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  Resiliência e Comunicação

 Resiliências e Mitos de Comunicação

Por mais que se tente mostrar as virtudes da objetividade e da concisão, o mito – escrever muito é escrever bem - demonstra sua resiliência e permanentemente se renova. Das teses acadêmicas à comunicação corporativa, somos tentados a aumentar o tamanho de nossos textos, mesmo cientes de que essas ‘esticadas’ certamente comprometerão a qualidade da informação...

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José Paulo Moreira de Oliveira

  Capital Intelectual

  Treinamento em Fevereiro?

Universidades Corporativas Hoje

 

Por que fazer treinamento em fevereiro?

Em conversa com Roberto Drumond, jornalista do Canal RH, João Baptista Vilhena, Presidente do Instituto MVC, fala como andam as Universidades Corporativas nos dias de hoje...

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JB Vilhena

O INSTITUTO MVC está lançando um desafio aos seus clientes e leitores. Executarem atividades de treinamento em fevereiro, e não vir com aquela conversa (ou paradigma): "Ah, o treinamento lá do pessoal da minha empresa só começa mesmo em março. Fevereiro é mês de carnaval e quando o pessoal volta das férias".

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Maria Teresa Ramos de Souza

 

 

 Expediente

  Publisher: Costacurta Junqueira, JB Vilhena  Webdesign: Leandro Santana; Jornalista Responsável: Cristina Spera
  Equipe Insight: José Luiz Meinberg, Maria Teresa Ramos, Aaron Anderson e Consultores do Instituto MVC.

 

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RESILIÊNCIA E COMUNICAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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José Paulo Moreira de Oliveira
Consultor Sênior do MVC
Autor de 04 livros sobre Comunicação Empresarial

RESILIÊNCIAS E MITOS DA COMUNICAÇÃO

Resiliência: capacidade de um material voltar a seu estado normal, depois de ter sofrido tensão.

O conceito, ora emprestado da Física, remete-nos ao seguinte questionamento: de onde vem, afinal, essa nossa extraordinária dificuldade de modificar certas posturas e modos de pensar, quando o assunto é escrever?

E olhe que não faltam exemplos e provas incontestes da necessidade de se quebrarem velhos mitos. A terceira onda, idealizada por Alvin Toffler, já chegou. A sociedade da informação e do conhecimento é uma realidade econômica; se não nos prepararmos adequadamente, seremos sufocados por essa verdadeira tsunami de informações.

Primeiro mito: escrever muito é escrever bem

Ao longo de mais de três séculos, fomos colônia de exploração e , desde então, temos vivido em uma sociedade predominantemente agrária. Por aqui, a industrialização é ainda recente e se limita a poucas regiões do País.

A natureza de nossa formação econômica conduziu-nos ao absoluto desprestígio das letras e à extrema pobreza intelectual. Nesse contexto, saber escrever se tornou privilégio de poucos e escrever muito, fator de distinção social.

Por mais que se tente mostrar as virtudes da objetividade e da concisão, o mito demonstra sua resiliência—e permanentemente se renova: das teses acadêmicas à comunicação corporativa, somos tentados a aumentar o tamanho de nossos textos, mesmo cientes de que essas ‘esticadas’ certamente comprometerão a qualidade da informação.

A culpa, propriamente, não nos cabe. Na escola, ensinaram-nos a ‘dourar a pílula’ (Acho que fui bem na prova. Escrevi pra caramba!) e nas empresas somos permanentemente instados a esticar, esticar... (O relatório está muito sucinto. Não dá para escrever um pouco mais?).

Ocorre que a massa de informações aumentou substancialmente, e o tempo se tornou a matéria-prima mais escassa do mercado.

Posso enviar para você agora cinco arquivos—cada um com mais de 100 páginas—e, para isso, basta um simples clicar do mouse.
Só que seu cérebro não é uma máquina capaz de, em escassos segundos, processar mais de 500 páginas de texto, separar o trigo do joio, refletir sobre o que foi lido e partir para a ação.

Como é impossível acompanhar a velocidade da máquina, a frustração se torna inevitável.

Se você é capaz de gerenciar tempo, finanças e relacionamentos interpessoais, por que não tentar gerenciar sua maneira de escrever?

Segundo mito: escrever é privilégio de poucos

Outro mito resiliente e difícil de derrubar.  Muitos são os que ainda pensam que o ato de escrever requer talentos especiais—que uns poucos dominam e que a maioria não tem.

