Edição Nº. 204 - 16 a 22 de Setembro de 2009 | Edições anteriores, clique aqui!

 

 Conheça nossas Soluções em Comunicação

 Produtos Instituto MVC em Consultoria

 

 Pesquisa de Clima Organizacional

 

 Conheça sua Performance com os Testes do MVC

 

 Técnicas de Apresentação. Para que?

 

 Siga o Instituto MVC no Twiter

 

 MVC e sua Visão de Educação Corporativa

 

 Novidades do Instituto MVC em Treinamentos

 

 Fale com o MVC
 

  Sua Voz Complica ou Facilita seu Atendimento?

 A Voz que Resolve

O que é uma voz que resolve? É a voz daquele profissional que facilita todo o processo com ética e empatia. Que está presente no que faz. Sinto pena daqueles atendimentos ao cliente que estipulam prazos exíguos para que o profissional resolva qualquer caso que se apresente. É simplesmente impossível tratar pessoas diferentes, com necessidades diferentes, da mesma maneira. Quem tenta fazer isso pode se transformar em uma voz que, de modo geral, nada resolve.

[Leia mais]




 Lena Almeida

  Entrevista

  Autonomia ou Submissão

Técnicas de Negociação para Cobrança de Clientes

 

Emancipar-se dá Trabalho

Em entrevista a Revista Lançamentos Indústria, JB Vilhena ensina como aplicar Conceitos e Técnicas de Negociação para cobrar Clientes Inadimplentes.

 

 

[Leia mais]


JB Vilhena
 

Textos filosóficos e psicológicos afirmam que há um constante embate interior entre a autonomia e a submissão. Trazer para a comunicação interpessoal o espaço da submissão dá menos trabalho: por alheamento, comodismo, displicência e, às vezes, por motivos inconscientes, delegamos a alguém responsabilidades que são só nossas. Preferimos nos escudar na família e ficar grudadas a ela, proteger-nos sob o guarda-chuva de quem nos parece mais preparado, mais proativo.
 

 [Leia mais]

Eunice Mendes

 

 

 Expediente

  Publisher: Costacurta Junqueira, JB Vilhena  Webdesign: Leandro Santana; Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: José Luiz Meinberg, Maria Teresa Ramos, Aaron Anderson e Consultores do Instituto MVC.

 

  Envie para um amigo, clique aqui!
  Acompanhe o Instituto MVC no Twitter - http://twitter.com/InstitutoMVC
  Você recebe mais de um Insight MVC? Cancele aqui seu E-mail duplicado
  Quer receber ou continuar a receber o INSIGHT MVC? É gratuito, Clique aqui e cadastre-se!
 

Edições anteriores, clique aqui!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SUA VOZ COMPLICA OU FACILITA O ATENDIMENTO?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Voltar

 

 

 

Lena Almeida

e

Eunice Mendes

Consultoras Sênior do Instituto MVC

Autoras do Livro Falar Bem é Fácil!

 

 

A Voz que Resolve

 

 

Ao retornar uma ligação para um cliente, me deparei com uma voz clara, sorridente, pronta para resolver o problema em questão. Explica o que devo encaminhar, diz que pode ser por fax; pergunto se dá para escanear e, em pouco tempo, o que parecia ser de difícil solução, está resolvido. Brinquei: você é uma voz que descomplica, que resolve. Meu interlocutor agradeceu, e passei o dia me lembrando de vozes que resolviam e outras que complicavam nossa vida. Nem quero falar em telemarketing, que tantos dissabores ainda nos causam.

 

O que é uma voz que resolve? É a voz daquele profissional que facilita todo o processo com ética e empatia. Que está presente no que faz. Sinto pena daqueles atendimentos ao cliente que estipulam prazos exíguos para que o profissional resolva qualquer caso que se apresente. É simplesmente impossível tratar pessoas diferentes, com necessidades diferentes, da mesma maneira. Quem tenta fazer isso pode se transformar em uma voz que, de modo geral, nada resolve.

