Edição Nº 183 - 11 a 17 de Março de 2009 | Edições anteriores, clique aqui!

 

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  Delegação e Irritação

 Sem Delegação, só há Irritação

Meu chefe quer que eu faça todas as coisas exatamente iguais, da forma como ele faz...

O meu chefe não delega absolutamente nada...

O meu chefe sempre tem que incluir algum toque pessoal no meu trabalho...

Como é que eu posso aprender, se nunca tenho oportunidade de fazer?

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 João Alfredo Biscaia

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Política de Garantia MVC - Você Já viu alguma assim?    Qual o Número Ideal de Slides em uma Apresentação Eletrônica?

Caso o contratante não tenha ficado satisfeito com a qualidade dos serviços prestados, a seu único e exclusivo critério, poderá arbitrar o valor do serviço recebido (desde custo zero até o valor constante na proposta). Para isto, é suficiente remeter, por escrito, um e-mail ou correspondência para o Instituto MVC, justificando sua posição. É necessário que o cliente tenha contratado o Pré-diagnóstico de 08 horas para que esta política seja aplicável.

 

 

Como assim? Só posso responder essa pergunta ser souber quanto tempo dura a apresentação... Ledo engano! Associar slides a tempo não faz sentido. Já vi uma apresentação de duas horas onde o apresentador usou apenas... um slide! E, suspiro, já vi uma apresentação de 30 minutos onde fui obrigado a aguentar 60 slides. Dois slides por minuto! Adivinha se consegui prestar atenção em todos? Ou em algum?

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 Fernando Andrade



 

 

 

 Expediente

  Publisher: Costacurta Junqueira; J.B. Vilhena Webdesigner: Leandro Santana; Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa Ramos, Aaron Anderson e Consultores do Instituto MVC.

 

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DELEGAÇÃO E IRRITAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

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João Alfredo Biscaia

Consultor Sênior do Instituto MVC

 

 

SEM DELEGAÇÃO, SÓ HÁ IRRITAÇÃO

 

 

Os Fatos:

 

Muito provavelmente uma das maiores insatisfações existentes no campo das chamadas competências gerenciais está situada no processo de delegação.

 

São inúmeras as queixas que tenho constatado nos trabalhos que realizo em diferentes níveis hierárquicos das mais variadas organizações. As insatisfações são provenientes de profissionais com posições de Direção, até supervisores de primeiro nível, passando por gerências intermediárias. 

 

A inexistência de processos de delegação consistentes e voltados para a motivação, desenvolvimento e crescimento pessoal e profissional, parece merecer uma atenção especial por parte das lideranças.

 

Relaciono, abaixo, as lamúrias que têm dado mais “IBOPE”, nas conversas que tenho tido com supervisores, gerentes e mesmo diretores de empresas.

 

ü “Meu chefe quer que eu faça todas as coisas exatamente iguais, da forma como ele faz. Isso me deixa muito chateado e irritado. Afinal de contas, cada um tem o seu jeito de realizar o trabalho, desde que não haja prejuízo para os resultados finais”.

 

üO meu chefe não delega absolutamente nada. Ele é um tremendo centralizador. Tudo depende dele. Por isso estou completamente desmotivado. O meu pavio está quase apagando. Ele está sempre está querendo saber de detalhes pouco relevantes nos trabalhos que realizo. Não desgruda do meu pé”.

 

ü “O meu chefe sempre tem que incluir algum toque pessoal no meu trabalho. Outro dia, numa carta que redigi para um cliente, ele alterou “prezado” para “estimado” e “atenciosamente”, para “cordialmente”.

Não agüento mais!!! Isto é completamente desestimulante.

Para justificar estes comportamentos, ele se auto-intitula de perfeccionista. Mas na realidade é um baita de um pentelho. “Acha que só ele faz tudo certo e perfeito”

 

ü "Como é que eu posso aprender, se nunca tenho oportunidade de fazer? Me diga uma coisa: como alguém pode aprender a nadar sem entrar na água? Até hoje não tive conhecimento de um curso de natação por correspondência. Já consultei inclusive a INTERNET e não encontrei nada. Caso existisse, o professor por correspondência chegaria a um momento que teria que lhe dizer o seguinte: vá pra água”.

 

Você já disse, ou ouviu, alguma coisa semelhante às descritas acima?

 

 

Exame de consciência:

 

Paralelamente a esses comentários, gostaria que o leitor pensasse a respeito da seguinte situação:

 

Com base na sua vida real, imagine você sentado no seu “carro” no lugar conhecido como “carona”. Pense que o motorista é a sua mulher/marido, filho, ou um amigo muito próximo, com quem você tem liberdade de expressar suas opiniões e sentimentos.

 

Faça agora um exame de consciência sobre como você se comporta, tanto do ponto de vista de reações físicas como psicológicas, quando alguém está dirigindo o “seu” carro.