Partindo dessa falácia, pouco há de se fazer para reverter o quadro de absoluta impotência e inércia redacional. A tarefa de escrever é própria dos predestinados, dos iluminados... Só esses conseguem, como num passe de mágica, passar ideias para o papel.

O mito da inspiração pôde muito bem se sustentar nas sociedades agrárias —e, posteriormente, nas sociedades industriais.

Na primeira onda (agrícola), não havia por que escrever muito, já que as necessidades de comunicação eram pequenas e relativamente homogêneas. Um proprietário rural escreveria apenas para algumas dezenas de pessoas ao longo de toda a vida, a maioria delas membros de sua própria comunidade.

Da massa assalariada, esperava-se apenas que tivesse um mínimo de conhecimento sobre quando e como plantar e colher—aliado, é claro, à força física para trabalhar.

Na segunda onda (industrial), a comunicação era via de mão única, e as decisões eram tomadas de cima para baixo. A maioria das pessoas era receptora passiva e do ser humano se esperava ser capaz de entender ordens e instruções—e que fosse disciplinado no cumprimento dessas normas.

A popularização do telefone (Por que escrever uma carta se posso dar um telefonema?), o surgimento da televisão e a institucionalização do sistema de múltipla-escolha são alguns dos tantos fatores, que só vieram a reforçar a pouca necessidade de escrever.

Claro que, não havia como pensar em desenvolver ferramentas mais sofisticadas de comunicação ou ainda investir na melhoria dos textos corporativos. Escrever bem poderia até ser tarefa admirada por muitos, mas essa seria uma atividade secundária e distante do mundo real (Deixai a escrita para os poetas, os filósofos e os homens de espírito).

Esse tipo de comportamento perdeu seu lugar na era da internet, do e-mail (Por que atender o telefone,se posso responder por e-mail?) do Google, do Twiter e de tantas outras ferramentas, em que o domínio da comunicação escrita é vital. 

Hoje, todos são produtores, receptores e consumidores de comunicação. Você se comunica diariamente—e em tempo real—com dezenas, centenas de pessoas com formações, culturas e níveis de escolaridade distintos, em todo o mundo.  Harry Beckwith (The Invisible Touch) foi extremamente feliz , ao dizer que “Comunicação não é apenas uma ferramenta e sim a ferramenta”.

Seu sucesso pessoal e o de sua Organização dependerão substancialmente do trabalho de coleta de informações e de transmissão do conhecimento.

Terceiro mito: linguagem como sinônimo de erudição.

Esse talvez deva ser o mito mais resiliente—e passível de causar danos mais severos. Se não é complicado, não é sério; se não é sério não merece ser lido.

O ranço colonial, que impingiu em boa parte da elite intelectual brasileira o conceito do “Quanto mais confuso, melhor”, continua provocando verdadeiros estragos em nossa sociedade.

O profissional que faz do seu texto uma arma e vincula o ato de escrever ao uso recorrente de palavras complexas, pedantes e artificiais, perde pontos preciosos com o leitor.

O que dizer das construções que você vai ler a seguir? Apenas que seus criadores (respectivamente um advogado, um linguista, um economista e um administrador) estão preocupados apenas em enfatizar o domínio da Língua e impressionar (ou esmagar) o leitor, com suas incursões eruditas.

Por pertinente, as características peculiares que se coadunam com o direito de exclusividade de divulgar a obra ao público e fruir dos rendimentos econômicos dela decorrentes, e também com o direito de fiscalização do aproveitamento pecuniário das obras referem-se à materialização e distribuição voltada em prol da consentânea retribuição em virtude da projeção econômica da criação.

O conceito de classe argumentativa deve circunscrever-se ao conceito de orientação argumentativa, ou seja, uma classe argumentativa é constituída pelos enunciados cujos conteúdos apresentam-se regularmente como argumentando para uma conclusão que define a classe argumentativa, não só em uma situação particular específica, mas como uma regularidade como se desse em todas as situações de enunciação possíveis.

As normas são claras e precisas e remetem a participação nos lucros e resultados àqueles que têm interesse em negociar e estabelecer suas diretrizes: trabalhadores e empresas. É, portanto, mecanismo hodierno de negociação do conteúdo de direito de caráter estritamente pecuniário. Além de democrático, é cíclico, não havendo acordo, tenta-se nova negociação ou acorda-se a eleição de outra forma de resolução da discussão (mediador ou árbitro).

Insuflado de regozijo malgrado fugaz o ensejo, colho-o para apetecer alvíssaras e enviar um amplexo.