 

O meu professor de constelações sistêmicas, Décio Fábio de Oliveira Jr., ao falar sobre remuneração de vendedores, disse que uma das piores maneiras de premiar um vendedor é através de um sistema de metas, pois sua tendência será visar à venda a qualquer custo. Dificilmente ele se interessará pelas reais necessidades do cliente. Esse vendedor só ouve a voz do próprio ego, da ambição e do poder, e desrespeita o fator humano. É preciso pensar em novas formas de remuneração que levem em conta o cuidado e o interesse genuíno em solucionar as necessidades  e superar as expectativas do cliente.

 

A voz que impõe limites é também uma voz que resolve. Há um ditado que diz: “o rio só corre porque tem suas margens”. A voz verdadeira é aquela que explica os nossos direitos e deveres, e nos coloca no devido lugar de maneira assertiva e justa.

 

Conheço uma profissional cujo primeiro trabalho, ainda adolescente, foi ao lado do pai no comércio de gêneros alimentícios. Ela era responsável pela contabilidade da empresa, pelas contas bancárias e as cobranças. Ela aprendera com o pai a disciplina e o rigor nas contas e na ética. Quando se casou, continuou trabalhando, desta vez em atividades domésticas e artesanais. Teve filhos e dedicou-se muito a eles. Depois de dezessete anos, separou-se. No ano seguinte foi eleita síndica do condomínio em que residia. O prédio era muito antigo e mal conservado: aspecto sombrio e decadente, inseguro, elevadores precários, garagens com rachaduras, funcionários sem controle e uma péssima relação entre os condôminos. Os moradores assustavam-se com os gastos descontrolados, o valor alto de condomínio, as dívidas com impostos, mas ninguém queria assumir a responsabilidade de gerenciar o caos. Reclamações, sim, mudanças, jamais!

 

Sem nenhuma experiência, a nova síndica pediu ajuda ao subsíndico, ambos procuraram treinamentos que os habilitassem a uma gestão de qualidade, e decidiram criar um conselho que atuasse de forma efetiva e profissional. Em dois anos, o prédio mudou radicalmente, graças a ações tais como:

 

  1. As assembléias passaram a ser organizadas e bem conduzidas. Os moradores eram ouvidos e se comprometiam a ajudar.

  2. Criou-se um novo regulamento para o funcionamento do prédio e prioridades para a resolução de problemas.

  3. A síndica, habituada a gerenciar bem sua casa, usou mão-de-ferro no controle de gastos e na transparência das questões financeiras (os condôminos podem checar a qualquer instante, pelo computador, as contas do condomínio); procurou ser justa na administração de conflitos; estabeleceu limites firmes e necessários à segurança de todos; é ética na sua relação com os prestadores de serviços; afasta explicitamente qualquer tentativa de manipulação ou suborno; sabe delegar, graças à atribuição bem definida de cargos e funções, e à coerência com que exerce suas ações; e trabalha muito bem em equipe. O prédio passou por várias reformas e os apartamentos valorizaram significativamente. Hoje, é cobrado um valor justo de condomínio, o condomínio quitou suas dívidas com a Prefeitura e as obras de melhoria seguem um planejamento e um cronograma rigorosos, onde não tem vez o rateio para cobrir as despesas regulares. Na sua gestão, a confiança dos condôminos naquela pessoa interessada pelo bem comum só fez aumentar. E o prédio  tornou-se uma referência no bairro de liderança honesta e participativa.

 

A voz que resolve não teme dizer que não sabe como resolver uma questão. Conhece os próprios limites de atuação e dá liberdade para que novas soluções sejam encontradas ou convida ao diálogo em busca de possíveis saídas. A voz que resolve cumpre os prazos estabelecidos, e se ocorrem imprevistos, antecipa-se em comunicá-los, sempre em respeito ao outro. A voz que resolve ensina, coopera, ajuda, está sempre disponível.

 

O que fazer para ter mais profissionais com vozes que resolvam? Ou de líderes com vozes que apresentem caminhos viáveis, que expliquem, cooperem? Como ter profissionais de atendimento bem treinados que sejam a voz da empresa?

A voz que resolve vai buscar além dos saberes de sua área, das habilidades requeridas, das atitudes de presença facilitadora, acolhedora, interessada... Precisa, acima de tudo, saber ouvir.

