Edição Nº. 207 - 07 a 13 de Outubro de 2009 | Edições anteriores, clique aqui!

 

 Conheça nossas Soluções em Liderança

 Você Lidera Búfalos ou Gansos

 

 Dicas Preciosas para Entrevista de Emprego

 

 Liderança: Para que?

 

 E-learning: Treinamento à Distância - Demos

 

 Ambiente do Conhecimento: Biblioteca MVC

 

 Política de Relacionamento com Clientes - NOVO

 

 Pesquisa de Clima Organizacional - Fale conosco

 

 Siga o Instituto MVC no Twitter
 

  Trabalhar para que?

 Trabalhar é fácil, mas ser feliz dá um trabalho...

Para quem só vive para trabalhar, fazer algo por puro prazer e felicidade, dá uma culpa danada.

Ser apenas feliz, por mais incrível que pareça, nos força a ousar, a sair da zona de conforto, nos desafia a buscar uma conexão com a alegria, a leveza, o bem estar...

Já ser infeliz, no entanto, parece atrair a simpatia das pessoas para nos ajudar, nos tornamos vítimas, não precisamos agir porque a responsabilidade passa a ser do Outro, não minha.

 

[Leia mais]


 Lena Almeida

  Vídeo Palestra

  Criatividade e Inovação

 

 

Qual o Maior Desafio do Brasil no setor da Inovação?

O maior desafio da indústria brasileira em relação à inovação é reconhecer a importância das atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) como ferramenta competitiva. Além disso, por não ter uma cultura empresarial inovadora, o progresso brasileiro nessa área acaba se prejudicando. Prova disso é que o país ficou em 43º lugar na classificação mundial de competitividade, segundo estudo publicado em maio deste ano pela escola suíça de negócios "Institute for Management Development" (IMD).  

 [Leia mais]

Paulo Benetti

 

 

 Expediente

  Publisher: Costacurta Junqueira, JB Vilhena  Webdesign: Leandro Santana; Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: José Luiz Meinberg, Maria Teresa Ramos, Aaron Anderson e Consultores do Instituto MVC.

 

  Envie para um amigo, clique aqui!
  Acompanhe o Instituto MVC no Twitter - http://twitter.com/InstitutoMVC
  Você recebe mais de um Insight MVC? Cancele aqui seu E-mail duplicado
  Quer receber ou continuar a receber o INSIGHT MVC? É gratuito, Clique aqui e cadastre-se!
 

Edições anteriores, clique aqui!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TRABALHAR PARA QUE?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Voltar

 

 

 

 

Lena Almeida

Consultora Sênior do Instituto MVC,

Autora do livro FALAR BEM É FÁCIL

 

 

 

“Trabalhar é fácil, mas ser feliz dá um trabalho...”

 

 

“Quem não vive para servir não serve para viver”.

 

 Esse é o dito popular preferido de minha família e o outro é:

 

“Trabalhar demais não mata ninguém”.

 

Diante desses ditos, muitos valores me foram sendo registrados desde cedo; trabalhar, servir, tornou-se a grande missão e, como agradar à mamãe e ao papai era a premissa. Todos os 12 irmãos desde cedo arranjaram algo para fazer e o fazíamos com maestria e digo mais, não nos permitíamos nem adoecer, pois trabalhar demais não mata ninguém...

Os anos foram passando e nos destacamos no mundo do trabalho. Para nós, os irmãos, nosso Deus era o trabalho. E como adorávamos trabalhar e trabalhar demais, nenhum da família tinha histórico de férias maravilhosas. Uma vez ou outra um se aventura a cinco dias de folga, mas vai arrastando uma tonelada de culpa e a própria família faz alguns comentários do tipo: “...como é que ela (ele) tem coragem de deixar o negócio na mão de fulano?...” ou ...”tá entregando ouro ao bandido!...”, e por aí vai.

 

De tanto que se trabalha, mais se trabalha.  E como o treino faz o mestre, fomos nos tornando “mestres em trabalhar”...e achamos bom... e está certo assim... Lembra-se da cigarra e da formiga?... e os três porquinhos? Essas fábulas são quase uma prece nas nossas vidas...

 

E viva a mamãe que é a mais trabalhadora de todos; e é mesmo...  sempre trabalhando até hoje quando poderia se ocupar de não trabalhar.

 

Ô mãe! ...

 

Quando puxo o assunto com os meus irmãos, cuja condição já é mais que confortável, eles dizem:

 

- Você sabe que o melhor lugar do mundo para mim é no meu trabalho?

- Viajar pra quê?  Não sinto a mínima vontade.

 

Outro fala:

 

- Se eu deixar meu negócio quem cuidará? Tá doida?

 

Fico observando a correria de cada um e a minha também ... Há uma urgência e uma pressa de fazer mais, de ser rápido de fazer melhor...  São muitas coisas para um só dia.  O presente vai ficando pequeno, curto, quase suspenso. O futuro é grande, tudo em nome dele. Precisamos garantir o futuro.  É quase como se estivéssemos presos, pois pensamos que ser feliz é para depois, descansar é para depois, gozar a vida... é para depois.

