Edição Nº. 195 - 24 a 30 de Junho de 2009 | Edições anteriores, clique aqui!

 

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  Estratégia: Democracia ou Participação?

 Você Conhece o Polichinelo?

Podemos nos perguntar se adianta alguma coisa a empresa fazer suas opções sem consultar a quem vai operacionalizá-las. Eu acho que não. Mas é preciso ser capaz de diferenciar uma postura participativa de uma postura democrática. A primeira traduz uma preocupação da empresa em ouvir aqueles que têm alguma contribuição a dar sobre um determinado assunto. A segunda significa que a opinião de todos tem o mesmo peso, o mesmo valor. Leia mais



JB Vilhena

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ESTRATÉGIA: DEMOCRACIA OU PARTICIPAÇÃO?

 

 

 

 

 

 

 

 

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JB Vilhena

Presidente do MVC, Autor do Manual das Universidades Corporativas, Coordenador dos MBAs Executivos da FGV

 

 

VOCÊ CONHECE O POLICHINELO?

 

 

A expressão designa aquilo que todos já sabem, o que deixou de ser segredo, que já é de conhecimento público apesar de alardeado como novidade. Polichinelo era personagem característico da commedia dell’arte, nome do bufão polichinelo, personagem ridículo, sem traquejo, ingênuo”

 

 

Todo mundo já ouviu a expressão “segredo de Polichinelo”. Lembrei-me dela quando um de nossos leitores me mandou um e-mail dizendo:

 

 “Muitas empresas fazem reuniões para elaborar a estratégia ou metas reunindo apenas o Presidente e a  Diretoria. E só depois colocam o vendedor para executar a estratégia, sem explicar o porquê, o como...

 

 Elas não chamam os vendedores para participar, ainda que sejam os vendedores que conhecem a região, os clientes, suas necessidades e desejos e não os Presidentes, que na maioria das vezes, ficam dentro de uma sala opinando e desenvolvendo a parte estratégica.


Onde o processo está falho? Por que?”

 

Pouca gente se lembra que estratégia é sinônimo de opções. Em outras palavras, formular uma estratégia é fazer escolhas. Já planejar é sinônimo de antecipar. Assim, planejamento estratégico é um exercício de antecipação de escolhas que conduzirão as empresas na direção de sua visão, na justa medida em que cumprem a sua missão.

 

Em função dessa conceituação podemos nos perguntar se adianta alguma coisa a empresa fazer suas opções sem consultar a quem vai operacionalizá-las. Eu acho que não. Mas é preciso ser capaz de diferenciar uma postura participativa de uma postura democrática. A primeira traduz uma preocupação da empresa em ouvir aqueles que têm alguma contribuição a dar sobre um determinado assunto. A segunda significa que a opinião de todos tem o mesmo peso, o mesmo valor. Além do mais, democracia implica em decisões pela maioria e alternância de poder. Algo muito interessante no terreno da política, mas absolutamente improdutivo no campo da administração de empresas.

 

Assim sendo, gostaria de dizer ao nosso interessado leitor que nos parece absolutamente correto que a diretoria se reúna para decidir sobre o futuro da organização. Mas antes da reunião deveria ouvir as bases (não apenas os vendedores, mas também outras áreas críticas da empresa) para se inteirar de seus pontos fracos e fortes, bem como para poder conhecer melhor as oportunidades e ameaças do mercado.

 

Além de ouvir o “pessoal da casa”, os dirigentes das organizações também deveriam ouvir outros especialistas do seu setor, tais como economistas e cenaristas. Deveriam, também, procurar se assegurar que existe alguém capaz de conduzir o processo de planejamento com competência técnica suficiente para propor instrumentos analíticos eficazes e, ao mesmo tempo, estimular o raciocínio criativo perante situações desafiadoras.

 

Por último, é fundamental que os dirigentes sejam capazes de se reunir com o pessoal de nível tático e operacional para discutir as melhores formas de atingir os objetivos definidos no planejamento estratégico. Mas sair por aí dizendo a todo mundo o que a empresa pretende fazer no futuro é transformar a estratégia em um segredo de Polichinelo.

 

Se você quiser conhecer um pouco mais sobre o assunto, me envie um e-mail e eu terei prazer em te mandar um texto de Peter Schwartz - Presidente da maior entidade de profissionais de projeção de futuro, a Global Business Network (www.gbn.com) – que fala sobre a arte de construir cenários.

 

 

Outros textos poderão ser encontrados no site www.institutomvc.com.br

 

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VISÃO DA ABTD SOBRE A CONFERÊNCIA ASTD

 

 

 

 

 

 

 

 

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Alexandre Slivnik,

Diretor de Eventos da ABTD NACIONAL

(alexandre@abtd.com.br).

 

 

Panorama da Maior Conferência de Treinamento do Mundo

(ASTD 2009)

 

 

Aconteceu entre os dias 31 de Maio e 03 de Junho de 2009 em Washington, DC (EUA), a ASTD 2009 – International Conference & Exposition. É o maior evento do mundo na área de Treinamento e Desenvolvimento, que contou com a presença de mais de 8 mil profissionais da área, além de cerca de 300 atividades técnicas e 200 expositores!

 

Dentre os temas abordados, destacamos o Social Learning, que foi apresentado pelo Tony Bingham, presidente da ASTD. Ele ressalta a importância do “treinamento informal” como forma de aprendizado, dizendo que é muito importante as pessoas compartilharem informações e conhecimentos, para facilitar o desenvolvimento de outras pessoas. Segundo as pesquisas americanas 70% de todo aprendizado nas organizações acontece através de contatos sociais, e apenas 10% do orçamento de treinamento das empresas são direcionados ao aprendizado informal.

 

A ABTD esteve presente acompanhando a delegação brasileira que, nesse ano, contou com cerca de 40 profissionais de diversos estados do país. Destaque para o consultor e diretor da ABTD Alfredo Castro, que foi convidado e aceitou presidir a Comissão Científica da ASTD 2010. É o primeiro não norte-americano a presidir essa Comissão, um sinal de que o Treinamento no Brasil está sendo muito bem visto por profissionais de todo o mundo.

 

Ainda na esteira de boas notícias para o Brasil, percebemos que nos corredores da EXPO, os Expositores (geralmente empresas Americanas) buscavam contatos com os Brasileiros para propor parceria de representação, pois tinham enormes interesses em expandir negócios em nosso país.  Na concepção dos americanos, o Brasil não é mais o país do futuro, e sim o “país do presente” e que irá ajudá-los a superar a atual crise.

 

Agora resta esperarmos ansiosos pela próxima ASTD, que acontecerá de 16 a 19 de Maio de 2010 na cidade de Chicago e a ABTD, mais uma vez, estará presente para trazer novidades e incrementar ainda mais os nossos eventos e, principalmente, o CBTD – Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento, que já é considerado o segundo Maior Congresso de Treinamento do mundo!

 

 

 

 

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