 

Outros textos poderão ser encontrados no site: www.institutomvc.com.br/Biblioteca

 

Envie seu Comentário

 Nome   
 Assunto do contato   
 Mensagem   

  

Voltar

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AUTONOMIA OU SUBMISSÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Voltar

 

 

 

 

Eunice Mendes

Consultor Sênior do Instituto MVC

Autor do Livro Falar Bem é Fácil!

 

 

EMANCIPAR-SE DÁ TRABALHO

 

 

Quando terminei a faculdade de Letras em Ribeirão Preto, eu e outras cinco amigas viemos para São Paulo. Lembro-me claramente do medo que sentíamos. Lamentávamos a falta do abraço, a segurança da família, o olhar protetor de pessoas que nos amavam. Não tínhamos o direito de reclamar desse sentimento, pois não nos perdoaríamos se voltássemos covardemente. Era proibido deixar a dor ganhar espaço. Assumimos uma força que ainda não pensávamos ter, uma secura de alma para suplantar a fragilidade e o apego.

 

Era uma de decisão irrevogável, cuja única saída possível era o processo de emancipação. Deixávamos a custódia paterna por um caminho que ainda não sabíamos se valeria à pena. Não havíamos nos mudado por virtude, mas sim por uma necessidade de pegar nossa vida nas mãos e ser agentes do nosso destino. E não nos arrependemos! Mas muitas vezes a vontade de voltar era imensa… Voltar e deixar que nossos pais escolhessem por nós, não ter que tomar decisão nenhuma, aquietar no clima amoroso que nos protegia…

 

Alternativa

 

Textos filosóficos e psicológicos afirmam que há um constante embate interior entre a autonomia e a submissão. Trazer para a comunicação interpessoal o espaço da submissão dá menos trabalho: por alheamento, comodismo, displicência e, às vezes, por motivos inconscientes, delegamos a alguém responsabilidades que são só nossas. Preferimos nos escudar na família e ficar grudadas a ela, proteger-nos sob o guarda-chuva de quem nos parece mais preparado, mais proativo. Esquecemos até dos sonhos. Preferimos a aridez de uma vida sem anseios, a garantia da mera subsistência. Em nome de um pouquinho de vida perdemos toda a existência, sem pensar muito, sem sofrer muito, sem realizar quase nada.

 

No século passado, o escudo eram os pais e tutores, depois o cetro passava para o marido, e a maioria das mulheres, mesmo infelizes, seguia seus homens como se fossem apêndices. E os homens nem sempre sabiam o que fazer com elas, que para tudo lhes pediam opinião. Eles davam respostas a perguntas que não conheciam. Sofriam a pressão da responsabilidade em excesso e muitas vezes desprezavam suas mulheres pela menos valia. Esse processo não terminou. Em muitos núcleos familiares ainda imperam as relações truculentas, nas quais a mulher persevera em seu papel de vítima eterna, de rainha / escrava do lar, muitas vezes analfabeta na cabeça e no coração, vivendo um estado de quem não atingiu a maioridade e não é capaz de falar o que pensa e escolher o que quer.

 

Ainda hoje, muito mais preparadas para uma vida autônoma, nós, mulheres, submetemo-nos à escolha de pretensos príncipes encantados que romanticamente nos darão uma vida povoada de sonhos. O complexo de Cinderela sobrevive pela ânsia de ser cuidada por um provedor afetivo e, como a competição é árdua e o número de homens, cada vez menor, se aparecer um interessado, o fato de ser escolhida provoca uma abertura exagerada que não pede cep, rg, curriculum vitae. Parece mais fácil embutir o espírito crítico, engolir sapos e afogar-se no auto-engano.

 

Família e Trabalho

 

E isso não acontece só dentro da esfera familiar, mas também na vida profissional. É mais fácil entregar a vida a líderes / tutores que prometem nos abrigar, e por comodismo, para não ter que fazer mais escolhas, delegamos ao outro o controle da nossa atividade profissional. E assim nos permitimos ser tuteladas durante anos. Os líderes / tutores gostam desse papel, que lhes dá mais poder.

 

Também é mais fácil entregar-se cegamente às seitas diversas que nos prometem a felicidade eterna. É mais fácil se deixar controlar por pessoas aparentemente mais fortes que sentem prazer em manipular mentes indefesas.

