evite preconceitos, não julgue os participantes,
respeite princípios e valores, mesmo que não concorde com
eles. Isso é primordial para o sucesso da sua apresentação.
As diferenças pessoais devem ser fator de enriquecimento,
não de ameaça. Os participantes não são seus inimigos.
Quanto mais confiança você transmitir, maior será a empatia
e o grau de aprendizagem.
17. Um pouco de adrenalina faz parte...
A melhor forma de administrar o medo é enfrentá-lo. Para
isso, faça uma lista de tudo o que de pior pode ocorrer
durante sua apresentação e memorize a solução. Por exemplo:
• Pane nos recursos audiovisuais
4O
melhor recurso é você. Prepare-se para se apresentar mesmo
sem recursos audiovisuais.
• Informação errada
4Na
primeira oportunidade que surgir, corrija. Não finja que não
errou!
• Escorregar ou cair no palco
4Peça
ajuda se for preciso. Levante-se, respire fundo, aja
naturalmente, mantenha o bom humor e vá em frente.
• Pergunta sobre um assunto desconhecido
4Anote
os dados do interlocutor, diga que vai pesquisar e enviar
uma resposta ou indicar um especialista no assunto.
LEMBRE-SE
Se um imprevisto ocorrer, relaxe. Você nunca
conseguirá ter o controle absoluto dos fatos
e imprevistos, ainda mais quando se trata de
relações humanas. Um pouco de adrenalina faz parte...
18. Procure entender seu próprio medo
É isso mesmo! Seu medo pode não passar de um fantasma e você
precisa enquadrá-lo. Como?
• Reconhecendo e identificando suas origens.
• Analisando criticamente suas razões.
• Aliviando-o com pensamentos otimistas.
• Treinando, treinando muito o conteúdo de sua apresentação.
• Realizando exercícios para controlar o medo.
• Visualizando seu sucesso.
19. Respiração consciente
Geralmente, a tensão bloqueia nossa capacidade respiratória,
trazendo desconforto e aumentando ainda mais a ansiedade.
Inspire conscientemente, prestando atenção na entrada e na
saída do ar. Admita que você está em um momento de pressão e
a respiração consciente pode aliviar o corpo e oxigenar o
cérebro.
Isso permitirá que você se sinta mais forte para administrar
suas emoções.
Respire!
Na hora H: apresentando...
1. Seja pontual
Sempre inicie sua apresentação no horário estabelecido: isso
é uma questão de respeito para com os ouvintes pontuais.
Diga-lhes também qual o horário do término do trabalho e
evite ultrapassar o tempo marcado para não criar ansiedade e
tensão na platéia.
2. Postura adequada
Imagine seu corpo sendo puxado internamente por um
fio
que vai do chão ao teto. Esse
fio
possui flexibilidade, elasticidade e ajuda a manter um eixo
estrutural que sustenta o corpo com elegância e
naturalidade. Os joelhos devem estar levemente flexionados e
os quadris bem encaixados.
3. Interação visual
O olhar é o que mais influi em uma comunicação. Todos
precisam se sentir
tocados pelo olhar do apresentador.
Divida a platéia mentalmente; se for grande, em quatro
partes: A, B, C e D. No início, olhe para o público como um
todo, depois olhe para a parte A, em seguida para a B,
depois para a C e finalmente para a D, revezando essa dança
do olhar de forma que todos se sintam contemplados por sua
atenção visual.
Mantenha a cabeça sempre erguida e o olhar direcionado à
platéia, evitando sentar, virar de costas e olhar para o
chão ou para o teto.
4. Os primeiros cinco minutos...
Os sentimentos de medo e ansiedade podem prevalecer no
início da apresentação e, se não forem administrados,
comprometer os resultados. Algumas sugestões para maior
segurança:
• Respire lentamente, percebendo com clareza os movimentos
de inspiração e expiração. Isso ajudará você a entrar em
sintonia consigo mesmo.
• Use roupas adequadas e confortáveis.
• Chegue com antecedência ao evento, não só para conferir os
detalhes, mas para se familiarizar com o espaço de sua
apresentação.
• Recepcione os participantes com a máxima cortesia e entre
logo no clima da apresentação.
• Olhe durante alguns segundos para a platéia e encontre um
rosto receptivo. Capte essa energia para si e em seguida
devolva-a para todos.
