|
Voltar
LUIZ AUGUSTO COSTACURTA JUNQUEIRA
CEO
do
Instituto MVC
Diretor do IBCO
Autor de
11 livros, sendo dois sobre o tema Gestão do Tempo
GESTÃO DO TEMPO: PROGRAMA MALDITO?
Comecei minha vida como consultor
ministrando programas de Gestão do Tempo, Planejamento e
organização do Trabalho. Na época esse tema era um dos mais
demandados no mercado de treinamento brasileiro.
Os anos foram passando e com eles veio a
crença de que esse era um tema fora de moda. Nos 10 últimos anos
da conferencia da ASTD e outras do ramo, me lembro de apenas um
palestrante ter abordado esse assunto.
O mesmo acontece nos grandes eventos
brasileiros tais como CBTD, CONARH, etc.
Como sabemos, os modismos contam muito na
hora da contratação de eventos. Vocês se lembram da APO,
Laboratório de Sensibilidade?
Aí entram as perguntas que não querem
calar. Será porque as empresas e seus colaboradores não precisam
mais dessa competência? Será porque todos nós temos
“consciência” de que sabemos tudo sobre esse tema? Será que a
“culpa” é dos consultores que fazem sempre a mesma coisa, dando
ao produto um ar poeirento? Será por causa das abordagens
mecanicistas? Será por que?
Poderíamos ficar horas nos perguntando
sobre os porquês, sem chegar a qualquer unanimidade.
Na verdade acreditamos que a situação
acima representa um somatório de todas as perguntas.
O Caminho da Ressurreição.
Esse caminho passa por algumas estratégias
e ações quando da decisão pelo desenvolvimento dos programas de
Gestão do Tempo.
O estado de penúria e a falta de
credibilidade a que chegam os programas de Gestão do Tempo têm
origem na ausência de envolvimento das pessoas que condicionam o
uso do tempo pelo futuro participante. Não adianta trabalhar
efeitos sem tratar antes as causas (daí, também, a necessidade
de grupos homogêneos nos treinamentos). A par disso é bom
lembrar que a solução de um problema depende de nossa
“consciência” sobre esse problema, bem como de seu tamanho (já
dizia Freud). Quanto maiores os problemas, mais rápidas as
medidas para a solução
Um cuidado especial deve ser tomado ao
desenhar o programa, nada de muita tecnologia ou informação ou
comportamento. O Mix pode variar, mas todas devem estar sempre
presentes e de forma equlibrada.
A dimensão cumplicidade é uma facilitadora
das mudanças, quanto mais gente envolvida menor a resistência.
O gradualismo é outra dimensão
interessante, no que diz respeito à fluidez no processo de
mudança. Uma alternativa é começar pelo princípio de Pareto,
focando os 20% das ações que produzem 80% dos resultados.
As pessoas não adotam comportamentos
inovadores com a mesma flexibilidade. Respeite o timing dos
outros.
“Programar” o tempo do cliente /
fornecedor costuma ser uma atitude inovadora, não só porque
envolve a cadeia de valor, mas pelo fato de ultrapassar os
limites da organização. Para tanto basta definir, de comum
acordo, uma agenda prévia.
A implantação de quaisquer esforços em
gestão do tempo tende a dar melhores resultados quando os
objetivos são também pessoais e não apenas organizacionais.
Conclusão
Tirar os programas de Gestão do Tempo da
síndrome do “primo pobre” a que foram relegados não é tarefa
fácil.
A nós, consultores, cabe o papel de
“esclarecer” aos clientes quais são os erros mais comuns no
processo de seleção de quem vai ministrar os programas, bem como
os aspectos estratégicos e operacionais de seu desenvolvimento.
A esta altura se o leitor ficar com a
sensação de Déjà vu, sugiro que releia o texto e verifique se a
intenção e o conhecimento não estão prevalecendo sobre ações
efetivas. Não basta saber, é preciso querer fazer.
Concluindo, lembro que minha finada mãe ia
semanalmente à farmácia. Será que adivinham qual a pergunta que
ela fazia ao farmacêutico? Quais são as novidades? Moral da
história, precisar ela não precisava, mas se houvesse algo novo
ela comprava! Agora pense, qual foi a última vez que um
consultor, amigo, etc., falou sobre novidades em Gestão do Tempo?
"Levanta-te e anda”.
PUBLICADO ORIGINALMENTE NA REVISTA MELHOR,
EDIÇÃO DE JULHO DE 2009
Outros textos poderão ser encontrados no
site:
www.institutomvc.com.br/Biblioteca
Envie seu Comentário
Voltar
|