Edição Nº. 187 - 14 a 20 de Maio de 2009 | Edições anteriores, clique aqui!

 

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  Pós-Graduação ainda Vale Apena?

  "Pós-Graduação: Ainda Vale a Pena?"

É fundamental que os participantes dos programas de especialização percebam que sua presença vai levá-los a um divisor de águas. Ao concluir seu curso, e receber seu certificado, o participante muda sua condição profissional. Deixa de ser um generalista para assumir a posição de especialista em uma determinada área de atuação.

E suas atitudes? E os comportamentos decorrentes? E a forma de ver e se expressar, ou melhor, de expor os temas que lhe dizem respeito? Mudarão também?


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Francisco Bittencourt            

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Formação de Líderes


 

 

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J.B. Vilhena

 

 

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  Publisher: Costacurta Junqueira; JB Vilhena Webdesign: Leandro Santana; Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: Maria Teresa Ramos, Aaron Anderson e Consultores do Instituto MVC.

 

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PÓS-GRADUAÇÃO AINDA VALE APENA?

 

 

 

 

 

 

 

 

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FRANCISCO BITTENCOURT
Consultor Sênior do Instituto MVC,
Professor dos MBAs Executivos da FGV

 

PÓS-GRADUAÇÃO: AINDA VALE A PENA?
 

Pós-Graduação: Uma Questão de Escolhas

 É fundamental que os participantes dos programas de especialização percebam que sua presença vai levá-los a um divisor de águas. Ao concluir seu curso, e receber seu certificado, o participante muda sua condição profissional. Deixa de ser um generalista para assumir a posição de especialista em uma determinada área de atuação.

 E suas atitudes? E os comportamentos decorrentes? E a forma de ver e se expressar, ou melhor, de expor os temas que lhe dizem respeito? Mudarão também?

Escolhendo sua Pós-Graduação

A atividade de docência tem-me levado a conhecer os mais diferentes perfis de profissionais, que buscam a especialização, em diversos segmentos do aprendizado. Marketing, Gestão Empresarial, Finanças, Recursos Humanos, Legislação Tributária, Direito, Tecnologia da Informação, E-Management, Projetos, Agronegócio, enfim, um vasto campo de aprendizado e desenvolvimento, gerando impactos nos resultados individuais e organizacionais.

Essa experiência tem feito com que um grupo grande de profissionais, professores como eu, acabem se deparando com perfis extremamente diferenciados de expectativas e de atitudes, diante dessa experiência que, mais do que uma atividade de aperfeiçoamento, carrega em seu bojo uma carga significativa de reeducação.

A importância da escolha do curso de pós-graduação, portanto é fundamental. As expectativas serão frustradas somente quando não há uma escolha consciente do programa ser cumprido. A busca de informações sobre o curso, experiências vividas por quem já participou. A pesquisa sobre o desempenho da entidade patrocinadora, o currículo dos professores, enfim toda uma série de dados que podem influir no resultado.

A escolha consciente, o desempenho consistente, o desafio pessoal de deixar uma marca transformam o estudo no descobrimento de um novo horizonte. Um novo paradigma a ser conseguido.

Pontos Marcantes

E é nesse ponto que as diferenças se tornam marcantes e geram um nível de preocupação e cuidados, impossíveis de serem relegados a um segundo plano por nós, professores.

O ponto importante é a qualidade da atitude dos alunos, diante da atividade a qual se propuseram dedicar boa parte de seu tempo, de sua vida pessoal e profissional, com um custo econômico financeiro e individual elevado, com sacrifícios e algumas renúncias relevantes, durante sua realização.

É fundamental que os participantes dos programas de especialização percebam que sua presença vai levá-los a um divisor de águas. Ao concluir seu curso, e receber seu certificado o participante muda sua condição profissional. Deixa de ser um generalista para assumir a posição de especialista em uma determinada área de atuação.

E suas atitudes? E os comportamentos decorrentes? E a forma de ver e se expressar, ou melhor, de expor os temas que lhe dizem respeito? Mudarão também?

O foco na qualidade de atitudes, a percepção do impacto das coisas ditas e das ações individuais sobre o contexto produtivo no qual estão envolvidos, na verdade deve provocar no novo especialista uma revisão de sua importância, em face da “liturgia” que essa nova realidade traz.

Mudanças

É necessário entender que esta mudança implicará uma forma diferenciada na abordagem das atividades, tarefas e resultados a serem obtidos no curso.

A superficialidade não cabe em um contexto de especialização.

A busca de novos dados, de identificação de variáveis não explícitas, de caminhos alternativos para consecução de resultados clama por consistência.

Aceitar a superficialidade das abordagens, não aprofundar as reflexões, não rever as próprias atitudes, em relação ao impacto das mesmas sobre os resultados, mostra uma incompatibilidade com a visão de um especialista, ou seja, alguém que aprofundou seus conhecimentos e se propõe a consolidar seu perfil profissional.

A multiplicidade de dados que um profissional contemporâneo dispõe exige que haja uma transformação desses dados em informação (por um processo seletivo e perceptivo, acurado e compatível com a realidade do contexto produtivo no qual está inserido). Complementarmente deve agregar conhecimento e, neste momento, há condições de utilizá-las (as informações), como recurso na obtenção de resultados.