• Inicie sua fala com uma frase que atraia o interesse do
público.
5. Esqueça a técnica
Se durante a apresentação você ficar se corrigindo, querendo
aplicar as técnicas de comunicação, isso pode causar tensão
e comprometer a naturalidade da apresentação. Esse momento é
único. A platéia quer sua mensagem. Deixe sua avaliação para
depois.
6. Comece pelo começo
Na maioria das vezes, o profissional apresenta a si próprio
para a platéia. Essa é uma forma de legitimar seu papel
naquele momento e naquele espaço. Dedicar um tempo para se
apresentar ajuda a quebrar o gelo inicial.
Assim, com simplicidade e simpatia, saliente os aspectos de
sua biografia profissional que estejam relacionados ao tema
da apresentação.
Se houver um mestre-de-cerimônias para fazer isso,
corresponda com uma atitude amistosa: olhe para ele e ouça-o
com atenção até o momento de iniciar sua apresentação.
7. Quem é quem
O ideal é que todos os participantes usem crachás com os
nomes legíveis para ser identificados a distância. Isso
agiliza a interação com o grupo.
8. Perto dos olhos, perto do coração
Quanto mais próximos os participantes estiverem do
apresentador, maior será a interação e o envolvimento.
Assim, se o auditório tiver uma quantidade maior de lugares
disponíveis do que o número de espectadores, peça aos
presentes que ocupem as cadeiras mais próximas. Assim, você
terá uma visão mais global e compacta da platéia.
9. Trinta segundos e nada mais
No caso de platéias de até 30 pessoas, é possível pedir a
cada participante que se apresente. Para administrar melhor
o tempo, cada um poderá ter no máximo 30 segundos. Isso
dependerá do objetivo e do tempo do evento.
10. “Acordo de convivência”
Ao iniciar uma aula ou um treinamento, após conhecer as
expectativas do grupo, faça um “acordo de convivência” com
os participantes registrando em folhas separadas de
flip chart
o que o grupo
quer
(dinamismo, troca de informações, respeito, objetividade,
criatividade, recursos audiovisuais etc.) e o que o grupo
não quer
(tempo mal administrado, fumaça de cigarros, telefones
celulares tocando na sala ou na platéia etc.).
Se bem elaborado, esse acordo evitará desperdício de tempo e
garantirá uma relação mais democrática em que todos são
responsáveis pelo resultado do trabalho.
11. Defina a hora da participação da platéia
No início da apresentação, defina como e quando a platéia
poderá fazer perguntas. As opções são:
• Durante a apresentação, à medida que surgirem
questionamentos ou, no final da exposição, no tempo
reservado para as perguntas.
• Quando a platéia for muito grande, nem sempre há tempo
para responder a todas as perguntas. Uma solução é fornecer
um
site
ou endereço eletrônico para a pessoa entrar em contato.
12. Procure “envolver” a platéia
Se você perceber que seu público está sonolento ou inquieto,
faça imediatamente um intervalo ou, se possível, proponha
exercícios práticos ou jogos dramáticos. Treine antes para
verificar em que momento sua apresentação se torna cansativa
ou monótona e veja o que pode fazer para evitar isso.
13. A arte de ser simples
Se por vaidade o comunicador se expressar com linguagem
rebuscada, palavras desconhecidas, termos estrangeiros,
orações indiretas que dificultem a tradução das idéias, com
certeza a mensagem não chegará de forma clara aos ouvintes.
Escolher as melhores palavras é uma arte que pode ser
desenvolvida com treino constante. No caso de termos
específicos, técnicos, estrangeirismos, escreva o
significado no
flip
chart
ou no quadro.
Todo comunicador usufrui de uma condição privilegiada e não
precisa provar seu valor com um palavreado difícil. A missão
é comunicar, e isso só ocorre se a mensagem for
compreendida.
14. A força dos argumentos na apresentação
Explicar um conceito não exige apenas conhecimento técnico,
mas capacidade de persuadir o ouvinte. Quanto mais precisas
forem suas argumentações, maiores serão as chances de ser
bem compreendido.
A arte dos grandes oradores está no poder de argumentar. Um
bom argumento faz refletir e transforma.
15. Na medida certa
Cuidado com o excesso de informações – o público precisa de
um tempo para assimilar os conceitos. Comunicação eficaz não
se mede pela quantidade de informações veiculadas, mas pelo
número de informações apreendidas.