 

E assim a vida vai acontecendo, se você dá conta de fazer três coisas, pode dar conta de fazer dez, vai encaixando, vai dando um jeito...  e “as melancias se ajeitam no balanço da carroça...” outro ditado bom para quando as coisas estão complicadas.

 

Depois de uma conversa com um dos meus irmãos, que sofreu um assalto, com risco de perder a vida, mas de quem, felizmente, só levaram dinheiro... as perguntas começaram a vir:

  • Pra que tanta luta?

  • Pra quê tanto esforço?

  • Quase a vida foi embora...

  • Será que é sempre necessário um acontecimento violento para repensar a vida? A morte de uma pessoa querida, aposentadoria, doença, perdas de um modo geral?

  • Será que dá para viver de um jeito diferente, sem esperar, necessariamente, os limites?

  • Como fazer isso?  Alguém aí tem idéia?

  • Será que é viajar?

  • Será que é dançar?

  • Será que é cantar, conversar, rezar, relaxar, ficar na rede... ai!  meu Deus, isso é impossível...  só aprendi a correr e a me movimentar... se parar, eu morro.

 

Fiquei pensando na frase: ”- se eu parar, eu morro...”

 

Parar significa se rever... Olhar para nossa vida dói e dói muito... é melhor correr e trabalhar para não sentir dor.  Ai! meu Deus, como é fácil produzir... Corre e arruma alguma coisa para eu fazer... Socorro!!! Ai que delícia é trabalhar!

 

É preciso aprender, além disso, a ser gratuitamente feliz, talvez da mesma forma como aprendemos a só trabalhar.

 

Para quem só vive para trabalhar, fazer algo por puro prazer e felicidade, dá uma culpa danada.

 

Ser apenas feliz, por mais incrível que pareça, nos força a ousar, a sair da zona de conforto, nos desafia a buscar uma conexão com a alegria, a leveza, o bem estar...

 

Já ser infeliz, no entanto, parece atrair a simpatia das pessoas para nos ajudar, nos tornamos vítimas, não precisamos agir porque a responsabilidade passa a ser do Outro, não minha.

 

Trabalhar demais é fácil, eu já comprovei isso.

 

Agora quero me dar ao trabalho de buscar um equilíbrio entre trabalhar, ser mestre no que faço, e me aprofundar na maestria da alegria, da felicidade e do não fazer nada.

 

Sei, entretanto, que atualmente ser feliz, para muita gente, seria apenas ter um trabalho.

 

Por hora, chega de conversa...

 

E vamos ao trabalho de buscar essa tal felicidade.

 

 

Outros textos poderão ser encontrados no site: www.institutomvc.com.br/Biblioteca

 

Envie seu Comentário

 Nome   
 Assunto do contato   
 Mensagem   

  

Voltar

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Voltar

 

 

 

 

Paulo Benetti

Consultor Sênior do Instituto MVC,

Autor de "MITOdoLOGIA - Pessoas e empresas criativas e inovadoras.

 

 

Qual o Maior Desafio do Brasil no setor da Inovação

 

 

O maior desafio da indústria brasileira em relação à inovação é reconhecer a importância das atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) como ferramenta competitiva. Além disso, por não ter uma cultura empresarial inovadora, o progresso brasileiro nessa área acaba se prejudicando. Prova disso é que o país ficou em 43º lugar na classificação mundial de competitividade, de acordo com um estudo publicado em maio deste ano pela escola suíça de negócios Institute for Management Development (IMD). Embora tenha conquistado seis posições em relação a 2007, o Brasil tem muito que caminhar para alcançar outros emergentes da lista, como a China, a Malásia e a Índia, que ocupam respectivamente a 17ª, 19ª e 29ª posições. O ranking é liderado, mais uma vez, pelos Estados Unidos. Para especialistas da área, se o país deseja se tornar competitivo é preciso consolidar as atividades de P&D e promover a inovação. E para inovar o governo precisa compartilhar com as empresas o risco tecnológico envolvido. De acordo com o mais recente estudo da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), apenas 5% das empresas que realizaram atividades inovativas receberam financiamento público. No Japão, por exemplo, o governo financia 18% das atividades de P&D, nos Estados Unidos e na Alemanha o número é de 31%, na Coréia do Sul, 24%, e na Espanha esse percentual chega a 40%. Em entrevista exclusiva ao TIC Mercado, Paulo Benetti, especialista Internacional em Criatividade, Inovação e Estratégias e vice-presidente da Associação Brasileira de Criatividade e Inovação (CRIABRASILIS), disse que o desafio do Brasil com a inovação é cultural. Para o autor de "MITOdoLOGIA - Pessoas e empresas criativas e inovadoras. Por que não?", não há uma cultura voltada para a inovação no país, principalmente, porque o brasileiro não gosta de enfrentar riscos.
 