O que se percebe, nas salas de aula (não a totalidade, não se pretende generalizar, mas um significativo o volume), é um fenômeno marcante, é a preocupação de levar a tarefa a cabo, no menor tempo possível, sem compromisso com a consistência e a fundamentação requerida, que se propõe ser reconhecida como especialista.

Em alguns grupos percebe-se um espírito voltado para a pesquisa, a seriedade da análise, a discussão negociada, com conceitos internalizados e conscientes, em outros a superficialidade nos leva, os professores, a uma preocupação como fato de que alguns desses profissionais atuarão sob a égide das instituições que os credenciaram, titulando-os de forma definitiva.

Comprometimento dos Resultados

Alguns fenômenos são percebidos, e, sem dúvida, poderão vir a comprometer os resultados, todas as vezes que os futuros especialistas forem acionados, em seus contextos produtivos:

- Falta de questionamento ou de comentários sobre assuntos abordados, principalmente quando for percebida alguma falta de consistência por parte de quem transmite os assuntos;

- Desconhecimento parcial ou completo com relação ao material bibliográfico;

- Ausência de percepção da aplicabilidade do que lhes é transmitido;

- Desinteresse na participação (qualidade e intensidade) nas atividades didáticas: vivências, jogos, exercícios, debates;

- Qualidade dos textos elaborados (em alguns casos meras reproduções de textos de autores, conhecidos ou não, o que não impede o professor de identificá-los); por vezes, ingenuamente, as reproduções, literais, referem-se a autores incluídos na bibliografia, e a identificação é imediata, principalmente quando são textos “clonados” pela internet);

Em contrapartida há desempenhos memoráveis, onde é percebida a importância do aprendizado, a qualidade do aperfeiçoamento, a intensidade da contribuição efetivada.

Conclusão

A proatividade é quase uma exigência, uma obrigação daqueles que estão envolvidos em processos produtivos. Ao se propor levar qualidade ao que faz permite que um participante de processos de aprendizado, aperfeiçoamento ou de reeducação, contaminar positivamente, o ambiente em que atua, influenciando de forma saudável seus companheiros de curso.

Os beneficiários desta postura? O indivíduo, a instituição que o patrocina, e a comunidade em que atua e direta ou indiretamente, depende ou é influenciada por ele.

 

 

 

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ENTREVISTA

 

 

 

 

 

 

 

 

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J.B. VILHENA

Presidente do
Instituto MVC,

 

 

FORMAÇÃO DE LÍDERES

 

O Instituto MVC possui algum curso específico para a formação de líderes?  Qual a demanda do mercado atualmente?

Sim. Possuímos um programa chamado "World Class Leadership". A demanda por esse programa é pequena em relação aos nossos best sellers (negociação e vendas). Fazemos cerca de 15 a 20 propostas por ano.

As empresas vem procurando o Instituto MVC para implantarem, in company, esse tipo de curso?

Como dito anteriormente a demanda é pequena. Mas pretendemos ampliá-la com o lançamento de um programa voltado para a formação de líderes de equipes formadas pela geração Y.

Pode citar 3 cases de sucesso?

Exemplos como os da Accor Services, AGCO e Algar são ilustrativos do sucesso desses programas. A Accor trabalha esse temático conosco há mais de 3 anos e a AGCO utilizou nossos serviços no processo de incorporação da Valtra pela Massey Fergusson.

Gostaria de saber como é a programação de um curso desses.

Ela é customizada em função das necessidades específicas do cliente. Basicamente consiste em encontros presenciais, trabalhos realizados com tutoria dos consultores do Instituto MVC, atividades de Ensino à Distância (EAD) e ações de benchmarking voltadas para o aprendizado das melhores práticas de liderança no Brasil e no Mundo.

Formar líderes vem tirando o sono do RH das empresas. A necessidade é muito grande e não se consegue formar com rapidez. Qual a solução então?

Começar a investir nas pessoas que demonstrem potencial para assumir posições de liderança. O líder é alguém que exerce autoridade sobre o grupo. Para isso precisa ser preparado em pelo menos 4 dimensões básicas: auto-conhecimento; auto-motivação; humildade/compaixão; assertividade. Isso só se consolida com o tempo. É impossível que um programa de 16 ou 24 horas se disponha a formar líderes. Isso é trabalho de anos.

Um bom curso deve ter qual programação?

Como dissemos antes, isso depende dos objetivos que se pretende com o programa. Pode ser trabalhar apenas uma das dimensões citadas na pergunta anterior ou tentar integrá-las. A palavra chave é customização.

Qual é o investimento para se formar um líder? E o tempo de formação?

Não há como responder a essa pergunta. Dependerá do background de cada pessoa, de suas características pessoais e das definições que a empresa fez quanto as competências necessárias para o exercício da liderança naquele negócio/mercado.

Os cursos são personalizados de acordo com necessidade da empresa é isso?

Sim. Cada empresa tem demandas por competências gerais de liderança, mas também as tem em relação a competências que são específicas do mercado e do negócio.

Entrevista concedida em 27/04/2009 por J.B. Vilhena – Presidente do Instituto MVC.

 

 

 

 

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