16. Tenha cautela com as estatísticas
Bombardear as pessoas com muitos números pode confundi-las e
reduzir as chances de aprendizagem. Muita informação gera
confusão. Por isso, trabalhe apenas com estatísticas
significativas, certificando-se das datas e de seu real
valor para a apresentação.
Não se esqueça de inserir os dados em um contexto, para
causar mais impacto.
17. Intervalo é sagrado
Por mais interessante que seja o conteúdo de sua palestra, a
platéia tem necessidade física de movimentar-se. Se
possível, a cada uma hora e meia faça um pequeno intervalo.
Proponha uma atividade vitalizadora para o grupo interagir e
renovar o interesse e a motivação. Corpo e mente precisam
estar
espertos
para a assimilação da mensagem.
18. Saiba lidar com os imprevistos
Todo apresentador conhece:
• ruídos externos que não cessam... O jeito é falar mais
alto do que os ruídos sem mostrar irritação, para não
desviar a atenção da platéia;
• conversas paralelas... Aproxime-se discretamente dessas
pessoas; o fato de aproximar-se faz que o foco retorne a
você;
• os eternos retardatários... Inclua-os com naturalidade sem
interromper o fluxo.
19. Emoção, sim; vexame, não
Há um exercício utilizado por atores que ajuda a administrar
emoções durante as apresentações em público.
Se o choro e/ou o riso nervoso se tornarem descontrolados,
experimente respirar lenta e profundamente, contrair os
dedos dos pés como se estivessem agarrando o chão.
20. Piadas? Tome cuidado...
Contar piadas durante uma apresentação pode ser uma faca de
dois gumes. Alguns comunicadores são, de fato, excelentes
humoristas e conseguem grande adesão da platéia. Por outro
lado, piadas costumam trazer ranços preconceituosos e podem
criar mal-estar ou ferir alguns espectadores.
Na dúvida, não pague para ver, pois o preço pode ser muito
alto. Se você não é um exímio contador de piadas, não tem
grande familiaridade com a platéia, não tem certeza de que a
piada tem a ver com o tema proposto ou trará algo de útil,
evite-a. Aja com simpatia e flexibilidade, e isso por si só
será suficiente para criar um clima de descontração.
21. O “branco” não é um bicho-de-sete-cabeças
A melhor arma contra o “branco” é o planejamento. Por isso,
esteja com todo o conteúdo pronto com a antecedência
necessária para a apresentação e repasse os pontos
principais.
Outras dicas úteis para lidar com o branco:
• lembre-se de uma palavra importante que permeie toda a
apresentação e faça uma associação de idéias;
• lance uma pergunta. Por exemplo: “O que ficou até agora
sobre o nosso tema?”
• seja sincero e diga: “Preciso que vocês me ajudem, pois me
deu um branco... Onde é que eu estava mesmo?”
22. Aprendendo a lidar com objeções
Se você espera enfrentar algum tipo de hostilidade durante
sua apresentação, ensaie mais vezes, antecipando-se às
possíveis objeções. Isso o deixará mais confiante. Um
planejamento técnico, mental e psicológico, aliado ao treino
dos mais variados imprevistos, é a melhor garantia para
vencer qualquer tipo de barreira.
Um dos passos importantes para o preparo de uma apresentação
é antecipar possíveis perguntas e pontos de vista do grupo
em questão. Depois, planeje a “resposta adequada”, que deve
ser a mais sucinta possível. Se você levar 10 minutos para
responder a cada uma das perguntas, não
conseguirá atender a maior parte das solicitações da
platéia. Além disso:
• ouça atentamente a pergunta;
• agradeça a pergunta;
• pense antes de responder a ela;
• responda para toda a platéia.
23. Perguntas da platéia devem ser bem-vindas
Uma pergunta não é uma ameaça. Relaxe, pense, planeje e só
então responda. Busque respostas objetivas e, se o ouvinte
não entender, repita a resposta de outra forma. Procure
sempre exemplificar.
Se não tiver uma resposta para a questão, seja franco.
Responda de acordo com seus conhecimentos.
24. Mantenha a serenidade
Se uma pessoa da platéia fizer uma pergunta agressiva com o
claro objetivo de desestabilizar sua segurança, não entre no
clima de hostilidade que o outro está querendo impingir.