 

São dois os conjuntos de perguntas que apresento para você refletir:

 

Primeiro conjunto:

 

  • Você quer que o motorista dirija exatamente igual como você dirige? 
  • Você acha que dirige melhor?
  • Você se sente inseguro, tenso ou ansioso?
  • Você sente uma enorme vontade, quase incontrolável, de “assumir a direção”?
  • Você dá seguidas “sugestões” e “alertas” ao motorista sobre como conduzir o veículo? Como é o seu timbre de voz?
  • Você chama a atenção do motorista para que ele tenha cuidado com o carro que vem trafegando em sentido contrário ao seu?
  • Você “freia”, pressionando o pé direito no assoalho do carro, quando o sinal vermelho aparece repentinamente?
  • Você tem vontade de chegar logo no destino?

 

Segundo conjunto:

 

  • Você não está nem um pouco incomodado com a maneira como o motorista vem dirigindo o “seu” carro? (em velocidade dentro do limite permitido)
  • Você acredita na capacidade dele dirigir?
  • Você está relaxado, tranqüilo e sereno?
  • Você conversa normalmente sobre os mais variados assuntos?
  • Você realmente “esquece” que se encontra no “seu” carro?
  • Você não se incomoda nem um pouco se ele tem alguns hábitos, que não sejam de risco, diferentes dos seus? (exemplos: não puxar o freio de mão quando está em ladeira; ficar com o pé na embreagem esperando o sinal abrir etc.)

 

Caso as respostas positivas estejam situadas no primeiro conjunto de perguntas, provavelmente você é merecedor dos comentários feitos no início.

 

CAUSAS DA INDELEGAÇÃO

 

São várias as causas das dificuldades que as lideranças têm para delegar. A maioria é conhecida por todos nós. Sem qualquer pretensão de ser original, mas apenas com o propósito de relembrar, descrevo aquelas causas que são mais freqüentes:

§  Medo de perder o controle da situação;

§  Achar que quando faço, faço melhor e mais rápido;

§  Dificuldades em aceitar que os outros façam ao seu modo;

§  Falta de confiança nas pessoas com quem trabalha;

§  Insegurança pessoal;

§  Obsessão em colocar sempre um toque final no trabalho;

§  Confusão entre autonomia e independência.

Não irrite os seus colaboradores: desenvolva-os; contribua para que eles cresçam.

 

Tenho a convicção de que o processo de delegação de autoridade é o instrumento gerencial mais eficaz para fazer com que as pessoas se desenvolvam. Além do mais, é o mais barato e mais produtivo processo de treinamento que existe, pois acontece em cenário real e com isso o líder está executando uma de suas mais nobres funções: criar herdeiros do seu trono. Só assim, ele poderá ter condições de ser promovido, tirar férias tranqüilas, já que sabe que tem pessoas capazes e motivadas a ocuparem o seu atual cargo.

 

É oportuno lembrar que a própria palavra “desenvolver” traz na sua origem um dos princípios da delegação: des (deixar) envolver.

 

Deixar de se envolver, é dar e oferecer oportunidades para que os outros façam, aprendam e cresçam.

 

Deixar de se envolver não significa abandonar, estar ausente. Significa estar presente, sem intromissão. Delegar é ficar disponível e dar total liberdade para que os colaboradores possam contar com a sua contribuição, caso necessitem. Delegar não é abdicar.

 

Delegar consiste em identificar uma parte do seu trabalho que possa ser feito pelos seus colaboradores, para que você tenha condições de se dedicar a outras responsabilidades mais inovadoras e desafiantes. Delegar não é dar a autoridade para os colaboradores fazerem o que já faz parte das atribuições deles, mas, sim, tarefas e atribuições que hoje pertencem a você na posição de líder.

 

Treinar, comunicar as outras pessoas envolvidas naquele trabalho que está sendo delegado e acompanhar é parte integrante do processo de delegação. 

 

Um dos fatores mais esquecidos do processo de delegação reside no fato de que a responsabilidade é algo indelegável. Os verdadeiros líderes sabem que, mesmo delegando, continuam responsáveis pelo êxito ou insucesso de seus liderados. 

 

Quanto mais alto no escalão hierárquico da empresa, maior é a responsabilidade. A responsabilidade sempre flui no sentido ascendente da organização.

 

O que se deve delegar é “a autoridade” para que as pessoas possam decidir o que fazer, sem recorrer necessariamente a palavra final do supervisor. A “autoridade” deveria fluir no sentido descendente das organizações, para que as pessoas nos diversos níveis hierárquicos tivessem autonomia em poder fazer as coisas acontecerem.

 

Autonomia não é independência, agir isoladamente, sem levar em conta as implicações de seus atos para as outras pessoas ou unidades da organização. Quando se delega, os líderes sabem que continuam com a responsabilidade, mas fazem com que os seus colaboradores se sintam tão responsáveis quanto ele na condução do trabalho, já que será cobrado por isto.