Saber explicar situações, definir conceitos, instruir processos, recomendar ações e apresentar soluções criativas e inovadoras são alguns dos diferenciais do Profissional da sociedade da informação. Você é o que você escreve. Sua redação é a evidência persuasiva de sua competência, personalidade e capacidade profissional.

Moral da História

A terceira revolução está acontecendo agora, e a sociedade da informação e do conhecimento exige do trabalhador a capacidade de desenvolver novas competências.

A revolução digital vem modificando por completo a sociedade: informação interativa, intensificação das relações pessoais, negociações on-line, notícias em tempo real, compras pela internet, entre outras tantas atividades cotidianas, abrem novos e interessantes espaços para a comunicação escrita,historicamente relegada a um plano menor.

Nesse contexto, clareza, funcionalidade, pertinência e objetividade no trato das informações são virtudes a serem sistematicamente treinadas e trabalhadas pelos Profissionais das Organizações.

Investir em comunicação não é despesa; é lucro. Quem não tiver a necessária sensibilidade para perceber que o conhecimento se tornou o substituto último de todos os outros meios de produção deixará de gerar riquezas—e estará inevitavelmente fadado ao rápido esquecimento.

 

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TREINAMENTO EM FEVEREIRO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Maria Teresa Ramos de Souza
Diretora de Educação Corporativa do Instituto MVC

 

POR QUE FAZER TREINAMENTO EM FEVEREIRO?

O INSTITUTO MVC está lançando um desafio aos seus clientes e leitores, sejam Presidentes, Profissionais de RH, Diretores, Gerentes, Técnicos, Supervisores, Vendedores, Engenheiros, etc. Executarem atividades de treinamento em fevereiro, e não vir com aquela conversa (ou paradigma):

”Ah, o treinamento lá do pessoal da minha empresa só começa mesmo em março. Fevereiro é mês de carnaval e quando o pessoal volta das férias. Aí nós damos um tempinho, pois afinal precisamos levantar as necessidades, e blá, blá, blá... Quer saber de uma coisa: o treinamento deve começar mesmo lá pelo mês de abril (quarto mês do ano)”.

As razões para que não ocorram treinamentos em fevereiro são inúmeras, desde as férias dos executivos, passando pela falta de hábito, tradição e culminando até numa relativa inércia de algumas unidades de RH que "decidiram" adotar um ano de 10 meses (março a dezembro).

Quais seriam dos argumentos que justificariam treinar nossos recursos humanos em fevereiro?

  • Período de produção e vendas mais baixo do ano, de modo geral: todos têm tempo para serem treinados e não haveria concorrência do treinamento com outras atividades da empresa
  • As férias dos executivos são de 20-30 dias, sempre haverá dois meses livres.
  • As consultorias estão mais abertas à negociação, pois a procura por eventos é menor.
  • Em decorrência da menor procura fica mais fácil realizar o treinamento nas datas em que a empresa quer e não quando a consultoria tem disponibilidade.
  • Os hotéis estão com os espaços de treinamento mais liberados, preços melhores e maior abertura para negociação.
  • Os executivos estão mais propensos a se dedicarem integralmente ao treinamento, pois as pressões externas são menores.

Nas negociações junto às consultorias, poderiam ser usados alguns dos argumentos, a seguir:

  • Melhor preço, devido ao número de eventos contratados para estes meses de menor demanda;
  • Tendo melhor preço, poderá realizar mais eventos;
  • Melhores condições, pelo fato do cliente ter contratado outros programas anteriormente;
  • Maior disponibilidade, o consultor desejado terá maior flexibilidade de agenda;

E, lembrem-se, as atividades podem variar desde:

Seminários, Palestras, Consultoria, Coaching, inclusive Follow-up de eventos realizados em 2009

 

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CAPITAL INTELECTUAL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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J.B. Vilhena
Presidente do MVC,
Autor do Manual de Universidades Corporativas,
Professor dos programas de pós-graduação da FGV
 


Tópicos da conversa de João Baptista Vilhena, Presidente do MVC, com Roberto Drummond, jornalista do CANAL RH.
 

1. Muitas empresas usam a expressão Universidade Corporativa (UC) apenas como "ferramenta de marketing". Em outras palavras, são empresas que não estão comprometidas com a idéia de Gestão Efetiva do Capital Intelectual da Empresa (que é o conceito básico por trás de uma UC de verdade). Essas UCs de fachada podem ser boas para o marketing interno e externo da organização, mas não expressam o uso correto da ferramenta.