 

Embora seja doloroso o processo de mudança, cada um deve escolher seu próprio caminho. A emancipação é um processo humano de busca da liberdade em relação a qualquer tipo de vínculo religioso, político, econômico etc., que impeça a realização plena. É preciso tomar atitudes corajosas para que a auto-estima se fortaleça e não deixe que a covardia e a preguiça moral sejam o enredo da nossa história. A partir daí, basta aprimorar as habilidades e não se conformar com o que não é bom nem positivo para um espírito livre para pensar, opinar e decidir o que é melhor para si.

 

 O conhecimento fortalece, as habilidades preparam e as atitudes nos tornam mais ousados e criativos. Dentro de nós habitam nossos pais – podemos ser pais de nós mesmos. Dentro de nós habitam nossos tutores - podemos decidir por nós mesmos. Dentro de nós habitam a vontade, a coragem e o bom senso – podemos ser autônomos conscientes. Não adianta buscar um guardião para nossa vida. A chave sempre estará conosco. Dá trabalho? Sim, mas é uma conquista que nos emancipa e permite gerenciar a nossa própria vida com muitas possibilidades de sucesso. Isso não tem preço!

 

Para saber mais –1- Dicionário de Filosofia – Nicolas Abbagnano, editora Martins Fontes 2007

 

2 - Revista Filosofia – Artigo “Subjetiva Razão”- Márcio Gimenes de Paula

 

Outros textos poderão ser encontrados no site: www.institutomvc.com.br/Biblioteca

 

Envie seu Comentário

 Nome   
 Assunto do contato   
 Mensagem   

  

Voltar

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ENTREVISTA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Voltar

 

 

 

 

JB Vilhena

Presidente do MVC,

Autor do Manual de Universidades Corporativas,

Professor dos programas de pós-graduação da FGV

 

 

Em Entrevista a Revista Lançamentos Indústria J.B. Vilhena fala como aplicar Conceitos e Técnicas de Negociação para cobrar Clientes Inadimplentes.

 

 

Revista Lançamentos - Quais as técnicas de persuasão que a indústria deve ter na hora de cobrar dos seus canais de distribuição?

 

JB Vilhena - "Quais as técnicas de persuasão que a indústria deve ter na hora de cobrar de seus canais de distribuição". Acredito que a necessidade de cobrança quase sempre deriva de uma venda mal feita. Se vendemos a quantidade certa para o canal certo, dificilmente ele ficará nos devendo, pois vai perceber as vantagens de poder oferecer os nossos produtos.

 

É claro que há casos de clientes que agem de "má fé" e são devedores contumazes. Nesses casos há que se pensar:

 

a) se o cliente atrasa, mas paga os devidos juros;

b) se embora pagando sempre atrasado, o cliente é fiel a nossa marca.

 

Caso a resposta seja positiva para as duas questões, é melhor não endurecer demais, pois estamos lidando com um padrão de comportamento que embora seja negativo não impede que o cliente sempre compre nossos produtos. Mas no caso dos clientes que atrasam, não pagam juros e só compram de nós quando o preço está "lá embaixo" o melhor é endurecer e, se for o caso, protestar o título e colocar aquele cliente na lista negra.

 

Revista Lançamentos - Quais são os aspectos psicológicos de uma boa cobrança?

 

JB Vilhena - É deixar claro que cumprimos nossa parte no acordo e o cliente não está cumprindo a dele. Temos que procurar aparentar uma postura de compreensão das eventuais dificuldades pelas quais o cliente tem passado, mas ao mesmo tempo manter a firmeza na cobrança. Cliente que encontra cobradores fracos e indecisos passa a usar o atraso como estratégia de alongamento do fluxo de caixa.

 

Revista Lançamentos - Quais são as aplicações das técnicas de negociação com diferentes tipos de clientes?

 

JB Vilhena - Genericamente, como é a pergunta, tendo a dizer que as técnicas a serem aplicadas variarão de acordo com o perfil do cliente.

 

Revista Lançamentos - Quais as melhores formas de agir para que o cliente pague suas dívidas?

 

JB Vilhena - Cumprindo o que prometemos e instando-o a fazer o mesmo.

 

Outros textos poderão ser encontrados no site: www.institutomvc.com.br/Biblioteca

 

Envie seu Comentário

 Nome   
 Assunto do contato   
 Mensagem   

  

Voltar