|
Voltar
Arthur
Asnis
Sócio da
Soft Trade
Empresa que
desenvolve soluções para as áreas de Recursos Humanos.
COMO
MONTAR UM ESTANDE DE SUCESSO
O Case
CBTD
Uma questão
importante para nós e, diria, para qualquer empresa é como
tornar-se conhecida de seu público. Esse é um tema em ebulição,
considerando a questão das redes sociais, internet 2.0, geração
“X, Y e Z”, dentre outras formas e estratégias de levar a nossa
mensagem.
Quando
comecei a escrever esse artigo, onde a proposta é falar sobre
uma forma de se apresentar ao público, me veio à cabeça a letra
da música cantada pelo Milton Nascimento “... todo artista tem
de ir onde o povo está...”.
Esse é o
caso quando falamos em participar de um evento segmentado, como
um Congresso na área de negócio onde a empresa tem expertise.
Não sei
como isso vai soar para você, leitor, mas o caminho das
pedras pode ser mais intuitivo do parece.
Já há muito
tempo os congressos e feiras não têm mais a vocação de lançar
inovações. As inovações, os trabalhos científicos e os novos
produtos não esperam mais os congressos e feiras para vir à
tona; exceção a essa afirmação eu atribuo ao salão do automóvel,
que lança seus protótipos inovadores em meio a grandes estandes
e lindas modelos.
Ao mesmo
tempo, uma quantidade excessiva de congressos e feiras e outros
eventos, fechados ou abertos, tem se propagado de forma que leva
a um esgotamento da platéia.
A partir da
minha percepção, esses dois fatores ocorrem quando o tema é a
área de Recursos Humanos; há muitos eventos e nenhum lançamento
de algo novo ou ainda não visto. Disso provem a dificuldade de
levar aos eventos, congressos e feiras pessoas com poder de
decisão ou de compra e impõe uma ginástica penosa aos
organizadores para mostrar valor agregado a expositores e
patrocinadores.
Um fator
importante para um expositor ou patrocinador é medir o retorno
do investimento. A forma mais prazerosa de dizer qual foi o
retorno é mostrar o montante de venda decorrente da participação
no evento. Não raro, a decisão de participar ou não da próxima
edição é avaliar o quanto em negócios fechados foram decorrentes
da edição anterior.
Nós temos
feito algo diferente, digo, diferente de avaliar a participação
em razão do volume de negócios realizados decorrentes da edição
anterior. Elegemos estratégia e intuição como caminho para
destinar os recursos de que dispomos.
Selecionamos um único evento para ser o principal evento do qual
temos participado em uma seqüência de anos (edições) e nele
concentramos os nossos principais esforços. Nossa intenção é
participar com uma visibilidade considerável que nos permita ser
notado, indiscutivelmente, pela maioria dos participantes do
evento.
No caso,
escolhemos o CBTD – Congresso Brasileiro de Treinamento e
Desenvolvimento. Esse evento tem uma característica especial, a
partir do nosso entendimento, que é o fato de acontecer sempre
em Santos (SP). Santos é uma cidade próxima a Santos o
suficiente para não fazer com que o investimento para quem
atende o congresso seja fator proibitivo da participação,
também, fica próximo de São Paulo, um hub para quem vem
de outras cidades ou mesmo estados. Por outro lado, o fato de
ser fora da cidade em que trabalha, retém o participante mais
tempo no evento tornando rara a possibilidade de que ele dê
“somente uma passadinha”.
Outra
característica interessante do CBTD: o investimento na inscrição
para o evento foi diluído durante o ano através da associação da
empresa à entidade que organiza o evento. Dessa forma, a não ser
pelas despesas com estadia e locomoção e mais os dias fora do
escritório a participação não fica sensível a cortes no
orçamento. O que percebemos é que existe uma quantidade
considerável de congressistas que retorna ano após ano ao
evento, às vezes por empresas diferentes. E muitas empresas cada
vez mandam profissionais diferentes ao congresso.
Feita a
análise da conjuntura em que está inserido o evento, começa a
estratégia de como participar dele. A decisão por essa linha de
participação começou há cinco anos e vem se mantendo. Alinhamos
a nossa expectativa em nos tornar mais conhecidos para não
esperar resultados de curto prazo e para tanto nossa reflexão é
a de que a intensidade com que somos lembrados está diretamente
ligada ao amadurecimento do congresso em si e ao amadurecimento
da carreira profissional dos participantes (congressistas).
Apostamos
que durante o período de amadurecimento de sua carreira o
profissional, em contato com a imagem da Soft Trade, terá nossa
empresa como uma das referências quando precisar acessar
determinada solução.
Pensando
dessa forma, tem sido determinante trabalhar em conjunto com as
pessoas que organizam o congresso e ter uma escuta genuína para
“ouvir” com sensibilidade os desejos dos congressistas.
Como tática
para que nossa imagem fique gravada, temos adotado medidas
diferentes. Algumas são metódicas, como estar sempre no mesmo
lugar – no caso um lugar privilegiado, garantido pelas
sucessivas participações – e outras desde onde vamos colocando
nossa imaginação e, especialmente, o genuíno interesse em ouvir
o congressista.
No segundo
ano da nossa participação, resolvemos distribuir sorvetes para
os congressistas. Santos, dezembro, calor e sorvete combinam. Na
verdade, a idéia surgiu depois de olhar para o sucesso da “Ice
Cream Party” no congresso da ASTD (American Society for
Training and Development). Por outro lado, buscamos uma
marca de sorvete consagrada pelo público, ainda que houvesse
outras possibilidades com menor investimento. Sempre servir
sorvete tem sido uma das nossas marcas no CBTD.
Nesse ano,
percebemos que as pessoas que pegavam sorvete perguntavam onde
podiam comprar água – naquele ano a água era provida pela
organização através de galões plásticos. No ano seguinte,
tivemos a idéia de trazer garrafas com água, rotuladas com a
nossa marca. As pessoas passaram a pegar garrafas e levar para
dentro das sessões e, até, para o hotel. Era interessante
apreciar algumas pessoas dentro das sessões do congresso, ao som
do palestrante, olhando e mexendo na garrafa de forma quase
inconsciente.
Outra
observação nossa foi quanto ao lixo que geramos com a entrega de
garrafas plásticas. No ano seguinte, compramos cestos de lixo
para acondicionar as garrafas e solicitamos a uma instituição
que retirasse o lixo destinando para reciclagem.
Esse ano,
como patrocinador, usaremos uma sala para palestra. O que vamos
apresentar não tem diretamente relação com um produto ou uma das
nossas soluções. Vamos levar um tema atual, ligado a redes
sociais e que acreditamos irá mobilizar o público.
Assim,
creio que aquilo que surge para o observador como uma
participação de sucesso está relacionada à forma como nos
entregamos a esse evento. Em minha opinião nós não simplesmente
participamos do evento, mas que estamos tão arraigados ao CBTD
que fica difícil distinguir o que seria um sem o outro.
Por fim,
nosso agradecimento vai para você que tem permitido, com sua
participação no CBTD e com sua presença em nosso estande, que
continuemos ano após ano lembrados quando o assunto é soluções
para Recursos Humanos.
Arthur
Asnis –
arthur.asnis@softtrade.com.br
– é sócio da Soft Trade, empresa que desenvolve soluções para as
áreas de Recursos Humanos.
Outros textos poderão ser encontrados no
site:
www.institutomvc.com.br/Biblioteca
Envie seu Comentário
Voltar
|