Como você enxerga o cenário de inovação no Brasil?
 

Paulo Benetti - Tenho trabalhado fora do Brasil e, por isso, vou comparar com países como o México, Estados Unidos, Irlanda e China. Vejo nestes países um interesse maior na questão da inovação para o mercado. Isso quer dizer em lançar novos produtos, novos serviços, desenvolver novos processos, procurar por estratégias inovadoras. Vejo também que ainda estamos muito distante destes países. Além disso, nos países mais avançados - leia-se empresas mais avançadas e inovadoras -, a preocupação agora é com a criatividade. As empresas avançadas já resolveram as questões de liderança e gestão da inovação. Portanto, o que querem agora são idéias. Há um grande mercado lá fora para trabalhar o desenvolvimento de idéias. Já nos países em desenvolvimento, onde a cultura empresarial não é inovadora, a preocupação é como fazer a gestão da inovação. E nesta questão temos tido poucos progressos. Não há uma cultura voltada para a inovação, até porque não gostamos muito de enfrentar riscos.

 

Que desafios o Brasil encontra para promover a inovação?
 

Paulo Benetti - Se considerarmos que uma boa parcela da economia brasileira está nas mãos de empresas estrangeiras e estas, na quase totalidade, desenvolvem suas inovações em outros países ou nos seus países-sede, e se tirarmos da parte que sobra as empresas estatais, vamos ver que sobra uma pequena parcela na nossa economia para inovar. Entretanto, mesmo no âmbito estatal já vimos alguns bons exemplos: Embrapa e Petrobrás. No âmbito industrial privado temos a Embraer e a Vale do Rio Doce. No âmbito de negócios, temos o empresário, na realidade mais empreendedor, Eike Baptista, criando novas formas de conduzir suas atividades. Isso mostra que precisamos desenvolver capacidade de aceitar riscos e enfrentá-los. Logo, o desafio maior é desenvolver uma cultura voltada para inovar e empreender a inovação. Todos os países que estão avançando nesta área o fazem porque existe uma cultura local que estimula o enfrentamento do risco. Outra questão fundamental, e aí é de base, é a educação formal no Brasil. Estamos hoje muito fracos para enfrentar a concorrência mundial. Nossas escolas na base são fraquíssimas, mesmo as escolas privadas. Nossas universidades também são fraquíssimas. Inovação é desenvolver novo conhecimento ou usar o conhecimento existente de uma nova forma. Se não tivermos uma base de desenvolvimento de conhecimento, portanto excelentes universidades, não conseguiremos desenvolver inovações. Estamos muito despreparados nesta parte.

 

Que papel o Governo Federal deve desempenhar junto às empresas para o estímulo à inovação?

 

Paulo Benetti - O governo poderia estimular a inovação criando ambientes de foco, criando novos clusters industriais. Por exemplo: por que não estimular a indústria farmacêutica e cosmética a implantar centros de pesquisas na região amazônica. Isto é dar foco em alguma coisa que temos de melhor. Seria interessante também atacar mais a atividade de alimentação processada, que hoje está praticamente nas mãos de empresas do exterior. O Brasil está destinado a ser um celeiro do mundo, logo é muito importante vender com agregação de valor. Outro papel que o governo pode fazer, este mais difícil porque exige mais competência e vontade, é o de revolucionar a educação no Brasil. Não é evolucionar, é mudar completamente. Como está, já disse, não vamos muito longe. Não há muitos neurônios na praça com capacidade de inovar e competir em alto nível.

 

A maioria das empresas não investe em inovação por causa dos tributos e da burocracia da exportação. Qual a solução para estes problemas?

 

Paulo Benetti - A maioria das empresas não investe em inovação, principalmente, porque não temos uma cultura de arriscar. Este é um fenômeno cultural. Agrava isto o fato de que não se estimula a atividade empresarial em nosso país. Há realmente um excesso de tributos. E é interessante porque todos os dirigentes no Brasil, seja o presidente, ministros, deputados e governadores, sabem que se reduzirem a carga tributária em 20% a arrecadação aumentará em um porcentual muito maior. Não se entende porque não se reduz os tributos. Quanto à burocracia, ela é necessária para se criar facilidades, ou seja, criar condições para o aumento da corrupção. Logo, onde há muita burocracia, também há muita corrupção. Infelizmente, não se vê nenhum governo interessado em resolver isto.

 

As políticas lançadas pelo governo nos últimos tempos, como a Lei do Bem, Lei de Inovação e, agora, a PDP, têm ajudado no fomento à inovação?

 

Paulo Benetti - Ajudam um pouco, mas o problema maior é cultural. Quando o problema é cultural os incentivos encontram um grande bloqueio.

 

Publicado originalmente na TIC Brasil Mercado e Políticas Públicas.

 

 

Outros textos poderão ser encontrados no site: www.institutomvc.com.br/Biblioteca

 

Envie seu Comentário

 Nome   
 Assunto do contato   
 Mensagem   

  

Voltar