 

Finalmente, delegar significa conversar com os colaboradores para identificar as seguintes questões: motivação, confiança, conhecimento do trabalho a ser delegado, habilidade para realizar o trabalho e experiência na execução de trabalhos semelhantes.

 

Não se delega para as pessoas que não tenham as condições mínimas para executar. Isso é irresponsabilidade.

 

Uma indagação final:

 

O motorista que você imaginou dirigindo o seu carro tinha carteira de habilitação? Há quanto tempo? É experiente o suficiente? Foi responsável por algum acidente de trânsito? Ele gosta de dirigir? Demonstra confiança e segurança quando dirige? Já conversou a respeito disso com ele? Será que ele tem o mesmo comportamento quando dirige na sua ausência?

 

Se, pelas respostas acima, a posição for favorável, recomendo que na próxima oportunidade relaxe e curta o passeio.

 

 

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COMUNICAR OU EXIBIR SLIDES

 

 

 

 

 

 

 

 

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FERNANDO ANDRADE

Consultor do Instituto MVC

Autor de 11 livros, entre eles “PowerPoint para quem conhece PowerPoint”

 

 

QUAL O NÚMERO IDEAL DE SLIDES EM UMA APRESENTAÇÃO ELETRÔNICA?

 

 

Como assim? Só posso responder essa pergunta se souber quanto tempo dura a apresentação... Ledo engano! Associar slides a tempo não faz sentido. Já vi uma apresentação de duas horas onde o apresentador usou apenas ... um slide! E, suspiro, já vi uma apresentação de 30 minutos onde fui obrigado a aguentar 60 slides. Dois slides por minuto! Adivinha se consegui prestar atenção em todos? Ou em algum?

 

Um slide é feito para apoiar o apresentador, e não para tomar o lugar dele!!! Há pessoas que insistem em não entender isso. Algumas até deixam por conta dos slides a saudação inicial (primeiro slide: “bom dia”) e o encerramento (último slide: “fim”). Como assim, fim? Se a platéia precisar de um slide para perceber que a apresentação terminou, há alguma coisa errada, concorda?

 

Em muitos de meus artigos comento que um número ideal de slides fica em torno de dez, independente da duração da apresentação. Este é um bom número, até porque inibe as pessoas criarem apresentações com, digamos, 79 slides (um absurdo total!). Mesmo assim, cada caso é um caso. Vi um vídeo do Seth Godin, um dos mais festejados gurus de marketing, e excelente apresentador, onde ele usa um número grande slides. Felizmente, ele tem um truque: a maioria dos slides foi criada para ser apresentada rapidamente, em frações de segundo. Muito rápido? Responda você, veja em http://br.youtube.com/watch?v=xBIVlM435Zg. Você concluirá que funciona. Comentário: não gostei de muitos dos slides apresentados, mas GOSTEI MUITO da forma de apresentação.

 

Mas afinal, por que as pessoas gostam tanto de usar muitos slides em suas apresentações?

  • Para mostrar que conhecem o assunto

  • Para mostrar que se preparam para a reunião

  • Para que a apresentação não fique muito pobre

  • Porque não conseguem escolher os tópicos principais e aí colocam tudo!

  • (O pior motivo de todos os motivos, e – infelizmente ­– o mais comum) Para não esquecer o que falar!

 

E, neste último caso, como há muitos slides, o apresentador ora se obriga a mostrar todos, mesmo que o tempo tenha acabado, ora pula vários slides apertando seguidamente PgDn dizendo coisas do tipo isso não é importante. A platéia fica com a sensação de estar sendo enganada.

 

Vamos radicalizar: Quanto menos slides, melhor! Vamos ser ainda mais radicais: Se possível, NÃO USE SLIDES! Conheço excelentes apresentadores que nunca precisam dos tais slides.

 

Neste ponto do texto você já deve estar pensando que sou contra o PowerPoint. Muito pelo contrário!!! Meu trabalho é mostrar às pessoas como criar slides que realmente funcionam, que de fato respeitem o tempo das pessoas. Umas das regras (!) que mais defendo em minhas aulas é:

 

Use slides APENAS quando NÃO CONSEGUIR PASSAR SEU RECADO
sem mostrar alguma coisa!

  • Sua área criou uma nova embalagem para um produto? Não adianta ficar falando, é melhor mostrar. Em um slide!

  • Você está propondo um novo layout para o departamento? De novo, não fale, MOSTRE!

  • Sua equipe quer mostrar um novo fluxo para a movimentação de materiais dentro da fábrica? Um slide é excelente para isso.

 

Pensando assim, você conseguirá criar apresentações bastante enxutas. E EFICAZES! Seu público agradece e não vai dormir!

 

Material retirado do Programa: Slides que Comunicam - Versão para Apresentadores/Executivos. Saiba mais!

 

 

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