Pense bem antes de responder, conte até 5, respirando
profundamente, puxe o “fio” para se centrar e só então
responda com tranqüilidade, sem ironia, com elegância e
educação. O apresentador deve manter a postura e responder
sempre da melhor maneira, especialmente para o ouvinte
indelicado
que está “testando” você.
Para ganhar tempo diante de uma pergunta capciosa ou
inconveniente, você pode pedir à pessoa que repita a
pergunta. Assim, você terá tempo de pensar na resposta, e a
tendência é que a pergunta seja formulada de maneira mais
branda. Outra possibilidade é o próprio comunicador repetir
a pergunta, retirando o tom ácido ou pejorativo, com o
intuito de esclarecer, não de confrontar.
25. Seja sincero
Se você não sabe como responder bem a uma pergunta, informe
aquilo que sabe e diga que poderá passar outros dados por
e-mail
ou no seu
site
tão logo consiga aprofundar a resposta mediante pesquisa ou
consulta a terceiros.
26. Platéia tímida...
Para o comunicador, as perguntas são o melhor termômetro
para avaliar sua apresentação
in loco.
Portanto, incentive a participação da audiência!
27. O “macro” deve ser combatido com o “mini”
Quando a platéia toma a palavra, é comum surgirem perguntas
muito genéricas ou muito amplas que exigem respostas muito
longas. A solução é responder resumidamente e explicar ao
indagador que ele encontrará mais detalhes no material
impresso do curso ou palestra.
28. Saiba direcionar as perguntas
Por mais mal formulada que seja a pergunta, o apresentador
nunca deve aproveitar a resposta para, de alguma forma,
corrigir o questionador. Além disso, se ele perceber que um
espectador tem dificuldade para formular uma pergunta,
espere a pessoa tentar se expressar antes de ajudá-la, pois
isso pode inibi-la ou fazer que se sinta de alguma forma
humilhada. Se for inevitável intervir, diga algo como: “O
que você quer me perguntar é...”.
29. A arte de ouvir a platéia e “dar o seu recado”
• Preste atenção naquilo que está sendo perguntado e procure
captar a intenção da pergunta.
• Observe como o espectador fez a pergunta: o tom de voz, a
ênfase, os gestos etc.
• Se a platéia for grande, repita a pergunta para que todos
a ouçam. Outras pessoas podem ter a mesma dúvida.
• Na hora de responder, dirija-se a quem perguntou e logo
depois responda para toda a platéia para evitar que a
maioria perca o interesse.
• Procure responder a todas as perguntas. Se sentir que
alguém está monopolizando a atenção, aproveite o primeiro
ponto final do interlocutor. Então, repita o que foi
perguntado, dê uma resposta e imediatamente passe para outro
interlocutor que queira perguntar.
• Ao ouvir as opiniões da platéia, evite expressões rápidas
e respostas que evidenciem avaliações precipitadas. Respeite
repertórios e referências diferentes.
30. Conclusão com criatividade...
Evite concluir sua apresentação com um mero: “Bem, é tudo
por hoje...”
Uma sessão de trabalhos que você planejou com tanto carinho
e para a qual se preparou com profissionalismo merece uma
conclusão bem formulada. Se não conseguir pensar em nada
especial para o encerramento ou se o tempo disponível não
permitir, pelo menos conclua com firmeza, recapitulando os
pontos principais e a mensagem-chave.
Utilize uma imagem, um fato, uma parábola que reforce todo o
trabalho e tenha interesse para os espectadores. Tente criar
uma frase sugestiva e marcante que irá fortalecer os
argumentos e facilitar a retenção dos conceitos.
Após a apresentação: avaliando...
1. Celebração...
É interessante comemorar, pois só você sabe o quanto
batalhou por seu sucesso.
Mas não é só isso. Esse é também o momento de realizar uma
auto-análise quanto:
• a
feedbacks
recebidos e “percebidos”;
• à consistência do trabalho;
• à distribuição do tempo nas fases de introdução,
desenvolvimento e conclusão;
• à capacidade de lidar com os imprevistos e possíveis
objeções da platéia;
• a níveis de interação com o público.
2. A prática leva à perfeição...
Tenha em mente que as comunicações avançam à medida que as
falhas são corrigidas. Treino é a regra do jogo.
TRECHO RETIRADO DO LIVRO FALAR BEM É FÁCIL
Voltar
|