É claro que isso não é um padrão, mas também não chega a ser uma excessão. Conhecendo mais profundamente o universo das UCs no Brasil é possível ver que existem casos em que o conceito é levado muito a sério. São empresas como a Natura, Renner, Algar, Nestlé e Saint-Gobain que nos fazem crer que existe gente que trabalha a Gestão do Capital Intelectual de forma séria e responsável.
 
Quanto a comparabilidade com os modelos americanos, creio que seja possível sim. Lá, como aqui, existem UCs de fachada e UCs que representam um braço estratégico importante na politica de ativos intangíveis.
 
2. UCs deveriam ser entendidas como uma opção estratégica para atração e retenção de talentos e conhecimento. Elas não surgiram para responder ao novo paradigma de agilidade, tão presente hoje nas organizações.
 
As UCs surgiram para permitir que as organizações tornem explícitos conhecimentos que antes eram propriedade apenas de alguns indivíduos.
 
Ao analisarmos a história, vemos que depois da Revolução Industrial e até meados dos anos 80 do século passado o que o indivíduo sabia era compartilhado com as organizações. Isso se devia ao fato de a maioria das pessoas passarem a vida trabalhando na mesma empresa. O que elas aprendiam na empresa era utilizado lá mesmo. Logo a propriedade do conhecimento era forçosamente compartilhada.
 
Com o fim do pacto Capital X Trabalho as pessoas começaram a levar para outras organizações o conhecimento que tinham adquirido. Isso significou uma verdadeira evasão de conhecimento. As UCs surgiram na onda da necessidade de reter o conhecimento, já que era impossível reter o conhecedor. Com o passar do tempo, algumas pessoas começaram a compreender que trabalhar para organizações que se preocupavam em reter o conhecimento podia ser interessante. Por que? Basta pensar que é impossível reter o conhecimento que ainda não foi produzido. Logo, para ter o que reter, era necessário produzir antes. Isso fez que as UCs começassem já desempenhando um duplo papel: Produzir o conhecimento para depois retê-lo.
Já a discussão sobre treinamento presencial ou a distância pertence a duas outras categorias de questão: tempo e custo.
Embora o treinamento à distância (ou EAD - Ensino a Distância) seja mais rápido e barato, existem competências que não podem ser desenvolvidas dessa forma. Daí a necessidade do presencial. A tendência que se observa no mundo atual é a do modelo "blended" ou seja, combinar presencial e a distância para produzir o maior efeito, no menor tempo e custo.
 
3. Como dissemos nos tópicos anteriores, as UCs contribuem estrategicamente para atrair e reter talentos. Se as empesas esãoá utilizando o conceito com esse objetivo, estão no caminho correto. O risco é que estejam fazendo isso apenas como parte do seu esforço de marketing, o que levaria os seus colaboradores a se sentirem frustrados em um futuro próximo.
Dizer que a UC é a melhor solução para tornar a empresa independente das ofertas do mercado em geral é muito perigoso. Tudo dependerá dos objetivos estratégicos da corporação.
 
4. Muito daquilo que hoje se chama de "tecnologia de gestão" tem sido gerado nas UCs. O caso do Brasil é mais complexo pois não há hábito ou tradição de se compatibilizar a pesquisa acadêmica com as necessidades do mercado. Mas como pertenço a esses dois mundos simultaneamente (como consultor e como coordenador acadêmico da FGV) verifico que as UCs podem ser uma importante alternativa de superação dessa lacuna.
 
5. Creio que o papel estratégico das UCs forçosamente as limite a atuar junto aos stakeholders da organização (públicos que tem influência e/ou interesse na empresa ou negócio). É por isso que sou cético em relação a idéia de que as UCs tem que buscar a autosustentação. Gerenciar um orçamento é uma coisa totalmente diferente de gerar caixa para se sustentar. É lógico que isso não significa que as UCs não possam compartilhar os custos. O que elas não devem é se tornar um centro de lucros, pois esse é um caminho que fatalmente leva ao desvirtuamento de sua função original.
 
6. Parcerias são sempre bem-vindas, pois não é possível criar internamente todos os recursos necessários para cumprir fielmente a missão de uma UC. Mas essas parcerias não precisam ser, necessariamente, com instituições de ensino tradicionais. Elas podem se dar com consultorias, fornecedores individuais e outras organizações voltadas para o desenvolvimento humano. Creio que as duas contribuições efetivas das Instituições de Ensino Superior às UCs se deêm através de processos de certificação e de apoio no processo de montagem das grades curriculares. Mas os conteúdos podem e devem ser democraticamente construídos com outros parceiros.

 

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