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L. A. Costacurta Junqueira
CEO do Instituto MVC
Autor de 11 livros, Diretor do IBCO
TREINAMENTO: O EFEITO AVESTRUZ
Nosso compromisso inicial com o leitor é não mencionar a palavra
crise, bem como outras abordagens que nos levam a comportamentos
de paralisia e sintomas de desespero. Quem assume a “doença”
pode não perceber quando o organismo reage.
Vamos focar aqui a função Educação Corporativa e o que se pode
fazer com os parcos recursos com que certamente fomos
contemplados.
O que temos observado é que os executivos e profissionais da
área, por determinação da Diretoria, do Executivo Financeiro ou
por decisões próprias, adotaram um comportamento de avestruz:
“Esconder a cabeça”.
O que nós consultores / fornecedores (que tivemos nossa demanda
diminuída) podemos fazer, junto com a unidade de Educação
Corporativa, para não sermos esquecidos ou despedidos e ao,
mesmo tempo, contribuirmos com ações não tradicionais?
Algumas Idéias:
Educação Corporativa é o casamento entre um bom produto e uma
boa metodologia. Certamente o bom produto dará mais visibilidade
para a empresa como um todo, especialmente pelo aspecto
novidade, mas não pelos resultados. Tão importante quanto o
produto é sua embalagem (metodologia). Falamos de algumas ações
tais como:
A.
Envolvimento do superior do participante, definindo suas
expectativas e o porquê da indicação para o treinamento; se não
se especifica o resultado não se pode medir o resultado de
qualquer ação ;
B.
Elaboração, pelo participante, de um plano de ação a ser
discutido com o respectivo superior em até sete dias; aqui o
treinamento se transforma em atividade bidirecional, pois o
superior é obrigado a interagir com o subordinado, partindo para
uma atividade de coaching;
C.
As sugestões A e B têm um objetivo comum; fazer com que a
avaliação de qualquer atividade de treinamento seja desenvolvida
pelo cliente interno e não pela área de treinamento. Certamente
a credibilidade e o impacto de qualquer resultado serão maiores
D.
Utilização do E-Learning como atividade prévia para
adição de conhecimento, liberando tempo para que, na etapa
presencial, esse conhecimento possa ser operacionalizado
E.
Envolvimento da cadeia de valor nos processos de Educação
Corporativa. Essa estratégia de maior envolvimento dos
stakeholders acaba trazendo resultados mais imediatos, tangíveis
e perceptiveis, bem como dá maior visibilidade à área de T&D.
F.
Envolvimento, pela área de Educação Corporativa, dos
fornecedores na uniformização do conteúdo e metodologia de
programas de T&D conduzidos por prestadores de serviços
diferentes.
Essa ação de customização do programa, normalmente é
desenvolvida individualmente entre o fornecedor e a contratante,
perdendo-se a visão de conjunto.
Nossa sugestão é que essa customização /uniformização seja feita
de uma só vez, com todos os consultores e fornecedores. Cada um
deles apresentaria seu conteúdo a respectiva metodologia,
textos, slides, etc.
A área de Educação Corporativa, de imediato, poderia visualizar
/ sugerir:
·
Eliminação de superposições de conteúdo;
·
Consenso de uma metodologia única para todos os temas, como, por
exemplo a elaboração de um plano de ação ao final do evento;
·
Continuidade para assuntos desenvolvidos por fornecedores
diferentes;
·
Unificação de abordagens antagônicas sobre um mesmo assunto,
como, por exemplo, estilos de negociação, de liderança, etc.
G.
Treinamento por massa crítica, aumentando o número de
participantes em uma mesma turma (de 25 para 50 pessoas, por
exemplo).
O custo para dobrar o número de participantes não é de 100%, mas
de, aproximadamente, 85% (mesmo com a utilização de 2
consultores)
H.
Procurar consultorias que possam minimizar os obstáculos
financeiros à contratação de programas de Treinamento, bem como
alternativas para manter ativo seu processo de Educação
Corporativa. Um exemplo dessa ação seriam aqueles fornecedores
que desenvolvem Programas cujo valor é arbitrado, pelo cliente,
30 dias após o Programa e de acordo com parâmetros estabelecidos
entre as partes. Uma segunda opção seriam as consultorias que
permitem que os investimentos em T&D possam ser pagos em até 120
dias, após cada programa. Outra hipótese é o treinamento em que
o cliente paga ao fornecedor um percentual dos resultados
obtidos (na avaliação do próprio contratante e de acordo com
parâmetros definidos pelas parts . Está achando difícil essas
alternativas? Tente negociar isso com um fornecedor!
Vale mencionar que o momento atual certamente permite que o
cliente e consultores sejam mais flexíveis em seus processos de
negociação. Afinal de contas quem confia em “seu taco” pode
oferecer a seus clientes treinamento com risco zero
A essa altura o leitor poderá se perguntar por que não falamos
sobre o conteúdo dos eventos a contratar? A resposta é simples,
procure nos sites de buscas, todas as commodities estarão lá
Apresentar propostas maravilhosas é fácil, o complicado é saber
como esse conteúdo vai ser “entregue” e implantado.
E aí, onde está a miopia?
Lembre-se de que a ignorância e a inanição não devem ser
desculpas para nossos erros
OBS.
Para mais informações sobre o que foi abordado, leia também os
artigos abaixo:
}
TPM: Treinamento por Mixaria
}
Educação Corporativa: Visão do MVC
}
CNTP: Consultoria não, Treinamento pode
}
Caro é o que não vale!
}
O ROI em T&D
}
O Efeito Google em T&D: Benefício ou Desgraça?
Outros textos poderão ser encontrados no
site
www.institutomvc.com.br
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